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terça-feira, agosto 23, 2011

Otan ataca fortaleza de Gaddafi, e rebeldes enviam mais reforços por mar

Otan ataca fortaleza de Gaddafi, e rebeldes enviam mais reforços por mar

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

Onda de Revoltas

Abrindo as primeiras horas dos conflitos na capital da Líbia no início da terça-feira no horário local (noite de segunda-feira em Brasília), os jatos militares da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) bombardearam o complexo residencial do ditador Muammar Gaddafi e líderes rebeldes confirmaram que aumentaram o envio de reforços por mar à cidade.

Citando fontes da cúpula dos insurgentes, a rede de TV Al Arabiya disse que eles permanecem enviando mais reforços a partir da cidade de Misrata, 200 km a leste. Já a rede Al Jazeera confirma que os jatos ocidentais bombardeiam a casa de Gaddafi.

As informações chegam pouco após fontes militares dos Estados Unidos terem informado que as forças leais ao ditador líbio, que atualmente controlam apenas cerca de 20% da capital, lançaram um segundo míssil do tipo scud contra os rebeldes.

O disparo foi feito a partir de Sirte, cidade natal do ditador e um dos últimos bastiões dos gaddafistas, dizem os EUA, sem precisar se houve feridos. Um primeiro míssil deste tipo foi lançado no dia 15 deste mês, mas caiu sobre o deserto sem deixar feridos.

REFORÇOS

"Vários navios chegaram a nossa bem amada capital Trípoli a partir de Misrata, levando a bordo grande número de combatentes e munição", revelou o Centro de Imprensa do Conselho Militar de Misrata.

Ao menos 200 homens procedentes de Misrata entraram no domingo em Trípoli por mar para participar da tomada da cidade, segundo o Centro de Imprensa.

Os rebeldes procedentes de Misrata também avançam por terra sobre Trípoli a partir da cidade de Elkomua, onde se somaram aos insurgentes locais, destaca o comunicado.

Outra coluna segue de Misrata para a cidade de Sirte, região natal e bastião do ditador Muammar Gaddafi.

BATALHA DURA

Os últimos desdobramentos dos combates chegam horas após os rebeldes terem advertido que a luta pelo complexo residencial do ditador será dura, mas ninguém no interior dos prédios terá chance de escapar.

"Eu não imagino que o complexo de Bab al Aziziyah cairá facilmente, e eu imagino que haverá uma luta muito dura", disse Abdel HafizGoga, um dos porta-vozes do órgão político dos insurgentes, à emissora de TV Al Jazeera.

O paradeiro do ditador é incerto, embora o Pentágono acredite que ele ainda esteja no interior do complexo residencial.

Os edifícios --que já foram alvo de um ataque aéreo dos EUA em 1986-- têm sido bombardeados por jatos da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) nas últimas semanas.

OBAMA

Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez um discurso nesta segunda-feira em apoio ao povo líbio no momento em que os conflitos pela saída do ditador Muammar Gaddafi do poder entram em sua reta final.

Obama reforçou que a situação no país ainda é incerta e os combates continuam, apesar de estar "claro que o regime de Gaddafi tenha chegado ao fim". Gaddafi deve renunciar "explicitamente" ao poder, disse.


Sergey Ponomarev/Associated Press
Rebeldes são vistos durante confrontos em Tripoli; Obama diz que era do Gaddafi se aproxima do fim
Rebeldes em confrontos em Tripoli; Obama diz que era do Gaddafi se aproxima do fim

Depois de uma campanha de bombardeio de mais de cinco meses da Otan, Obama disse que a situação chegou a um "ponto de virada" nos últimos dias. No entanto, segundo ele, há elementos do regime que continuam a ser uma ameaça.

Obama ressaltou que a coragem da população da Líbia foi imbatível e que a revolução no país pertence ao povo líbio. "Seus sacrifícios foram extraordinários", disse.

Segundo o presidente, os avanços dos opositores de Gaddafi mostram que a busca por "dignidade humana é muito mais forte que qualquer ditador".

Um porta-voz da Casa Branca afirmou que o presidente continua se opondo à presença de tropas terrestres americanas na Líbia. "[Esta posição] não mudou", disse Josh Earnest a jornalistas em Massachusetts, onde Obama está de férias.


Sergey Ponomarev/Associated Press
Moradores cumprimentam rebeldes nos arredores de Trípoli; Obama diz que Gaddafi precisa "deixar explicitamente" o poder
Moradores cumprimentam rebeldes; Obama diz que Gaddafi precisa "deixar explicitamente" o poder

Segundo Earnest, Obama se reuniu com seu conselheiro de segurança John Brennan nesta segunda-feira para se atualizar sobre os avanços rebeldes em Trípoli.

O porta-voz ressaltou que as autoridades dos Estados Unidos acreditam que Gaddafi continua na Líbia e que "não há informações" de que ele tenha deixado o país.

No domingo, Obama disse que o regime de Gaddafi chegou ao seu "momento decisivo" e que o "tirano" líbio deve partir para evitar um banho de sangue. O presidente também pediu em comunicado que os rebeldes respeitem os Direitos Humanos, preservem as instituições do Estado e sigam para a democracia.

"O regime de Gaddafi apresenta sinais de colapso. O povo da Líbia prova que a busca universal pela dignidade e pela liberdade é muito mais forte do que o punho de ferro de um ditador".

Está prevista para hoje uma reunião de Obama com sua equipe de segurança nacional em caráter de urgência para tratar da situação no país árabe, já que os rebeldes controlam boa parte da capital, Trípoli.


Louafi Larbi/Reuters
Ditador Muammar Gaddafi passeia de carro no complexo Bab Al Azizia em abril; rebeldes cercaram o local
Ditador Muammar Gaddafi passeia de carro no complexo Bab Al Azizia em abril; rebeldes cercaram o local

Ele pediu ainda aos combatentes rebeldes que respeitem a lei e prometeu um julgamento justo para os membros do regime de Gaddafi. "Eu peço a todos os líbios que exerçam autocontrole e respeitem a propriedade e a vida de outros e que não queiram aplicar a lei com as próprias mãos", disse Mustafah Abdeljalil.

Jalil, contudo, não quis especular sobre o destino de um dos filhos de Gaddafi, Saif al Islam, capturado na tarde de domingo, e se seria entregue à corte internacional. Ele disse apenas que ele "está em mãos dos rebeldes e em um lugar seguro".

Apesar de existir uma ordem de busca e captura a nível internacional contra ele, o Tribunal Penal Internacional só pode atuar quando a Justiça do país envolvido não o faz ou renuncia de maneira explícita a julgar o acusado.

Hoje, a rede de TV Al Jazeera informou que dois corpos encontrados podem ser de Khamis, outro dos filhos do ditador líbio, e do chefe de inteligência do regime, Abdallah Senussi.


Editoria de Arte / Folhapress

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