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segunda-feira, maio 21, 2012

RELATÓRIO DIÁRIO DE ECONOMIA E MERCADOS

RELATÓRIO DIÁRIO DE ECONOMIA E MERCADOS
São Paulo, 21 de maio de 2012

Hoje: FGV - IGP-M (2ªprév.- mai) • BCB - Boletim Focus • EUA – CFNAI (abr) • Japão - Indicadores Antecedentes (mar)

Nesta edição:

BRASIL:
•Focus: Piora a expectativa de crescimento econômico em 2012

MERCADOS:
•Ibovespa segue clima de pessimismo internacional


BRASIL


FOCUS: PIORA A EXPECTATIVA DE CRESCIMENTO ECONÔMICO EM 2012
Segundo o relatório Focus, divulgado hoje pelo Banco Central, os analistas revisaram para baixo a perspectiva de crescimento do PIB em 2012. Assim, pela segunda semana seguida, ela sofreu alteração, passando de 3,20% para 3,09%. Para 2013, no entanto, o movimento foi oposto. A expectativa de evolução do PIB passou para 4,50%, ante 4,30% na semana anterior. No cenário inflacionário, as projeções para o IPCA deste ano apresentaram leve melhora, de 5,22% para 5,21%, enquanto que para o ano que vem, a expectativa piorou aumentando de 5,53% para 5,60%. Para os juros, as expectativas para 2012 permaneceram estáveis em 8,00%. Já para 2013, houve queda de 25 bps, estabelecendo-se em um patamar de 9,50%. Por fim, para o câmbio, mesmo após vários picos alcançados na semana passada, os analistas não chegaram a revisar suas expectativas, mantendo suas projeções em R$ 1,85/US$, tanto para 2012 como para 2013.

MERCADOS


IBOVESPA SEGUE CLIMA DE PESSIMISMO INTERNACIONAL

As preocupações relativas à Grécia e Espanha continuam a influenciar negativamente os mercados europeus. Os índices da região obtiveram mais um resultado negativo no pregão de sexta-feira. Já nos EUA, nem um esperado IPO para esta semana impediu que as bolsas fechassem no vermelho. Motivados pelo cenário internacional, o S&P 500 e Dow Jones obtiveram variação negativa de 0,74% e 0,59%, respectivamente. No Brasil, após uma sequência de resultados negativos, a bolsa teve finalmente um dia de alta, impulsionada por ações com grande peso no Ibovespa. Este, por sua vez, obteve alta de 0,88%, fechando aos 54.038 pontos. No mercado de câmbio, o dólar teve variação de + 0,61%, cotado a R$2,0095/US$. Já no mercado de DI, os contratos com vencimento para janeiro de 2013 obtiveram queda e encerraram a sessão em 7,79%.

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Foguete perde força: The Economist adota tom mais cauteloso com o Brasil

Foguete perde força: The Economist adota tom mais cauteloso com o Brasil

Por: Fernando Ladeira do Infomoney
SÃO PAULO – Em novembro de 2009, sob a manchete “O Brasil decola”, o cristo redentor assumia a forma de um foguete na capa da revista britânica The Economist. Passados pouco mais de dois anos, o Brasil volta a ser assunto da revista, mas, dessa vez, em um tom mais pessimista.

Na revista, publicada no final da semana passada, são duas matérias dedicadas ao Brasil. Na primeira delas, com o título "A reação do Brasil", a publicação realça que as forças do País são reais, com um forte crescimento na história recente, mas que o governo devia se preocupar mais com os seus pontos fracos. “Uma taxa de crescimento de 3,5% pode parecer generoso para padrões ocidentais, mas está abaixo do que o Brasil precisa para continuar os recentes ganhos sociais – e do que poderia ser”, diz o texto.

Um País caro

Chama atenção da The Economist o fato de que algumas fontes de crescimento já estão se esgotando, como a estabilização e as reformas econômicas nos anos 1990 e o apetite da China por commodities. A força de trabalho avançando a um ritmo mais lento e os elevados custos para fazer negócios no Brasil – o que afeta negativamente os investimentos - são outros pontos de pressão.

A revista vai além e critica, também, as regras para que 65% dos equipamentos para exploração de petróleo em águas ultrapofundas sejam provenientes da indústria nacional, o que deve ser mais dispendioso e atrasar os projetos do setor. Portanto, críticas não faltam à presidente Dilma Rousseff. “Seu esforço para reduzir os custos é muito tímido; ela é responsável pelo novo protecionismo no petróleo; e a impressão é que ela está preparada para fixar um crescimento abaixo de 4%. Isso seria prejudicial ao Brasil”, crava o texto.

Nesse cenário, os investidores devem começar a olhar mercados de crescimento mais rápido na América Latina, como o Peru, Colômbia e, talvez, até o México, enquanto os pobres serão os que mais sofrerão no Brasil. É válido lembrar que no começo desse mês o banco norte-americano Morgan Stanley cortou a recomendação para investimentos em ações no Brasil para "underweight", ou performance abaixo da média do mercado, além de ter elevado a sugestão para Peru e México.

Risco político em alta

O outro texto reservado ao Brasil também trata da desaceleração econômica, mas faz mais referências ao risco político, com críticas à Petrobras (PETR3, PETR4) e Vale (VALE3, VALE5), por sucumbirem aos interesses do Governo em vez do de seus acionistas.

A complacência das autoridades brasileiras com a expropriação da espanhola YPF pela Argentina também não foi bem vista. “Isso é arriscado: o Brasil é, realmente, diferente da Argentina, mas os estrangeiros podem não perceber isso. Os governos da Colômbia e do México abertamente se distanciaram da Argentina”, frisa a reportagem. Pesadas multas à norte-americana Chevron por um vazamento de petróleo na costa do Rio de Janeiro e a prisão de alguns executivos da companhia agora levantam questões se algum passo errado por aqui pode levar ao confisco do passaporte, alerta.

Otimismo seletivo

Por sua vez, a publicação fecha o texto ponderando que um pouco menos desse excesso de euforia com o Brasil pode se salutar, prevenindo um movimento que poderia se tornar irracional.

“Isso pode persuadir o Governo a remover algumas das barreiras que seguram o Brasil. Apesar da meta geral de crescimento provavelmente ser mais modesta por alguns anos, há ainda muitas oportunidades, particularmente no agronegócio e na mineração, e em estimular o crescimento da demanda por educação e saúde.” Portanto, se antes o Brasil era avaliado com otimismo, agora o novo sentimento é um otimismo seletivo, conclui a publicação, citando um gestor de fundos da Explorador Capital Management.

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Conjuntura semanal

Zona Euro (tragédia grega)
Repetição das eleições em 17/Jun resultará em mais um mês de incertezas (ou mais, dependendo do resultado)
A retomada da discussão da saída da Grécia do euro trouxe uma nova onda de aversão ao risco
No segundo pacote de resgate, os ajustes fiscais de 2013 e 2014 ficaram pendentes. UE declarou que não seguirá com o financiamento se a Grécia não cumprir o acordo
Pesquisas recentes mostram o crescimento da Coalizão de Esquerda Radical (Syriza) com 23,7% das intenções de voto (que pede a imediata suspensão dos termos do acordo com Troika)
Para Nova Democracia e PASOK permanecerem sendo governo (41% das intenções de votos), é necessário coalizão com Syriza
Ø Reflexos:
De setembro de 2009 a março deste ano, a Grécia teve perdeu 31% dos depósitos bancários e, poucos dias atrás, o presidente grego revelou que outros € 700mn em depósitos deixou o país desde a eleição.
Ø Destaque da semana:
Índices PMI de maio são esperados um pouco melhores que os de abril, porém ainda abaixo do limite de 50

US (ritmo bem moderado)
Ø Destaque da semana: dados de atividade (encomendas de bens duráveis) e de mercado imobiliário.
Encomendas de bens de capital sinalizam fraco desempenho dos investimentos; que de fato desaceleraram ao longo do 1T12 ( comportamento refletido no PIB do 1º trimestre)
Vendas de imóveis novos e usados ainda longe de sinalizar recuperação do setor: desemprego alto, renda com crescimento lento e endividamento das famílias ainda não favorecem a pronta retomada do mercado imobiliário, a despeito das baixas taxas de juros. 

China (indústria 50%, serviços 40% e agricultura 10%)
Ø Destaque da semana: PMI indústria (apuração setor privado) 

Brasil (cenário internacional conturbado promove taxa de câmbio sob pressão ao mesmo tempo que mantém espaço para corte de juros !?!)
Na última semana, dados de vendas no varejo apontaram forte crescimento
IBC-Br registrou alta de 0,15% no 1T12
Dados confirmam a continuidade do crescimento bastante heterogêneo do PIB e favoreceram maior aposta num ciclo maior de afrouxamento monetário
Ø Destaques da semana:
IPCA-15 de maio: +0,60%m/m, outro resultado inferior ao registrado no ano passado (0,70%), pressão de administrados e cigarros continua
Desemprego deve ficar em 6,4% (ou 6,1% em termos dessazonalizados)
Crescimento do estoque de crédito de1,4%m/m em abril (taxas de juros já devem incorporar as reduções promovidas pelos bancos )
Déficit em transações correntes US$4,2 bi: queda do superávit comercial (difícil ambiente global) e moderação em viagens internacionais e remessas de lucros e dividendos, em função do crescimento doméstico mais lento e do real mais depreciado

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quinta-feira, maio 17, 2012

Aposta de corte maior na Selic retorna ao mercado

Aposta de corte maior na Selic retorna ao mercado

Fonte: Valor

Acertar sozinho ou errar junto com todo mundo? No mercado, a segunda opção é estratégia dominante e esse também parece ser o caso nos juros futuros.

Segundo um estrategista, quanto pior o ambiente externo - onde cresce a chance de saída da Grécia da zona do euro - mais se concretiza o cenário que levou o Banco Central (BC) a começar a cortar as taxas de juros em agosto do ano passado. Com isso, os agentes locais vão para a venda de taxa futura.


De acordo com esse especialista, o mercado ganhou dinâmica própria. As estratégias de muitos fundos que operavam um contra o outro não existem mais. Estão todos na venda.

"Em uma indústria competitiva, você não pode ficar tomando ajuste negativo enquanto seu concorrente está embolsando com a queda do juro futuro", diz.

Mesmo que o lado técnico (a famosa relação risco/retorno) não esteja favorável, o gestor é "empurrado" para a venda. "O mercado ganhou uma dinâmica própria de baixa", diz.

Olhando a curva futura, a queda de ontem nos prêmios de risco reforça a projeção de Selic abaixo de 8%.
Além disso, cresceu o posicionamento para uma redução de 0,75 ponto percentual no encontro de 30 de maio do Comitê de Política Monetária (Copom). Ou seja, uma parcela do mercado não dá crédito à "parcimônia" citada pelo BC na sua última ata.

Aliás, quem leu a ata de março e se posicionou para Selic ligeiramente acima das mínimas históricas perdeu dinheiro, pois em abril a sinalização mudou.

Ainda de acordo com o estrategista, há negócios com opções de juros que apostam em duas quedas de 0,75 ponto percentual na Selic. Cenário improvável duas semanas atrás.

Já no mercado de câmbio, rápidos movimentos de preço e falta de tendência descrevem bem o pregão de quarta-feira.

Depois de subir a R$ 2,009 (+0,35%) e cair a R$ 1,988 (-0,70%), o dólar comercial terminou o dia a R$ 2,002, sem variação de preço ante o fechamento de terça-feira.

Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar com entrega para junho caiu 0,12%, negociado a R$ 2,007. O contrato fez máxima a R$ 2,015 (+0,27%) e mínima a R$ 1,994 (-0,77%).

A briga entre comprados e vendidos segue firme na linha dos R$ 2. Nas mesas, fala-se em entrada de recursos de exportadores, mas os agentes seguem "com o dedo no gatilho" e reagem prontamente a qualquer piora no cenário externo.

Outro assunto em pauta é a possibilidade de atuação do Banco Central. Com a linha dos R$ 2 superada e nem sinal da autoridade monetária, algumas casas passaram a trabalhar com a linha de R$ 2,10 como ponto de entrada do BC.

Para alguns especialistas, no entanto, não existe um preço de tolerância. O BC atua dependendo da velocidade de valorização ou caso o mercado se mostre disfuncional, com descasamento entre os preços à vista e futuro ou disparada do cupom cambial.

No lado do fluxo, a semana encerrada no dia 11 mostrou sobra líquida de US$ 120 milhões.

Mas no acumulado do mês até o dia 11, o resultado é negativo em US$ 639 milhões.

Como os bancos seguem comprados em cerca de US$ 5,5 bilhões no mercado à vista de câmbio, não dá para dizer que falta dólar no mercado.

As taxas do cupom cambial (juro em dólar no mercado local) seguem em alta, mas o movimento é gradual. A taxa para julho subiu para 1,21%. Na sexta-feira, ela estava em 0,94%.

De forma simplificada, a taxa do cupom sobe quando a oferta de moeda à vista cai.

Nos derivativos, as posições dos bancos e dos fundos crescem. Os bancos têm estoque vendido de US$ 16,115 bilhões, um dos maiores já registrados. São US$ 5,393 bilhões em dólar futuro e outros US$ 10,722 bilhões em cupom cambial. Na ponta oposta, os fundos estão comprados em US$ 13,537 bilhões. São US$ 4,639 bilhões em dólar e US$ 8,898 bilhões em cupom cambial.

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