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quarta-feira, dezembro 02, 2009

NOTICIAS DO DIA 02.12.09

Após crise, título privado volta a atrair grandes investidores

SÃO PAULO - O fim da crise financeira no Brasil e do receio generalizado provocado por ela, aliado à expectativa de crescimento da economia, do emprego e da renda em 2010, estão tirando investidores dos mercados com menor risco e rentabilidade - como títulos públicos - para operações mais arriscadas, como as operações em dívidas estruturadas.

O estoque de Certificados de Recibos Imobiliários (CRI), por exemplo, saiu de R$ 5,925 bilhões em setembro do ano passado para R$ 7,949 bilhões em janeiro e já registrou R$ 9,885 bilhões no dia 1º de dezembro, segundo a Câmara de Custódia e Liquidação (Cetip). O estoque de Cédulas de Crédito Bancário (CCB) saltou dos R$ 17,869 bilhões em setembro de 2008 para R$ 20,374 bilhões em janeiro, caiu para a casa dos R$ 17 bilhões em março, mas recuperou-se e registrou R$ 19,030 bilhões no início do mês. A captação dos Fundos de Direitos Creditórios (FDICs), de acordo com a Associação de Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), estava em R$ 1,904 bilhão em setembro do ano passado, subiu para R$ 2,354 bilhões em janeiro e saltou para R$ 8,113 bilhões em outubro.

Para o analista Alex Agostini, da Austing Rating, esse mercado todo deve valorizar-se, mas é possível que a procura por FDICs seja ainda maior que a dos outros ativos porque o recurso é normalmente usado por empresas de todos os setores como instrumento de captação de recursos, entre médias e grandes, que devem aumentar investimentos em 2010.

"Essas operações têm crescido muito desde 2003 principalmente porque muitas das empresas que buscam o recurso não estão preparadas para entrar na Bolsa de Valores. Haverá também um aumento da participação de bancos médios e pequenos que trabalham com crédito consignado", estima.

Mesmo em cenário otimista, não é possível, segundo o analista, prever taxas médias de rentabilidade porque há variações na premiação de acordo com a empresa que busca recursos por meio do instrumento. "Se, por exemplo, uma empresa tem ativos que dão garantia ao investidor e seu grau de risco é menor, a rentabilidade do investimento também é menor", explica.

Para o professor de Finanças da Faculdade Instituto de Administração (FIA) Bolívar Godinho, o crescimento na busca por esse tipo de investimento se sustentará na estabilidade econômica e também no perfil desses investidores. "Os investidores desse perfil são mais qualificados. Somente pessoas físicas com mais de R$ 300 mil no mercado financeiro podem investir nesses fundos de baixa liquidez. Então quem compra pensa no longo prazo, o que pode provocar uma tendência mais duradoura no aumento desse mercado", afirma. O crescimento do setor imobiliário, puxado por novas construções, o aumento da procura por aluguel e pelo programa "Minha Casa, Minha Vida" do governo federal, são motivos da elevação do estoque de CRIs, segundo Agostini. "Mas o CRI é também um instrumento de captação mais barato e menos burocrático do que, por exemplo, conseguir empréstimos no BNDES. Com o CRI, as empresas reduzem custos e captam volumes maiores de recursos do que em financiamentos."

Segundo ele, estes investidores, normalmente com alto poder de barganha, se anteciparam às tendências de construção de moradias e hotéis, que devem se intensificar no ano eleitoral e também por conta da Copa do Mundo de 2014. "A expectativa de maior renda e emprego está aquecendo o setor imobiliário, também com o aumento dos prazos de financiamento de imóveis. E há também a previsão de mais investimentos no setor hoteleiro para suprir a demanda gerada pela Copa e pela Olimpíada. A estrutura de hoje não dá conta."

Para o professor da FIA, a queda da taxa básica de juros e também a isenção de Imposto de Renda sobre o rendimento do ativo pesam na decisão de investimento. "Para pessoa física o CRI é isento do IR, mas isso não significa maior retorno. O investidor calcula os riscos e taxa de rentabilidade antes da escolha, mas isso tem um peso considerável."

Caixa compra 35,5% do capital do PanAmericano por R$ 739 mi

SÃO PAULO - A Caixa Econômica Federal, por meio da Caixa Participações S.A. (CaixaPar), irá pagar R$ 739,272 milhões para ter participação de 35,54% no Banco PanAmericano. O acordo entre as duas instituições foi assinado no final da tarde de ontem, em São Paulo. A Caixa ficará com 49% das ações ordinárias do PanAmericano e 20,69% dos papéis preferenciais, totalizando 35% do capital social total. No último dia 26, o banco, pertencente ao Grupo Silvio Santos, confirmou que estava em negociação com a CaixaPar.

A CaixaPar terá direito ao mesmo número de integrantes no Conselho de Administração que os atuais controladores (Grupo Silvio Santos). A presidência do conselho será alternada anualmente entre a CaixaPar e a holding. Em comunicado, as duas empresas informam de que a aprovação do negócio ainda depende do aval do Banco Central.

No acordo, está prevista a comercialização conjunta de produtos e serviços das duas instituições. A Caixa tem interesse em ampliar a sua atuação na baixa renda, no financiamento de veículos e nas operações de leasing. Além disso, o banco federal espera elevar a distribuição de produtos como conta corrente, cheque especial e cartões de crédito.

Para o presidente do Grupo Silvio Santos, Luiz Sebastião Sandoval, a parceria atende ao objetivo dos dois grupos. "Isso cria uma sinergia muito grande, que irá facilitar a distribuição dos produtos de ambas as instituições", disse.

Essa é a primeira aquisição da CaixaPar, empresa criada em abril deste ano e que recebeu R$ 3 bilhões para a composição de seu patrimônio.

Ontem a ação preferencial (PN) do PanAmericano fechou estável na Bolsa de Valores de São Paulo, cotada a R$ 8,65. Em um mês, o papel acumulou alta de 32,06% e, no ano, de 256,43%.

A Caixa Econômica Federal anunciou ontem a assinatura do contrato de compra de 35% do capital do banco PanAmericano por R$ 739,2 milhões, por meio da Caixapar.

Capitalização da Petrobras vai diluir dividendos, diz Barbassa

SÃO PAULO - O diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, admitiu ontem a possibilidade de diluição dos dividendos da companhia depois da capitalização em estudo no Congresso. Ele explicou que o capital da empresa aumentará, mas os lucros permanecerão no mesmo patamar atual, uma vez que as reservas que serão concedidas à empresa só gerarão lucros no longo prazo. "Vamos ficar com um patrimônio maior, mas a quantidade de dividendos não muda", afirmou o Barbassa, em palestra para executivos da Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca).

O diretor da Petrobras ponderou, no entanto, que os dividendos representam, este ano, apenas 14% dos ganhos dos acionistas. O restante refere-se à valorização das ações em bolsa de valores. Este movimento, diz, deve se acentuar com o desenvolvimento das reservas do pré-sal.

Barbassa confirmou que a companhia vai criar um comitê de acionistas minoritários para acompanhar o processo de capitalização. O comitê será formado por três pessoas: os dois representantes dos minoritários no Conselho de Administração da companhia, Fábio Barbosa e Jorge Gerdau Johannpeter, mais um minoritário externo a ser escolhido pelo conselho.

A ideia é sugerir alguém que entenda de mercado acionário e o acompanhe, informou o executivo. Segundo ele, o objetivo do comitê será assessorar o Conselho de Administração durante o processo de capitalização.

Barbassa não quis adiantar onde serão perfurados os poços que definirão os 5 bilhões de barris que o governo cederá à estatal, mas disse que a capitalização pode ajudar a manter os ratings da Petrobras. Isso porque a empresa vai precisar, dos fornecedores, de muitos contratos de longo prazo que são vistos como dívida pelas agências classificadoras de risco. "A capitalização vai ajudar a manter a estrutura de capital da companhia", comentou. Ainda não se definiu o modelo exato de capitalização da Petrobras.

Grupo Fleury pretende captar R$ 699 milhões com oferta

São Paulo - O grupo Fleury, dono da rede de laboratórios de diagnóstico do mesmo nome, pretende captar até R$ 669 milhões naquela que deve ser a última oferta pública inicial de ações no Brasil este ano. A empresa planeja vender 34,2 milhões de ações ordinárias (com voto). Em caso de excesso de demanda, há a opção de colocação de um lote suplementar de 5,1 milhões de papéis. O intervalo proposto para a ação do Fleury vai de R$ 15 a R$ 17. Se a oferta sair no preço médio, a captação atinge os R$ 669 milhões com a oferta do lote suplementar
.

Vivendi tem 62,85% de participação na GVT

SÃO PAULO - A participação total da Vivendi na operadora brasileira GVT é de 62,85%, incluindo opções de compra ainda não exercidas, informou a empresa, em fato relevante distribuído nesta terça-feira. Em 13 de novembro, quando a Vivendi anunciou a aquisição do controle acionário da GVT, a fatia era de 57,5% do capital total.

Sem considerar as opções de compra ainda não exercidas, segundo o documento, a Vivendi possui 50,9% do novo capital social da GVT.

As observações foram apresentadas um dia depois de a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) vir ao mercado expor suas dúvidas quanto à operação de compra da GVT pela Vivendi.

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) investiga a negociação. Na noite de segunda-feira, a autoridade do mercado divulgou comunicado em que informa ter considerado insuficientes as informações divulgadas pelo grupo sobre as opções de compra de ações da GVT.

O questionamento feito pelo mercado é quem vendeu as opções de compra de 19,6% à Vivendi. A Vivendi informou ter comprado 8,52 milhões de ações ordinárias da GVT, em 17 de novembro, do fundo Tyrus Capital. Segundo o comunicado, o exercício das opções foi parcial, porque o grupo francês teria adquirido do Tyrus o direto de comprar 24,93 milhões de ações da Vivendi, correspondentes aos 19,6%. O preço foi de R$ 55, mais um prêmio de R$ 1 por ação. As informações foram prestadas em resposta a um ofício da CVM.

Em meio a projeções positivas, Morgan Stanley inicia cobertura do Santander


Por: Equipe InfoMoney
01/12/09 - 20h44
InfoMoney

SÃO PAULO - O Morgan Stanley iniciou a cobertura do Santander (SANB11), com a recomendação overweight - acima do desempenho do setor - para os papéis do banco, a um preço-alvo de US$ 17 cada.

Em relatório divulgado nesta terça-feira (1), o Morgan Stanley destacou que elevou sua recomendação para o setor financeiro de "atenção" para "em linha", visando melhor refletir a distribuição dos novos ratings do banco norte-americano no País.

"Nós acreditamos que o banco oferece um atrativo mix de expansão do ROE (retorno sobre o patrimônio), crescimento do lucro líquido por ação acima de seus pares e um valuation descontado", avaliaram os analistas.

Projeções

Segundo o Morgan Stanley, o Santander Brasil revelou seus planos de R$ 2,4 bilhões em
economia de custos e R$ 300 milhões em sinergias de receitas, além de projetar a abertura de cerca de 600 novas marcas em quatro anos, 30% a mais que o atual nível.

"Nós vemos o ROE em 17% em 2010 e em 19% em 2011, alta em relação aos 10% atuais", projetou a equipe de
analistas do Morgan Stanley. Contudo, o banco ressaltou que o aumento da competitividade no setor e a alta na pressão dos preços podem representar riscos ao Santander.

ANP autoriza Petrobras a perfurar poço do pré-sal ao norte da Bacia de Santos


Por: Equipe InfoMoney
01/12/09 - 21h29
InfoMoney

SÃO PAULO - A ANP (Agência Nacional do Petróleo e Gás Natural) anunciou nesta terça-feira (1) que autorizou a Petrobras (PETR4) a perfurar um poço estratigráfico na porção norte do pré-sal da Bacia de Santos. A autorização destina-se exclusivamente ao levantamento de dados geológicos, geoquímicos e geofísicos.

"O poço, com profundidade estimada de 6.425 metros, será perfurado pela Petrobras por sua conta e risco, sob sua
responsabilidade operacional e financeira", destacou a agência, visto que não há muitas informações técnicas sobre esta área específica do pré-sal.

Em nota, a ANP explica que a estatal deverá entregar à ANP os originais de todos os dados geológicos, geoquímicos e geofísicos provenientes da perfuração, assim como todas as amostras físicas de óleo e testemunhos coletados.

"A ANP, ao analisar os dados e as informações existentes sobre o pré-sal, considera necessárias novas perfurações estratigráficas para ampliar o conhecimento sobre a área, a fim de valorar seu potencial estratégico para o País", concluiu o órgão.

Fundos multimercados macro rendem 1,1% em 30 dias e lideram ganhos da categoria


Por: Equipe InfoMoney
02/12/09 - 07h20
InfoMoney

SÃO PAULO - Os fundos multimercados macro apresentaram a melhor rentabilidade da categoria, de acordo com a classificação da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), nos trinta dias até 26 de novembro de 2009.

A subcategoria apresentou retorno de 1,10% no período, enquanto a rentabilidade média dos fundos multimercados ficou em 0,84%.

Pior desempenho

Por outro lado, o pior
desempenho ficou com os fundos multimercados juros e moedas, que acumularam ganhos de 0,68% nos trinta dias anteriores a 26 de novembro.

Confira mais detalhes sobre as demais categorias de fundos multimercados na tabela abaixo:

Nome
Patrim*
Rent%
30D
Rent%
365D
Multimercados Macro
62,93B
+1,10
+7,84
Multimercados Trading
737,78M
+0,99
+5,90
Multimercados Multigestor
9,96B
+0,92
+6,47
Multimercados Estrategia Especifica
14,69B
+0,88
+6,14
Multimercados Multiestrategia
143,10B
+0,84
+3,86
Multimercados Juros e Moedas
85,55B
+0,68
+3,65


*
- Em reais (K - Mil M - Milhão B - Bilhão)

Oferta da Energias do Brasil termina com participação de estrangeiros de 58,07%


Por: Equipe InfoMoney
02/12/09 - 08h50
InfoMoney

SÃO PAULO - A EDP - Energias do Brasil (ENBR3) divulgou nesta quarta-feira (2) o anúncio de encerramento de sua oferta pública secundária de ações ordinárias. A captação total da operação atingiu R$ 441,75 milhões, a um preço de R$ 28,50 por papel.

Enquanto os investidores estrangeiros foram responsáveis pela maior parte da captação, contando com uma participação de 58,07% do total, os brasileiros participaram com os 41,93% restantes.

A quantidade total distribuída foi de 15,5 milhões de papéis, considerando 1,40 milhão referentes ao lote suplementar, o que corresponde a 10% do total de ações inicialmente ofertadas.

Confira alguns números da oferta

Tipo de Investidor
Valor
(R$ Milhões)
%
Origem dos recursos
Valor
(R$ Milhões)
%
Institucional
401,09
90,80
Exterior
256,51
58,07
Varejo
40,66
9,20
Brasil
185,24
41,93


De acordo com a empresa, o total das ações distribuídas inclui 150 mil papéis adquiridos pelo Citigroup Global Markets como forma de proteção para operações com derivativos de ações realizadas no exterior.

Ações distribuídas
Preço
Volume da Operação
15.500.000
R$ 28,50
R$ 441.750.000,00

Hypermarcas conclui aquisição de ações da Inal por mais de R$ 212 milhões


Por: Equipe InfoMoney
02/12/09 - 09h41
InfoMoney

SÃO PAULO - A Hypermarcas comunicou no início da manhã desta quarta-feira a celebração de contrato de compra e venda com a Inal (Indústria Nacional de Artefatos de Látex), através do qual adquire todas as ações representativas do capital da companhia pelo preço total de R$ 212,62 milhões.

De acordo com a Hypermarcas, R$ 83,544 milhões foram pagos à vista, na data de assinatura do contrato, enquanto os R$ 129,075 milhões restantes serão pagos em cinco parcelas anuais, que sofrerão ajustes pela variação cambial até a data de cada pagamento e sem correção.

Dessa forma, a Hypermarcas deverá concluir o pagamento desta aquisição em dezembro de 2014, data prevista para o vencimento da última parcela.

Expansão no setor

O investimento da Hypermarcas em ações da Inal, proprietária da Olla e da Lovetex, evidencia uma preocupação da
empresa em expandir sua participação no mercado de bens de consumo brasileiro.

Ainda neste ano, a Hypermarcas já havia anunciado a aquisição da Jontex, marcando sua entrada no mercado nacional de vendas de preservativo. Cabe lembrar que com a aquisição da Jontex e Olla, a Hypermarcas se torna detentora do capital das duas maiores marcas de preservativos no mercado nacional.

Nove corretoras indicam ações para dezembro

Analistas veem possibilidade de alta de 15% para a bolsa nos próximos meses e aconselham garimpar bem os papéis que ainda estão baratos

Por Eduardo Tavares 02.12.2009 7h37

O mercado parece ter se adaptado à taxação da entrada de capital estrangeiro no país, por meio do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Depois de um período de maior volatilidade, observado principalmente no final de outubro e no começo de novembro, a oscilação na bolsa brasileira diminuiu nas últimas semanas e o Ibovespa retomou uma trajetória mais definida de alta. O índice chegou a um novo patamar máximo no ano - 68.059 pontos no dia 18/11 - e fechou o mês aos 67.944 pontos, uma variação acumulada de 8,94%. Para os analistas, ainda há espaço, nos próximos meses, para um avanço do Ibovespa de cerca de 15% - uma alta bem mais modesta, portanto, que os 82% acumulados neste ano.
Também parece ter sido bem digerido pelos investidores brasileiros o imbróglio da moratória da dívida do Dubai World - conglomerado de empresas de Dubai responsável por investir no desenvolvimento de vários setores da região com recursos de estrangeiros. O anúncio de que o Banco Central dos Emirados Árabes dará liquidez aos bancos e a expectativa de que o Dubai World seja capaz de voltar a pagar as dívidas em breve de certa forma acalmaram os investidores na última semana.

No entanto, os riscos de que a moratória contamine outras economias, especialmente a de países emergentes, alguns deles bastante expostos à dívida da Dubai World, ainda existe. Segundo a analista de investimentos Kelly Trentin, da corretora SLW, há ainda a “dúvida quanto à possibilidade de outros países terem a mesma fragilidade de endividamento. Isso causaria mal estar no mercado e impactaria o Brasil no curto prazo. Avaliando melhor a situação, passado o calor do momento, o investidor voltaria a enxergar que o Brasil está muito bem, sem endividamento alto e com poucas dívidas para pagar em 2010”.

Gustavo Loyola, ex-presidente do Banco Central, falou ao Portal Exame sobre o assunto e afirmou não acreditar que o Brasil possa ser afetado fortemente pela crise no emirado. “Trata-se de uma questão muito específica dos investidores que apostaram em Dubai. E Dubai é um país distante do Brasil, tanto em termos geográficos quanto econômicos.” O economista acrescentou que a moratória não deve gerar forte correção da bolsa no país porque a valorização dos ativos brasileiros tem fundamento (ao contrário da ideia de que poderia haver uma bolha no mercado nacional).

Bons indicadores

De modo geral, essa boa fase do mercado brasileiro em novembro acompanhou uma tendência consistente de valorização dos principais mercados mundiais, que reagiram de forma positiva à favorável temporada de dados nos Estados Unidos, Europa e Ásia. Dentre os bons indicadores americanos reportados no mês passado, destacam-se a forte recuperação das vendas de automóveis, a expressiva elevação de 10,1% nas vendas do mercado imobiliário e as notícias mais otimistas com relação ao mercado de trabalho nos EUA.

Além das boas perspectivas para a recuperação econômica dos EUA e de outros países desenvolvidos, a aposta em um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2010 acima de 5% parece ser consenso no mercado. Segundo relatório dos analistas da corretora do HSBC, que opera de forma independente do banco, os últimos indicadores apontam para um maior crescimento da produção industrial e da utilização de capacidade instalada da indústria. É esperado também que o índice de confiança do consumidor chegue ao maior patamar dos últimos três anos.

Entretanto, outro consenso aparece na opinião de que esta melhora dos indicadores já tenha sido razoavelmente precificada no mercado brasileiro. “Temos certa dificuldade em recomendar algum setor específico para investimentos, pois acreditamos que todos já estão mais ou menos bem precificados”, diz Fernando Siqueira, economista chefe da Intra Corretora. Segundo ele, a melhor estratégia de investimento para o atual momento do mercado seria fazer uma análise mais detalhada das empresas para encontrar aquelas ainda baratas.

Segundo as corretoras Brascan e Intra, seria a hora de posicionar as carteiras em setores ligados a commodities. “Se há a possibilidade de indicar alguns setores, são os que dependem de um crescimento econômico mundial mais forte. Acreditamos que, embora com certa precificação, setores como os de commodities, siderurgia (que também deve ser beneficiado pela prorrogação do IPI reduzido para a linha branca e automóveis flex 1.0) e mineração ainda estejam atrás dos demais, havendo possibilidade de valorização”, diz o economista-chefe da Intra Corretora.

Veja abaixo as carteiras de nove corretoras:

Ágora
Empresa
Ação
Preço-alvo
(R$)
Preço atual (R$)*
Potencial de alta (%)
Petrobras
39,00
38,80
0,52
BM&FBovespa
Em revisão
11,80
Gerdau
27,76
27,10
2,44
Vale
44,16
49,02
-9,91
SulAmérica
41,40
48,00
-13,75
Tractebel
27,66
21,00
31,71
Telesp
53,71
38,10
40,97
Energias do Brasil
38,15
31,00
23,06
Itaú Unibanco
38,70
37,95
1,98
Geração Futuro
Empresa
Ação
Preço-alvo
(R$)
Preço atual (R$)*
Potencial de alta (%)
Usiminas
51,2
Banco do Brasil
30,9
Petrobras
38,8
Taurus
6,27
Gerdau
20,5
VCP
24,3
Vale
42,37
Randon
14,98
Guararapes
57,3
Alterações
Sai: WEG
HSBC
Empresa
Ação
Preço-alvo
(R$)
Preço atual (R$)*
Potencial de alta (%)
Itau Unibanco
37,95
CCR Rodovias
37,85
BM&Fbovespa
11,80
Cesp
18,50
Lojas Americanas
14,50
Ambev
167,50
Petrobras
38,80
Vale
49,02
Gerdau
27,10
Alterações
Entra: Itaú Unibanco
Sai: ALL
Intra
Empresa
Ação
Preço-alvo (R$)
Preço atual (R$)*
Potencial de alta (%)
Telemar
70,00
64,20
9,03
Hypermarcas
46,00
37,30
23,32
Itaú Unibanco
43,64
37,95
14,99
Cosan
29,00
20,60
40,78
Tractebel
28,12
21,60
30,19
Alterações
Entra:
Cosan, Telemar, Tractebel
Sai: BRMalls,
Souza Cruz, Embraer
Link
Empresa
Ação
Preço-alvo (R$)
Preço atual (R$)*
Potencial de alta (%)
Itaúsa
14,20
11,21
26,67
Visanet
22,70
16,45
37,99
ALL
19,30
6,50
196,92
Bradespar
52,00
38,70
34,37
Copasa
41,00
30,10
36,21
Suzano
24,00
18,75
28,00
Tractebel
29,10
21,00
38,57
Vivo
57,00
49,20
15,85
Tam
36,00
29,40
22,45
Transmissão Paulista
63,80
49,89
27,88
Alterações
Entra:
Visanet, Tam
Sai: Marfrig, Gol
SLW
Empresa
Ação
Preço-alvo (R$)
Preço atual (R$)*
Potencial de alta (%)
Vale
54,37
42,37
28,32
Itaú Unibanco
42,38
37,95
11,67
Pão de Açúcar
63,00
55,30
13,92
Klabin
6,30
4,89
28,83
BRFoods
57,64
41,01
40,55
Natura
37,18
33,55
10,82
Gerdau
31,41
27,10
15,90
Gol
27,10
25,01
8,36
CSN
63,70
58,50
8,89
Petrobras
43,50
38,80
12,11
Alterações
Entra: Itaú Unibanco,
Gerdau, Gol
Sai: Telemar,
Braskem, Lojas Renner
Souza Barros
Empresa
Ação
Preço-alvo (R$)
Preço atual (R$)*
Potencial de alta (%)
Confab
7,50
4,56
64,47
Usiminas
62,70
51,20
22,46
Braskem
13,50
10,94
23,40
MMX Mineração
12,36
Petrobras
41,00
38,80
5,67
Alterações
Entra: Confab,
Usiminas, Braskem
Sai: Abyara, Ferbasa, Light
Um Investimentros
Empresa
Ação
Preço-alvo (R$)
Preço atual (R$)*
Potencial de alta (%)
CSN
72,00
58,50
23,08
CESP
30,00
21,45
30,00
MMX
14,50
12,36
17,31
LLX
12,00
8,90
34,83
Brasil Foods
58,00
41,01
41,43
PDG
20,00
18,00
11,11
OGX
2025,00
1484,99
36,36
DASA
60,00
54,40
10,29
Duratex
18,00
15,47
16,35
Santander
31,00
23,35
32,76
Alterações
Entra: OGX, Santander
Sai:
B2W, MRV
Brascan
Empresa
Ação
Preço-alvo (R$)
Preço atual (R$)*
Potencial de alta (%)
Vale
46,28
42,37
9,23
MMX
17,10
12,36
30,00
Usiminas
62,30
51,20
21,68
Tele Norte Leste Participações
58,13
36,90
57,53
CPFL
40,28
32,10
25,48
Cemig
33,28
18,00
84,89
AmBev
175,00
167,50
4,48
Suzano
21,25
18,75
13,33
MRV
42,30
38,05
11,17
PDG Realty
Em revisão
18,00
* Cotação de fechamento de 30 de novembro de 2009
Fontes: corretoras

LLX, de Eike Batista, pode entrar no Ibovespa

Prévia totalizou 60 ações de 54 empresas; três ações deixaram o índice das mais líquidas da bolsa

01.12.2009 16h45

A BM&FBOVESPA divulgou, nesta terça-feira (1/12), a primeira prévia da carteira teórica do Índice Bovespa que vai vigorar de 4 de janeiro a 30 de abril de 2010, com base no fechamento do pregão de 30 de novembro de 2009. Segundo a prévia, as ações ordinárias da LLX Log, do empresário Eike Batista, devem passar a integrar o índice das ações de maior liquidez da bolsa.

A prévia totalizou 60 ações de 54 empresas no Ibovespa. Três ações deixaram de fazer parte do índice: as ordinárias da Brasil Telecom (BRTO3), as preferenciais da Celesc(CLSC6) e as preferenciais da Comgás (CGAS5).

De acordo com informações da Bovespa, os cinco ativos que apresentaram o maior peso na composição do índice foram: PetrobrasPN (13,422%), ValePNA (11,899%), Itau Unibanco PN (5,013%), BMFBovespa ON (4,541%) e GerdauPN (3,851%). A versão definitiva do Ibovespa para o primeiro quadrimestre só será divulgada em algumas semanas.

Às 16h25, as ações da LLX (LLXL3) operavam em alta de 0,45%, a 8,94 reais. O Ibovespa operava em alta de 2,50%, aos 68.722 pontos.

Eles agora compram empresas

Com um atraso de dois meses em relação ao Bradesco, o Itaú Unibanco estreia no setor de private equity -- um mercado promissor (e arriscado) para grandes bancos de varejo

Verri, Marrachine e Lauretti, da Kinea: estrutura separada do banco para ganhar rapidez

Por Lucas Amorim 26.11.2009 00h01

Nos últimos 12 meses, os executivos do Itaú acostumaram-se ao anúncio barulhento de negócios que mudaram o perfil do banco. Em novembro de 2008, a fusão com o concorrente Unibanco resultou na maior instituição financeira privada do país. Em agosto, a associação com a Porto Seguro trouxe a liderança em seguros de automóveis e residências. Agora, de forma bem mais silenciosa, o banco se prepara para entrar em um novo negócio -- os investimentos de private equity. Pelo menos por enquanto, trata-se de algo com proporções infinitamente menores, mas potencialmente transformador pelo ineditismo. Desta vez não existe um sócio envolvido. Também não haverá alarde. Nem mesmo um anúncio oficial. O ponto de partida aconteceu no fim de outubro, com a chegada dos dois executivos que vão liderar a investida dentro da Kinea, empresa de investimentos alternativos criada pelo banco em 2007 -- Cristiano Lauretti e Eduardo Marrachine. Nos últimos dez anos, os dois comandaram a área de investimentos da americana AIG no Brasil e levantaram 700 milhões de dólares com compra e venda de participações em empresas brasileiras, como a Gol. Agora eles têm a missão de tornar o Itaú relevante num mercado dominado por competidores experientes e capitalizados -- como GP e Advent. "Queremos fechar pelo menos dois negócios nos próximos 12 meses", diz Lauretti, em entrevista exclusiva a EXAME.

Para a estreia, o Itaú aportou 250 milhões de reais. Dessa forma, já começa como o décimo maior investidor de private equity do país -- embora ainda distante de grandes fundos, como o GP, dono de quase 3 bilhões de reais. O banco ainda pretende captar outros 500 milhões de reais de investidores nacionais e estrangeiros nos próximos anos. Esse parece ser uma espécie de movimento em cadeia no mercado financeiro. O Itaú chega ao mercado de private equity dois meses depois de seu maior concorrente, o Bradesco. Em 16 de setembro, a instituição assumiu a dianteira ao anunciar sua entrada no setor em parceria com o grupo português Espírito Santo. O resultado é a 2BCapital, com aporte inicial de 100 milhões de reais. No mesmo dia, o Pine, o 40o maior banco do país, firmou parceria com o grupo de investimentos americano Global Emerging Markets para captar e investir 250 milhões de dólares no país.

Uma das razões para que bancos tradicionais entrem num terreno até então inexplorado está na queda dos juros nos últimos anos. Grandes clientes corporativos já buscavam alternativas de investimento mais vantajosas que as tradicionais, como títulos públicos. É uma migração que, em outros países, já aconteceu há muito tempo. O Citi, por exemplo, iniciou seus investimentos em empresas nos anos 60. O HSBC, na década de 80. "Ingressar no setor de private equity, para os bancos brasileiros, significa aproveitar uma demanda reprimida", diz Cláudio Furtado, diretor do GVcepe, braço da FGV que analisa o mercado de private equity e venture capital.

No caso do Itaú, os planos para entrar na nova área começaram há cerca de dois anos -- quase simultaneamente à abertura da Kinea. Boa parte de sua estrutura, hoje com 25 funcionários, veio da antiga área de administração de recursos de clientes corporativos do BankBoston, comprado pelo Itaú em 2006. Durante esse período a Kinea investiu sobretudo em imóveis e em fundos de hedge, mas desde o início de suas operações esperava a hora certa para estrear em private equity. "Nossa dificuldade era encontrar profissionais que dominassem todas as etapas do processo", diz Marcio Verri, presidente da Kinea e ex-diretor do antigo BankBoston. A oportunidade surgiu com a crise financeira nos Estados Unidos. Com as dificuldades da matriz da AIG, Lauretti e Marrachine passaram a ter problemas em fechar negócios no Brasil. Logo depois, deixaram a companhia para aceitar o convite do Itaú Unibanco. Mas, no novo emprego, o único sinal de que eles fazem parte do Itaú está em letras miúdas no canto de seus cartões de apresentação, ofuscado pela marca Kinea. O escritório do fundo de private equity fica no bairro do Itaim, distante da sede do Itaú Unibanco, no Jabaquara, zona sul de São Paulo. Seus oito principais executivos são sócios do negócio -- e detêm juntos uma fatia de 20% da Kinea (os demais 80% estão nas mãos do Itaú Unibanco). Também têm direito à metade dos lucros de todas as negociações. "A estrutura reduzida, com autonomia para decisões, é fundamental num setor como esse", diz Marrachine.

Manter uma estrutura separada para o novo negócio é particularmente importante no caso do Itaú -- conhecido pela tradicional rigidez hierárquica, incompatível com a agilidade dos fundos. Alguns sinais da formalidade, como salas fechadas para diretores e uso incondicional de terno e gravata para os executivos do banco, persistem -- embora comecem a ser abolidos (em parte por influência dos executivos do Unibanco). Não é o tipo de ambiente que combine com a maioria dos fundos. Por isso, o modelo que serve de inspiração para a Kinea é semelhante ao que vale para o banco de investimento BBA. Desde que foi comprado pelo Itaú, em 2002, o BBA mantém uma estrutura separada, com um escritório na avenida Faria Lima, o novo coração financeiro de São Paulo. Há uma cultura peculiar. Qualquer um dos 400 funcionários à frente das negociações do BBA, por exemplo, tem autonomia para conversar diretamente com o presidente Cândido Bracher, filho do fundador e que permanece no comando da divisão até hoje. "Até agora o Itaú soube manter a cultura tanto do BankBoston quanto do BBA nas áreas de clientes corporativos", diz Betania Tanure, especialista em comportamento organizacional. "À medida que o negócio crescer, isso será cada vez mais desafiador e importante."

Além de manter à parte a identidade cultural, há outra razão para construir uma muralha chinesa entre negócios tradicionais e a atividade de private equity. "Existe um conflito de interesses em potencial entre as duas atividades", diz Jorge Maluf, especialista em finanças da consultoria Korn/Ferry. Os investidores precisam, por exemplo, ter certeza de que as empresas compradas não vão ficar reféns dos serviços financeiros de seus acionistas. Na Kinea, isso já está definido. As empresas adquiridas poderão ser clientes de qualquer banco, mesmo dos concorrentes. A Kinea tampouco pretende comprar o controle das empresas -- a participação máxima ficará limitada a 49%. Trata-se, aliás, da mesma estratégia seguida pelo concorrente Bradesco.

Apesar do ingresso quase simultâneo, Itaú e Bradesco não devem repetir em private equity a disputa acirrada por espaço que travam em outros setores, como o varejo. Segundo especialistas, ainda há um vasto campo aberto para novos fundos no mercado brasileiro. De acordo com a GVcepe, os 140 fundos em atuação no país investiram 31 bilhões de dólares em 2008 -- o equivalente a 1,5% do PIB brasileiro. A média global é 3,5%. "O Brasil deve chegar a esse patamar nos próximos cinco anos, com investimentos de até 80 bilhões de reais", diz Furtado, do GVcepe. A competição entre os dois bancos vai ficar na comparação do porte e da eficiência de seus negócios de compra e venda. E essa é uma corrida que começa para valer agora.

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