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terça-feira, janeiro 19, 2010

Projeção de Selic em 11,25% já é vista como exagerada

Projeção de Selic em 11,25% já é vista como exagerada
Fernanda Bompan

SÃO PAULO - O mercado espera que a taxa básica de juros (Selic) suba para 11,25% a partir de abril deste ano. A previsão significa uma alta de 2,5 pontos percentuais ante a taxa de juros praticada atualmente, que é de 8,75%. De acordo com o relatório Focus, feito pelo Banco Central (BC), é a segunda alta consecutiva em 2010 - a previsão anterior era de aumento de 11%. Na opinião dos especialistas, o crescimento da Selic, condiz com a posição do BC em evitar uma pressão inflacionária, resultante do aumento da atividade produtiva neste ano.Para o analista da Tendências Consultoria, Bernardo Wjuniski, o mercado está otimista com relação ao crescimento econômico. "Entretanto, eles esperam uma postura crível do BC, que deve aumentar a taxa de juros e, assim evitar a ocorrência de maiores pressões inflacionárias", diz. Ele acredita que não deve acontecer uma bolha inflacionária e que os índices devem ficar no centro da meta (4,50%). A Tendências, no entanto, espera que a Selic encerre em 10%, atingindo este patamar em setembro. "Não acreditamos em pressões inflacionárias, já que vamos ter ociosidade na produção e dificuldades para exportação", explica.O diretor da BB Consult, José Eduardo Balian, afirma que o resultado da pesquisa sobre a Selic é uma perspectiva exagerada. "É uma avaliação muito otimista, ainda mais para um ano eleitoral. Não vejo que possa ocorrer um desabastecimento pela alta do consumo. Vamos ver", pondera.Da mesma forma pensa o professor do Insper, Ricardo Fontes. "Mas acredito que o mercado está pragmático, uma postura mais conservadora. Pessimista com relação a inflação e otimista com relação ao mercado", entende.O otimismo mencionado está exposto no relatório Focus na estimativa do PIB para este ano, que é aguardado para crescer em 5,20% (ante 5,30% analisado na última semana). Para 2011, a previsão mantém, há seis semanas, em 4,50%A taxa Selic para 2011 está prevista para subir de 10,75%, segundo último relatório, para 11%.A projeção do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2010 está estável há cinco semanas em 4,50%, o mesmo acontece com o esperado em 2011 (4,50% mantido há 81 semanas). Com relação ao Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI), os economistas acreditam em alta de 4,50%, ante 4,44% registrado na semana passada. No ano que vem, o índice deve ficar estável em 4,50% (72 semanas). Aumento também é esperado para o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), que passou de 4,41% para 4,55%. Em 2011, o dado permanece estável há 83 semanas dentro do centro da meta. Já no caso do Índice de Preços ao Consumidor (IPC-Fipe), para 2010 e para o ano que vem, as projeções são de alta de 4,50%, ante 4,42% e crescimento de 4,40% para 4,50%, respectivamente.QuedasO prognóstico da conta corrente nesta semana registrou déficit maior. Neste ano é esperado um déficit de US$ 45,50 bilhões, valor muito maior ao observado no último relatório que era de perdas de US$ 41,30 bilhões. Em 2011, os dados também são muito maiores, passando de déficits de US$ 47 bilhões para US$ 55 bilhões. De acordo com o analista da Tendências, "deverá ser compensado a falta de poupança doméstica, com poupança externa, importando dinheiro".A queda também foi observada com as predições da balança comercial, passando de US$ 11,20 bilhões para US$ 10,75 bilhões neste ano. "É esperado um câmbio apreciado. Mas o mercado acredita que o mundo terá maiores obstáculos para superar as perdas e gerar um saldo pior para a balança comercial."A taxa de câmbio é projetada para permanecer em R$ 1,75 neste ano (há 13 semanas) e passar de R$ 1,80 para R$ 1,83 em 2011.As expectativas com relação ao Investimento Estrangeiro Direto (IED) também apresentou queda, de US$ 37,50 bilhões para US$ 37 bilhões em 2010. No próximo ano, as perspectivas ficam iguais a análise da semana passada (US$ 39,20 bilhões).Outros dadosA projeção para a Dívida Líquida do Setor Público passou de 42,85% do PIB, para 42,95%, em 2010, e caiu de 41% para 40,85%, em 2011. Para a produção industrial, o relatório apontou permaneceu com alta de 8% neste ano, e alta de 4,70%, ante 4,50%, para o próximo ano. O mercado projeta, ainda, que os preços administrados fiquem em 3,25% em 2010. No ano seguinte, na comparação com o último relatório, houve queda de 4,45% para 4,35%.O mercado espera que a taxa básica de juros (Selic) suba para 11,25% a partir de abril deste ano. Mas alguns analistas enxergam exagero na alta de 2,5 pontos ante a taxa atual.

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