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domingo, julho 31, 2011

Decisão sobre dívida nos EUA alivia, mas mercado externo continua em foco na semana

Decisão sobre dívida nos EUA alivia, mas mercado externo continua em foco na semana

29 de julho de 2011 • 20h55 Por: Nara Faria do Infomoney

SÃO PAULO - Enquanto o cenário interno trouxe indicadores positivos para o mercado, com o Banco Central confiante de que o crescimento da economia será moderado e os balanços trimestrais divulgados na semana trazendo números favoráveis, a peça-chave para que o Ibovespa fechasse a semana com perdas de 2,4% foi as incertezas em relação à economia norte-americana, que só definiu o aumento do teto da dívida soberana do país, após o fechamento da sessão de sexta-feira (29).

Na ocasião, os parlamentares norte-americanos aprovaram o projeto de aumento do teto da dívida do país, com 216 votos a favor do projeto apresentado por John Boehner, líder da câmara e membro do partido republicano, opocisionista ao presidente Barack Obama, ligado ao partido democrata.

Para o analista econômico da WinTrade, José Góes, a decisão traz um alívio, mas não significa o término da preocupação com a economia no país. "Traria um alívio maior ao mercado se a solução viesse mais para o lado que os democratas propuseram. A apovação do pacote mais para o lado dos republicanos, aumenta as chances de as agências de classificação de risco rebaixarem o rating do país", argumenta Góes.

Velho continente permanece em foco
Na Europa, a situação também não permaneceu tranquila durante a semana, com a S&P e com a Moody's cortando o rating da Grécia. Além disso, na sexta-feira (28), a Moodys colocou o rating da Espanha sob possível revisão, deixando a situação fiscal europeia ainda no foco dos investidores, complementando a vulnerabilidade do Brasil em relação ao mercado internacional.

"Em termos de cenário interno estamos relativamente bem e na semana só devem vir notícias boas por aqui,em especial por conta dos balanços corporativos. Mas o que vemos é uma grande dependência do cenário externo, o que só demonstra que temos ainda um mercado frágil. Os órgãos fiscalizadores deveriam ficar mais atentos a esses movimentos dentro do mercado", destaca o analista da Geral Investimentos, Ivanor Torres.

Indicadores economicos devem permanecer em segundo plano
A semana foi repleta de importantes indicadores econômicos tanto por aqui, como nos Estados Unidos, com destaque para os dados sobre mercado de trabalho e moradias nos EUA, que contribuíram para que os índices melhorassem o seu desempenho na quinta-feira (28). Por outro lado, o Livro Bege e a preliminar do PIB (Produto Interno Bruto), indicaram a desaceleração nos Estados Unidos, trazendo mais instabilidade para o mercado global.

Para esta semana, o mercado acompanhará uma agenda também com indicadores de grande relevância para a economia mundial. Nos Estados Unidos, os destaques ficam por conta dos dados sobre vendas de veículos, relatório de emprego, emcomendas industriais, taxa de desemprego e crédito ao consumidor. Na Zona do Euro destacam-se indicadores sobre mercado de traballho e taxa de juros, enquanto a China divulgará dados sobre sondagem de serviços.

Por aqui, os investidores deverão ficar atentos a mais indicadores de inflação, com o Boletim Focus, na segunda-feira (1), e o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor), divulgado pela Fundação Getulio Vargas também na segunda, seguido do IPC, pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), na quartafeira (3).

"È sempre importante acompanhar o desempenho da economia, mas nesse momento, até por conta do que o mundo todo está atento aos problemas sérios na Europa e as preocupações de que se a situação se agravar no mundo inteiro e que evidentemente pode acontecer uma desaceleração na China também, faz com que, por hora, a notícia que está falando mais alto, com 80% do foco, está na economia nos Estados Unidos", afirma Góes.

Boas perspectivas sobre balanços corporativos
De uma forma geral, os resultados corporativos têm constatado bom desempenho das companhias brasileiras no segundo trimestre de 2011, com destaque para o desempenho do setor financeiro, com o Bradesco (BBDC3) apresentando resultados acima das expectativas no mercado, e pelos resultados da Vale (VALE3, VALE5), que também vieram melhores que o esperado.

Para a próxima semana, a agenda de divulgalção de resultado continua forte e a expectativa é de que os balanços não devem, na visão de Góes, fugir muito do bom desempenho apresentado nesta semana. Apesar disso, a exemplo dos indicadores econômicos, os resultados não deverão balizar as próximas sessões. "A exemplo do que ocorreu esta semana, os balanços ficarão em segundo plano, até que a situação no mercado externo não traga certo alívio no mercado", concluiu.

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