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quinta-feira, maio 10, 2012

Euforia acaba e juro futuro sobe com força

Euforia acaba e juro futuro sobe com força

Fonte: Valor

As taxas de juros negociadas na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) tiveram mais um pregão de forte alta e em apenas dois dias alguns contratos, como o janeiro de 2021, recuperam 50 pontos-base.

O ajuste começou com o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) acima de 1%, que já captou parte da alta recente do dólar, e foi prolongado com o conhecimento do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de abril, que veio em 0,64%, leitura acima do previsto e maior em um ano.

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Cabe ressaltar um movimento curioso. Assim que saiu o IPCA algumas taxas chegaram a cair. Segundo um operador, parte do mercado estava com visão ainda pior para a inflação, como não isso não se confirmou eles foram para a venda, mas tal movimentação foi barrada pelos comprados.

Fora da briga do intradia, que conta com tesourarias de renome levando pequenos e grandes a correr para evitar ou diminuir prejuízos, o que parece estar acontecendo é uma moderação na euforia criada pela mudança da regra da poupança. As taxas futuras ficaram sem piso e chegaram a mostrar Selic abaixo de 8%. Agora, a curva sugere juro básico ao redor desses 8%. Correções na curva de juro podem ocorrer, caso o Banco Central (BC) dê algum novo sinal ao mercado. Hoje, a instituição estará em peso no Rio de Janeiro, para a abertura do XIV Seminário de Metas para Inflação. O presidente Alexandre Tombini terá a palavra.

Nas mesas, duas visões diferentes. Parte do mercado não acredita que essa queda na taxa de juros é uma mudança de longo prazo. O BC e o governo estariam mais lenientes com a inflação, dando maior peso aos acontecimentos externos na condução da política monetária. E os primeiros sinais de alerta com a inflação começaram a aparecer.

"Ninguém duvida da vontade do governo em baixar os juros. Mas em determinado momento, o mercado pode duvidar do sucesso dessa estratégia", diz um gestor.

Para outro grupo, a queda de juros está contratada. O governo não comprou o risco de mudar a poupança para promover reduções marginais na Selic. Fora isso, o quadro externo está cada vez mais incerto. Para esse grupo, cada puxada de alta é uma nova oportunidade de venda de juro futuro.

Passando para o câmbio, os comprados continuam passeando pelo mercado e cada vez mais se ouve falar em dólar a R$ 2,00.

Ontem, o dólar comercial subiu 1,24%, para R$ 1,963 na venda, maior preço desde 14 julho de 2009. No ano, a alta é de 5%.

Na BM&F, o dólar para junho ganhou 1,53%, a R$ 1,981, e a moeda para julho avançou 1,63%, para R$ 1,99.

Conforme o dólar caminha para R$ 2,00, cresce a expectativa sobre atuações do Banco Central na ponta de venda da moeda. O que seria uma reviravolta do modelo de atuação e um sinal de "bater em retirada" das tropas do governo na "guerra cambial".

Segundo o economista-chefe da CM Capital Markets, Darwin Dib, o câmbio precisa ficar em um mesmo patamar por ao menos dois a três meses para que chegue aos índices de inflação.

Tomando como base as atuações da autoridade monetária, o economista acredita que o teto desejável para o dólar estaria ao redor de R$ 1,80. Então, se a moeda ficar acima disso por muito tempo é grande a chance de atuação do BC. "Mas é mais uma questão de tempo do que de patamar", ressalta.

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