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segunda-feira, dezembro 05, 2011

S&P coloca em revisão negativa rating de 15 países da zona do euro

S&P coloca em revisão negativa rating de 15 países da zona do euro

Por Suzi Katzumata | Valor, com Dow Jones Newswires

FRANKFURT – A agência de análise de risco Standard & Poor’s colocou os ratings soberanos de longo prazo de 15 membros da zona do euro em CreditWatch (observação), com implicações negativas.

A lista divulgada após o fechamento da Bolsa de Nova York inclui os ratings de Áustria, Bélgica, Finlândia, França, Alemanha, Luxemburgo, Holanda, Estônia, Irlanda, Itália, Malta, Portugal, Eslováquia, Eslovênia e Espanha.

A S&P também manteve em CreditWatch negativo os ratings de longo prazo de Chipre e colocou os ratings de curto prazo do pequeno país em observação com implicações negativas. Os ratings da Grécia não foram colocados em CreditWatch.

“O anúncio de hoje foi provocado por nossa avaliação de que o estresse sistêmico na zona do euro aumentou nas últimas semanas para um ponto que agora coloca uma pressão negativa sobre a posição de crédito da região como um todo”, diz a nota. Segundo a agência, esse estresse sistêmico tem origem em cinco fatores inter-relacionados:

1) Condições de crédito mais apertada em toda a zona do euro;

2) Prêmios de risco notadamente mais altos sobre um crescente número de emissores soberanos da zona do euro, incluindo alguns que possuem atualmente classificação ‘AAA’ ;

3) Persistentes desacordos entre as autoridades europeias sobre como enfrentar a imediata crise de confiança do mercado e, no longo prazo, como assegurar maior convergência econômica, financeira e fiscal entre os membros da zona do euro;

4) Elevados níveis de endividamento dos governos e das famílias através de uma grande áerea da zona do euro;

5) O crescente risco de recessão econômica na zona do euro como um todo em 2012. Atualmente, a S&P prevê declínio da produção no próximo ano em países como a Espanha, Portugal e Grécia, mas a agência agora vê uma probabilidade de 40% de queda da produção para a zona do euro como um todo.

De acordo com a S&P, a revisão dos ratings soberanos vai se concentrar em três desses cinco fatores, que formam o núcleo da metodologia de análise da classificação de risco: dinâmica política, liquidez externa e flexibilidade monetária.

“Nossa análise da ‘dinâmica política’ vai se concentrar nas questões específicas dos países e também naquelas mais amplas da zona do euro, que parecem estar limitando a eficácia dos esforços para resolver a crise de confiança do mercado. Nossa análise da ‘liquidez externa’ focará as necessidades de financiamento dos governos da zona do euro e dos bancos. Nossa análise da ‘flexibilidade monetária’ se concentrará nas decisões políticas do BCE (Banco Central Europeu) para enfrentar o estresse econômico e financeiro cada vez maior que os países da zona do estão enfrentando”, disse a agência.

“Esperamos concluir nossa revisão dos ratings soberanos da zona do euro logo depois do encontro de cúpula da UE marcado para dias 8 e 9 de dezembro. Dependendo do alcance das mudanças, se houver alguma... acreditamos que os ratings podem ser rebaixados em até uma escala para Áustria, Bélgica, Finlândia, Alemanha, Holanda e Luxemburgo, e em até duas escalas para os demais governos”, segundo a S&P.

(Suzi Katzumata | Valor, com Dow Jones Newswires)

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