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segunda-feira, março 12, 2012

RELATÓRIO DIÁRIO DE ECONOMIA E MERCADOS

RELATÓRIO DIÁRIO DE ECONOMIA E MERCADOS
São Paulo, 12 de março de 2012

Hoje:BCB – Boletim Focus (semanal) • EUA – Resultado Fiscal (fev/12) • OCDE – Indicadores Antecedentes (jan/12)

BRASIL:
•Focus: novo patamar de juros influencia expectativas para 2013
•Governo dá continuidade à guerra contra apreciação do real
•Indústria mais fraca que o esperado no 1T12
•IPCA mostra aceleração de 0.45% nos preços

INTERNACIONAL:
•EUA: mercado de trabalho continua se recuperando

MERCADOS:
•Bolsas fecham sem tendência definida


BRASIL

FOCUS: NOVO PATAMAR DE JUROS INFLUENCIA EXPECTATIVAS PARA 2013

Após a divulgação do novo patamar de juros brasileiro, as expectativas de inflação e juros foram revisadas pelo mercado. De acordo com a Pesquisa Focus, as expectativas para o IPCA de 2012 foram elevadas de 5,24% para 5,27%. O destaque ficou novamente para as expectativas do IPCA de 2013, o qual obteve uma grande revisão, saindo de 5,11% para 5,50%. Já os juros para final de 2012 e 2013 obtiveram cortes de 50 bps, estabelecendo-se em 9,00% e 10,00% respectivamente. Além do resultado do COPOM, a produção industrial, que na semana passada surpreendeu negativamente o mercado, não fez com que houvesse grandes alterações na expectativa de crescimento do país. Elas se mantiveram praticamente inalteradas, com o resultado de 2012 estável em 3,30%, e para 2013 uma pequena alta, alcançando 4,20%. Com relação ao câmbio, as expectativas para 2012 e 2013 ficaram estáveis, ambas em R$ 1,75/US$.

GOVERNO DÁ CONTINUIDADE À GUERRA CONTRA APRECIAÇÃO DO REAL
Dando continuidade ao combate à valorização do real, o Diário Oficial da União trouxe hoje a divulgação da ampliação da incidência do IOF sobre empréstimos externos para cinco anos. Esse tipo de taxação vem sido usada pelo governo desde abril do ano passado como tentativa de frear o excesso de liquidez no mercado cambial proveniente dos países desenvolvidos. Em março, o governo já havia aumentado o prazo da incidência de 6% do IOF para transações de até três anos.

INDÚSTRIA MAIS FRACA QUE O ESPERADO NO 1T12
Os principais indicadores coincidentes da indústria para fevereiro (ABCR, ANFAVEA e ABPO) sugerem outro mês desempenho fraco, mesmo após a surpresa negativa com a produção industrial de janeiro. A produção de papel ondulado recuou 1.0% na margem após ajuste sazonal, assim como o fluxo de veículos pesados recuou 0.8% na mesma base de comparação.
Esse movimento nos sugere que embora a queda da indústria geral tenha sido relativamente localizada (no setor de automóveis), não foi pontual. Preliminarmente estimamos que produção industrial de fevereiro recue cerca de 0.5%m/m. Nesse sentido o primeiro trimestre do ano deve seguir com produção industrial em queda, puxando para baixo o resultado do PIB nesse período.
Por outro lado, revisamos para baixo nosso cenário de taxa Selic para 2012 (8.5%aa ante 9.5%aa) de forma que não alteramos, por ora, nosso cenário de atividade econômica pa a média do ano (indústria com alta de 2,0% e PIB com crescimento de 3,5%).

IPCA MOSTRA ACELERAÇÃO DE 0.45% NOS PREÇOS
O IPCA mostrou uma aceleração de 0.45%m/m nos preços. O consenso do mercado apresentava uma variação positiva de 0.45% m/m, enquanto nossa expectativa estava em 0.43%. Já o acumulado em 12 meses tem variação positiva de 5.85%.
Comparado ao IPCA de fevereiro de 2011, os itens que colaboraram de forma mais decisiva para a desaceleração na inflação foram transporte e comunicação, e alimentos, ambos apresentando deflação. Os destaques ficaram por conta do etanol, que apresentou deflação de -2.87% m/m, divergindo dos padrões sazonais do período; dos preços das passagens de avião, que tiveram variação negativa de 8.84%; e da telefonia fixa, que reduziu suas tarifas em 0.52%. O setor de serviços também registrou desaceleração na inflação (1.25% m/m vs 1.79% m/m), apesar do aumento nos preços do serviço de empregadas domésticas, motivado pelo aumento do salário mínimo. Acreditamos que boa parte da desaceleração na inflação pode ser creditada à desaceleração nos preços de aluguéis (1.2% m/m vs 1.55% m/m) e de produtos alimentícios em restaurantes (0.59% m/m vs 0.94% m/m). Vale a pena notar que os preços de aluguéis são geralmente fixados pelo IGP-M, que vem apresentando tendência baixista devido aos preços de atacado. Portanto, acreditamos que tal tendência de diminuição ainda será mantida.
Acreditamos que o preço do etanol continuará a divergir do padrão sazonal. Além disso, consideramos que as melhores condições climáticas de Abril de 2012 deverão contribuir para o declínio do preço do combustível. Acreditamos que os demais itens de transporte, principalmente o transporte urbano continuará apresentando inflação muito inferior ao ano passado. Os gêneros alimentícios devem mostrar alguma aceleração da inflação em março e em abril, no entanto, a partir de maio os preços se manter estáveis, ou até mesmo cair, graças aos preços das commodities alimentares atuais. Esperamos que os preços administrados e comercializáveis (em especial, os preços de bens duráveis) continuarão ajudando a reduzir o IPCA. Tal fato aliado a uma inflação alimentar bem comportada deve promover a convergência dos preços até 3Q12.


INTERNACIONAL

EUA: MERCADO DE TRABALHO CONTINUA SE RECUPERANDO

Nos EUA, o relatório de emprego de fevereiro reforçou a evidência de que o mercado de trabalho norte-americano segue em recuperação. Os dados do nonfarm Payroll apontaram para a criação de 227 mil novos postos de trabalho, acima do consenso de 210 mil, além disso a revisão dos resultados de dois meses anteriores revelou um adicional de 61 mil vagas criadas.


MERCADOS

BOLSAS FECHAM SEM TENDÊNCIA DEFINIDA

O pregão de sexta-feira foi marcado pela instabilidade internacional. O sucesso na operação de reestruturação da dívida da Grécia – que obteve adesão de cerca de 95,7% dos seus credores – e a divulgação de dados melhores que o esperado para o mercado de trabalho norte-americano foram relativamente ofuscados pelo resultado fraco da indústria chinesa. Com isso, os principais índices europeus encerraram o dia sem tendência definida.Nos EUA, as principais bolsas apresentaram altas discretas. Os índices Nasdaq e S&P 500 tiveram altas de 0,60 e 0,36%, respectivamente. Já no Brasil, refletindo o cenário de incerteza nos mercados mundiais, a bolsa teve um dia bastante volátil. Ao fim do pregão, o índice Ibovespa obteve queda de 0,31%, aos 66.703 pontos. No mercado de câmbio, o dólar teve variação de + 0,40%, cotado a R$1,7767, enquanto no mercado de DI, o vencimento para janeiro de 2013 ficou em 8,65%.

 


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