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sexta-feira, janeiro 29, 2010

O projeto dos 5%

Ontem, no Fórum Social Mundial, vazou a notícia de que o governo brasileiro estuda implementar uma curiosa e esdrúxula nova lei obrigando as empresas a repartir 5% dos lucros com seus funcionários assalariados. O ministro Carlos Lupi e o secretário Rogério Favreto (os dois que levantaram a questão), ao encamparem tal ideia, dão prova de quão fundo vai o analfabetismo econômico na nossa sociedade. Apesar de ser muito provável que a intenção desses senhores seja melhorar a vida dos nossos trabalhadores, a proposta vai justo na direção contrária.

Salários no setor privado resultam da velha interação entre oferta e demanda. Um administrador mais qualificado recebe salários mais altos, por exemplo, porque gera mais receita para sua empresa do que um menos qualificado (variação de salário devido a diferentes demandas por mão-de-obra). Já as empregadas domésticas em Londres ganham mais do que as brasileiras por conta de uma escassez de oferta nesse ramo em particular lá na terra de Shakespeare. De modo geral, fatores que mudam as curvas de demanda e oferta de mão-de-obra afetam duradouramente os salários, e o resto é besteirol e perda de tempo.

O que aconteceria se o Congresso aprovasse a tal lei obrigando as empresas a pagar 5% dos lucros a todos os funcionários?

Uma área interessante da teoria econômica, chamada de Teoria dos Contratos, responde: provavelmente todos sairiam piores! Segundo essa vertente da Economia, faz todo sentido (é eficiente) que empregados recebam salários fixos e empresários corram maiores riscos (seu “salário” é o lucro, que varia com o ciclo da economia). Isso porque enquanto empresários são agentes econômicos mais neutros ao risco, por terem maiores possibilidades de diversificação, trabalhadores são mais avessos ao risco, por terem poucas opções de diversificarem suas fontes de renda. É portanto melhor que o risco sobre a renda fique majoritariamente no colo dos empresários.

Se as empresas forem obrigadas a distribuir lucro para os empregados, os rendimentos totais desses em nada (ou muito pouco) se alterarão – dado que nem sua produtividade, nem sua escassez (os reais determinantes dos salários) mudam com a lei. A única mudança, a médio prazo, é que uma parte maior do seus salários não será fixa, certa, mas obrigatoriamente variável. Sendo os trabalhadores agentes avessos ao risco, a mudança lhes é claramente prejudicial. Se a deterioração de seu bem-estar for tal que, depois da mudança, eles passem a preferir não ofertar mais trabalho (hipótese menos provável), as firmas aumentarão o salário fixo na medida precisa que compense a perda gerada pela introdução da volatilidade na renda dos trabalhadores, para mantê-los empregados. Mas veja que esse aumento do salário não é um ganho para os trabalhadores, pois apenas compensa a maior volatilidade. Porém, o mais provável mesmo é que os trabalhadores incorram em alguma perda, ao longo do tempo, devido à maior volatilidade de sua renda. Note que argumentar que a parte fixa não se reduzirá porque é proibido por lei cortar salários nominais só faz sentido no curto prazo. No médio prazo, basta deixar a inflaçao corroer o salário na medida certa para compensar a distribuição dos 5% dos lucros.

Em suma, obrigar as empresas a pagar um percentual do seu lucro em forma de salário não faz mágica, e não aumentará o bem-estar econômico dos trabalhadores, que ganharão, de “presente”, um componente de incerteza na sua renda.

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CMN exige mais transparência em derivativos

CMN exige mais transparência em derivativos

REUTERS

BRASÍLIA - O Conselho Monetário Nacional (CMN) determinou em reunião nesta quinta-feira a obrigatoriedade de registro de operações de hedge com instituições financeiras do exterior ou em bolsas estrangeiras.

No final do ano passado, o Banco Central já havia definido que instrumentos financeiros derivativos vinculados a empréstimos captados no exterior teriam que ser registrados. Antes disso, o registro só era exigido de instituições financeiras que realizassem operações com derivativos no país.

A preocupação do governo com a exposição de grandes companhias a derivativos financeiros e sua transparência cresceu após problemas enfrentados por grupos como Sadia e Aracruz.

"A ideia é aumentar a transparência dessas operações e, portanto, fazer com que você tenha um maior controle do risco sistêmico", comentou Roberto Padovani, estrategista-chefe do Banco WestLB do Brasil. "Acho que não afeta (taxa de) câmbio."

Segundo o CMN, o registro deverá ser efetuado por meio de instituição financeira e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central, em sistema administrado por entidades de registro e de liquidação financeira de ativos autorizados também pelo BC ou pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

O CMN acrescentou que, devido à necessidade de adequação de sistemas operacionais, tanto das instituições quanto das entidades que efetuam o registro das operações, a norma passa a vigorar a partir de 15 de março.

(Reportagem de Isabel Versiani e Silvio Cascione)

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Vale adquire ações da Fosfertil

Vale adquire ações da Fosfertil

Rio de Janeiro, 28 de janeiro de 2010 - A Vale S.A. (Vale) informa que celebrou, através de sua subsidiária Mineração Naque S.A., contrato de opção de compra e venda de ações (contrato de opção) com Yara Brasil Fertilizantes S.A. (Yara), tendo por objeto ações de emissão da Fertifos Administração e Participações S.A. (Fertifos) e da Fertilizantes Fosfatados S.A. - Fosfertil (Fosfertil) - companhia listada na BM&F Bovespa. Tal contrato de opção faz parte do processo de aquisição de 100% do capital da Bunge Participações e Investimentos S.A. (BPI), anunciado publicamente pela Vale em 27 de janeiro de 2010.

O contrato de opção foi celebrado com a Yara, estando tal contrato sujeito a determinadas condições, dentre as quais a efetiva aquisição do negócio de fertilizantes do grupo Bunge no Brasil.
Esse contrato concede à nossa subsidiária o direito de adquirir participação direta e indireta de 15,46% no capital social da Fosfertil, correspondendo a 17,57% das ações ordinárias e 14,37% das ações preferenciais.

O preço de exercício do contrato de opção com a Yara é de US$ 785.121.943,00, tendo sido utilizado o mesmo preço por ação acordado junto à BPI, Fertilizantes Heringer S.A. (Heringer) e Fertilizantes do Paraná Ltda. (Fertipar) para a aquisição de suas participações na Fosfertil.

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Banco Central aperta cerco às operações com derivativos

Banco Central aperta cerco às operações com derivativos

29/01- 07:01- Nelson Rocco, iG São Paulo

O Banco Central está elevando as exigências para saber o que tem sido feito em operações com derivativos pelo mercado brasileiro. Nesta quinta-feira, resolução divulgada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) tornou obrigatório para o setor financeiro o registro de operações de hedge (proteção) realizadas em bolsas estrangeiras ou por instituições financeiras no exterior. “A palavra de ordem é transparência”, afirma Sérgio Odilon, chefe do Departamento de Normas do Banco Central (BC). “Não há nenhum cunho, na resolução, de desestimular as operações com derivativos.” A medida entra em vigor em 15 de março.

As operações de hedge (proteção) são feitas por meio de contratos de derivativos e podem ser referenciadas numa moeda, como o dólar, ou mercadorias, como açúcar ou café. Os contratos podem ser feitos tanto no mercado interno como no exterior. Na Bolsa Mercantil de Chicago, por exemplo, existem até contratos de clima, no qual um produtor rural pode fazer uma proteção contra eventuais mudanças climáticas que prejudiquem sua colheita.

De acordo com Odilon, o BC vem tomando medidas paulatinas no sentido de exigir os registros das operações em entidades ou empresas especializadas no registro e liquidação de ativos e derivativos. Os negócios no mercado interno já têm de ser registrados na Cetip ou na BM&FBovespa há anos. Do fim do ano passado para cá, a resolução desta semana é a terceira, no sentido de expor ou controlar essas operações com derivativos.

Segundo uma fonte do mercado financeiro que não quer se identificar, o objetivo do BC é dar mais visibilidade aos negócios que envolvam derivativos fora do País. A primeira medida nesse sentido foi a edição da circular 3.474/09, que determinou que todo o repasse de recursos ou empréstimos do exterior, contendo algum derivativo embutido, tem de ser registrado pelas instituições financeiras. A segunda, com a circular 3.824/09, faz com que bancos e instituições registrem operações de derivativos feitas por eles próprios no exterior. “Os bancos já faziam isso no balanço, mas agora fica acelerada a transparência”, afirma a fonte. “Desta vez, o BC pega outra ponta, com a resolução do CMN.”

“O que dissemos às instituições agora é que, quem fizer operação de hedge e essa operação envolver derivativo, quando o banco fizer o registro do câmbio, tem que registrar a transação”, afirma Odilon. Segundo ele, não é possível quantificar essas operações no exterior. “A partir da vigência da resolução é que os números irão surgir”, diz.

Efeitos da crise

As operações com derivativos tornaram-se mais conhecidas logo após o recrudescimento da crise financeira internacional, em setembro de 2008, quando veio a público que empresas como Sadia e Aracruz perderam bilhões por apostarem contra o real em operações com derivativos chamadas “target forward”. No mercado de derivativos, a combinação de dois ou mais contratos, tradicionalmente, recebe um nome. Ambas as companhias acabaram sendo vendidas em 2009. De acordo com uma fonte do mercado de câmbio, toda a operação com derivativos da Sadia foi feita no exterior. No caso da Aracruz, 60% dela. Mas nem o mercado nem os acionistas tinham conhecimento dos contratos.

Odilon ressalta que o BC não tem jurisdição sobre empresas e que o registro que está sendo determinado é por parte das instituições financeiras. Quanto às empresas não-financeiras, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), por meio da instrução 475/09, obriga que as companhias abertas abram as informações com derivativos em seus balanços. “Com as novas medidas, o BC terá condições de saber se uma empresa está exposta demais. O que não sabemos é se ele terá instrumentos para agir”, acrescenta a fonte do mercado financeiro.

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BNDES prevê investimentos de US$ 200 bilhões no pré-sal até 2012

Os investimentos da cadeia produtiva de petróleo e gás para a exploração da área do pré-sal devem somar US$ 200 bilhões até 2012. A conta foi feita pelos técnicos do BNDES para o banco poder se preparar para atender essas necessidades.

O BNDES deverá ser o grande financiador do pré-sal no país.

Para 2010, o BNDES já reservou R$ 56 bilhões em desembolsos para o setor de infraestrutura, quase a metade do orçamento de R$ 126 bilhões previstos para este ano.

A maior parte dos desembolsos para infraestrutura está reservada para o pré-sal.

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Bom dia ADVFN - Ansiedade: divulgação do PIB norte-americano

Notícias em destaque

Agenda do investidor para esta sexta-feira

No mercado nacional a FGV divulga a Sondagem da Indústria que fornece indicações sobre o estado geral da economia nacional e suas tendências. Nos Estados Unidos o Departamento do Comércio divulga a prévia do PIB do último trimestre de 2009. O Departamento do Trabalho apresenta o Índice de Custos Trabalhistas também do quarto trimestre do ano passado. Será divulgado o PMI Chicago (Purchase Managers Index) que mede o nível de atividade industrial nos Estados Unidos. A Universidade de Michigan apresenta o Sentimento do Consumidor para o mês de janeiro, índice que revela a confiança e expectativa do consumidor em relação à economia em geral.

Ansiedade: divulgação do PIB norte-americano

Hoje a ansiedade toma conta dos mercados mundiais. Nos Estados Unidos será divulgada a prévia do PIB dos Estados Unidos (confira a agenda) referente ao quarto trimestre de 2009. Os analistas se mostram apreensivos em relação ao que se deve extrair dos dados a serem apresentados. Com certeza é esperado um movimento de crescimento, mas mais importante do que isso será a composição desse crescimento, sustentado pela volta do consumo ou advindo do afrouxamento da política fiscal e monetária no auge da crise econômica.

Últimos resultados corporativos em destaque

Empresas que reportaram lucros no último trimestre de 2009: Bradesco (R$ 2,18 bilhões), 3M (US$ 935 milhões, alta de 74%), Microsoft (US$ 6,6 bilhões, alta de 60%), Ford (US$ 868 milhões, reversão de prejuízos de 6 bilhões no mesmo período de 2008), Colgate-Palmolive (US$ 631 milhões, alta de 26%), Hyundai (US$ 820 milhões, alta de 288%), Nokia (US$ 1,32 bilhão, alta de 65%).

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quinta-feira, janeiro 28, 2010

Our Mood for Today 28.01.10

Yesterday the Central Bank confirmed market expectations with the maintenance of the SELIC RATE at 8.75% until the next meeting. However the big difference was the brief statement after the meeting just highlighting that the participants voted together (unanimity) and that the CB would analyze future economic indicators to decide future steps regarding monetary policy maneuver. Some traders are already postponing any change of the SELIC RATE to the April meeting instead of the March meeting after this result. Particularly I think it's the right thing to do at this moment. One important factor to corroborate the sustainability of the SELIC RATE for another period (after the March meeting) was the Government announcement that they should adopt a more conservative approach in terms of Government Expenses. Finally they are starting to collaborate with the CB on this process with some fiscal responsibility. They intend to limit expenses at least until next march and this is something important and is already affecting the Interest Rate Market with rates suffering some downside pressure.

The January IGP-M rose 0.63%, above our estimation (0.53%), accelerating from last month reading (-0.26%). In wholesale, industrial prices have risen after a two-month slide, owing mainly to processed foods, chemicals and metallurgical products. Farm prices have fallen less than in December (-1.47%) because of less deflation in potatoes and a rise in rice, beef and pork. The retail component (IPC-M) displayed sharp acceleration led by the bus fare hike in São Paulo and the annual school fee reset. The construction industry component (INCC-M) has accelerated marginally in response to pressure from some building materials.

The Central Bank announces the final results for public finance. We estimate a small surplus of R$1.0 billion for the consolidated public sector in December, thanks to the state-owned enterprises as well as central government, since regional governments are expected to display a primary deficit in the month because of the usual year-end increase in expenditure. This monthly result will have taken the annual primary surplus to 2.1% of GDP, within the range already indicated by the treasury secretary. We also estimate a nominal deficit of R$14.5 billion in December, leading to an annual deficit of 3.35%, up from 1.9% in 2008. Given this nominal deficit, the ratio of net debt to GDP will have remained stable compared with November on 43%.

IBGE publishes its monthly survey of employment (PME) for December. We estimate an unemployment rate of 6.6%, compared with 6.8% in December 2008, and the lowest of any monthly reading in the series in absolute terms. After seasonal adjustment, however, it is set to remain unchanged on 7.8%. This movement is typical of the period and reflects a reduction in the size of the workforce due to the fact that fewer people look for work at this time of year. With regard to regularly paid wages and other earnings, we expect this month's reading to remain basically stable, with a minor negative fluctuation of 0.1% at the margin and a rise of about 2% year over year.

Analyzing each market now:

- Currency Market: After reaching the range level we have mentioned before (1.85 - 1.90) we reinforce our call and recommend the SHORT positioning on the USD. Let's BUY BRL!

- Interest Rate Market: As mentioned above market expectations should favor some position on the JAN11 DI Contract (receive Rates).

- Stock Exchange Market: We think it is a good moment to get in and start some LONG position at current levels...

- Sovereign and Corporate Debt Market: The bond market continues to suffer. I keep my call and think we should consider some positioning at current levels after the sell-off. Brazil 5Y CDS is trading around 137.4 bps (flat). BR 40 is trading around 154 bps (+2 bps).

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Noticias do dia 27.01.10

Real desvalorizado deve ajudar nas exportações brasileiras de aço, diz Citi

Por: Livia Teixeira
27/01/10 - 20h10
InfoMoney

SÃO PAULO – Os analistas do Citigroup acreditam que o setor siderúrgico brasileiro deverá continuar a apresentar resultados positivos neste ano, com base em uma moeda local mais fraca frente ao dólar norte-americano.

Segundo relatório da instituição, o dólar está retomando seus níveis normais, o que deve favorecer os preços no mercado doméstico e melhorar a competitividade das exportações brasileiras.

Os analistas utilizaram os dados do Instituto Aço Brasil referentes ao mês de dezembro. Segundo relatório, as vendas em dezembro de 2009 foram sazonalmente mais fracas, com queda de 9% na comparação ao mês anterior, mas reiteram que as fábricas estão trabalhando em 90% a 95% da capacidade, o que representa um aumento na demanda no início deste ano.

Um exemplo é a Usiminas, que religou na terça-feira (26) seu último alto-forno parado da usina de Ipatinga, em Minas Gerais. A companhia cortou a produção há um ano devido à queda de demanda por aço no período mais crítico da crise financeira global. Mesmo assim, o Citi reitera sua preferência por CSN e Gerdau no segmento.

Mercados
Em suma, no ano de 2009 a produção brasileira de aço caiu 21,4% em relação ao ano anterior. Porém, os analistas do Citi comparam a queda brasileira com as de outros importantes países. Os Estados Unidos e a China, por exemplo, reportaram queda de 36% e 13%, respectivamente, no período em questão.

Perspectivas
As perspectivas futuras para o mercado são promissoras. A equipe de análise espera que as vendas cresçam 25% em 2010, a caminho de atingir níveis de atividade pré-crise e um contínuo aumento nos preços. Porém, a retirada da tarifa de exportação de 12% pelo governo é vista como um risco para o mercado, concluem os analistas.

Resultado da Qualcomm decepciona e ações desabam mais de 9% no after hours

Por: Equipe InfoMoney
27/01/10 - 20h15
InfoMoney

SÃO PAULO - A Qualcomm mostrou nesta quarta-feira (27), após o fechamento do pregão em Wall Street, o resultado referente ao seu primeiro trimestre fiscal. Apesar dos ganhos melhores do que o esperado, as perspectivas para o próximo trimestre mostraram-se aquém do previsto pelos analistas, levando as ações da empresa a forte desvalorização no after hours da Nasdaq.
O lucro - excluindo itens não recorrentes - durante os últimos três meses de 2009 foi de US$ 0,62 por ação, superando as estimativas do mercado, que giravam em torno de US$ 0,56 por ação. O desempenho ainda mostrou um crescimento de 100% em relação ao que foi visto no mesmo período de 2008, quando lucrou US$ 0,31 por papel.

As receitas da empresa, no entanto, tiveram um desempenho praticamente em linha com o esperado. O montante apresentado, de US$ 2,67 bilhões, ficou levemente abaixo dos US$ 2,7 bilhões projetados pelos analistas. O número mostra evolução em relação aos mesmos três meses de 2008, quando as vendas totalizaram US$ 2,51 bilhões.

Projeções derrubam as ações no after hours
Mesmo com o lucro acima do previsto, a companhia de telecomunicações disse que espera ver no segundo trimestre fiscal um lucro por ação - excluindo itens não recorrente - entre US$ 0,49 e US$ 0,53, enquanto as projeções dos analistas giram em torno de US$ 0,57 de ganho por papel.
Com isso, as ações da Qualcomm despencam mais de 9% no after hours do Nasdaq, após terem fechado o pregão regular desta quarta-feira com alta de 0,66%.

Petrobras assina documento para construção de navio explorador para o pré-sal

Por: Equipe InfoMoney
27/01/10 - 21h18
InfoMoney

SÃO PAULO - A Petrobras (PETR4, PETR3) anunciou nesta quarta-feira (27) que assinou, em conjunto com BG Group e Repsol, uma carta de intenção com o consórcio Schahin/Modec para afretamento e operação do FPSO (Floating Production Storage and Offloading) que será utilizado no projeto piloto de Guará, localizado no bloco BM-S-9, no pré-sal da Bacia de Santos.

O documento considera que o contrato, ainda a ser assinado para a construção da embarcação, deverá contemplar um conteúdo local de 65%, sendo a integração dos módulos realizada no Brasil. Com capacidade para produzir 120 mil barris de óleo e 5 milhões de metros cúbicos de gás por dia, a embarcação deverá entrar em operação no final de 2012 e deverá ser locada por 20 anos.

Vale lembrar que o projeto Guará constitui o segundo piloto a ser instalado no pólo pré-sal da Bacia de Santos.

BRF Investimentos aliena 4,53% de sua participação na Agre para Veremonte

Por: Valter Outeiro da Silveira
28/01/10 - 07h15
InfoMoney

SÃO PAULO – A Agre informou em nota postada na última quarta-feira (27) que seus administradores e acionistas Fernando Bruno de Albuquerque, Ricardo Setton e Luiz Roberto Horst Silveira Pinto alienaram para a Veremonte Participações todas as quotas do capital social da BRF Investimentos.

Conforme o comunicado, a alienação feita pela BRF Investimentos – sociedade titular das ações – representa 4,53% do capital social da Agre.

“Com a aquisição, a Veremonte reforça seu compromisso com a companhia e confiança no setor imobiliário brasileiro”, conclui a nota.

Petrobras confirma investimento de US$ 5,2 bilhões na Bacia de Campos

Por: Valter Outeiro da Silveira
28/01/10 - 08h05
InfoMoney

SÃO PAULO – A Petrobras (PETR4, PETR3) confirmou em nota na última quarta-feira (27) as informações divulgadas pela Chevron acerca do projeto de exploração e produção do campo de Papa Terra, localizado na Bacia de Campos, no qual a norte-americana é parceira.

A estatal informa que a capacidade de produção do projeto será de até 140.000 barris de óleo pesado por dia, com início previsto para 2013. Além disso, o projeto utilizará uma TLWP (Tension Leg Well Platform) e será conectado a um FPSO (Floating Production, Storage, and Offloading).

Confirmo, mas não queria
Quanto ao valor do investimento, a Petrobras confirmou a estimativa divulgada pela norte-americana, na casa de US$ 5,2 bilhões.

Por outro lado, a divulgação de tais valores “não faz parte de sua política”. Em decorrência, a estatal avisará a Chevron e fará ajustes nos procedimentos de anúncios públicos referentes ao consórcio.

CSN: oferta de aquisição da Cimpor é registrada em Portugal em € 5,75 por ação

Por: Equipe InfoMoney
28/01/10 - 08h54
InfoMoney

SÃO PAULO – A CMVM (órgão regulador do mercado acionário de Portugal) registrou nesta quinta-feira (28) a oferta feita pela CSN em adquirir a cimenteira Cimpor pelo valor já divulgado em dezembro último, de € 5,75 por ação – fazendo com que o negócio seja avaliado em € 3,86 bilhões.

O objetivo da CSN agora é fazer com que até o dia 17 de fevereiro os acionistas da companhia portuguesa vendam 50% mais uma ação. Vale ressaltar que a estrutura acionária da Cimpor, embora fragmentada, tem 80% do controle do capital nas mãos dos maiores acionistas.
“Estamos fazendo uma oferta séria, expressa em mais-valias financeiras para os acionistas que estejam disponíveis para vender”, afirmou um representante da CSN à Reuters. “A Cimpor continuará com o centro de decisão em Lisboa e cotada na bolsa de valores desta cidade, estando a CSN disponível para trabalhar com os acionistas portugueses que queiram continuar na Cimpor”.

Camargo Corrêa e Votorantim na briga

Com o registro, a CMVM deu à Camargo Corrêa, outra interessada na aquisição da cimenteira, até a próxima segunda-feira para lançar uma proposta rival ou retirar sua oferta.
Além disso, a Votorantim – também na disputa pela aquisição da portuguesa – confirmou que mantém, desde o ano de 2008, contatos diretos com acionistas da cimenteira para adquirir uma participação minoritária na companhia.

Santos Brasil reporta prejuízo de R$ 5,3 milhões no quarto trimestre

Por: Tainara Machado
27/01/10 - 20h00
InfoMoney

SÃO PAULO - A Santos Brasil (STBP11) divulgou nesta quarta-feira (27) seus resultados referentes ao quarto trimestre de 2009, com prejuizo consolidado de R$ 5,3 milhões, abaixo dos R$ 11,5 milhões apontados em igual período de 2008. No acumulado de 2009, o lucro líquido foi de R$ 41,4 milhões, redução de 12,1% em relação ao ano anterior.

No tocante à receita líquida, a performance apresentada mostrou-se inferior àquela vista entre outubro e dezembro do ano passado, ao totalizar R$ 178,3 milhões neste período contábil, o que equivale a um decréscimo de 13,1% ante o montante listado há doze meses. No acumulado do ano, a redução foi de 9,1%, atingindo R$ 660,8 milhões.

Quanto ao Ebitda (geração operacional de caixa) da companhia, este marcou R$ 65,5 milhões no período, aumento de 11,6% em relação ao quarto trimestre do ano passado. No entanto, contabilizado com o Ebitda ajustado (sem efeito de itens não recorrentes), haveria redução de 9,8%.

Volume
A companhia ressaltou que o volume operado no cais cresceu 7,1% em relação ao terceiro trimestre deste ano. No entanto, apresentou redução de 11,1% frente ao quarto trimestre de 2008, totalizando 203.764 contêineres. No acumulado do ano houve redução no volume operado de 16,2%, somando 721.783 contêineres.

Já o volume armazenado alcançou 47.525 contêineres entre outubro e dezembro deste ano, uma redução de 11,3% em relação a igual período do ano passado. Apesar disso, a receita bruta com operações de logística no acumulado de 2009 atingiu R$ 333,7 milhões, aumento de 3,3% em relação a 2008.

Dólar sobe pela sétima sessão seguida e fecha em R$ 1,859

PanoramaBrasil

SÃO PAULO - O dólar comercial registrou a sétima alta seguida no pregão de ontem, cotado a R$ 1,859 para venda e elevação de 1,25%. Esse é o maior valor da moeda norte-americana desde 3 de setembro de 2009, quando fechou em R$ 1,866. Com isso, o dólar acumula ganhos de 6,66% desde o início do ano.

A moeda foi pressionada, mas uma vez, principalmente por notícias externas. Os investidores estão inseguros quanto as recentes medidas de aperto monetário por parte da China. Além disso, a Grécia continua gerando dúvidas quanto a capacidade de arcar com a sua dívida. Além disso, nos Estados Unidos as vendas de casas novas caíram 7,6% em dezembro - o mês mais fraco desde março de 2009. Segundo analistas, o resultado indica que a demanda por moradias segue frágil, apesar de o governo ter prolongado um incentivo fiscal aos consumidores que compram casas pela primeira vez.

No mercado interno, o fluxo cambial acumulado de janeiro, até o dia 22, registrou o ingresso de apenas US$ 10 milhões, conforme levantamento divulgado ontem pelo Banco Central (BC). O ingresso de recursos externos foi garantido pela conta financeira, que acumulou superávit de US$ 670,5 milhões no período. Neste valor, estão todas as transferências de dólares para aplicações financeiras, investimentos produtivos e remessas de lucros, entre outras operações. O saldo financeiro foi gerado pelo ingresso de US$ 16,675 bilhões e pela saída de US$ 16,005 bilhões no período.

O valor que ingressou no País pela conta financeira foi mais que suficiente para cobrir a saída de US$ 660,4 milhões pelo segmento comercial. Nessa conta, as importações acumuladas no mês somaram US$ 7,943 bilhões e superaram as exportações, que atingiram US$ 7,282 bilhões. Na quarta semana de janeiro, entre os dias 18 e 22, o fluxo cambial acumulou saída líquida de US$ 85 milhões. O valor foi determinado pelo segmento financeiro, que registrou resultado negativo de US$ 145 milhões no período.


Barclays aposta em fundos de capital protegido para 2010

Eduardo Puccioni

SÃO PAULO - A alta volatilidade do mercado tem feito com que os fundos de capital protegido em commodities se tornem uma das prioridades para o Barclays Capital, divisão de banco de investimento do Barclays Bank PLC. A instituição trouxe ao Brasil mais duas novas modalidade de fundos, sendo que uma delas é inédita - lastreada em créditos de carbono.

Segundo os executivos do Barclays, a procura por esses fundos é muito grande por parte dos investidores brasileiros. Por conta disso, dois dos maiores gestores brasileiros - BBDTVM, do Banco do Brasil e o BBA, do Itaú - mostraram interesse nos fundos. O BBA ficou com o fundo lastreado em crédito de carbono e, com ele, conseguiu atrair R$ 180 milhões em ativos, tornando-o maior fundo de capital protegido lastreado em commodities do País. "Neste modelo, este é o primeiro fundo no mercado brasileiro", disse Roge Rosoline, diretor executivo para estruturação de mercados emergentes do Barclays Capital Brasil.

O segundo fundo, do BBDTVM, atraiu mais de R$ 130 milhões de investidores brasileiros. Este fundo tem como seu principal ativo o petróleo. Os executivos da instituição se mostraram muito otimistas com esta modalidade de fundo.

Nas projeções realizadas pelo Barclays, a cotação média do barril de petróleo negociado no mercado de Nova York (WTI) será de US$ 85 neste ano e alcançará os US$ 97 em 2011. "Acreditamos na valorização do petróleo, com isso, os investidores serão encorajados com o alto preço", afirmou o diretor executivo da área de pesquisas em commodities do Barclays, Kevin Norrish.

No Brasil, o total dos fundos de capital protegido lastreado em commodities atraiu aproximadamente R$ 460 milhões em 2009, sendo que o principal estruturador é o Barclays Capital. No mundo, a instituição negociou mais de US$ 7,9 bilhões no ano passado só com commodities.

Os dois fundos estruturados pelo Barclays no Brasil representaram R$ 310 milhões, mas as previsões para este ano são mais otimistas. "Nas perspectivas internas do banco, nós estamos prevendo uma movimentação mínima de R$ 1 bilhão para este ano", acrescenta Rosoline.

De acordo com dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), até o dia 21, a captação líquida dos fundos com capital protegido alcançou R$ 1,335 bilhão nos últimos 12 meses. Porém, no ano, a captação está negativa em R$ 147,3 milhões.

Já o patrimônio líquido registrado na entidade chegou a R$ 4,712 bilhões até o dia 21. E a rentabilidade dos fundos é de 12,56% nos últimos 12 meses.

Os investidores são atraídos para estes fundos por conta do risco quase zero na operação, uma vez que a instituição que administra os ativos se responsabiliza pelas perdas do fundo. Vale destacar que esta modalidade, na grande maioria, é para investidores considerados qualificados, ou seja, para quem tenha pelo menos R$ 300 milhões para aplicar.

Em abril do ano passado, o Banco do Brasil havia lançado dois fundos no mercado. O BB Multimercado Capital Protegido Commodities Agrícolas Private FI e o BB Multimercado Capital Protegido Ouro Private FI, produtos, que na época, eram os inovadores e não tinham similares no mercado brasileiro.

A aposta dos executivos do Barclays é de que cada vez mais os investidores procurem diversificar seus investimentos, procurando alternativas pouco exploradas, como o mercado de commodities em geral.

A taxa de administração depende de cada instituição financeira, mas na maioria das vezes é cobrada uma taxa de 2%, sendo que, também na maioria das vezes, a rentabilidade prometida fica entre 20% e 30% ao fim do prazo de investimento.

Os fundos protegidos em ações chegam a ter rentabilidade de até 53%, caso haja uma valorização da Bolsa de Valores e, se ela cair até 25%, o cliente tem rentabilidade positiva nesse patamar.

A volatilidade do mercado faz com que os fundos de capital protegido em commodities se tornem uma das prioridades do Barclays Capital. Assim, a instituição trouxe ao Brasil duas novas modalidade de fundos.

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Novo Mercado: blue chips resistem à adesão, seja por falta de vontade ou incentivo

Novo Mercado: blue chips resistem à adesão, seja por falta de vontade ou incentivo

Por: Equipe InfoMoney
27/01/10 - 20h10
InfoMoney

SÃO PAULO – Nunca se falou tanto em governança corporativa como nos últimos anos. Com o crescimento do mercado de ações, cada vez mais empresas têm procurado fazer sua estreia já no Novo Mercado da BM&F Bovespa, buscando maior credibilidade e valor a seus ativos.

Para ilustrar tamanho interesse, é só observar os dados sobre número de empresas listadas no NM desde sua criação, em 2000. Segundo dados da BM&F Bovespa, somente em 2002 a CCR aderiu à legislação do Novo Mercado, marcando a estreia de empresas no segmento. Oito anos mais tarde, o nível já registra 105 empresas, sendo que 15 delas entraram no segmento em 2009.

Apesar do claro crescimento da adesão ao nível mais alto de governança corporativa da bolsa, muitas companhias – em especial as mais antigas e de grande porte – ainda encontram dificuldades para se adequar a regras mais exigentes.

Preferenciais Vs Ordinárias
Para Luiz Rolla, presidente do conselho do Ibri (Instituto Brasileiro de Relações com Investidores), o problema principal dessas empresas são as características específicas exigidas pelo mercado brasileiro.

“Assuntos específicos impedem algumas empresas, principalmente as de grande porte, de atenderem a algumas das regras. É por isso que algumas blue chips ainda não estão no Novo Mercado, nos níveis mais altos, porque depende das características de cada uma”, comenta.

Rolla exemplifica falando que nos segmentos de alta governança corporativa de outros países não existe a prática da empresa ter somente ações ordinárias, ou seja, ações com direito a voto.

“Essa dicotomia [ações preferenciais e ordinárias] é irrelevante no mercado internacional, uma vez que os investidores estão focados muito mais nas ações com direito a votos, enquanto as ações preferenciais têm um papel muito menor do que têm aqui no Brasil”, argumenta.

Porém, ele explica que aqui no Brasil isso se disseminou de tal maneira que acabou se tornando um empecilho para algumas empresas conseguirem se adaptar a essa regra e aderir ao NM da BM&F Bovespa.

“Então, as grandes empresas que são comercializadas no mercado internacional, atendem às práticas que são exigidas no Novo Mercado de lá e não no brasileiro”, conclui.

Para Alexandre di Miceli, coordenador executivo do CEG (Centro de Estudos em Governança Corporativa) da Fipecafi, a exigência de negociações apenas com ONs também é vista como a principal dificuldade encontrada pelas blue chips.

“A conversão faz com que os controladores percam seu poder de decisão, ao reduzir o percentual de sua participação na empresa”, fala.

Pesando os prós e os contras
Segundo Miceli, este ponto pesa negativamente quando as empresas colocam na balança os prós e contras da adesão ao mais alto nível de governança corporativa. “Quando elas avaliam sua adesão ao Novo Mercado, elas não veem os benefícios compensando os custos e por isso acabam não entrando”, comenta.

Entre os principais pontos a favor da aderência, Miceli destaca o maior valor agregado à empresa. “O principal benefício que uma empresa espera ter ao aderir ao NM é o maior valor de mercado, com melhor apreciação e múltiplos maiores”, explica.
Porém, neste aspecto, Miceli explica que justamente por serem empresas grandes e tradicionais, suas ações já estão sendo precificadas pelo mercado independente de qual segmento ela participa. “Muitos investidores não ligam se a empresa está ou não no Novo Mercado, eles só olham liquidez, sem olhar a governança”, alerta.

Além da exigência da conversão de PNs em ONs, Miceli aponta também outros tópicos não vistos com bons olhos pelas empresas, como a obrigatoriedade da Câmara de Arbitragem para julgar as questões pertinentes ao mercado e o tag along de 100%.
Outra exigência que gera controvérsias é a questão do percentual mínimo de 20% de conselheiros independentes, sendo que a própria BM&F Bovespa estuda aumentar a fatia para 30%. “Muitas delas têm uma gestão tradicional, onde o Conselho é formado por pessoas de confiança dos dirigentes, uma cultura que é difícil mudar”, comenta.

Falta vontade?
Mesmo assim, Adriane Almeida, coordenadora do Centro de Conhecimento do IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa), acredita que um pouco é falta de boa vontade. "Algumas empresas já oferecem a seus acionistas direitos do Novo Mercado sem precisarem estar listadas nele".

Ela comenta que alguns bancos já oferecem tag along de 100% a seus acionistas e também possuem mais de 20% de conselheiros independentes, estando ainda no Nível 1. "A conversão de PNs em ONs não é impedimento para quem quer oferecer algo a mais a seus acionistas", afirma.
Também vale pressionar
Para Alexandre di Miceli, a única maneira de fazer com que estas companhias se adaptem às práticas do NM seria que a balança pesasse mais para o lado positivo. “Seria preciso uma mudança de postura por parte dos investidores e algumas ações do próprio governo, como maiores benefícios às empresas que estão listadas no Novo Mercado”, explicita.
Miceli exemplifica esses “benefícios” falando de uma situação em que o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) emprestaria dinheiro às empresas de segmentos mais avançados com custos mais baixos, movimento que poderia incentivar a que ainda não aderiram às melhores práticas a adentrar no NM.

O coordenador do CEG comenta que, no caso dos investidores, são os institucionais os principais players de pressão, uma vez que são eles que acompanham o dia-a-dia da empresa, participam no conselho, votam e discutem as políticas adotadas pelas companhias em que investem.
“Eles são os investidores de longo prazo, enquanto as pessoas físicas têm um distanciamento com relação à sua postura de acionistas por buscarem investimentos de curto prazo e não se sentirem sócios do negócio”, comenta.

Atratividade para as novas
Enquanto as empresas que já estão listadas encontram dificuldades para aderir a níveis mais altos de gestão corporativa, Adriane Almeida, do IBGC, afirma que para as novatas o NM é sim um diferencial importante.

“Para uma empresa nova é muito importante o Novo Mercado porque é como se ela viesse com pacote mínimo de garantias de boa governança”, comenta, destacando a confiança como o principal atrativo do segmento para essas empresas.

Ela explica que, por não terem uma gestão amplamente conhecida, muitas dessas empresas que estão abrindo capital agora veem o NM como um meio de passar aos investidores confiabilidade e segurança.

“Uma empresa nova quando entra no mercado não tem histórico. Ela pode ser conhecida pelo marketing, mas ninguém conhece sua gestão, se é confiável, se faz o que promete”, comenta.
Novo Mercado = preços maiores?
Com um diferencial de qualidade e confiabilidade, essas companhias acreditam que os investidores passarão a olhar com bons olhos seu case de investimento e, com isso, pagarão um prêmio pelas boas práticas.

“Isso também reflete no preço: o investidor tende a confiar mais nas ações da empresa, então ele tende a pagar um pouco mais pelos direitos adicionais”, fala Adriane.

Ela acrescenta que “o Novo Mercado é importante porque garante aos minoritários padrões mínimos de direitos societários, de transparência e de estrutura de governança”. Outro fator considerado atrativo para as empresas que aderem ao Novo Mercado é o marketing corporativo.
Segundo Adriane, com um selo e um contrato que ratificam a adesão às boas práticas de governança, há um ganho institucional por parte dessas empresas. “Ele reflete em ganhos de imagens perante funcionários, clientes, comunidade, governo, os stakeholders”, completa.
Atenção: nem todos são transparentes
Na visão de Miceli, do CEG da Fipecafi, o “selo” usado pelas companhias que aderem ao segmento não é sinônimo de qualidade e reais práticas de boa gestão. Ele cita o caso da incorporação da Tenda pela Gafisa em 2008.

Na ocasião, o mercado repercutiu negativamente a falta de preocupação da Tenda (que era listada no NM) com o direito de tag along - mecanismo de proteção a acionistas minoritários de uma companhia que garante a eles o direito de deixarem uma sociedade, caso o controle seja vendido a outro investidor.

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Sem surpresas, Banco Central mantém taxa de juros a 8,75%

Sem surpresas, Banco Central mantém taxa de juros a 8,75%

Fernanda Bompan

SÃO PAULO - O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu, por unanimidade, manter a taxa básica de juros (Selic) em 8,75% ao ano nesta primeira reunião de 2010. A decisão vai ao encontro da estimativa da maioria do mercado, que espera uma subida a partir de abril deste ano para conter a possível pressão inflacionária. Segundo nota divulgada ontem pelo BC, "o comitê irá acompanhar a evolução do cenário macroeconômico até a próxima reunião (em março), para então definir os próximos passos na sua estratégia de política monetária". O índice está em vigor desde julho do ano passado e é o mais baixo da história do Copom, criado em junho de 1996.

O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, defendeu que o BC continue conduzindo a política monetária dentro do esforço conjunto do governo para garantir o crescimento, como ocorreu em 2009, quando o BC reduziu as taxas de juros e os depósitos compulsórios dos bancos para mitigar os efeitos da crise financeira na economia. A maior preocupação atual do Ministério da Fazenda é de que o BC, em março, retome o processo de aperto dos juros para evitar que uma demanda excessivamente aquecida possa provocar aumento da inflação. A alta dos juros, porém, teria o efeito colateral de reduzir o crescimento econômico.

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, acredita que a decisão do BC é positiva e vai garantir o processo de retomada dos investimentos. "O cenário de juros estáveis é importante para voltarmos ao nível de investimento anterior à crise", disse. Outra razão mencionada por ele, para a decisão de ontem do Copom, é a de não haver, agora, motivos para preocupação com uma alta da inflação. "O aumento da demanda interna está sendo plenamente atendido pela produção doméstica ou pelas importações, sem causar pressões sobre os preços".

Assim como, Monteiro Neto, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, defendeu o controle da inflação e que ocorram condições favoráveis para os investimentos crescerem e, consequentemente, a produção e o emprego no Brasil. "A manutenção da Selic nos atuais 8,75%, ou até menos - já que ainda há condições para reduzi-la -, é uma das condições básicas para isso". "Em um ambiente inflacionário confortável e diante de sinais de pujança econômica abaixo das expectativas, a decisão do Copom foi tímida", analisa o presidente da Federação do Comércio do Rio de Janeiro (Fecomercio-RJ), Orlando Diniz. "O comportamento do emprego em dezembro, segundo os números do Ministério do Trabalho, surpreendeu negativamente, enquanto ganha espaço no mercado a previsão de fechamento negativo do Produto Interno Bruto (PIB) de 2009. Nessas circunstâncias, manter o custo do crédito elevado irá de encontro ao consumo das famílias", continua. Para o presidente do Sindicato das Financeiras do Estado do Rio de Janeiro (SECIF-RJ), José Arthur Assunção, a atual taxa Selic precisa ser mantida, no mínimo, até o final desse ano, sob pena de desperdiçar a chance do País crescer com sustentabilidade. "Temos uma expectativa de inflação dentro da meta para esse ano, devido principalmente aos preços administrados, que terão deflação. Além disso, os principais bancos centrais do mundo continuam trabalhando com taxas artificialmente muito baixas, o que não nos deixa margem para elevar juros aqui no Brasil". Assunção afirma ser sensato até mesmo uma queda a 8% da Selic neste ano.

De acordo com um levantamento feito pela consultoria Up Trade, que leva a uma das consequências da alta da taxa de juros brasileira, indica que o País voltou a liderar o ranking dos juros reais (descontada a inflação) em comparação com outros 40 países, à taxa de 4% ao ano.

Em abril

"O pequeno momento inflacionário no início de ano não irá afetar aumento da Selic", afirma o professor da Universidade Federal do Tocantins, Waldecy Rodrigues. Ele acredita que em março a Selic pode ser alterada por conta da balança de pagamentos e a inflação. "Se não houver desequilíbrios relacionados ao dólar, não teremos manutenção", diz. Entretanto, ele acredita que a taxa de juros poderá até cair para 8%.

A expectativa do mercado, de acordo com o relatório Focus divulgado na última segunda-feira pelo BC, é de que a taxa Selic encerre o ano em 11,25%. O início da elevação aconteceria, para a maioria dos especialistas consultados pelo BC, somente em abril, no valor de 9,25%.

Assim como era esperado pela maioria do mercado, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu ontem, por unanimidade, manter a taxa básica de juros (Selic) em 8,75% ao ano.

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No 1º IPO do ano, ação da Aliansce sai abaixo do piso

No 1º IPO do ano, ação da Aliansce sai abaixo do piso

REUTERS

SÃO PAULO - A primeira oferta de ações de 2010 na Bovespa, que acontece em um momento de queda nos mercados globais, ficou aquém do esperado. Investidores se dispuseram a pagar 9 reais pela ação da empresa de shopping centers Aliansce, abaixo do piso da faixa estimada que ia de 10 a 13 reais.

A companhia já tinha tentado abrir o capital em 2007, mas o plano na ocasião foi frustrado depois que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) suspendeu o pedido de análise da oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês), alegando que um executivo da companhia teria fornecido à imprensa informações que não estavam no prospecto preliminar.

A oferta primária da Aliansce envolve 50 milhões de ações, com giro financeiro de 450 milhões reais, de acordo com informações disponíveis no site da CVM. A secundária inclui 24,750 milhões de ações, com montante de 222,75 milhões de reais. Assim, no total, a operação movimenta 672,75 milhões de reais.

Quando divulgou o cronograma da operação, que tem o BTG Pactual como coordenador-líder, a Aliansce estimava que sua oferta movimentaria até cerca de 1,1 bilhão de reais, considerando lotes suplementar e adicional e o teto do preço previsto, de 13 reais.

A empresa chega à bolsa na mesma semana em que a Metalfrio cancelou uma oferta de ações, já durante o período de reserva dos papéis, em uma operação avaliada em cerca de 300 milhões de reais. Antes disso, em 21 de janeiro, a M. Dias Branco paralisou uma oferta secundária em andamento, devido às condições desfavoráveis nos mercados.

O Ibovespa, principal índice de ações brasileiras, acumula queda de 5 por cento em 2010. Em relação ao pico de fechamento do ano, registrado em 6 de janeiro, a baixa é de 8 por cento.

O mau humor nas bolsas em todo o mundo decorre de preocupações com o aperto do crédito na China, a situação fiscal na Europa e a recuperação irregular da economia norte-americana.

A Aliansce foi formada por uma joint-venture entre a Nacional Iguatemi e a norte-americana General Growth Propertiesem 2004. Atualmente, administra ou participa de cerca de 20 empreendimentos, entre os quais o Shopping Iguatemi Salvador.

A estreia das ações da Aliansce na bolsa paulista está marcada para sexta-feira, dia 29.

(Reportagem de Cesar Bianconi)

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Carteira de Petrobras lidera perdas em ações

Carteira de Petrobras lidera perdas em ações

Por Antonio Perez, de São Paulo
28/01/2010

Os fundos de ações de Petrobras com recursos próprios lideram o tombo das carteiras de ações no mês, até o dia 22, com queda de 7,33%. Os dados são da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

Essas perdas ainda não incorporam a piora acentuada da bolsa nesta semana, com queda de 1,74% do Ibovespa. Mas os papéis da Petrobras sofrem desde o início do ano com a indefinição da capitalização da empresa pelo governo. Segundo analistas, a fraqueza das ações da Petrobras impediu que o Ibovespa se firmasse acima dos 70 mil pontos no início do ano.

Entre os dez principais tipos de fundos de ações acompanhadas pela Anbima, o único com rentabilidade positiva no mês, de 2,08%, é o de Vale com recursos próprios. Esses fundos foram impulsionados pelas perspectivas de reajuste de cerca de 50% do minério de ferro. Na semana encerrada dia 22, contudo, as carteiras de Vale perderam 5,49%, refletindo a virada da bolsa.

Mesmo com a rentabilidade em baixa, os fundos de ações não foram abandonados pelos investidores. Na semana encerrada dia 22, essas carteiras atraíram R$ 230 milhões, levando a captação líquida do mês a R$ 1,24 bilhão. Em janeiro, até o dia 22, os fundos da Petrobras sofreram saída líquida de R$ 6,5 milhões, enquanto os fundos da Vale receberam R$ 21, 26 milhões.

O tombo da bolsa, porém, deve minar o apetite dos investidores pelos fundos de ações, aposta Alexandre Espírito Santo, diretor do curso de Relações Internacionais da ESPM-RJ e economista da Way Investimentos.

Ele vê um cenário de alta volatilidade, dadas as preocupações com o crescimento chinês, as medidas do governo Barack Obama para restringir a atuação dos bancos e as dúvidas sobre a solvência de países europeus. Por isso, os investidores não devem se iludir com altas pontuais da bolsa, avalia Espírito Santo, que acha mais razoável um Ibovespa perto de 60 mil pontos que de 70 mil. "Estamos vendo uma realização de lucros mais prolongada", diz.

Mas há quem descarte a possibilidade de uma queda forte da bolsa nos próximos dias. Para a responsável pela Fator Administração de Recursos, Roseli Machado, a "correção" do Ibovespa será limitada. "Não vai muito longe", aposta.

Enquanto os fundos de ações perdem com a saída dos estrangeiros da bolsa, os fundos cambiais continuam surfando no repique do dólar. No mês, registram rentabilidade média de 4,46%, para uma alta de 4,45% da moeda americana. Apesar da disparada, os fundos cambiais captaram apenas R$ 30,58 milhões no mês. Na semana encerrada dia 22, essas carteiras receberam R$ 3,01 milhões.

O investidor, contudo, deve se acautelar com os fundos cambiais. As carteiras que apostam no dólar têm fôlego curto, diz Roseli Machado. A taxa de câmbio mudou de patamar, deixando a casa de R$ 1,70, mas não tem força para ir muito além de R$ 1,85, julga a diretora da Fator. "O dólar já andou demais", diz.

Sem uma disparada da moeda americana, os fundos cambiais não terão força para bater os fundos DI. Essas carteiras acompanham a variação do Certificado de Depósito Interfinanceiro (DI), que subiu 0,49% no mês.

Os Fundos DI já receberam R$ 3,57 bilhões no mês, perdendo apenas para renda fixa (R$ 8,93 bilhões) e curto prazo (R$ 6,37 bilhões). A captação líquida dessas carteiras, porém, é inflada pelas aplicações de Estados e municípios no início do ano, em razão do recolhimento de impostos. No ano, os fundos de renda fixa registram rentabilidade de 0,68%, superior aos ganhos dos fundos DI, de 0,50%.

Espírito Santo, da Way Investimentos, porém, prefere os DIs. Ele acredita que a renda fixa deve apresentar alta volatilidade daqui para frente com a expectativa para aperto monetário.

Veja as tabelas de fundos em www.valoronline.com.br/fundosdein

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O bilionário banco imobiliário

O bilionário banco imobiliário

Carolina Mandl e Daniela D'Ambrósio, de São Paulo
28/01/2010

Por trás da atividade de incorporação, as construtoras guardam um bilionário - e lucrativo - negócio de financiamento imobiliário. As seis maiores empresas do mercado - Cyrela, Gafisa, Rossi Residencial, MRV, PDG Realty e Brookfield - têm R$ 25,5 bilhões em créditos a receber dos financiamentos diretos que fizeram a seus clientes.

Essa carteira de recebíveis, que corresponde a 75% dos R$ 34 bilhões financiados com recursos da caderneta de poupança no ano passado, cresce a passos largos. O volume financeiro, segundo o Valor apurou, tem levado investidores estrangeiros interessados em entrar no segmento de crédito imobiliário no Brasil a negociar uma associação com uma das maiores incorporadoras do setor.

É como se, além de erguer apartamentos, as incorporadoras tivessem uma atividade financeira paralela. A Cyrela, por exemplo, a maior empresa do setor e também aquela com maior estoque de recebíveis, com mais de R$ 8 bilhões em carteira, retira em média 20% do seu lucro líquido das receita financeira gerada pelos contratos de financiamento.

Não é o negócio central delas, mas, até bem pouco tempo atrás, quem não financiasse a venda de seus apartamentos não conseguia desová-los. "Passamos décadas sem ter financiamento bancário para o setor, por isso sabemos a quem vender ou não, controlando o risco da operação", diz o executivo de uma incorporadora.

Agora, o cenário é outro. Além do maior interesse dos bancos em oferecer crédito para quem quer comprar a casa própria, pessoas físicas e investidores institucionais estão ávidos por ativos financeiros com lastro imobiliário, como Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e cotas de fundos imobiliários (FII) e de direitos creditórios (FIDC), que pagam uma remuneração maior que os títulos públicos.

Mesmo assim, não só as empresas continuam concedendo financiamentos em passo acelerado, seguindo e o frenético ritmo das vendas de imóveis no país, como elas continuam a reter esses recebíveis, em sua maior parte. A explicação está no rendimento que obtém desse negócio. Em setembro de 2008, a carteira de recebíveis das seis maiores empresas do setor era de R$ 17,4 bilhões, ou seja, o estoque cresceu quase 50% em um ano.

Apesar de o repasse dos recebíveis ainda ser bastante tímido, não há dúvidas de que a tendência é de que ganhe força nos próximos anos. Algumas incorporadoras já começam a ensaiar meios de transformar esses papéis em dinheiro mais rapidamente, sem ter de esperar pela quitação completa dos longos financiamentos.

A PDG Realty, por exemplo, deu início em agosto do ano passado à venda de seus recebíveis por meio de sua própria securitizadora. Ao todo, foram R$ 100 milhões. Mas não deve parar por aí. No prospecto da oferta de ações em andamento, a PDG informou que pretende atuar no setor de serviços financeiros por meio do repasse dos recebíveis.

A Brookfield lançou outros R$ 85,5 milhões em recebíveis em setembro. A Gafisa fez uma cessão dos recebíveis para um FIDC. A Cyrela - dona da maior carteira de contratos de financiamento, com R$ 8,3 bilhões - também avalia algum tipo de securitização com prazo superior a cinco anos, em um montante superior a R$ 100 milhões.

A explicação para que as empresas ainda mantenham a maior parte desses empréstimos no balanço é simples. A rentabilidade que esses papéis pagam faz deles um bom investimento para as incorporadoras. Hoje, até a entrega das chaves aos clientes, os contratos de crédito imobiliário garantem às construtoras o equivalente ao Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que ficou em 3,22% no ano passado. Passado o prazo de construção, em média de três anos, o reajuste é outro. Depois que o cliente entra no imóvel, as parcelas variam pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGPM) mais 12% ao ano, por um período de até 18 anos. No ano passado, em que o IGPM ficou negativo em 1,72%, isso foi equivalente a 10,07%.

"As construtoras estão com muitos recursos. Acabaram de fazer ofertas de ações. E os recebíveis rendem para elas muito mais do que qualquer outra aplicação do caixa", diz Marcelo Michaluá, diretor da RB Capital, empresa que compra recebíveis para transformá-los em títulos de investimento, processo conhecido como securitização. "Hoje é raro encontrar entre as grandes incorporadoras quem queira vender os recebíveis."

Para se ter um ideia da ainda baixa oferta de recebíveis, segundo dados da Cetip, o volume desses títulos nas mãos de investidores no mercado brasileiro é de R$ 10,7 bilhões, menos da metade do volume que as incorporadoras guardam em seus balanços.

Se forem vender os contratos para transformá-los em dinheiro de forma mais rápida, dificilmente o repasse às securitizadoras sairá a taxas inferiores àquelas com que as incorporadoras captam hoje via debêntures, por exemplo.

"Sempre buscamos as melhores alternativas para os acionistas, mas até hoje não conseguimos fechar nenhuma operação que fosse atrativa", diz Luis Largman, diretor de relações com investidores da Cyrela.

No médio e longo prazos, o negócio financeiro das incorporadoras deve diminuir. A expectativa é que, com mais crédito disponível por meio dos bancos, as construtoras acabem se concentrando na incorporação. Algumas companhias já estão preferindo não mais assumir o financiamento dos clientes, repassando-os para os bancos.

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Julgamento da Cyrela na CVM será em 9 de fevereiro

Julgamento da Cyrela na CVM será em 9 de fevereiro

Rio de Janeiro - Está marcado para o dia 9 de fevereiro o julgamento na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) de processo administrativo sancionador contra dirigentes da Cyrela acusados de terem negociado ações da empresa antes da divulgação de comunicado ao mercado. O colegiado da CVM já rejeitou duas propostas dos administradores da Cyrela, para firmar termos de compromisso para extinguir o processo. Pela última proposta rejeitada, em dezembro, a CVM receberia R$ 1 milhão.

Os administradores tinham conhecimento de "Instrumento Particular de Outorga de Opção de Compra de Ações e Outras Avenças" entre a Cyrela. Commercial Properties Empreendimentos e Participações (CCP) e subsidiárias da Cyrela Brazil Realty, de 30 de maio de 2007. Mas o primeiro comunicado ao mercado sobre o assunto veio só 30 dias depois, em 29 de junho e, nesse meio tempo, administradores da Cyrela negociaram ações da companhia.

Também houve negociação de ações da Cyrela por parte de dirigentes da empresa entre 24 de junho de 2007, quando houve notícia na imprensa de que a companhia estava em início de entendimentos para eventual compra da empresa alagoana Cipesa, em 6 de julho daquele ano, quando foi publicado o comunicado ao mercado sobre o assunto.

Pela última proposta de termo de compromisso sobre esse processo, rejeitada pela CVM, o diretor de Relações com Investidores da Cyrela, Luis Largman, pagaria à CVM R$ 500 mil; o diretor-presidente e presidente do Conselho de Administração da companhia, Elie Horn, R$ 250 mil e os diretores Ariel Shammah e George Zausner, R$ 125 mil cada um.

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Bom dia ADVFN - Decisão do FED anima investidores

Notícias em destaque

Agenda do investidor para esta quinta-feira

A Fundação Getulio Vargas divulga o IGP-M de janeiro, índice mensal comumente utilizado para a correção de contratos de aluguel e tarifas de energia elétrica. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulga a Pesquisa Mensal de Emprego, conjunto de dados sobre a força de trabalho que permitem avaliar as flutuações e a tendência, a médio e a longo prazos, do mercado de trabalho. Banco Central publica a Nota de Política Fiscal com os dados sobre o montante e composição da dívida pública federal. Nos EUA o Departamento do Trabalho divulga os números de Pedidos de Seguro-Desemprego mais recentes. Os Pedidos de Bens Duráveis serão divulgados pelo Departamento do Comércio, indicando o nível de atividade da indústria norte-americana.

Decisão do FED anima investidores
O Federal Reserve (banco central-norte americano) decidiu ontem manter a taxa de juros básicos da economia entre 0% e 0,25% ao ano. Com a notícia os principais índices acionários dos EUA reverteram a tendência de queda, animando os investidores no final do pregão. No Brasil o Banco Central também decidiu manter a taxa de juros em 8,75% ao ano, sendo a quarta reunião sem alteração na taxa. O comunicado emitido logo após a reunião não deu pistas sobre as possíveis decisões futuras das autoridades monetárias brasileiras.

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quarta-feira, janeiro 27, 2010

Our Mood for Today 27.01.2010

We have quite a lot of reasons to be cautious considering the news coming from several places in the world. Some of them are much more macro themes that affect all the markets and countries like the fiscal situation of some Developed Countries (Japan (outlook change), Spain), also the problems of Greece (even after the Bond Sale). The slowly recovery process of UK economy... Others, despite disturbing the entire world are affecting much more Brazilian Markets, notably China's measures to reduce the lending market until the end of this week. However, it's important in my point of view not forget the specific characteristics of each country and future perspectives. And again my point is that probably Brazilian Assets are again suffering from the liquidity problem being one of the best options for investors to get advantage of future downside movements. Will this movement continue? My feeling is that we are approaching a turning point after the sell-of that has started last January 11th. Nevertheless this movement should not be the same for all the assets and markets. My bet is that the Emerging Nations and markets with good economic perspectives and a huge local market should be the first ones to recover after the recent downside movement. Also the movement should differ when you compare the fixed income market and the equity market with the last one continuing to present a high volatility. To be confirmed...

The third four-week moving average of IPC-FIPE (this index covers only the city of São Paulo) for January rose 1.16%, below our estimate of 1.26% and accelerating from a week earlier (0.85%). Transport have contributed with about half of the index, owing to the impact of the bus fare hike and accelerating fuel prices (ethanol and petrol). Food inflation has continued to accelerate, reflecting increased pressure from milk, rice and beans, among other items. The annual school fee reset also has contributed to the rise in inflation on this measure.

The Treasury announces the central-government primary result, which we estimate to have been a surplus of R$1.1 billion. The Treasury itself will have booked a small deficit in December, despite proceeds amounting to R$3.5 billion from the sale of dividend rights to BNDES, the national development bank, on the last day of the year. Thus the main reason for the positive result in the month will have been a R$1.8 billion social security surplus, already announced. The 2009 result for social security was a deficit corresponding to 1.36% of GDP, only slightly up from 1.2% in 2008, because of another sharp hike in the minimum wage, while revenue grew more slowly owing to the recession in the early part of the year. The same applies to the Treasury in 2009: expenditure grew as fast as in previous years, whereas revenue contracted moderately as a reflection of the crisis and economic slowdown.

The Central Bank of Brazil's Monetary Policy Committee (COPOM) holds its first regular rate-setting meeting of 2010 this week. We expect the Selic target to be left unchanged at 8.75% p.a., where it has been since mid-2009. As mentioned yesterday more important than the Selic target will be the wording and tone of the post-meeting statement, which is likely to be significantly different from previous statements, probably signaling the onset of the long-awaited tightening cycle. We continue to expect this in April, but another school of thought holds that tightening will begin in March. Subtle details of the wording may signal the COPOM´s intent in this regard. The latest Inflation Report itself displayed interesting changes in wording, which will probably be reflected in the COPOM statement and minutes. Recent price index readings have been showing signs of rising inflationary pressure, albeit mostly due to localized or temporary factors. Various price hikes and tariff resets at the start of the year, alongside pressure on food prices due to adverse weather, will almost certainly mean higher inflation readings in January and February than expected a few weeks ago. This affects expectations regarding future inflation, which in Brazil are still intensely influenced by current inflation. Moreover, inflation is already fluctuating around the mid-point of the target band, so any increase in pressure sufficient to push it up above that point, will be a concern for the Central Bank right at the start of the year. On the other hand, economic activity indicators have displayed weaker behavior recently, and this could be seen as an argument to offset some of the pressure.

Analyzing each market now:

- Currency Market: Perspectives of this market has changed clearly on the last couple of weeks. New resistances should be tested going forward. The 1.85 level is the first one and should be surpassed. In fact our opinion is that the 1.85 - 1.90 range should be probably the new range for the currency on the near future. However particularly I think that at current levels (1.846) we should think about start building a SHORT Position on the USD against the BRL. The good momentum of Brazil should continue and the Interest Rate Differential is a good reason to be positioned on the BRL...

- Interest Rate Market: Let's wait the statement of the COPOM meeting. We do not recommend any position for a while...

- Stock Exchange Market: Considering the future markets, some relief should not be discharged for today's trading session. However this is not a consensus around here and the mood and performance abroad should be an important trigger for the local market...

- Sovereign and Corporate Debt Market: My particularly opinion is that the Brazilian Names have already suffered a lot on the recent sell-off movement and should at least present some stabilization at current levels. On the road we have Banco Pine with a 7Y Subordinated Debt. My opinion is that considering whispers around mid to high 8% they should find buyers for the USD 150 mm deal. However I do not expect any major order coming from private clients but instead HY investors that are searching for yield pick ups at this moment... To be confirmed... Brazil 5Y CDS is trading around 137.4 bps (+2 bps). BR 40 is trading around 157 bps (+1 bps).

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Bom dia ADVFN - Boa notícia tenta animar os mercados

Notícias em destaque

Agenda do investidor para esta terça-feira

Hoje é dia de reunião em alguns dos principais bancos centrais mundiais. Reúnem-se para definir os rumos das políticas monetárias nacionais os bancos centrais do Brasil, EUA e Japão. No Brasil a FGV (Fundação Getulio Vargas) apresenta a Sondagem do Consumidor do mês de janeiro, pesquisa que inclui questionamentos relativos à situação econômica do país, situação econômico-financeira das famílias consultadas, grau de dificuldade de encontrar trabalho e intenções de compras de bens de alto valor. Nos EUA a S&P divulga o Índice S&P/Case-Shiller referente ao mercado imobiliário residencial norte-americano. A Conference Board divulga a Confiança do Consumidor, índice que mede, por meio de entrevistas, a situação econômica atual e expectativa para o futuro próximo.

Boa notícia tenta animar os mercados

Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, anunciou ontem uma série de medidas e incentivos para a classe média norte-americana, para tentar estancar os níveis crescentes de desemprego no país. O anúncio veio após os índices de desemprego nos EUA já marcarem os 10% e os índices de popularidade do presidente irem ladeira abaixo. Os principais índices das bolsas norte-americanas fecharam em alta, sem conseguir, no entanto, reverter as perdas acumuladas desde o início deste ano.

Últimos resultados corporativos em destaque

A Apple lucrou no último trimestre US$ 3,38 bilhões, superando em mais de 50% a expectativa dos analistas, por conta de boas vendas do iPhone e AppleTV. A Fiat, por outro lado, registrou prejuízos líquidos de US$ 398 milhões no último trimestre de 2009, com a queda significativa nas vendas da divisão de máquinas agrícolas.

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Bom dia ADVFN - Gestores internacionais felizes com a queda da bolsa brasileira

Notícias em destaque

Agenda do investidor para esta quarta-feira

Hoje a agenda começa com a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor da FIPE, referente a janeiro. O Banco Central finaliza a segunda reunião que definirá a taxa de juros básica da economia. Nos Estados Unidos o Departamento do Comércio divulga o número das Vendas de Imóveis Novos. O Departamento de Energia divulga o Estoque semanal de Petróleo. O FED (banco central norte-americano) convoca a segunda reunião que definirá a taxa básica de juros da economia norte-americana.

Gestores internacionais felizes com a queda da bolsa brasileira

Desde o início do ano o investidor brasileiro tem acompanhado a cotação do dólar subir ininterruptamente e o índice Ibovespa despencar. Duas situações não muito agradáveis para os investidores conservadores. Bem, os maiores gestores internacionais de fundos estão rindo à toa. Para eles se configura uma situação ideal, uma pequena janela de oportunidade. O Brasil agora esta sendo considerado um dos melhores mercados dos países emergentes, barato em relação aos índices bursáteis de outros países. Na verdade a recente desvalorização do real dá um "desconto" ainda maior para os investidores estrangeiros entrarem, exatamente quando todos se perguntam se é a hora de sair.

Últimos resultados corporativos em destaque

A Yahoo saiu do vermelho e reportou lucros líquidos de US$ 153 milhões no último trimestre de 2009. Entretanto, suas receitas declinaram quase 9% no ano passado. A Johnson & Johnson registrou lucros de US$ 2,2 bilhões no quarto trimestre de 2009. Houve acréscimo de 9% nas receitas do último trimestres, mas não compensando o declínio de quase 3% nas receitas totais anuais de US$ 61,9 bilhões. A DuPont também registrou lucros líquidos no último trimestre de 2009, no total de US$ 441 milhões, superando as projeções dos analistas.

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sexta-feira, janeiro 22, 2010

Model behaviour - The drawbacks of automated trading

Model behaviour
The drawbacks of automated trading


Jan 21st 2010
From The Economist print edition

HEDGE funds had a pretty good year in 2009. The average fund regained almost all the ground that was lost in 2008. So it came as a bit of a surprise when Man Group, one of the largest hedge-fund groups, reported on January 15th that its AHL operation had suffered a disappointing end to the year.
The one thing Man will not do is fire the manager. AHL is the classic example of a “black box” system in which investment decisions are generated by computer models. These systems often work best when other approaches are failing. In 2008 managed-futures funds (the class into which AHL falls) returned an average of 18.2% while the typical fund of hedge funds lost 19.8%, according to Eurekahedge, a data provider.
But the faltering performance of managed-futures funds last year shows that computer-driven strategies are far from perfect. A previous example occurred in August 2007 when a lot of them got into trouble at the same time. Back then the problem was that too many managers were following a similar approach. As the credit crunch forced them to cut their positions, they tried to sell the same shares at once. Prices fell sharply and portfolios that were assumed to be well-diversified turned out to be highly correlated.
The lesson learned was that, if you feed the same data into computers in search of anomalies, they are likely to come up with similar answers. This can lead to some violent market lurches.
In defence of computers (or, at least, those who program them), quantitative approaches to investing come in at least three different types. AHL uses a trend-following system in which it is assumed that markets display momentum. In defiance of Newton, this model is based on the notion that what goes up need not necessarily come down.
The model can range across markets and go short (bet on falling prices) as well as long, so the theory is that there will always be some kind of trend to exploit. A paper by AQR, a hedge-fund group, found that a simple trend-following system produced a 17.8% annual return over the period from 1985 to 2009. But such systems are vulnerable to turning-points in the markets, in which prices suddenly stop rising and start to fall (or vice versa). In late 2009 the problem for AHL seemed to be that bond markets and currencies, notably the dollar, seemed to change direction.
A second approach is to use a computer to exploit the “value effect”, by finding shares that look cheap according to a specific set of criteria such as dividend yields, asset values and so on. The value effect works on a much longer time horizon than momentum, so that investors using those models may be buying what the momentum models are selling. The effect should be to stabilise markets.
The third, most controversial form of computer-driven trading is ironically the one that should make markets more efficient. These models remorselessly comb the markets for arbitrage opportunities.
This ceaseless activity, however, has led to a kind of arms race in which trades are conducted faster and faster. Computers now try to take advantage of arbitrage opportunities that last milliseconds, rather than hours. Servers are sited as close as possible to stock exchanges to minimise the time taken for orders to travel down the wires.
This “high-frequency trading” is attracting suspicion. The Securities and Exchange Commission is looking into the practice, on the grounds that it may favour Wall Street insiders at the expense of retail investors. The European Commission is said to be doing the same.
High-frequency trading is as far removed from the approach of Warren Buffett as it is possible to get. The investment guru’s ideal holding period is forever. If the investor’s time horizon is measured in milliseconds, it does not matter what the company concerned actually does for a living—all that matters is the price. Markets may be efficient in a narrow sense but not in the sense of allocating capital to its most productive use.
The main argument in favour of such trading is that it provides the markets with liquidity. But that liquidity may not be permanent. Hedge funds that exploit the approach can use a lot of borrowed money, so a squeeze on credit will cause the liquidity to dry up. That was one problem markets faced in late 2008.
Computers may not have the human frailties (like an aversion to taking losses) that traditional fund managers display. But turning the markets over to the machines will not necessarily make them any less volatile.

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Petrobras paga para CVM encerrar processos

Petrobras paga para CVM encerrar processos

Autor(es): Agencia O Globo
O Globo - 22/01/2010

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aceitou a proposta dos diretores da Petrobras Almir Barbassa (financeiro) e Paulo Roberto Costa (Abastecimento), de pagamento de R$ 500 mil, para encerrar processos movidos pela autarquia. Barbassa ofereceu R$ 400 mil para suspender um processo instaurado pela CVM sobre informações prestadas por ele em reunião com analistas de mercado e também sobre aumento de capital da companhia, sem emissão de fato relevante.
A CVM também multou o diretor por ter divulgado sem fato relevante os valores das novas refinarias “premium” da companhia.
Já o diretor de Abastecimento propôs pagar R$ 100 mil para não ter que responder a processo sobre a divulgação de uma nova refinaria da companhia. Um seguro feito pela Petrobras para cobrir esse tipo risco arcará com os valores.

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CONTRIBUINTES RENEGOCIAM DÍVIDAS POR LUCROS NA BOLSA

CONTRIBUINTES RENEGOCIAM DÍVIDAS POR LUCROS NA BOLSA

O Leão dá um desconto
Autor(es): Luciana Monteiro e Antonio Perez
Valor Econômico - 22/01/2010

Um ano de valorização excepcional na bolsa pode significar dores de cabeça com a Receita Federal no exercício seguinte. Uma grande parte das pessoas físicas que movimentam seus papéis na bolsa não segue o complexo ritual de recolhimento do imposto sobre os ganhos e cai na malha fina. Pelo menos 169 mil contribuintes recorreram à renegociação de débitos com a Receita e aproveitaram o Programa de Recuperação Fiscal (Refis), encerrado no fim de 2009, para parcelar suas dívidas fiscais. Desse total, 59%, ou 99.810 pessoas, têm débitos não declarados por ganhos de capital, grande parte com a venda de ações.

A fiscalização da Receita aumenta ao mesmo tempo em que cresce o número de investidores que resolvem tentar a sorte no mercado de ações. Em 2009 havia 552.364 contas de pessoas físicas na BM&FBovespa. O problema é que pelo menos 70% desses investidores não recolhem o tributo, estima Meire Bonfim Poza, da Arbor Contábil.
Cerco da Receita ao investidor com ganho em bolsa amplia procura pelo Refis, que teve 169 mil pedidos no ano passado.
O cerco da Receita Federal, em especial aos investidores em ações, está aumentando o interesse das pessoas físicas pela renegociação de débitos com o Leão. Pelo menos 169 mil aproveitaram o Programa de Recuperação Fiscal (Refis), encerrado no fim do ano passado, para parcelar suas dívidas. Muitos são investidores que não declaravam os ganhos obtidos em bolsa. Tanto que 59% dos que aderiram ao programa - ou 99.810 pessoas - estão justamente na modalidade que compreende, entre outros casos, os débitos não declarados por ganhos de capital em vendas de ações no mercado à vista.
A Receita já deixou claro que está aumentando a fiscalização e vai cada vez mais atrás de quem aplica em bolsa. Isso está estimulando a procura por consultoria na área e incentivando as corretoras a lançar serviços de orientação fiscal aos investidores de home broker.
Os números mostram que a BM&FBovespa encerrou o ano passado com 552.364 contas de pessoas físicas. E, diante da valorização de 82,66% do Ibovespa em 2009, o número de investidores que terão de declarar os lucros com ações não será pequeno. O problema é que pelo menos 70% desses investidores não recolhem o tributo, avalia Meire Bomfim Poza, da Arbor Contábil.
Muitos simplesmente não declaram os ganhos em bolsa, nunca caíram na malha fina e acham que não serão pegos pela Receita, diz Meire. "Tem muita gente que nem sabe que é ele, investidor, o responsável por apurar o imposto, pensam que isso é responsabilidade da corretora." Caso seja pego, o contribuinte terá de pagar, além do valor devido, juros e as multas regulares, outra multa, que pode variar de 75% do valor do imposto, para casos de erro, a 225%, quando há indícios de fraude ou sonegação.
A forma de cálculo do imposto também é complicada, exige que o aplicador guarde todos os documentos das negociações por muito tempo e faça várias contas. Todo investidor que vende ações num valor superior a R$ 20 mil por mês precisa pagar 15% de imposto de renda sobre os ganhos. A apuração do tributo é mensal e vence no último dia útil do mês seguinte ao da venda das ações.
Se o total vendido no mês não superar R$ 20 mil, não há imposto. Mas não é R$ 20 mil por operação. O cálculo deve levar em conta a soma de todas as vendas realizadas no mês. Se o total superar em um real que seja o limite, o investidor tem de pagar 15% sobre todos os ganhos líquidos, já descontadas eventuais perdas naquele mês ou em meses anteriores. Ou seja, não é só sobre o que ultrapassar R$ 20 mil, é sobre o valor total.
A confusão é tanta que as corretoras já se movimentam a fim de facilitar a vida dos clientes. A Gradual Investimentos, por exemplo, estreou nesta semana um portal exclusivamente com informações sobre o recolhimento do imposto. Com mais de 30 mil clientes no home broker, o portal recebeu 40% mais acessos que a página da corretora, diz Marcelo Smarrito, diretor de clientes. Para ele, as corretoras têm a obrigação de orientar os clientes, já que investiram pesadamente na atração da pessoa física para o mercado acionário. "As pessoas desconhecem completamente as regras; a Receita está certíssima em apertar o certo", afirma.
Já a Ágora lançará até o fim do primeiro trimestre um software para o cálculo do imposto, informa Helio Pio, gerente comercial da corretora. O programa vai capturar e consolidar automaticamente as operações dos clientes pelo home broker, emitindo a cada mês um formulário com o imposto devido. Basta o cliente imprimir e pagar. "Era grande a demanda por algo que simplificasse o recolhimento", explica Pio. A ferramenta serve para quem opera apenas pela Ágora.
A corretora Socopa atende pelo menos um cliente por dia com dúvidas sobre como declarar o imposto de renda, afirma Michel Campanela, gerente de Home Broker da instituição. "A procura aumentou muito de um ano para cá; tem cliente que pede de um sistema automático até um contador." A corretora oferece em sua página na internet um guia sobre a declaração, com um exemplo do cálculo do imposto a partir das notas de corretagem.
Com o crescente interesse dos investidores pela questão tributária, a Investeducar, empresa especializada em educação financeira, realizou este ano um workshop dedicado ao tema. "A parte tributária ganha cada vez mais importância nos nossos cursos", diz Márcio Rodrigues, professor da Investeducar.
O imposto sobre o ganho de capital obtido com a venda de ações é pago pelo investidor em forma de Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf), com o código 6015. Na hora de fazer a declaração anual do imposto de renda, o investidor deve informar mês a mês o ganho de todas as operações na seção "Renda Variável".
Uma mão na roda para o investidor é baixar o arquivo SICALC, no site da Receita, para preencher e imprimir o Darf. Mas se o valor vendido em ações não ultrapassar R$ 20 mil por mês, o investidor declara no IR só o ganho na ficha "Rendimentos Isentos e Não Tributáveis", no item "Outros".
É muito comum os investidores não fazerem o recolhimento do imposto já que, no ato da venda das ações , a corretora recolhe na fonte 0,005% sobre o valor, avisando a Receita da operação, lembra Meire, da Arbor. Esse percentual pode ser deduzido na hora de pagar o imposto sobre o ganho de capital. "Mas muito investidor vê esse recolhimento no extrato da corretora e acha que já pagou o imposto, o que não é verdade", diz.
Quem estava com impostos atrasados poderia aderir ao Refis para parcelar débitos registrados de 2005 a 2008 (até o dia 30 de novembro daquele ano). A adesão permitia o parcelamento do débito em até 180 meses com desconto na multa e nos juros. Se optasse por pagar à vista, o contribuinte ficaria livre da multa e abateria 45% dos juros do período.
Mas, e quem perdeu o prazo? A saída é fazer um refinanciamento ordinário, que permite pagar a dívida em até 60 meses, mas sem desconto das multas e juros. É preciso também apresentar garantias, como imóveis, por exemplo.
Na declaração, as ações em carteira devem ser informadas na seção "Bens e Direitos", empresa por empresa, papel por papel, separadamente, pelo valor de compra, sem atualização. Eventuais proventos provisionados e não recebidos também devem ser informados lá.
Os dividendos devem ser declarados na linha 5 da ficha de "Rendimentos Isentos e Não Tributáveis". Já os juros sobre capital próprio devem entrar em "Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva". As operações de compra e venda no mesmo dia, o chamado "day-trade", pagam 20% sobre os ganhos e mais 1% na fonte.

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Estudo aponta o Brasil como a 5ª economia em 2030

Estudo aponta o Brasil como a 5ª economia em 2030

22.01.2010 8h41

O Brasil será a quinta maior economia do mundo em 2030, pelos cálculos da PricewaterhouseCoopers, divulgados ontem, em Londres. Até lá, o País terá ultrapassado gigantes como Alemanha, Reino Unido e França. Os prognósticos econômicos indicam ainda que até 2020 o Produto Interno Bruto (PIB) do grupo de sete maiores emergentes - chamado E-7 e formado por China, Índia, Brasil, Rússia, México, Indonésia e Turquia - será maior do que o do G-7. Cinco das 10 maiores economias, até 2030, serão países hoje tidos como emergentes.
O relatório leva em consideração o ritmo de crescimento e a valorização média das moedas de cada país para traçar perspectivas de médio e longo prazos. Para a PricewaterhouseCoopers, E-7 e G-7 terão pesos equivalentes por volta de 2019. A diferença de riquezas vem caindo - em 2000, o PIB dos sete países mais ricos do mundo era o dobro dos países hoje considerados emergentes pela consultoria - e, este ano, deve sofrer sua maior redução: 35%. Após a ultrapassagem, a distância seguirá aumentando: em 2030, o E-7 será 30% mais rico que Estados Unidos, Canadá, Japão, Alemanha, França, Reino Unido e Itália (G-7).
"Em 2030, nossas projeções sugerem que o top 10 global do ranking de PIB terá a liderança da China, seguida dos Estados Unidos, Índia, Japão, Brasil, Rússia, Alemanha, México, França e Reino Unido", afirmou o relatório, assinado pelo diretor de Macroeconomia da PwC, John Hawksworth. Entre os reposicionamentos, três chamam mais atenção: a China, que ultrapassa os EUA, a Índia, superando o Japão, e o Brasil deixando para trás todos os gigantes europeus. Outra constatação do estudo é que a economia indiana crescerá mais rápido que a chinesa na década de 20. "A influência do E-7 já é enorme e esta análise mostra que a questão não é se o E-7 ultrapassará o G-7, mas quando", explicou Ian Powell, economista da PwC.

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Por intervir nos mercados, Obama faz Bush parecer um gênio, diz Faber

Por intervir nos mercados, Obama faz Bush parecer um gênio, diz Faber

Por: Valter Outeiro da Silveira
22/01/10 - 07h30
InfoMoney

SÃO PAULO – Para o analista financeiro Marc Faber, as intervenções do governo norte-americano no setor financeiro não resolverão os problemas e trarão consequências indesejáveis.
“Eu tinha um olhar negativo em relação a Bush, mas penso que Obama o faz paracer um gênio”, dispara o autor da “Gloom Boom & Doom”, em entrevista à rede CNBC, dos EUA.
Continuando com a metralhadora, Faber é um defensor do livre mercado. “Basicamente, eu acho que todo mundo concordará que, em um sistema econômico, o mercado é quem melhor resolve os problemas”.
Petróleo rouba consumo
Para Faber, a política monetária expansionista nos EUA na primavera (do Hemisfério Sul) de 2007 foi responsável pela alta nos preços do petróleo em 2008, ao passo que investidores procuravam alternativas para alocar dinheiro.
“Os gastos anuais de petróleo nos EUA subiram”, diz Faber, completando: “você tem mais uma taxa de US$ 500 bilhões sobre os consumidores. Isso pressionou o consumidor mais ainda na redução dos gastos”.

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BB revisa preço-alvo da Marfrig, ressaltando recentes aquisições

BB revisa preço-alvo da Marfrig, ressaltando recentes aquisições

Por: Tainara Machado
22/01/10 - 09h45
InfoMoney

SÃO PAULO - O BB Investimentos revisou o preço-alvo dos ativos da Marfrig (MRFG3) para R$ 28,11, ressaltando as recentes aquisições da companhia, que mudaram o perfil da empresa, "tornando-a mais forte e diversificada diante da consolidação do setor, além de trazer potencial significativo de sinergias a serem capturadas".
De acordo com a projeção do preço dos ativos da empresa para dezembro de 2010, o potencial de ganhos é de 22,2%, considerando o fechamento do dia 20 de janeiro. A recomendação do banco é de compra para os ativos da Marfrig.
Para o BB Investimentos, são pontos positivos ainda a diversificação dos produtos da empresa, que é a segunda maior exportadora de carne bovina na América do Sul, além de trabalhar com a produção de proteína suína, de frango, de peru e de carneiro.
Para o banco, pesam ainda na decisão as plantas da empresa em diversas localizações geográficas, o que "minimiza eventuais restrições sanitárias, comerciais, trabalhistas e governamentais que possam afetar sua produção em determinada região".
Sinergias
A companhia ainda tem sinergias "significativas" a serem recuperadas das suas recentes aquisições, com especial destaque para a compra da Seara, pois a marca supre a deficiência de um rótulo forte nacional e traz a oportunidade de ser, para os varejistas, a sua segunda opção.
No entanto, as sinergias também são apontadas como um ponto negativo da Marfrig, já que pode haver risco em sua execução e no timing de sua captura. Também é destacado como potencial entrave para os negócios os efeitos da apreciação do real sobre as exportações.
Margens operacionais
Também há expectativa quanto ao aumento do consumo privado brasileiro, o que elevaria o faturamento da empresa, além de trazer recuperação das margens operacionais. Segundo análise do BB, a relação entre o EV (valor da empresa) e o Ebitda (geração operacional de caixa) da empresa é de 6,6 para 2010 e deve ficar em 5,28 no próximo ano.

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