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quinta-feira, março 08, 2012

RELATÓRIO DIÁRIO DE ECONOMIA E MERCADOS

RELATÓRIO DIÁRIO DE ECONOMIA E MERCADOS
São Paulo, 08 de março de 2012 - Fonte: Santander

Hoje:FGV - IPC-S (1ª quadri – até 7/mar)• CNI - NUCI (jan/12) • Z. Euro – BCE - Anúncio da Taxa de Juros • R. Unido – BOE - Anúncio da Taxa de Juros (8/mar) • China- PPI (y/y – fev/12) • China - CPI (y/y) (fev/12)

BRASIL: 
•Revisamos nossa projeção de Selic para 8,5%a.a, depois de decisão agressiva do COPOM
•Produção industrial de janeiro surpreende com forte queda

MERCADOS:

•Bolsas fecham em alta diante de boa perspectiva para a dívida grega


BRASIL

REVISAMOS NOSSA PROJEÇÃO DE SELIC PARA 8,5%A.A, DEPOIS DE DECISÃO AGRESSIVA DO COPOM

Ao contrário do consenso dos analistas, mas em linha com a preocupação crescente de parte do mercado (sobretudo nos últimos dias), o Comitê de Política Monetária brasileiro decidiu reduzir a taxa básica em 75 bps (o consenso era de um corte de 50 bps). A decisão não foi unânime. Enquanto dois membros do conselho votaram pela manutenção do ritmo anterior, os outros 5 diretores votaram a favor de uma estratégia mais agressiva.
O comunicado curto não dá muitas pistas sobre os fatores por trás da mudança de estratégia: "Dando seguimento ao processo de ajuste das condições monetárias, o Copom decidiu reduzir a taxa Selic para 9,75% a.a., sem viés, por cinco votos a favor e dois votos pela redução da taxa Selic em 0,5 p.p.". Mais importante do que o conteúdo da última declaração era o que tinha sido excluído: (1) a referência ao objetivo de mitigar os efeitos decorrentes de um ambiente global mais restritivo, e (2) a menção de um ajuste moderado do nível da taxa básica. Acreditamos que outros fatores além do impacto de desinflacionário do cenário mundial começaram a desempenhar um papel importante nas decisões do Copom. Quanto ao ajuste moderado, parece claro que o atual ambiente favorável para a inflação (a prevalecer nos próximos meses), além de considerações de atividade econômica, justificam a execução de tal compromisso.
Ao reduzir o ritmo de cortes de Selic, o Copom definitivamente abandona sua estratégia baseada no gradualismo e sinaliza claramente para uma taxa muito mais baixa ao final do ciclo de afrouxamento do que a anteriormente considerada pelos participantes do mercado.
As razões para esta mudança de estratégia provavelmente serão divulgadas na ata da próxima quinta-feira. Mas suspeitamos que o desempenho decepcionante de alguns indicadores de atividade econômica divulgados recentemente será enfatizado. A divulgação recente do PIB de 2011 (+2,7%), da produção industrial de janeiro (-2,1%m/m) e da concessão de crédito de janeiro (-0,2% m/m) pode ter mudado, para pior, a avaliação de alguns membros do conselho sobre o ritmo esperado de recuperação em 2012. Ainda não estamos convencidos de que a demanda doméstica terá um desempenho ruim nos próximos trimestres, com base em uma ampla gama de indicadores (os preços dos ativos, confiança, PMIs, etc), a magnitude dos estímulos monetários introduzidos desde agosto do ano passado e o efeito dos 14 % de aumento do salário mínimo. Mas, é importante notar que uma imagem mais clara do crescimento econômico não estará disponível até o final do 2T12, uma vez que feriados móveis podem criar distorções nos indicadores, quando avaliados na margem (MoM e QoQ), especialmente durante um período quando as comparações interanuais tendem a mostrar performances fracas.
Outro favor que provavelmente pode ter levado a uma política monetária mais agressiva é a inflação. Acreditamos que no curto prazo a perspectiva para o IPCA é mais benigna do que o implícito no consenso das previsões. De acordo com nossa estimativa, o IPCA registrar alta de 4,6% y/y 3Q12 como conseqüência da baixa inflação dos alimentos esperada para os próximos meses (refletindo a contração recente dos preços agrícolas no atacado), da mudança de ponderações anunciada em dezembro e de um momento favorável para os preços administrados (por exemplo, preços da energia devem cair 6% em São Paulo em julho) – para os quais esperamos uma variação de 2,6% este ano, bem abaixo do 6,2% 2012. Além disso, medidas de núcleo podem, temporariamente, cair durante o primeiro semestre, em consequência de um hiato do produto negativo, gerado ao final do ano passado (e que esperamos que se torne positivo já no 2S12).
Por todas estas razões, estamos mudando nossa previsão para a Selic de 9,5% no final de 2012 para 8,5%. Esperamos que o Copom a reduzir a Selic em 75 bps na próxima reunião a ser realizada em abril. E, considerando que a nossa perspectiva para a atividade econômica ainda é positiva, acreditamos que o Banco Central terá que reverter parte do afrouxamento esperado para 2012 no próximo ano. Por esta razão, estamos mantendo nossa projeção de 9,5% para 2013, com a inflação voltando para 6%.

Produção industrial de janeiro surpreende com forte queda

Em janeiro, o resultado da produção industrial surpreendeu o mercado, apresentando queda de 2,1%m/m, na série de dados com ajuste sazonal, enquanto nossa expectativa era de queda na margem de 0,7%. Face a isto, a tendência avaliada pela média móvel de 3 meses voltou a cair, registrando queda de 0,5%, enquanto que em dezembro, o resultado apontava nítida recuperação, ainda que gradual. Com esse resultado o acumulado em 12 meses ficou em -0.2%.
Analisando as categorias de uso, verificamos que a indústria de bens de capital foi a mais afetada entre as demais categorias, obtendo queda de 16%m/m, destacamos também a expressiva queda nos bens intermediários, com variação de -2,9% na margem. O principal setor que afetou ambas categorias de uso foi o automobilístico (-30,7%m/m em termos dessazonalizados), dado seu importante peso para produção total. Entre os diversos motivos, destacamos a concessão de férias coletivas no período para os trabalhadores da categoria, além da implementação de medidas ambientais mais rigorosas para produção de automóveis pesados (caminhões), que condicionou em um acúmulo em seus estoques no mês anterior.
Por fim, apesar do resultado da indústria de janeiro ter sido pontual, avaliamos que os dados da indústria de veículos pesados em fevereiro disponibilizados pela ANFAVEA continuam abaixo do nível de dezembro, indicando uma produção ainda em ritmo enfraquecido nos meses à frente. Adicionalmente, a queda de bens intermediários também sugere ritmo fraco para toda a indústria, contribuindo para que, possivelmente, haja revisão (para baixo) nas expectativas para o PIB do 1T12.

MERCADOS

BOLSAS FECHAM EM ALTA DIANTE DE BOA PERSPECTIVA PARA A DÍVIDA GREGA

O otimismo em relação ao projeto de reestruturação da dívida grega motivou os investidores internacionais, impulsionando a alta dos principais índices europeus. Ontem importantes credores concordaram com o plano de troca dos atuais títulos públicos gregos por outros com juros menores e vencimentos mais estendidos. Dessa forma, o governo grego já conseguiu a adesão de 58% dos detentores da dívida. Para que o plano de reestruturação seja colocado em prática, as autoridades gregas devem obter aceitação de 75% dos credores até o fim do dia.
Nos EUA, os dados melhores do que o esperado para o crédito ao consumidor e a revisão para cima do índice de produtividade do trabalhador norte-americano também foram fatores relevantes para o bom desempenho das bolsas. Com isso, Nasdaq e S&P 500 tiveram variações positivas de 0,87% e 0,69%, respectivamente.
O índice Ibovespa acompanhou a tendência altista internacional e se recuperou do pregão do dia anterior, fechando com alta de 1,39%, aos 66.017 pontos. No mercado de câmbio, a expectativa de corte na taxa básica de juros, motivou a alta do dólar. Com isso, a moeda americana teve variação de 0,77%, cotada a R$1,7692/US$. Já no mercado de DI, o vencimento para janeiro de 2013 ficou abaixo de 9% (aos 8,91%) pela primeira vez, também na expectativa de maior afrouxamento monetário em 2012. 

 

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