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quinta-feira, fevereiro 17, 2011

Topper e Bradesco investem no rúgbi brasileiro

Topper e Bradesco investem no rúgbi brasileiro

Patrocínio das marcas às seleções feminina e masculina dão início a uma nova era para o esporte no País

Nathalie Ursini - 16 de Fevereiro de 2011 às 08:18 - M&M


Com muito toque de bola, a seleção brasileira de futebol sub-20 venceu, no domingo 13, o Uruguai por seis a zero pelo Campeonato Sul-Americano da categoria. Com Neymar e Lucas em campo, o Brasil conquistou o título do torneio e garantiu a vaga para os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. Apesar da bela apresentação e da taça de campeão, haverá quem não esquecerá a derrota para a Argentina, no fim de semana anterior, por dois a um. O fato no mínimo curioso é que no mesmo final de semana, a seleção brasileira de rúgbi havia derrotado a Argentina por sete a zero, em partida válida pelo Campeonato Sul-Americano de Rúgbi Seven.

A primeira vitória sobre a Argentina, transmitida pela SporTV, é um marco para o esporte no Brasil: o país vizinho é considerado o terceiro melhor do mundo, enquanto o Brasil ocupa a 28ª posição, em uma ranking mundial de 95 seleções. Além disso, os Pumas (como são conhecidos os argentinos) não perdiam um jogo para uma seleção sul-americana havia 75 anos. O desempenho do Brasil foi recompensado com a classificação, pela primeira vez na história, para o Pan-americano, que acontece em outubro deste ano em Guadalajara, no México, com transmissão da TV Record.

Divisor de águas

“Até o ano passado, o rúgbi era motivo de chacota no Brasil”, frisa o presidente da Confederação Brasileira de Rúgbi, Sami Arap. Desde que assumiu o cargo, em janeiro de 2010, Arap juntou um grupo de ex-jogadores, assim como ele, em um movimento para angariar recursos e investir na preparação das seleções masculina e feminina. Um reforço crucial foi a chegada da Topper como patrocinadora oficial da entidade. “Em 2008, a Topper Brasil adquiriu a Topper da Argentina, onde a marca tem forte presença no rúgbi. Percebemos o potencial do esporte nas Olimpíadas e decidimos pegar o esporte como bandeira para a marca no Brasil”, revela Ricardo Matera, gerente de marketing do anunciante, que já renovou seu contrato com a Confederação, agora válido até 2013.

“Fizemos um planejamento de dez anos para o esporte. Copiei o que foi feito com o vôlei nos anos 70. Primeiro, temos de apresentar o esporte ao público e despertar a curiosidade. A partir daí, esperávamos resultados das equipes para transformá-lo em um produto vendável”, descreve Arap. Entretanto, a classificação para o Pan-Americano pegou a todos de surpresa, já que o projeto da confederação previa resultados a partir de 2015.

No fim de 2010, o Bradesco entrou como patrocinador da seleção e adiantou uma quantia de R$ 170 mil que foram utilizados para manter as equipes femininas e masculinas em três excursões pela América Latina. “Mais uma vez o patrocínio foi determinante nos resultados que obtivemos”, comemora Arap.

Mídia

Em abril do ano passado, a Topper lançou sua primeira campanha publicitária alusiva ao rúgbi, criada pela Talent. Dois filmes (Autógrafo e Coletiva - veja abaixo) mostravam, de forma bem humorada, como o esporte era pequeno e sem repercussão no País, e terminavam com a promessa: “Rugby. Isso ainda vai ser grande no Brasil”. A campanha foi tão bem sucedida que ficou entre os seis comerciais brasileiros no shortlist de Film do Festival de Cannes 2010.

Em setembro, a Talent divulgou a segunda série de comerciais sobre o esporte: sentado em uma poltrona e vestindo terno, um homem compara números do rúgbi brasileiro com países vizinho como Argentina, Uruguai e Chile – os mais bem sucedidos. Apesar de ainda não se igualar aos outros países latinos, o comercial mostra a evolução pela qual o Brasil passou. (veja filmes abaixo)

Na semana em que o Brasil se consagrou com a primeira colocação do Grupo A do Campeonato Sul-Americano, a Confederação veiculou uma série de anúncios, também criada pela Talent, no jornal O Estado de S.Paulo. As cinco peças numeradas mostravam fatos relevantes para o rúgbi brasileiro como o aumento no número de praticantes, a conquista de patrocinadores, o espaço conquistado na mídia e a aprovação do Ministério do Esporte para a capacitação de recursos junto a lei de incentivo ao esporte. (veja as imagens dos cinco anúncios ao lado)

“Desde o começo, a campanha gerou um ‘burburinho’ sobre o assunto. Depois disso veio o patrocínio do Bradesco, a visibilidade na mídia e os resultados”, explica Hamilton Leão, diretor de atendimento da Talent. Para ele, os anúncios serviram para reforçar o crescimento da modalidade no País: “Informalmente dissemos que com o patrocínio da Topper e do Bradesco conseguimos tais resultados”, acrescenta.

O rúgbi brasilerio teve crescimento médio de 40% ao ano, nos últimos sete anos. De 40 equipes, em 2004, o País conta hoje com 230. No mesmo período, o número de praticantes saltou de 5 mil para 30 mil. Depois de 88 anos, o esporte volta a integrar o quadro de modalidades oficiais nas Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. Se as palavras ruck, scrum e tackle ainda não soam bem, é melhor começar a se acostumar porque, ao que tudo indica, isso ainda vai ser grande no Brasil.

Veja, abaixo, os filmes produzidos pela Talent:

Coletiva










Autógrafo











Fatos - Argentina











Fatos - Chile











Fatos - Uruguai











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