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quinta-feira, dezembro 03, 2009

Paul Krugman diz que "Brasil não será superpotência amanhã"

São Paulo, 2 dez (EFE).- O americano Paul Krugman, ganhador do prêmio Nobel de Economia em 2008, advertiu hoje, em São Paulo, sobre os riscos que podem ser causados pelo "otimismo excessivo" sentido na economia brasileira.

"O Brasil não será uma superpotência amanhã. O mercado, no entanto, já valoriza isso, e estão perdendo contato com a realidade. Eu não colocaria ainda todo o meu dinheiro no Brasil", disse Krugman a jornalistas, após participar da feira financeira ExpoManagement, realizada em São Paulo.

O professor da Universidade de Princeton (Estados Unidos) deu como exemplo a situação vivida por outros países da região.

"A história indica que, verdadeiramente, não vai querer sempre ser o mais destacado. Por experiência própria lembro que em 1993 falávamos como o México era maravilhoso para investir e um ano depois veio a crise. O mesmo aconteceu na Argentina", disse.

Reconheceu, no entanto, que o Brasil saiu da crise "melhor que o resto" e é "substancialmente mais rico que China e Índia, mas defasado em coisas como a educação básica, que é um fator de crescimento".

"O cenário econômico brasileiro não é de apocalipse. Não é a Argentina, mas também não é saudável. Dizer que o Brasil é uma boa história pós-crise não é o mesmo que dizer que se transformará em uma superpotência econômica no ano que vem", e é por isso que os mercados têm apostado, afirmou.

O também colunista do "The New York Times" afirmou que a aplicação de uma taxa de 2% sobre as operações financeiras de capital estrangeiro no mercado de ações não foi suficiente para evitar a apreciação do real sobre o dólar.

Para Krugman, a atual taxa de câmbio, de R$ 1,75 por dólar, é "injustificadamente alta" e disse que a única vez que o Brasil esteve próximo a um "nível justificado" de apreciação foi no início de 2008, com os altos preços das matérias-primas.

Sobre os Estados Unidos, o economista disse que está "relativamente decepcionado" com o presidente americano, Barack Obama, porque seus estímulos financeiros não evitarão que a taxa de desemprego chegue a 10%.

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