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sábado, novembro 12, 2011

Decisões políticas europeias serão drivers para o Ibovespa na semana

Decisões políticas europeias serão drivers para o Ibovespa na semana

11 de novembro de 2011 • 20h47 Por: Nara Faria

SÃO PAULO - As negociações políticas envolvendo a Itália e a Grécia foram os drivers para o desempenho das bolsas mundiais entre os dias 7 e 11 de novembro, refletindo na forte oscilação do Ibovespa registrada no período.

Na semana, o benchmark brasileiro chegou a cair 2,5% na quarta-feira (9), após o anúncio de que o primeiro ministro italiano, Silvio Berlusconi, deixaria o governo - e, na última sessão da semana, alcançou uma forte alta de 2,14%, refletindo o entusiasmo do mercado com a nomeação do novo líder grego, Filippos Petsalnikos e a aprovação da lei orçamentária para 2012 apelo Senado italiano.

Entre perdas e ganhos, o índice terminou o período com queda de 0,21%, sendo sua segunda semana seguida no negativo. Na opinião do analista da Futura Invest, Adriano Moreno, apesar do entusiasmo do mercado na última sessão, não há fatores consistentes que mantenham o cenário positivo. "Se olharmos em termos de acontecimentos, não temos um fator específico que justifique o otimismo no último pregão, o que deve manter a forte volatilidade do índice nos próximos pregões", explica.

Volatilidade é a única certeza
A semana deve iniciar menos movimentada por aqui, diante de uma agenda fraca de indicadores econômicos e por conta do feriado nacional de Proclamação da República na terça-feira (15), que refletirá em menos volume financeiro para a bolsa brasileira na primeira sessão da semana.

Apesar disso, a semana já começa com volátil, na opinião do analista Jason Vieira, da Cruzeiro do Sul Corretora. "Não há um cenário muito certo para chegarmos a declarar que há uma tendência definitiva para o cenário atual. A volatilidade é a única certeza", explica o analista.

Itália continua em alerta
Um dos motivos para o temor do mercado permanecer na Zona do Euro é o fato de que, apesar de o mercado ter reagido positivamente ao noticiário europeu no último pregão da semana, a fragilidade italiana levou os yields dos títulos públicos de 10 anos do país a alcançarem rendimento de 7,4%,
maior marca histórica.

Para Moreno, esse fator ainda deve pesar no desempenho das bolsas mundiais na próxima semana, por conta do risco de o país necessitar de apoio como já aconteceu com outras economias da região diante da mesma situação. "Se voltar um pouco no tempo e lembrarmos, toda a vez que aconteceu algo semelhante, como o que aconteceu na Grécia, foi necessário criar um pacote de socorro. O receio dessa possibilidade pesou na bolsa a semana passada e deve voltar a pesar na próxima semana", diz o analista.

Além disso, o mercado refletirá a votação da Câmara dos Deputados na Itália, agendada para o próximo sábado. A medida abre caminho para que o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, renuncie já neste final de semana.

Balanços trimestrais movimentam setor corporativo
A semana passada foi marcada por uma agenda intensa de divulgação de resultados trimestrais, que trouxeram interferência nas ações da companhia. Para a próxima semana, ainda são esperados resultados corporativos bastante relevantes por aqui, além de o mercado digerir os resultados trimestrais revelados pela Petrobras (PETR3, PETR4) na sexta-feira, após o fechamento do pregão.

Contudo, apesar de o mercado ficar atento aos balanços trimestrais, os resultados devem ser ofuscados, na opinião de Moreno, pela complexidade das decisões políticas externas. "Não acredito que os resultados trimestrais possam puxar o desempenho do índice. Eles trarão reações mais pontuais para as empresa, mas o yield italiano e as demais decisões políticas europeias devem ser os principais fatores para a semana", finaliza Moreno.

Destaques na agenda econômica
O início da semana será escasso de indicadores econômicos, com destaque apenas para a divulgação da última versão do Boletim Focus pelo Banco Central. Já para quarta-feira (16), data que sucede ao feriado nacional por aqui, o mercado deve digerir os indicadores econômicos da véspera, com destaque para o PIB (produto Interno Bruto) da Zona do Euro e da Alemanha.

Além disso, serão revelados durante a semana dados sobre vendas no varejo e sondagem industrial em Nova York, além da produção industrial e capacidade instalada também na agenda norte-americana. Ainda nos Estados Unidos, destaque na semana para o Initial Claims, que traz informações sobre o mercado de trabalho, e para a sondagem industrial da Filadélfia.

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