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quinta-feira, fevereiro 04, 2010

Telebrás será vital no "Bolsa Família" virtual

Telebrás será vital no "Bolsa Família" virtual

Danilo SanchesAgência Estado

BRASÍLIA SÃO PAULO - A estatal das telecomunicações Telebrás, que o governo deve ressuscitar ainda este ano, está no centro da estratégia para fazer do plano nacional de banda larga uma versão virtual do Bolsa Família. Ainda que para alimentar a fomes diferentes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou a intenção do governo de reativar a Telebrás para que a empresa funcione como a operadora dos serviços de internet rápida no Brasil, e comparou a banda larga aos programas Bolsa-Família e Luz para Todos - este último criado para universalizar os serviços de energia elétrica -, segundo o coordenador do programa Software Livre Brasil, Marcelo Branco, que participou de uma reunião convocada para discutir o Plano Nacional da Banda Larga.

O discurso do presidente está alinhado ao da ministra-chefe da Casa Civil Dilma Rousseff, em uma mostra de que o governo vê como estratégico o posicionamento na distribuição do acesso à internet em alta velocidade. Dilma afirmou ao DCI, durante um evento em São Paulo, na última sexta-feira, que "o governo precisa da Telebrás". A ministra deixou claro que a reativação da companhia fazia parte dos objetivos do governo de participar da distribuição inclusive na última milha (parte em que a rede chega ao usuário), não apenas na infraestrutura. Dilma ainda admitiu que o governo deve promover uma enxurrada de parcerias, em todas as regiões do País com operadoras de qualquer porte. "Apareceu algum interessado, o governo vai fazer parceria", afirmou a ministra que, na ocasião ressaltou que o papel das grandes operadoras de telefonia é o de ser parceiras do governo. A afirmação soou como uma tentativa de dirimir quaisquer impasses na negociação com as teles, que veem a Telebrás apenas como mais uma concorrente no setor.

O objetivo do governo com a criação da estatal da banda larga é criar um instrumento público para estimular a competição e garantir que os serviços cheguem onde as empresas privadas não atuam, a preços mais baixos. Ao mesmo tempo, o governo quer recuperar a sua capacidade de "gerir" o setor de telecomunicações. "Não queremos criar uma empresa estatal por criar, queremos uma empresa que ajude os brasileiros a ter banda larga mais barata", disse o presidente, ainda de acordo com o relato do coordenador do programa Software Livre Brasil. Marcelo Branco acrescentou que será dada uma "nova missão" para a Telebrás. "Não é a velha Telebrás, com as mesmas funções, a mesma herança", ressaltou Branco.

Na reunião, que aconteceu na noite de anteontem, foi colocada a possibilidade de o governo chamar as operadoras privadas para participar do plano e disse que as empresas não estão sendo tratadas como inimigas. "As grandes operadoras também estão no plano, é um complemento. Não é a estrutura pública contra a estrutura privada", afirmou Marcelo Branco.

Também foram apresentados vários cenários de investimentos, que poderiam chegar a R$ 15 bilhões, dependendo das parcerias que serão firmadas. Nas negociações com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), vem sendo considerado um financiamento de até R$ 20 bilhões para o programa.


O coordenador do programa Software Livre Brasil relatou ainda que a meta do governo é criar até 2014 mais 20 milhões de acessos à banda larga, em 4,2 mil municípios. Para isso, a intenção do governo é de baratear o preço em 70%, atendendo principalmente às classes C, D e E. A nova estrutura estatal de banda larga ficaria subordinada à Presidência.

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