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terça-feira, janeiro 19, 2010

Estrangeiros voltarão ao pódio em aquisições

Estrangeiros voltarão ao pódio em aquisições
Pedro Lívio

SÃO PAULO - O capital nacional mandou no mercado de fusões e aquisições em 2009, com uma fatia de 64% no volume financeiro das operações, segundo estudo da auditoria PricewaterhouseCoopers. Os investidores brasileiros foram decisivos em 326 transações das 630 anunciadas no ano. As operações de mudança de controle responderam por 51% do total. As fusões somaram 7%.Esse reflexo também aparece em 2008, quando os brasileiros estiveram em 389 de 643 transações - mais que o registrado em 2009. Contudo, especialistas do mercado acreditam que o capital estrangeiro deve gradativamente conseguir maior fatia desse bolo."Na própria Bovespa o capital estrangeiro costuma ser maior do que o nacional e o Brasil tem sido um mercado muito atrativo para o capital internacional. Acho que até o fim do ano é possível um cenário 50 para 50", afirma Cláudio Gonçalves, economista-chefe da consultoria Planning. "Mas isso somente se não tiver uma recessão lá fora".Segundo ele, mesmo com ações do governo para inibir o volume do capital estrangeiro no país - para evitar a depreciação do dólar - o volume deve chegar a US$ 30 bilhões neste ano, amparado no retorno da confiança e da segurança do estrangeiro, até pouco abalado pela crise.Para o vice-diretor do Conselho de Administração do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef), Keyler Carvalho, o efeito da crise ainda não passou, mas o estrangeiro continua a olhar com atenção para o Brasil como prioridade para investimentos, melhor alternativa que Índia ou China - dentro do BRIC, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia e China. No entanto, diz ele, o volume dessas operações deve ficar cada vez mais limitado, porque a consolidação dos mercados inibe a quantidade de opções, principalmente no setor bancário, com grande número de fusões no ano. Para o especialista, já foram compradas as principais instituições. "O setor bancário deve ter poucas operações, porque a maior parte das instituições mais interessantes já foram compradas. O Bradesco está louco para comprar alguém, mas quem sobrou?", indaga. "Devem ocorrer no máximo umas quatro [fusões] no setor até o fim do ano", emenda Gonçalves.Segundo o estudo da auditoria, o setor bancário abocanhou 11% do total, com 68 operações, seguido por alimentos (63) e TI (58). De acordo com empresa, o líder do levantamento atual não costuma registrar grandes volumes de fusões, diferente de alimentos, TI e mineração.Os grandes "financiadores" das transações foram os fundos de Private Equity - foco em empresas de capital fechado - e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os fundos bateram recorde de participação, com 30% do total - ante 20% em 2008.A consolidação no setor bancário será cada vez mais intensa, dizem os analistas, porque os bancos médios sofreram muito com a crise e estão "baratos". Além disso, diz o executivo do IBEF, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) está mais dinâmico que antes, e tende a permitir mais operações do tipo. "A concorrência agora é global. Estão entendendo (Cade) que é preciso deixar empresas mais competitivas aqui para competir com as de fora", explica.Sem citar nomes, Gonçalves antecipa que o volume desse ano será maior que o de 2009, em especial no varejo, educação e saúde. "O setor de siderurgia inclusive promete operações já no início desse ano", ressalta.Apesar do otimismo, Keyler Carvalho não pensa da mesma maneira em relação ao mercado varejista, por motivos semelhantes aos vistos no setor bancário. "Todos os setores tem grande potencial, principalmente os de maior concorrência internacional, mas o comércio varejista já está meio limitado. O Pão de Açúcar comprou tudo".O capital nacional, que mandou no mercado de fusões e aquisições em 2009, com uma fatia de 64% no volume financeiro das operações, deve voltar a perder espaço para os estrangeiros ao longo deste ano. "Na própria Bovespa, o capital estrangeiro costuma ser maior do que o nacional e o Brasil tem sido um mercado muito atrativo para o capital internacional. Acho que até o fim do ano é possível um cenário 50 para 50", afirma Cláudio Gonçalves, economista-chefe da consultoria Planning. "Mas isso somente se não tiver uma recessão lá fora."Segundo dados da PricewaterhouseCoopers, os investidores brasileiros foram decisivos em 326 transações das 630 anunciadas no ano. Segundo o estudo, o setor bancário abocanhou 11% do total, com 68 operações, seguido por alimentos (63) e TI (58).

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