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domingo, julho 31, 2011

Decisão sobre dívida nos EUA alivia, mas mercado externo continua em foco na semana

Decisão sobre dívida nos EUA alivia, mas mercado externo continua em foco na semana

29 de julho de 2011 • 20h55 Por: Nara Faria do Infomoney

SÃO PAULO - Enquanto o cenário interno trouxe indicadores positivos para o mercado, com o Banco Central confiante de que o crescimento da economia será moderado e os balanços trimestrais divulgados na semana trazendo números favoráveis, a peça-chave para que o Ibovespa fechasse a semana com perdas de 2,4% foi as incertezas em relação à economia norte-americana, que só definiu o aumento do teto da dívida soberana do país, após o fechamento da sessão de sexta-feira (29).

Na ocasião, os parlamentares norte-americanos aprovaram o projeto de aumento do teto da dívida do país, com 216 votos a favor do projeto apresentado por John Boehner, líder da câmara e membro do partido republicano, opocisionista ao presidente Barack Obama, ligado ao partido democrata.

Para o analista econômico da WinTrade, José Góes, a decisão traz um alívio, mas não significa o término da preocupação com a economia no país. "Traria um alívio maior ao mercado se a solução viesse mais para o lado que os democratas propuseram. A apovação do pacote mais para o lado dos republicanos, aumenta as chances de as agências de classificação de risco rebaixarem o rating do país", argumenta Góes.

Velho continente permanece em foco
Na Europa, a situação também não permaneceu tranquila durante a semana, com a S&P e com a Moody's cortando o rating da Grécia. Além disso, na sexta-feira (28), a Moodys colocou o rating da Espanha sob possível revisão, deixando a situação fiscal europeia ainda no foco dos investidores, complementando a vulnerabilidade do Brasil em relação ao mercado internacional.

"Em termos de cenário interno estamos relativamente bem e na semana só devem vir notícias boas por aqui,em especial por conta dos balanços corporativos. Mas o que vemos é uma grande dependência do cenário externo, o que só demonstra que temos ainda um mercado frágil. Os órgãos fiscalizadores deveriam ficar mais atentos a esses movimentos dentro do mercado", destaca o analista da Geral Investimentos, Ivanor Torres.

Indicadores economicos devem permanecer em segundo plano
A semana foi repleta de importantes indicadores econômicos tanto por aqui, como nos Estados Unidos, com destaque para os dados sobre mercado de trabalho e moradias nos EUA, que contribuíram para que os índices melhorassem o seu desempenho na quinta-feira (28). Por outro lado, o Livro Bege e a preliminar do PIB (Produto Interno Bruto), indicaram a desaceleração nos Estados Unidos, trazendo mais instabilidade para o mercado global.

Para esta semana, o mercado acompanhará uma agenda também com indicadores de grande relevância para a economia mundial. Nos Estados Unidos, os destaques ficam por conta dos dados sobre vendas de veículos, relatório de emprego, emcomendas industriais, taxa de desemprego e crédito ao consumidor. Na Zona do Euro destacam-se indicadores sobre mercado de traballho e taxa de juros, enquanto a China divulgará dados sobre sondagem de serviços.

Por aqui, os investidores deverão ficar atentos a mais indicadores de inflação, com o Boletim Focus, na segunda-feira (1), e o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor), divulgado pela Fundação Getulio Vargas também na segunda, seguido do IPC, pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), na quartafeira (3).

"È sempre importante acompanhar o desempenho da economia, mas nesse momento, até por conta do que o mundo todo está atento aos problemas sérios na Europa e as preocupações de que se a situação se agravar no mundo inteiro e que evidentemente pode acontecer uma desaceleração na China também, faz com que, por hora, a notícia que está falando mais alto, com 80% do foco, está na economia nos Estados Unidos", afirma Góes.

Boas perspectivas sobre balanços corporativos
De uma forma geral, os resultados corporativos têm constatado bom desempenho das companhias brasileiras no segundo trimestre de 2011, com destaque para o desempenho do setor financeiro, com o Bradesco (BBDC3) apresentando resultados acima das expectativas no mercado, e pelos resultados da Vale (VALE3, VALE5), que também vieram melhores que o esperado.

Para a próxima semana, a agenda de divulgalção de resultado continua forte e a expectativa é de que os balanços não devem, na visão de Góes, fugir muito do bom desempenho apresentado nesta semana. Apesar disso, a exemplo dos indicadores econômicos, os resultados não deverão balizar as próximas sessões. "A exemplo do que ocorreu esta semana, os balanços ficarão em segundo plano, até que a situação no mercado externo não traga certo alívio no mercado", concluiu.

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terça-feira, julho 26, 2011

Forte atuação do Banco Central no câmbio não evita 6ª queda seguida do dólar

Forte atuação do Banco Central no câmbio não evita 6ª queda seguida do dólar

26 de julho de 2011 • 16h50 Por: Equipe InfoMoney

SÃO PAULO – O dólar comercial registrou sua sexta queda consecutiva, desta vez de 0,32% e continua em patamares vistos anteriormente apenas em janeiro de 1999, fechando essa terça-feira (26) cotado a R$ 1,538. Já o dólar Ptax, que referencia os contratos futuros na BM&F Bovespa, fechou cotado a R$ 1,5345 na venda, queda de 0,67% frente ao último fechamento.

Esse movimento reflete as preocupações dos investidores com a crise da dívida norte-americana e a despeito da forte atuação do Banco Central no mercado de câmbio – quatro intervenções diretas. Os investidores continuam a se desfazer da moeda norte-americana, com receio do que pode acontecer caso os EUA não elevem o teto de sua dívida ou aumentem a base monetária com o intuito de pagar suas contas.

Já o Banco Central realizou dois leilões de compra de dólares no mercado cambial à vista. A primeira operação ocorreu entre às 12h06 (horário de Brasília) e às 12h11 e teve uma taxa de corte aceita em R$ 1,5331, enquanto a segunda contou com taxa de R$ 1,536, tendo ocorrido das 15h55 às 16h00.

A autoridade monetária brasileira também chegou a realizar dois leilões de compra de dólares no mercado à termo, com uma operação ocorrendo das 10h06 às 10h11, com taxa de corte de R$ 1,5340 e data de liquidação no dia 2 de agosto, enquanto a segunda – com data de liquidação de 8 de agosto – foi realizada das 15h22 às 15h27, com taxa de corte de R$ 1,5355.

Além disso, o BC ainda realizará uma pesquisa às 18h acerca da demanda do mercado por contratos de swap cambial reverso. “Não vamos deixar a guerra cambial nos derrotar, nem a guerra comercial.” declarou Guido Mantega, ministro da Fazenda, afirmando estar propenso a novas medidas para impedir uma valorização excessiva da moeda brasileira.

Referências externas
O mercado repercutiu a atitude do presidente norte-americano Barack Obama de ir à TV para que houvesse um comprometimento de republicanos e democratas para elevar o teto da dívida pública do país, hoje em US$ 14,3 trilhões, impedindo o que seria o primeiro default norte-americano.

Ainda por lá, tivemos o importante Consumer Confidence, índice que mede a confiança dos consumidores, registrando 59,5 pontos em julho. Por sua vez o New Home Sales, índice que mostra o número de casas novas vendidas nos EUA, caiu pelo segundo mês consecutivo, alcançando 312 mil casas em junho.

Foi divulgado ainda o S&P/Case-Shiller Home Price, que revelou que os preços dos imóveis norte-americanos caíram 4,5% em maio, na base de comparação anual.

Dólar comercial e futuro
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,5365 na compra e R$ 1,5380 na venda, baixa de 0,32% em relação ao fechamento anterior. Com esta queda, o dólar acumula desvalorização de 1,54% em julho, frente à baixa de 1,14% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 7,69%.

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em agosto segue o dia cotado a R$ 1,538, baixa de 0,23% em relação ao fechamento de R$ 1,542 da última segunda-feira. O contrato com vencimento em setembro, por sua vez, opera em baixa de 0,16%, atingindo R$ 1,548 frente à R$ 1,551 do fechamento de ontem.

O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,5363000.

FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 4,60 para setembro de 2011, 0,10 ponto percentual acima do que foi registrado na sessão anterior.

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quinta-feira, julho 21, 2011

Mercado cresce 7,7% no 1º bimestre

Mercado cresce 7,7% no 1º bimestre

Faturamento da mídia brasileira com venda de espaços publicitários totalizou R$ 3,5 bilhões

O faturamento dos veículos com venda de espaço publicitário cresceu 7,7% no primeiro bimestre de 2011, chegando a um total de R$ 3,5 bilhões. Fechados os números do Projeto Inter-Meios relativos ao mês de fevereiro, o destaque fica para a mídia digital out of home, que apresentou índice de crescimento de 17,6%, superior inclusive ao da internet, que ficou em 16,3%. A TV aberta, que responde por 64% do bolo publicitário, teve faturamento 9,6% superior ao do mesmo período do ano passado. O destaque negativo foi o meio revista, que recuou 11,4%, e o guias e listas, com 18,3% negativos.


Em valores, o maior faturamento é o da TV aberta (R$ 2,2 bilhões no bimestre), seguido de jornais (R$ 456,5 milhões, montante 6,6% maior que o de janeiro-fevereiro de 2010), revistas (R$ 174,7 milhões) e internet (R$ 168,4 milhões). O crescimento da TV por assinatura ficou próximo da média geral (8,2%), com arrecadação de R$ 115,2 milhões. Já o do rádio foi apenas 3,2% superior (R$ 154,6 milhões) e o do cinema, 1% (R$ 8,5 milhões). Guias e listas faturaram R$ 33,2 milhões. A mídia exterior como um todo cresceu 14,2% (tendo faturado R$ 135,9 milhões), sendo o outdoor responsável pela maior fatia (54,8%). O faturamento do outdoor foi de R$ 74,5 milhões e o da mídia digital out of home, R$ 24 milhões.

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Publicis cresce 7,1% no 1º semestre

Publicis cresce 7,1% no 1º semestre

A América Latina foi a região com maior crescimento, de 24,6%, chegando a € 157 milhões


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América Latina foi região com maior crescimento no Publicis, mas ainda é metade da Ásia

O Publicis Groupe divulgou nesta quinta-feira, 21, os resultados financeiros do primeiro semestre do ano de 2011. A empresa cresceu 7,1% neste período, atingindo € 2,7 bilhões. O Brasil isoladamente teve alta de 7,3%.

A América Latina foi a região com maior crescimento, de 24,6%, chegando a € 157 milhões, cerca de metade do que representa a Ásia, que teve crescimento de 7,3%. A operação na Europa cresceu 11,2% e a da América do Norte somente 1,1%.

Segundo o CEO Maurice Lévy, os focos de investimentos do grupo estão na internet e nos países emergentes. “O semestre foi rico em aquisições, especialmente a Rosetta, uma das maiores agências digitais independentes, e, mais recentemente, a Big Fuel”, afirma. Com as aquisições, a receita do grupo proveniente de atividades digitais saltou para 30% do total.

Sobre as aquisições nos países do BRIC, que incluíram DPZ, Talent, QG, GP7 e a fusão da Leo Burnett com Tailor Made, ele afirmou: “Todas nossas aquisições, independente do tamanho, dividem uma gama de qualidades. Elas são particularmente criativas; suas habilidades são amplamente reconhecidas em seus mercados; e elas serão elementos-chave para o crescimento de nossas redes”.

As prioridades para o grupo foram o reforço na operação brasileira, o fortalecimento da presença no Reino Unido (com aquisição das agências Chemistry, Airlock, Holler e Kittcat Nohr), China (com compra de ICL, Dreams e Genedigi), além da consolidação no mercado de healthcare (compra da Publicis Consulting e Watermelon) e da aquisição da Rosetta.

Desafio do lucro

A meta para o próximo semestre é ampliar o lucro operacional, que teve queda de 1,1% nos seis primeiros meses do ano. O lucro líquido teve alta de 8,5%, atingindo € 213 milhões.

“Para acelerar nossa lucratividade, precisaremos priorizar os investimentos e os talentos, particularmente após dois anos de salários e contratações congelados. Ampliar nossas margens continua sendo uma prioridade, e no segundo semestre veremos os primeiros resultados desta meta”, afirmou Lévy. Ele ressalta ainda que o grupo está atento à economia mundial, “que está mostrando alguns sinais de fragilidade”.

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quarta-feira, julho 20, 2011

Kassab assina isenção fiscal para Itaquerão, e Andres chora

Kassab assina isenção fiscal para Itaquerão, e Andres chora

THIAGO BRAGA

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

O prefeito Gilberto Kassab assinou nesta quarta-feira a lei que pode conceder incentivos fiscais de até R$ 420 milhões para o Corinthians construir o seu novo estádio na zona leste de São Paulo, orçado em R$ 820 milhões. No momento em que recebeu o documento oficialmente sancionado, o presidente do clube paulista, Andres Sanchez, chorou.

Luiz Carlos Murauskas/Folhapress
O presidente do Corinthians, Andres Sanchez, se emociona em cerimônia
O presidente do Corinthians, Andres Sanchez, na cerimônia

Como já havia declarado, Kassab vetou o artigo proposto pela Câmara Municipal de só liberar o benefício mediante a confirmação da abertura da Copa do Mundo de 2014 na capital paulista. Brasília, Belo Horizonte e Salvador também concorrem.

"Foi vetado porque seria impossível para o empreendedor e para o desenvolvimento da zona leste contar com uma obra dessa importância se esse artigo fosse mantido", justificou Kassab.

O prefeito de São Paulo também falou sobre a entrada de recursos na zona leste. "As isenções justificam o investimento na região, independentemente do jogo inaugural. Mas, com a abertura, a receita gerada será de R$ 1,5 bilhão porque serão semanas com a presença de turistas, imprensa, Congresso da Fifa. Sem ela, a receita ficará entre R$ 700 e 800 milhões", declarou o prefeito.


Luiz Carlos Murauskas/Folhapress
Obras nesta quarta-feira no terreno em Itaquera; clique na foto e veja galeria de julho
Obras nesta quarta-feira no terreno em Itaquera; clique na foto e veja galeria de julho

Porém, quando questionado sobre quanto desse montante seria revertido especificamente para a zona leste, Kassab disse que "o orçamento não é da zona leste. É da cidade de São Paulo."

Para exemplificar, ele citou a F-1 no autódromo de Interlagos. "Todo ano, são investidos R$ 30 milhões para o evento, mas o lucro é de R$ 100 milhões."

O governador do Estado, Geraldo Alckmin ratificou a fala de Kassab e garantiu que as obras de infraestruturas estarão prontas a tempo do Mundial.

"Todas as obras do governo do Estado são do sistema viário. São R$ 470 milhões que serão investidos. As principais obras são na Radial Leste, melhorando a acessibilidade, o acesso à na avenida Jacu-Pêssego e viadutos e passarelas sobre estradas de ferro. Além de obras na Linha 11-Coral (Luz-Guaianazes), da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e na linha 3-vermelha, do Metrô. Esse vai ser um legado importante para a zona leste, que tem uma população de quase 4 milhões de pessoas", concluiu o governador.


Rivaldo Gomes - 16.jul.2011/Folhapress
Obras no terreno do futuro estádio corintiano; clique na imagem e veja outras fotos
Obras no terreno do futuro estádio corintiano; clique na imagem e veja outras fotos

Um dos principais entraves para a realização da obra, a retirada dos dutos da Petrobras que passam debaixo do terreno, levou Andres à irritação. Ele garantiu que já está incluído no preço total de R$ 820 milhões da arena a retirada dos dutos. Técnicos da construtora Odebrecht, porém, alegam que isso ainda não entrou na conta.

"É um terreno que está concedido ao Corinthians. É um terreno público. Quando passa um duto embaixo, tem que pagar. Na [avenida] Paulista também passa. [A questão é] aqui é o único estádio do país que tem dinheiro privado. O Corinthians arca com os R$ 400 milhões do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que qualquer cidadão pode pegar empréstimo no BNDES", disparou.

Ao falar do contrato entre clube e construtora, ele foi irônico.

"Vocês estão preocupados com contrato. Está tudo adiantado. O contrato são detalhes jurídicos que vai [sic] se resolver nos próximos dias. [Não falo data] porque se eu falar uma data e errar um dia, vocês [jornalistas] falam que eu sou mentiroso.

Também presente, o ministro do Esporte, Orlando Silva Jr., afirmou que enviou nesta terça-feira (19) um documento para o presidente do COL (Comitê Organizador Local do Mundial), Ricardo Teixeira, decidir o palco da abertura da maneira mais rápida possível, antes de outubro (novo prazo), para não atrapalhar o planejamento do país.

"O estádio de São Paulo é um assunto resolvido. Vamos virar a página. Vamos olhar para frente, para a execução das obras. Torcer para que elas andem o mais rápido possível", acrescentou.


Editoria de Arte/Editoria de Arte/Folhapress

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terça-feira, julho 19, 2011

Aquisições colocam Publicis em 2º no ranking brasileiro

Aquisições colocam Publicis em 2º no ranking brasileiro

Após compras da DPZ, GP7, Talent e QG, holding salta da 4ª para a 2ª posição em compra de mídia no País

Alexandre Zaghi Lemos| fonte: M&M

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Maurice Lévy: “Estamos compromissados com o Brasil” Crédito: Arthur Nobre

Ao confirmar a compra de 70% da DPZ na semana passada, Maurice Lévy, CEO do Publicis Groupe, destacou a aquisição como passo-chave para a expansão dos negócios da holding no Brasil. “O status de ícone e a criatividade excepcional da DPZ colocam o Publicis em uma posição mais forte para dar o melhor a nossos clientes e atrair talentos, bem como crescer organicamente”, afirma. “Estamos compromissados com o Brasil não apenas por conta de seu crescimento excepcional, mas também por sua formidável reserva de talentos e pelo fato de ser um País de empreendedores, com grandes marcas e companhias ambiciosas”, completou Lévy.

As declarações estão de acordo com os últimos movimentos do grupo no Brasil, que têm sido bem agressivos e em consonância com a estratégia de tentar se aproximar do líder WPP, seja em escala nacional, seja no plano global. Considerando somente as agências controladas majoritariamente pelas holdings internacionais – o que exclui, por exemplo, os números da NeogamaBBH do resultado do Publicis Groupe e os da DCS e da Master do total da WPP –, o grupo comandado por Martin Sorrel continua com folga na liderança do ranking brasileiro de compra de mídia.

De acordo com os dados do Agências & Anunciantes, as controladas pelo WPP e listadas entre as 50 maiores do País somaram cerca de R$ 3,8 bilhões em 2010. Com as aquisições da DPZ e da GP7 e após ter assumido participação majoritária na Talent e na QG, o Publicis Groupe salta da quarta para a segunda posição, contabilizando R$ 2,2 bilhão e ultrapassando Omnicom (R$ 1,65 bilhão) e Interpublic (R$ 1,61 bilhão).

Embora ainda representem pequenas porções das receitas globais, as agências brasileiras passaram à linha de frente do jogo de aquisições dos principais grupos globais, principalmente pelas perspectivas de crescimento no futuro. A disputa entre WPP e Publicis pelo Brasil é um reflexo das estratégias dos dois lados, que focam em novas tecnologias e segmentos como relações públicas e healthcare, além de mercados emergentes.

De acordo com o DataCenter do Advertising Age, o Publicis Groupe cresceu 14,1% em 2010 na relação com o ano anterior e chegou a receitas de US$ 7,2 bilhões no mundo. Com isso, consolidou a terceira posição no ranking e ampliou a distância em relação ao Interpublic, quarto colocado. Mas a expectativa é de um crescimento grande para 2011, nem tanto por conta dos R$ 88 milhões de impacto da DPZ, mas muito mais pelos € 250 milhões (R$ 550 milhões) de receitas da Rosetta, agência digital adquirida alguns dias antes. Esta foi a terceira maior aquisição de agência digital por parte do Publicis, que havia pago US$ 1,3 bilhão pelo Digitas em 2006 e US$ 530 milhões pela Razorfish em 2009. Na semana passada, o AdAge revelou que o Publicis Groupe negocia também a compra da agência nova-iorquina Big Fuel, especializada em mídia digital (leia mais aqui).

Já o WPP cresceu menos em 2010, ficando na casa dos 6%, mas manteve a dianteira com larga vantagem. Suas receitas representam o dobro do grupo francês: US$ 14,4 bilhões. A segunda colocação está com o Omnicom que, com alta de 7% chegou a US$ 12,5 bilhões. Os principais destaques do WPP em termos de aquisições foram as digitais brasileiras Fbiz (adquirida por US$ 55 milhões) e Gringo, além da agência de publicidade indiana Mindset. Em entrevista concedida ao Meio & Mensagem no mês passado, O CEO global do WPP, Martin Sorrell, disse que não considera o Publicis Groupe seu maior rival no Brasil (veja aqui).

Conforme revelado por este site (veja aqui), o valor da negociação entre Publicis Groupe e DPZ é de US$ 120 milhões. De acordo com a holding francesa, a agência brasileira deverá fechar 2011 com receitas de cerca de R$ 88 milhões. A multinacional destacou ainda que as margens de lucro da DPZ são superiores às médias das operações do grupo em todo o mundo. As negociações duraram sete meses, com condução de Stéphane Estryn, diretor global para fusões e aquisições do Publicis Groupe. A DPZ foi assessorada por Eduardo Steiner, sócio da Results Internacional.

O Publicis Groupe deixou clara em comunicado oficial sua intenção de ampliar a participação para 100% dentro de dois ou três anos. Enquanto isso não acontece, os 30% restantes ficam divididos em partes iguais entre os sócios fundadores da DPZ: Roberto Duailibi, Francesc Petit e José Zaragoza. Por enquanto, a agência não estará ligada diretamente a nenhuma das redes globais da holding; manterá seu nome, assim como sua independência e seu CEO, Flavio Conti.

A compra da DPZ pelo Publicis Groupe coroa um período de grandes transações no mercado brasileiro de agências. Veja, a seguir, os principais movimentos de Fusões e aquisições ocorridas em 2011 no mercado brasileiro:

DPZ
O Publicis Groupe confirmou na semana passada a compra de 70% da emblemática agência brasileira

Casa
Alinhada à rede JWT, nasceu em junho fruto da união da RMG Connect com a Mídia Digital, agência brasileira comprada pelo WPP em maio de 2010

Fbiz
WPP comprou 70% da agência digital brasileira em junho

Possible São Paulo
Lançada em junho após compra de 70% das ações da Gringo pelo WPP

Leo Burnett Tailor Made
O Publicis Groupe fundiu em maio a operação de sua rede global com a incipiente agência brasileira lançada por Paulo Giovanni para ter em seu quadro o empresário e a equipe por ele montada

Publicis Red Lion
Lançada em abril após compra de 100% da brasileira GP7 pelo Publicis Groupe

Talent e QG
Em abril, o Publicis Groupe anunciou a compra de mais 11% das duas agências brasileira, assumindo o controle acionário com fatias de 60% em cada uma delas

XYZ Live
O Grupo ABC fundiu em abril suas três empresas atuantes na área de conteúdo, entretenimento e esportes: Mondo, Maior e Reunion

M&C Saatichi F&Q
Surgiu em março após fusão entre o escritório local da rede inglesa M&C Saatchi e a brasileira FabraQuinteiro

Staff
Comprada em janeiro pelo Grupo 3+, mantém vida independente mesmo após a transferência de seu controle acionário

*Colaborou Felipe Turlão

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sábado, julho 16, 2011

A DPZ AGORA É PUBLICIS GROUPE

A DPZ AGORA É PUBLICIS GROUPE

por Freelers Agência Digital, terça, 12 de julho de 2011 às 11:34

Fonte: Eleno Mendonça | Diretoria de Comunicação e Relações Governamentais DPZ | (GC)

Os sócios fundadores da DPZ Propaganda – Roberto Duailibi, Francesc Petit e José Zaragoza – comunicam ao mercado brasileiro que foi assinado, neste 11 de julho, contrato de venda da participação majoritária para o Publicis Groupe. Os três sócios serão mantidos à frente da DPZ, no controle de suas operações. Por ser uma mudança significativa, a DPZ tomou o cuidado de fazer comunicados específicos para seus colaboradores, clientes e fornecedores.

“Em todos esses anos a DPZ sempre foi assediada por grupos estrangeiros e nacionais. Foram raros os momentos nos quais não tivemos uma proposta à nossa porta”, relembra José Zaragoza. “Há alguns meses, de novo, fomos procurados. Desta vez pelo Publicis Groupe e ouvimos o que tinham a dizer, chegando a este contrato que ora anunciamos ao mercado.”

Segundo o sócio Francesc Petit, a partir de agora a DPZ passa a integrar o Publicis Groupe, mas ele salienta: “No nosso dia a dia, estejam absolutamente certos, nada será modificado. Pelos acordos firmados, todos continuarão no desempenho de suas responsabilidades, sócios, diretores, chefes de departamento e demais funcionários. Não haverá nenhuma mudança”.

De acordo com Roberto Duailibi, por várias razões a DPZ tomou essa decisão, entre as quais a quase obrigatoriedade de ter uma presença forte no exterior. “Nosso foco é sempre o nosso cliente e suas necessidades. Queremos poder, com essa operação, nos renovar sempre e apresentar aos clientes opções que atendam às suas demandas.”

O diretor-geral da DPZ, Flávio Conti, que conduziu as negociações pelo lado da DPZ durante vários meses, acrescenta que a agência continuará, como sempre, a se dedicar e a oferecer as melhores soluções, opções criativas e custo-benefício aos seus clientes: “Manteremos o ritmo de conquista de novas contas, assim como os sucessivos crescimentos no faturamento que temos experimentado nos últimos anos”.

As conversas entre DPZ e Publicis Groupe foram bastante noticiadas pelos meios de comunicação no Brasil e no exterior. Agora, essa associação se torna oficial. A aquisição de DPZ reforça mais uma vez o compromisso estratégico do Publicis Groupe de expandir suas operações no dinâmico mercado brasileiro. O anúncio de hoje é a quarta transação do Publicis Groupe este ano no Brasil.

A operação com DPZ foi mediada pela Results International, através de Eduardo Steiner, diretor regional da empresa para a América Latina.

De acordo com as previsões mais recentes da ZenithOptimedia (abril 2011), as verbas de propaganda no Brasil cresceram 18,1% em 2010. As previsões prevêem um aumento 9,5% em 2011, seguido pelo crescimento 7% e 7,2%, em 2012 e em 2013, respectivamente. O Brasil, assim, representará o sexto mercado do mundo em 2011.

O Brasil já é o sexto maior mercado para o Publicis Groupe, empregando cerca de 1.500 pessoas em todo o País. Segundo Maurice Lévy, chairman & CEO do Publicis Groupe, o mercado brasileiro continua a ser de máxima importância para o Publicis Groupe. “O Brasil, juntamente com a China, são de extrema importância para nós. Esta aquisição é um passo fundamental para a nossa expansão neste promissor mercado. A criatividade excepcional da DPZ e seu status de ícone vão ajudar a colocar o Publicis Groupe em uma posição mais forte para fornecer o melhor para os nossos clientes e para atrair talentos e permitir um bom crescimento. Estamos orgulhosos de a DPZ - após um minucioso processo – ter optado por se juntar ao Publicis Groupe e satisfeitos em poder dar as boas-vindas a bordo à diretoria e às equipes da DPZ. Somos comprometidos com o Brasil não só por causa do excepcional crescimento deste importante mercado, mas também porque é um lugar que concentra talento formidável e um País de empresários com grandes marcas e grandes empresas.”

Trabalham hoje na DPZ cerca de 230 pessoas. A agência tem sua matriz em São Paulo e filiais no Rio de Janeiro, Brasília e Espírito Santo mais uma operação em Miami e parcerias com outras agências na América do Sul.

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Brasil pode ser solução alternativa para crise econômica e política na UE e nos EUA

Brasil pode ser solução alternativa para crise econômica e política na UE e nos EUA

Luiz Felipe de Alencastro
Colunista do UOL Notícias

A ameaça de calote em certos países da União Europeia (UE) e o impasse político sobre a dívida pública dos Estados Unidos levaram alguns comentaristas a estabelecer paralelos entre as duas crises.

Gideon Rachman, editor-chefe do serviço internacional do jornal britânico "Financial Times" expôs os dados do problema. Segundo ele, os EUA e a UE se desenvolveram seguindo padrões históricos distintos.

De um lado, haveria o modelo europeu baseado no intervencionismo governamental e no Estado de bem-estar social (Welfare State), ou seja, nas garantias da saúde e do ensino público e de uma legislação protetora dos assalariados. De outro lado, o modelo americano, fundado na iniciativa privada, na livre empresa e na flexibilidade do mercado de trabalho.

Contudo, defende Rachman, os dois modelos enfrentam atualmente os mesmos entraves : "O problema básico é o mesmo. Os Estados Unidos e a União Europeia têm suas finanças públicas fora de controle e possuem sistemas políticos que não conseguem resolver o problema. A América e a Europa estão afundando no mesmo barco".

Prolongando a discussão, o editorial do jornal parisiense "Le Monde" situou a reflexão numa perspectiva histórica : "Os filósofos terão que estudar um dia esta características das democracias ocidentais deste começo do século 21: elas estão todas gravemente endividadas. Além do mais, essencialmente, este endividamento público precede a crise financeira de 2008-2009".

Um dos colunistas da revista "Economist" (que assina sempre com suas iniciais, M.S.), retomou o assunto no contexto global. Frente à crise econômica das democracias ocidentais, observa M.S., o crescimento da China enfraquece o argumento de que a democracia é uma condição necessária para o progresso econômico.

No final das contas, os desdobramentos da crise econômica e governamental na UE e nos EUA trazem de novo à ordem do dia as interrogações sobre a eficácia dos regimes políticos ocidentais e sobre os valores intrínsecos da democracia.

Para além do caso da China, tais dúvidas dão de novo destaque às vias políticas e econômicas seguidas pelos diferentes países emergentes. Neste contexto, a consolidação do grupo dos Brics (Brasil, Rússia, Índia e China), segundo a formulação elaborada pela economista Jim O’Neill, (o qual desconsidera a inclusão da Africa do Sul no grupo, visto que o país possui apenas 50 milhões de habitantes), oferece à democracia brasileira todo a sua singularidade.

De fato, o Brasil é o único país dos Brics que se apresenta como uma plena democracia (ao contrário da Rússia e da China) e que não tem graves clivagens étnicas ou ameaça de conflito atômico com seus vizinhos (caso da Índia).

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quinta-feira, julho 14, 2011

União recupera R$ 55 milhões desviados durante caso Lalau

União recupera R$ 55 milhões desviados durante caso Lalau

DE SÃO PAULO- UOL

A AGU (Advocacia-Geral da União) divulgou nesta quinta-feira (14) que obteve decisão favorável da Justiça para reaver R$ 55 milhões desviados durante a construção do Fórum Trabalhista de São Paulo para o Tesouro Nacional, entre 1994 e 1998. O escândalo levou à prisão do então juiz trabalhista Nicolau dos Santos Neves, o Lalau.

A decisão da 19ª Vara Federal é do último dia 12, mas só foi publicada hoje no "Diário Oficial" de Justiça. Ainda cabe recurso no TRF (Tribunal Regional Federal) da 1ª Região, mas o dinheiro já foi depositado na Caixa Econômica Federal.

A Justiça constatou que houve desvio de verbas públicas na obra, tocada pelo Grupo OK, do senador cassado Luiz Estevão. De lá para cá, várias ações foram ajuizadas, buscando a condenação e execução dos responsáveis pelo esquema. Estevão foi cassado após envolvimento na fraude que desviou milhões da obra.

Segundo a AGU, este é o maior recolhimento para os cofres da União já registrado, referente à recuperação de verbas desviadas em caso de corrupção.

O valor vinha sendo penhorado desde 2009, seguindo a execução dos acórdãos do TCU (Tribunal de Contas da União). Dos R$ 55 milhões depositados nesta semana, R$ 30 milhões são relativos a um crédito que o Grupo OK tinha com a empresa Basf e o restante vem de aluguéis de imóveis do grupo.

Cerca de 1.300 imóveis foram penhorados na ação, sendo que alguns deles eram ocupados pela União e pelo governo do Distrito Federal. De acordo com as investigações, vários desses prédios estavam em mome de laranjas, o que dificultou ainda mais a execução judicial. Atualmente, dez desses imóveis estão com os aluguéis penhorados, com depósitos mensais de R$ 2,6 milhões para quitar a dívida.

Até abril deste ano, dez anos após a condenação, a dívida estimada do Grupo OK era de R$ 1,1 bilhão e até então nada tinha chegado aos cofres públicos. À época da condenação, o rombo foi avaliado em R$ 169,5 milhões.

LALAU

Nicolau foi condenado pelo TRF a 26 anos, seis meses e 20 dias, em regime fechado, em maio de 2006, pelos crimes crimes de peculato, estelionato e corrupção passiva --o crime de formação de quadrilha já havia prescrito.

O ex-juiz, então, recorreu ao STJ (Superior Tribunal de Justiça), que manteve a condenação. Desde agosto de 2007, ele cumpre prisão domiciliar por motivo de saúde.

Lalau tem contas bloqueadas desde 1999. Em 2008, tentou liberar cerca de R$ 7 milhões de uma conta em Genebra, alegando ser de "herança não declarada". Em 2002, a AGU conseguiu sequestrar e vender um apartamento de Nicolau em Miami (EUA), também não declarado, por US$ 800 mil.

TRT

Em 1992, o TRT-SP iniciou licitação para construir o Fórum Trabalhista de São Paulo. A Incal venceu a licitação e se associou ao empresário Fábio Monteiro de Barros.

Em 98, auditoria do Ministério Público apontou que só 64% da obra do fórum havia sido concluída, mas que 98% dos recursos haviam sido liberados. A obra do fórum foi abandonada em outubro de 98, um mês após o então juiz Nicolau dos Santos Neto deixar a comissão responsável pela construção.

Uma CPI na Câmara investigou a obra em 99. A quebra dos sigilos mostrou pagamentos vultosos das empresas de Fábio Monteiro de Barros, da Incal, ao Grupo OK, de Estevão. Descobre-se um contrato que transfere 90% das ações da Incal para o Grupo OK.


Lula Marques - 04.mai.1999/Folhapress
O então juiz Nicolau dos Santos Neto, ex-presidente do TRT-SP, durante depoimento no Senado, em 1999
O então juiz Nicolau dos Santos Neto, ex-presidente do TRT-SP, durante depoimento no Senado, em 1999

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terça-feira, julho 12, 2011

Publicis compra DPZ e mantém os sócios

Publicis compra DPZ e mantém os sócios
Luciana Seabra | De São Paulo | Valor



Os sócios Francesc Petit (à esq.), Roberto Duailibi e José Zaragoza devem permanecer na DPZ pelos próximos três anos.

Donos de uma das poucas grandes agências brasileiras que ainda mantinha controle nacional, os lendários publicitários Roberto Duailibi, Francesc Petit e José Zaragoza confirmaram ontem a venda de 70% do controle da DPZ ao francês Publicis, terceiro maior grupo de publicidade do mundo segundo o Marketing Services Financial Intelligence. Os 30% restantes podem ser comprados em três anos. Até lá, os sócios serão mantidos à frente da empresa, fundada em 1968.
O movimento no ranking das maiores agências de publicidade do país ajuda a entender a operação. Para se ter uma ideia, somente de 2008 a 2010, a DPZ, que já foi uma das cinco maiores agências do país, perdeu uma posição por ano e chegou à 24ª. Flávio Conti, agora CEO da DPZ, afirma que o fato de não ter uma operação internacional prejudicava a empresa. "Tivemos perdas sensíveis de clientes", diz.

Conti considera que a DPZ tem agora uma arma para tentar retomar os clientes perdidos, conquistar ainda maiores e segurar aqueles que demandam uma agência com capacidade de operar em outros países.

O CEO espera, inclusive, redução de custos. "Quanto você tem alinhamento internacional, tem economia de escala, compras e produções centralizadas". Entre as maiores contas da DPZ hoje estão Vivo, Itaú, Sadia e Bombril.

Apesar de ter perdido espaço nos últimos anos, a marca DPZ mantém prestígio, construído sobre um histórico que inclui a conquista do primeiro Leão de Ouro da publicidade nacional, em 1975. Por isso o assédio foi alto. As conversas com a Publicis duraram dois anos e, segundo fonte próxima à negociação, quase foram interrompidas pelo WPP, o maior grupo publicitário do mundo. O WPP teria feito uma proposta há cerca de dois meses, coberta pela Publicis.

O preço não foi o fator determinante para a opção pela empresa francesa, segundo Conti. O principal, ele diz, foi a resposta positiva às condições impostas pelos sócios. O contrato determina que, pelo menos nos próximos três anos, a DPZ terá o nome mantido, além de independência total. Ela não pode ser fundida com outra agência e responderá diretamente à Publicis, ou seja, não se submeterá a qualquer uma das redes do grupo.

O valor da operação não foi divulgado. Três fontes do setor ouvidas pelo Valor estimam que o preço inicial, pago por 70% da empresa, estaria entre R$ 100 e R$ 120 milhões. O restante seria vinculado ao resultado financeiro da DPZ nos próximos três anos. O valor por 100% da empresa estaria entre R$ 150 e R$ 190 milhões. Em outubro do ano passado, a Publicis comprou 49% da Talent, 16ª no ranking de maiores agências em 2010, por R$ 185 milhões. Ampliou a fatia para 60% em abril deste ano.

A venda da DPZ é mais uma peça, de grande valor simbólico, no processo de internacionalização das agências brasileiras. Um caminho que não deve ser lamentado, na opinião de Emmanuel Publio Dias, vice-presidente corporativo da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). "Pecado não é ter poucas agências brasileiras, mas não participar mais do cenário internacional. Temos que brigar por campanhas mundiais com conteúdo brasileiro. É isso que vai trazer emprego e reconhecimento". (Com Adriana Mattos)

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