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sexta-feira, março 16, 2012

RELATÓRIO DIÁRIO DE ECONOMIA E MERCADOS
São Paulo, 16 de março de 2012

Hoje:FGV – IPC-S (até 15/mar) • MTE – Caged (fev/12) • EUA - NUCI (fev/12) • EUA – Índice de Confiança (mar/12) • EUA- CPI (fev/12) • EUA - Produção Industrial S.A. (fev/12) • Z. do Euro - Balança Comercial S.A. (jan/12) • Japão - Indicadores Antecedentes (jan/12)

BRASIL:
•Com indicação de BC do piso de juros, revisamos nossa projeção de Selic
MERCADOS:
•Ibovespa fecha em baixa, apesar de otimismo internacional


BRASIL

COM INDICAÇÃO DE BC DO PISO DE JUROS, REVISAMOS NOSSA PROJEÇÃO DE SELIC
A ata do Copom nos traz indícios sobre os próximos passos da política monetária. Em primeiro lugar, o comitê justificou a aceleração no ritmo de cortes da taxa de juros (na última reunião o corte foi de 75 bps, e não de 50 bps como em reuniões anteriores) pela contínua preocupação envolvendo o cenário externo, dado que ainda existe grande incerteza em relação à resolução da crise da dívida externa. Com isso, os riscos que envolvem a estabilidade financeira global permanecem altos. Esse movimento externo, de acordo com o BCB, motivou a desaceleração do crescimento brasileiro, que pode ser observada em alguns dos indicadores econômicos recentes. Em outras palavras, o Copom entende que o ritmo da atividade da economia doméstica já está num ritmo moderado, apesar dos riscos vindos de um mercado de trabalho apertado. Essa conjuntura fornece sinais benignos ao cenário de inflação. Como já dissemos, o cenário de inflação de 2012 tende a ser beneficiado por choques favoráveis nos preços administrados – como preços de eletricidade e de transporte urbano – e, em parte, pela desaceleração econômica, observada no terceiro trimestre de 2011. Com isso, a inflação deve recuar para 5.0% em 2012, enquanto em 2011, o índice de preços teve alta de 6,5%.
Por outro lado, a previsão do Banco Central para a inflação de 2013 permanece acima da meta tanto no cenário de mercado quanto no de referência. Após o BCB manifestar explicitamente a intenção de baixar a taxa de juros para o patamar de um dígito (o aumento das projeções foi acelerado ainda mais após o corte na Selic promovido na semana passada), a expectativa para o IPCA de 2013 aumentou para 5,50%, de acordo com a pesquisa Focus (o resultado anterior trazia um consenso de 5,11%). Tal movimento impede, sob o nosso ponto de vista, que o BCB continue com os cortes na taxa Selic por um período extenso. Provavelmente por isso, O BCB adicionou no 35º parágrafo a sentença “o Copom atribui elevada probabilidade à concretização de um cenário que contempla a taxa Selic se deslocando para patamares ligeiramente acima dos mínimos históricos, e nesses patamares se estabilizando”. Para nós, este fragmento indica que o ciclo será interrompido quando a Selic atingir o patamar de 9% a.a., já que o mínimo histórico é 8,75%, atingido após a crise de 2008. Considerando isso, estamos revisando nossa expectativa da taxa Selic de 2012 para 9,00% a.a. (a expectativa anterior estava em 8,5% a.a.), com mais um corte de 75 bps na reunião de Abril. Após isso, a taxa será mantida ,pelo menos, até o fim de 2013.
Contudo, mantemos nosso call de que a atividade econômica terá aceleração a partir do segundo trimestre, mantendo-se aquecida até o quarto trimestre do ano, o que tende a pressionar a inflação. De fato, para o próximo ano, a inflação deve acelerar para 6,0%, refletindo a atividade econômica mais forte (e na ausência de mais choques nos preços administrados). Considerando o discurso recente do BCB, a resposta para o aumento de pressão sob os preços deve vir sob a forma de medidas macroprudenciais, o que sugere, pelo menos no primeiro momento, que a Selic deverá ser mantida até o fim de 2013.


MERCADOS

IBOVESPA FECHA EM BAIXA, APESAR DE OTIMISMO INTERNACIONAL
A aprovação do pacote de resgate a Grécia realizada pelo FMI motivou o bom resultado dos principais índices europeus. A alta também pode ser creditada aos indicadores econômicos divulgados pelos EUA na sessão de ontem. Dados relacionados ao número de novos pedidos de auxílio-desemprego, produção industrial e índice de preços ao produtor tiveram desempenho acima do esperado. Dessa forma, no mesmo sentido das bolsas européias, os índices americanos de maior relevância tiveram variações positivas. Enquanto Dow Jones subiu 0,44%, S&P500 teve alta de 0,60%, alcançando o maior patamar desde 2008.
O Brasil não acompanhou o clima de otimismo no cenário internacional. Motivado pela cautela criada no mercado após a divulgação da Ata do Copom, o índice Ibovespa teve queda de 0,74% aos 67.749 pontos. No mercado de câmbio, o dólar encerrou o pregão com queda de 0,77%, cotado a R$1,8006/US$, enquanto no mercado de DI, o vencimento para janeiro de 2013 fechou o dia em 8,93%.
 

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