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quinta-feira, março 08, 2012

Juros futuros desabam e mercado vê novo corte de 0,75 ponto na Selic

Juros futuros desabam e mercado vê novo corte de 0,75 ponto na Selic 


Por Eduardo Campos | Valor

SÃO PAULO – Sem surpresa, as taxas dos contratos de juros futuros atravessaram uma quinta-feira de firme ajuste de baixa, seguindo a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). De forma não unânime, o colegiado do Banco Central (BC) apertou o passo e cortou a Selic em 0,75 ponto percentual, de 10,50% para 9,75% ao ano. No mercado, parece crescer a visão de que outro corte de 0,75 ponto será implementado em abril e mais uma redução de 0,50 ponto em maio. Com isso, a taxa básica cairia a 8,50% ao ano, nova mínima histórica. As taxas futuras caem justamente por colocar esse cenário no preço. Segundo o vice-presidente de tesouraria do banco WestLB, Ures Folchini, nitidamente a meta principal desse governo é crescimento e emprego. Então, todas as ações são tomadas nesse sentido. “O juro é para baixo e na velocidade que der para que tais metas sejam atingidas”, diz o especialista. Os motivos para a aceleração do passo do Copom serão conhecidos na ata da reunião, que sai na quinta-feira da próxima semana, mas entre eles certamente haverá menção ao atual ritmo de crescimento. O BC deve estar insatisfeito com ele. No lado da inflação, a percepção de Folchini é que desde que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) não estoure o teto da meta de 6,5%, tudo bem. E, por ora, a trajetória dos preços é para baixo. A questão do câmbio, segundo o tesoureiro, também se insere nesse objetivo de governo. O real não pode se valorizar, pois isso tem reflexos negativos sobre produção industrial e emprego. O lado negativo dessa política de governo pode se manifestar nas expectativas de inflação, que podem passar a apontar para cima. Folchini lembra que os economistas trabalham com crescimento maior no segundo semestre do ano. Assim, o BC está fornecendo estímulo para uma economia que, acredita-se, crescerá com mais vigor na segunda metade do ano. Antes do ajuste final de posições na BM&F, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em abril de 2012, que concentra a liquidez, registrava queda de 0,14 ponto percentual, a 9,52%. Maio de 2012 perdia 0,12 ponto, a 9,38%. E julho 2012 marcava 9%, também perda de 0,19 ponto. Entre os longos, janeiro de 2013 recuava 0,24 ponto, a 8,66%. Janeiro 2014 caía 0,21 ponto, a 9,31%. Janeiro 2015 perdia 0,14 ponto, a 9,96%. Janeiro 2016 recuava 0,10 ponto, a 10,35%. Janeiro 2017 se desvalorizava 0,11 ponto, a 10,55%. Janeiro de 2021 projetava 11,09%, baixa de 0,10 pontos. Destaque para o volume negociado, maior do ano até o momento. Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 3.352.221 contratos, com giro financeiro de R$ 314,28 bilhões (US$ 177,64 bilhões), alta de 30% sobre o registrado no pregão anterior. O vencimento mais líquido do dia foi o abril de 2012, com 1.038.725 contratos negociados e giro de R$ 103,13 bilhões (US$ 58,35 bilhões). (Eduardo Campos | Valor)

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