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quarta-feira, outubro 13, 2010

Por que a Publicis se associou à Talent

Por que a Publicis se associou à Talent

13 de outubro de 2010 | 20h16

Fonte: Clayton Netz http://blogs.estadao.com.br/clayton-netz/2010/10/13/689/

Uma semana após fechar a compra de 49% do controle acionário da Talent, a francesa Publicis enviou ao Brasil o executivo inglês Richard Pinder, chefe de operações de um de seus braços, a Publicis Worldwide. A parceria com a empresa do publicitário Júlio Ribeiro foi firmada dois meses depois de a Publicis adquirir gaúcha a A2G, especializada na área digital. Segundo Pinder, o resultado da temporada de compras vai possibilitar um crescimento sólido em duas frentes que o grupo havia estabelecido como prioritárias: países emergentes e marketing digital. “Dos emergentes, o Brasil é o mais importante para nós”, disse Pinder ao repórter Felipe Vanini. Com essas compras, de acordo com Pinder, a operação brasileira vai dobrar sua participação para 8% do faturamento mundial da Publicis, de US$ 6,2 bilhões em 2009.

O que levou a Publicis a se interessar pela Talent?
O Publicis Group e seu CEO, Maurice Lévy, haviam dado declarações claras anteriormente, em suas reuniões de resultados, de que a base do crescimento passaria pela maior atuação em ferramentas digitais e em países emergentes. No Brasil, com a compra há dois meses da AG2, que é uma agência focada na área digital, e agora com a Talent, indicamos que essas duas linhas da estratégia são importantes. A Talent é uma agência muito respeitada pelo mercado e vai dobrar a participação do Brasil em nossas receitas. Houve uma conciliação de interesses entre a Publicis e Julio Ribeiro, fundador e CEO da Talent.

Quanto foi pago pela Talent?
Os US$ 110 milhões noticiados estão próximos da realidade.

Qual será a participação do Brasil nas receitas do grupo Publicis?
Hoje, o País tem um peso aproximado de 4% em nossa receita, que foi de US$ 6,2 bilhões em 2009. Com a Talent e a AG2, vai representar em torno de 8%. A expectativa é de que, em três anos, com o crescimento orgânico do mercado, essa participação possa atingir 10%.

Como o Brasil se posiciona entre os emergentes?
Em primeiro lugar no portfólio da Publicis Worldwide, à frente da China, Índia e Rússia. Há dois aspectos nisso: o primeiro é que uma aquisição importante tem esse efeito. O outro é o poder da moeda brasileira. Levando-se em consideração o número de funcionários, a Índia não fica muito distante do Brasil. Mas a vantagem do real em comparação com a rupia é muito grande.

Como vai ser a integração da Talent à Publicis?
Ainda não visitei os escritórios da Talent. Precisamos conhecer as pessoas e decidir o que vamos fazer. É prematuro dizer que houve uma aquisição. Nossa intenção é realizar um investimento pesado no negócio e estabelecer uma parceria com a Talent.

Pode haver mais investimentos no País?
Não há necessidade de andar muito rápido e de fazer as coisas atropeladamente. Demos passos grandes aqui e agora temos de fazer funcionar.

Como a Publicis pretende explorar a sinergia do negócio?
Há possibilidade muito interessantes. A Talent, como toda empresa com ótimo desempenho em seu mercado, tem clientes com interesses internacionais. Algumas habilidades da Talent não existem em outras operações da Publicis e aí há uma oportunidade de aproveitar esse conhecimento. A AG2, por exemplo, é uma excelente agência digital que pode se integrar a alguns negócios da Talent.

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