Últimas 100 Atualizações do Website via Twitter:

Pesquise todo o conteúdo do website Horus Strategy abaixo:
Loading

sexta-feira, outubro 08, 2010

Cresce o salário dos conselheiros de empresas

Cresce o salário dos conselheiros de empresas

Os salários dos membros dos conselhos de administração das grandes empresas aumentaram, em média, 14% em 2010 em comparação com o ano passado. Os conselheiros independentes, que não possuem cargo gerencial nem estão ligados diretamente à empresa como acionistas, são os mais valorizados. Seus salários ficaram cerca de 20% a 25% acima dos que possuem algum tipo de vínculo com a companhia.

Esses dados fazem parte de uma pesquisa da consultoria Towers Watson com 25 empresas de grande porte que faturam em média R$ 3 bilhões por ano. Em 2009, o mesmo levantamento apontou aumento de 13% nos salários desses profissionais. A tendência, segundo o líder da prática de remuneração executiva da Towers Watson, Marcos Morales, é de que a alta nos honorários nos conselhos se mantenha nesse patamar nos próximos anos – o que revela o aquecimento do mercado, a necessidade de profissionalização e de governança nas empresas.

"O conselheiro é um profissional cada vez mais valorizado pelo mercado. Trata-se de um executivo no topo da carreira, com uma trajetória de liderança em empresas de porte e que precisa ter uma remuneração condizente com a responsabilidade e o risco que o cargo envolve", afirma.

No caso das companhias de capital aberto pertencentes ao Novo Mercado e ao Nível 2 da Bovespa, a contratação de membros independentes para o conselho é uma regra. Hoje, um quinto deles não podem estar diretamente vinculados à empresa. Há uma expectativa no mercado de que a Bovespa aumente essa participação mínima para 30% nos próximos meses. "Já para as companhias listadas no Nível 1, a Bovespa deverá exigir 20% de conselheiros independentes", afirma Morales, da Towers Watson.

De acordo com Ricardo Torres, professor da Brazilian Business School (BBS), ter um conselheiro independente aumenta o profissionalismo das organizações por trazer governança e transparência. "Isso colabora na valorização das ações. Além disso, é uma economia para a empresa que normalmente não conseguiria trazer um profissional desse calibre para seus quadros fixos." A preocupação com a governança fez com que as empresas, em alguns casos, superassem o número de conselheiros independentes exigidos pelo mercado. Os conselhos de administração das companhias ouvidas na pesquisa possuem, em média, 39% de profissionais independentes.

"Conselhos independentes vêm sendo valorizados tanto no aspecto de regulação quanto na decisão de investimento do acionista", afirma o presidente do conselho de administração e também CEO da Totvs, Laércio Cosentino. O executivo é o único membro interno do conselho- todos – os outros são independentes. Segundo ele, o formato funciona porque traz diferentes visões de profissionais provenientes de outros setores para a empresa, fator fundamental para o sucesso de uma companhia com um perfil empreendedor como o da Totvs.

Para Cosentino, a decisão da companhia em constituir um conselho de administração seis anos antes da abertura de capital foi determinante para o bom desempenho da empresa no IPO e para a conquista de boas práticas de governança e gestão. "O fundamental é ter um conselho participativo, que apesar de não ser composto por profissionais internos, conhece profundamente a empresa e caminha junto com o executivo", afirma.

Torres, da BBS, ressalta que existe um movimento de conscientização das empresas para a necessidade de adotar práticas de transparência que envolvam também os profissionais da companhia. Segundo ele, antes da crise havia uma visão distorcida de algumas companhias de que a contratação de um conselheiro independente era arriscada, uma vez que informações confidenciais poderiam vazar para o mercado. "Após a crise de 2008, que expôs uma série de defeitos na condução administrativa das empresas, houve a necessidade de procurar profissionais com esse perfil independente. Essa tendência cresceu em 2009 e vem se consolidando em 2010", explica.

Para o presidente do conselho da Júlio Simões Logística, Fernando Simões, o custo-benefício do investimento em um conselho forte e atuante é alto se comparado ao retorno que o profissional dá à empresa. O conselho da companhia foi montado este ano, pouco tempo antes da abertura de capital, que aconteceu em abril. "Se eu soubesse antes o tamanho do ganho que um conselho de administração proporciona à organização, já teria constituído um muitos anos atrás", afirma Fernando Simões, que também é presidente da empresa.

Fonte: Vivian Soares / Valor Econômico

Marcadores: ,

Bookmark and Share

0 Comments:

Postar um comentário

Links to this post:

Criar um link

<< Home

Copyright © 2002 / 2014 HorusStrategy.com.br. Horus Strategy é marca registrada. Todos os direitos reservados.