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terça-feira, agosto 23, 2011

Desaparecido, Muamar Kadafi resiste aos rebeldes

Desaparecido, Muamar Kadafi resiste aos rebeldes

Fonte: VEJA

Paradeiro do ditador continua incerto em meio a confrontos em Trípoli. Pressões externas pela renúncia crescem

Rebeldes só declararão vitória quando capturarem Kadafi, cujo paradeiro é incerto

Rebeldes só declararão vitória quando capturarem Kadafi, cujo paradeiro é incerto (Hassan Ammar / AFP)

Apesar do aumento da pressão internacional e do avanço da ofensiva rebelde sobre a capital Trípoli, o último reduto dominado pelas forças do governo, o ditador Muamar Kadafi resiste, e o seu paradeiro continua desconhecido.

Nesta segunda-feira, os rebeldes fizeram conquistas significativas sobre a capital – já controlam de 80 a 90% do território, o que inclui o aeroporto de Trípoli, a TV estatal líbia e o centro da cidade, onde foram recebidos com entusiasmo por milhares de líbios que saudavam o fim do regime de Kadafi. Contudo, eles recuaram de uma área próxima à Praça Verde para coordenar a ofensiva na capital e enfrentam resistência em alguns pontos. A rede britânica BBC informou que as forças do regime teriam reconquistado parte da cidade desde então.

Segundo uma correspondente da rede americana CNN, os rebeldes estão trabalhando em um esforço "sistemático e coordenado" para garantir o controle de toda a cidade. Há muitos rebeldes armados nos arredores do local e, segundo a CNN, espera-se que eles façam uma “varredura rua a rua” para ter 100% do controle local.

Os confrontos entre rebeldes e tropas do governo estão concentrados agora nos últimos redutos dos apoiadores de Kadafi, como o Hotel Rixos, agora sob poder dos insurgentes, onde estão hospedados jornalistas internacionais de vários veículos. Por meio do Twitter, eles informaram que estão impedidos de deixar o local em função dos intensos confrontos nas ruas. Os jornalistas trabalham em um clima de extrema tensão, sem luz elétrica e próximos ao chão para se proteger de balas perdidas, informou o jornal The New York Times.

Leia também: os desafios da Líbia sem Kadafi

Confrontos - Apesar dos avanços, a violência ainda domina a região. A TV líbia, agora controlada pelos rebeldes, disse que as forças pró-Kadafi estão “bombardeando indiscriminadamente" áreas vizinhas ao quartel general de Bab al-Azizia. Segundo a CNN, atiradores estavam disparando em “qualquer um que se movesse” na Praça Verde. Em Sirte, cidade natal de Kadafi localizada a leste de Trípoli, as forças da Otan interceptaram um míssil “scud” lançado pelas forças de Kadafi. Já o porta-voz do regime, Moussa Ibrahim, disse que 1.300 pessoas foram mortas em Trípoli entre domingo e segunda-feira, mas o número não pode ser confirmado de forma independente.

Correm boatos de que dois corpos encontrados podem ser de um dos filhos do coronel, Khamis Kadafi, e do chefe de inteligência do governo, Abdallah Senussi, de acordo com a rede de TV árabe Al Jazeera. Mais cedo, a emissora informou que as forças de Kadafi ajudaram outro filho dele, Mohammed, a escapar da prisão domiciliar depois de entrar em confronto com os rebeldes, que capturaram ainda outros dois filhos do ditador, Saadi e Saif. Além disso, a Al Jazeera informou que a Otan está auxiliando os rebeldes a realizar ataques aéros sobre o complexo militar de Bab al-Aziziya.

Confira a cronologia dos conflitos na Líbia

Temores - Membros da Otan e do governo americano temem um possível ataque final contra os civis da Líbia. No caso de um ataque massivo, há grande chance de os civis também serem atingidos, já que a capital é uma área densamente povoada. Estranhou-se, no início da ofensiva rebelde em Trípoli, a reação tímida das forças do regime, já que se esperava grande presença de tropas e tanques nas ruas. A organização garantiu nesta segunda-feira que não encerrará a operação no país até que todos os apoiadores de Kadafi tenham se rendido.

Pressão internacional - Além da ofensiva rebelde, a comunidade internacional pressionou Kadafi a se render nesta segunda-feira. O presidente americano Barack Obama disse que o regime do ditador chega ao fim e que “o futuro da Líbia está nas mãos de seu povo”. Enquanto isso, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, convocou uma reunião de cúpula para discutir a situação do país, juntamente com a União Africana, a Liga Árabe e outros órgãos da região. "Este é um momento esperançoso, mas há risco", disse Ban.

O líder do Conselho Nacional de Transição (órgão político dos rebeldes), Mustafa Abdel Jalil, disse que os insurgentes só declararão vitória quando capturarem Kadafi, que continua desaparecido. Um ex-intérprete de Kadafi disse à CNN que, baseado nos nove anos que ele trabalhou com o ditador, a expectativa é a de que ele lute até o final. “Eu sei que ele não vai se render, ele não é desse tipo”, afirmou Abubaker Saad.

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