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quinta-feira, janeiro 28, 2010

Sem surpresas, Banco Central mantém taxa de juros a 8,75%

Sem surpresas, Banco Central mantém taxa de juros a 8,75%

Fernanda Bompan

SÃO PAULO - O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu, por unanimidade, manter a taxa básica de juros (Selic) em 8,75% ao ano nesta primeira reunião de 2010. A decisão vai ao encontro da estimativa da maioria do mercado, que espera uma subida a partir de abril deste ano para conter a possível pressão inflacionária. Segundo nota divulgada ontem pelo BC, "o comitê irá acompanhar a evolução do cenário macroeconômico até a próxima reunião (em março), para então definir os próximos passos na sua estratégia de política monetária". O índice está em vigor desde julho do ano passado e é o mais baixo da história do Copom, criado em junho de 1996.

O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, defendeu que o BC continue conduzindo a política monetária dentro do esforço conjunto do governo para garantir o crescimento, como ocorreu em 2009, quando o BC reduziu as taxas de juros e os depósitos compulsórios dos bancos para mitigar os efeitos da crise financeira na economia. A maior preocupação atual do Ministério da Fazenda é de que o BC, em março, retome o processo de aperto dos juros para evitar que uma demanda excessivamente aquecida possa provocar aumento da inflação. A alta dos juros, porém, teria o efeito colateral de reduzir o crescimento econômico.

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, acredita que a decisão do BC é positiva e vai garantir o processo de retomada dos investimentos. "O cenário de juros estáveis é importante para voltarmos ao nível de investimento anterior à crise", disse. Outra razão mencionada por ele, para a decisão de ontem do Copom, é a de não haver, agora, motivos para preocupação com uma alta da inflação. "O aumento da demanda interna está sendo plenamente atendido pela produção doméstica ou pelas importações, sem causar pressões sobre os preços".

Assim como, Monteiro Neto, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, defendeu o controle da inflação e que ocorram condições favoráveis para os investimentos crescerem e, consequentemente, a produção e o emprego no Brasil. "A manutenção da Selic nos atuais 8,75%, ou até menos - já que ainda há condições para reduzi-la -, é uma das condições básicas para isso". "Em um ambiente inflacionário confortável e diante de sinais de pujança econômica abaixo das expectativas, a decisão do Copom foi tímida", analisa o presidente da Federação do Comércio do Rio de Janeiro (Fecomercio-RJ), Orlando Diniz. "O comportamento do emprego em dezembro, segundo os números do Ministério do Trabalho, surpreendeu negativamente, enquanto ganha espaço no mercado a previsão de fechamento negativo do Produto Interno Bruto (PIB) de 2009. Nessas circunstâncias, manter o custo do crédito elevado irá de encontro ao consumo das famílias", continua. Para o presidente do Sindicato das Financeiras do Estado do Rio de Janeiro (SECIF-RJ), José Arthur Assunção, a atual taxa Selic precisa ser mantida, no mínimo, até o final desse ano, sob pena de desperdiçar a chance do País crescer com sustentabilidade. "Temos uma expectativa de inflação dentro da meta para esse ano, devido principalmente aos preços administrados, que terão deflação. Além disso, os principais bancos centrais do mundo continuam trabalhando com taxas artificialmente muito baixas, o que não nos deixa margem para elevar juros aqui no Brasil". Assunção afirma ser sensato até mesmo uma queda a 8% da Selic neste ano.

De acordo com um levantamento feito pela consultoria Up Trade, que leva a uma das consequências da alta da taxa de juros brasileira, indica que o País voltou a liderar o ranking dos juros reais (descontada a inflação) em comparação com outros 40 países, à taxa de 4% ao ano.

Em abril

"O pequeno momento inflacionário no início de ano não irá afetar aumento da Selic", afirma o professor da Universidade Federal do Tocantins, Waldecy Rodrigues. Ele acredita que em março a Selic pode ser alterada por conta da balança de pagamentos e a inflação. "Se não houver desequilíbrios relacionados ao dólar, não teremos manutenção", diz. Entretanto, ele acredita que a taxa de juros poderá até cair para 8%.

A expectativa do mercado, de acordo com o relatório Focus divulgado na última segunda-feira pelo BC, é de que a taxa Selic encerre o ano em 11,25%. O início da elevação aconteceria, para a maioria dos especialistas consultados pelo BC, somente em abril, no valor de 9,25%.

Assim como era esperado pela maioria do mercado, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu ontem, por unanimidade, manter a taxa básica de juros (Selic) em 8,75% ao ano.

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