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terça-feira, dezembro 01, 2009

Noticias do dia 01.12.2009

Ouro lidera investimentos em novembro, com ganho de 14,91%

Valor on line

SÃO PAULO - Diante das incertezas provocadas no final do mês pela moratória de Dubai, o ouro fechou novembro como o melhor investimento entre as opções de renda variável monitoradas pelo Valor Online. Em valores reais (já descontada a inflação), o metal precioso acumulou valorização de 14,91% no período, passando a mostrar valorização de 8,25% no ano.

Na sequência aparecem aplicações na bolsa de valores. Os fundos com recursos do FGTS em ações da Vale e da Petrobras subiram 11,82% e 10,38%, respectivamente. Já o Ibovespa, índice que é a referência da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), teve incremento real de 8,82% em novembro.

Quem apostou no dólar viu perdas de 0,27%, enquanto, na contramão, o euro avançou 2,07%. Entre as apostas mais conservadoras de renda fixa, o CDB subiu 0,59%, enquanto o CDI avançou 0,56%, em linha com o rendimento da taxa Selic. Já a caderneta de poupança mostrou incremento de 0,4% em novembro.

No ano, os fundos de ações da Vale mostram o melhor desempenho, com valorização de 85,94%, seguidos pelo Ibovespa, que subiu 81,2% nos onze primeiros meses do ano. No período, o dólar comercial acumulou perdas de 23,73%, e o euro recuou 17,69%.

Na renda fixa, o CDB já subiu 10,89% neste ano, e o CDI avançou 10,71%. Por sua vez, a alta da caderneta de poupança foi de 7,91%.


Ações com menor liquidez vão passar por ajuste em 2010

SÃO PAULO - Puxado pela recuperação de valor do mercado de renda variável neste ano e pelo bom desempenho do setor de construção civil, o Índice Small Caps - formado por companhias com os papéis menos líquidos e de menor capitalização - soma até outubro valorização de mais de 120%. Somente ontem, o Small Caps registrou valorização de 2,06%. O índice é o segundo mais valorizado no ano, atrás apenas do IMOB (Índice Mobiliário), com alta de 196% até o dia 27, e ontem valorizou-se mais 3%. O índice Bovespa, termômetro das negociações da bolsa brasileira, registra valorização de 78,65% este ano. Apesar do cenário de ajuste da valorização, alguns especialistas apontam para o fato de que o mercado de renda variável deve crescer bem acima da renda fixa no longo prazo.

"As empresas que compõem o índice sofreram uma queda no ano passado que afetou fortemente os mercados ligados ao setor de commodities. Mas veio a recuperação, principalmente no setor de construção civil, cujas empresas listadas em Bolsa já somam mais de 150% de valorização", avalia Clodoir Vieira, analista da Souza Barros Corretora. Segundo o analista, duas fusões de empresas que integram o índice também deram força a essa subida. Em setembro as diretorias de Abyara, Klabin Segall e Agra anunciaram a união que gerou a Agre, que deve operar com papéis da nova empresa, listada no Novo Mercado. Meses antes, em junho, Duratex e Satipel também se juntaram.

Apesar de não ter números sobre a perspectiva do índice para 2010, Vieira frisa que a valorização para o ano que vem será bem mais tímida, principalmente porque o investidor do índice, geralmente pessoa física, se antecipa às tendências e a valorização de 2009 se pautou no ano que vem. "Esse investidor está preocupado com o longo prazo, no mínimo dois anos para retorno, e se antecipa. Então essa valorização de hoje reflete o mercado das empresas para o ano que vem."

"Ainda não tenho um cálculo, mas o índice Bovespa deve subir no mínimo 20% no próximo ano, e o Small Caps subirá mais. Por isso tenho dito para os investidores terem mais cautela, porque o ganho no próximo ano não será tão grande", relatou Vieira.

A grande influência de empresas ligadas aos setores-base da economia e de papéis pouco líquidos é o que deve trazer essa superior valorização ao índice, estima Vieira. "As projeções do mercado estimam crescimento de pelo menos 3% da economia mundial, em torno de 5% para o Brasil. Isso se reflete nos mercados e nos ganhos das empresas, e também nas negociações dos papéis. Os papéis do Small Caps demoram para sofrer queda ou aumento, são menos voláteis, e portanto devem manter um ganho acentuado por mais tempo que o iBovespa", declarou.

Para o consultor da Fipecafi, Luiz Jurandir Simões, o cenário que trouxe a valorização é um padrão provocado pelo comportamento e pela composição do mercado financeiro doméstico, tão norteado pelos "exageros" quanto o internacional e o ideal é que o investidor perceba o potencial de valorização que o mercado acionário tem em relação ao de renda fixa. "Nos próximos cinco, 10 anos, esse mercado deve se valorizar muito acima, mas isso é apenas previsão. No mercado nada é definitivo."

"Na verdade essa alta valorização é um comportamento padrão, porque há no mercado menos informação sobre as empresas menos líquidas, porque há menos pessoas olhando para elas. Em um cenário de dúvida, como em 2008, no auge da crise, os investidores exageram, e elas sofreram muito mais do que as outras companhias. Aí, neste ano, com o potencial de lucratividade que muitas têm, veio essa forte alta", explica.

Segundo ele, o exagero foi tão grande durante a crise que algumas companhias chegaram a valer menos do que a receita que tinham em caixa. "Tinha empresa com R$ 1 bilhão em caixa e com valor de mercado em torno de R$ 800 milhões", recorda. Em uma situação mais "normal", como a prevista para o ano que vem, o descolamento dos demais índices deve ser bem menor que o observado em 2009. "A tendência será apostar nos IPOs que estiverem na moda, ou apostar nas empresas mais líquidas. O mercado brasileiro é muito concentrado."

Ibovespa de 2010 deve trazer cinco novidades

SÃO PAULO - A primeira prévia da carteira teórica do Ibovespa, que vai vigorar a partir do primeiro dia útil de janeiro, deve trazer cinco novas empresas e movimentar o pregão da Bolsa, uma vez que os fundos que replicam o índice precisam comprar esses títulos no mercado para se ajustarem. Segundo fontes, a relação que será conhecida hoje deve contemplar mais duas companhias do empresário Eike Batista - OGX e LLX -, PDG Realty, MRV Engenharia e GVT. Um desses profissionais não descarta a possibilidade da inclusão de Brasil Ecodiesel.

A empresa de petróleo e gás OGX estreou no pregão da Bovespa em junho de 2007. Os papéis ficaram parados por um tempo, mas ao longo do último ano se movimentaram de acordo com o noticiário sobre testes apontando indícios de hidrocarbonetos em áreas de atuação da companhia. Essas descobertas, aliás, levaram a empresa a alterar seu cronograma de perfurações para o próximo ano, de seis poços para 27. Os papéis da empresa fecharam o último pregão valendo R$ 1.430,00. No acumulado de doze meses até sexta-feira, os títulos registram valorização de 280%. A outra companhia de Eike, a LLX, que atua na área de logística, principalmente no setor portuário, começou a ser negociada na Bolsa em julho de 2008.

Entre as regras para compor o Ibovespa, a ação precisa ter sido negociada em 80% dos pregões dos últimos 12 meses anteriores à formação da carteira.

O setor de construção deverá ser reforçado no índice com a presença de PDG Realty e MRV. As duas empresas são mais antigas no mercado na comparação com as de Eike. A primeira começou a ser listada em janeiro de 2007 e a segunda em julho daquele mesmo ano. A procura pelos papéis das companhias aumentou após o anúncio do programa do governo Minha Casa, Minha Vida.

Edemir pede sinal do governo sobre fim de cobrança do IOF


SÃO PAULO - Apesar de estar esperançoso de que o governo retirará a cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre o capital estrangeiro, o presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto, afirmou ontem que o governo ainda não fez nenhuma sinalização neste sentido. "Já perguntei ao ministro [da Fazenda, Guido Mantega], mas ele não move nem um músculo do rosto quando faço esta pergunta", disse, em tom bem-humorado, depois de participar do seminário "Reavaliação Risco Brasil 2009", em São Paulo.

Segundo ele, a cobrança de IOF sobre as operações de emissão de recibos de depósitos em ações (DRs, da sigla em inglês) reduz a assimetria entre as ações adquiridas no Brasil e os ADRs, mas ainda não é possível avaliar o impacto da medida. Além de estudar a questão, a BM&FBovespa também está avaliando as arbitragens, que podem ter sido afetadas pela medida. Mesmo assim, ele afirmou que a decisão do governo sobre as DRs "alimentou as esperanças" de que as operações de oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) e de follow-on (investimento subsequente de um já investidor da companhia) sejam liberadas do imposto. "O governo sabe que através deste mercado as empresas pequenas e médias têm alternativas de captar recursos mais baratos", disse.

O executivo afirmou que a relação entre a Bolsa e o governo é "muito boa" e que o governo sempre esteve aberto ao diálogo. "Sempre que possível apresentamos dados ao governo", afirmou. Quanto à suspensão da abertura de capital da Brazilian Finance & Real Estate (BFRE), Edemir Pinto disse que a decisão da empresa não foi relacionada ao IOF, como ocorreu com a Cetip. "Os investidores analisaram a medida e o mercado já está precificando", disse.

A expectativa da instituição é de que o IOF sobre IPOs seja extinto com rapidez, porque muitas ofertas devem ocorrer no primeiro semestre de 2010. Antes da crise, havia 45 empresas em processo de abertura na Bolsa. "A grande maioria está pronta para ir a mercado em 2010", afirmou. Em sua opinião, a valorização da Bolsa é sustentável. "Não vejo bolha alguma", disse.

Ideiasnet

A oferta pública de aquisição (OPA) de ações da Ideiasnet movimentou um total de R$ 86,383 milhões. Os compradores - a Centennial Asset, do empresário Eike Batista, os fundos Hankoe e Mercatto, a Total Return Investment e a Gustavia Investors - elevaram o valor da oferta para R$ 5,41 por ação e adquiriram 15.916.619 papéis, por R$ 86,108 milhões.

A OPA original pelos papéis da Ideiasnet previa a compra de até 69.933.073 de ações a R$ 5,23 cada. As outras 50 mil ações foram compradas pela corretora Máxima, a R$ 5,50 por ação.

Itaú Unibanco capta R$ 2 bilhões com fundo lançado no Japão

SÃO PAULO - O Itaú Unibanco acaba de ter mais uma demonstração do bom momento por que passa o Brasil no mercado financeiro internacional. Em 20 dias úteis, um fundo de ações lançado pela instituição no Japão captou mais de R$ 2 bilhões, valor que surpreendeu até mesmo seu otimista diretor Roberto Nishikawa.

"Realmente, é uma captação impressionante", disse. O executivo nissei conhece bem o meio em que atua. Trabalhou para um banco internacional em Tóquio de 1989 a 1995, o que lhe deu fluência em japonês. Desde 2006, viaja com frequência ao país de seus ancestrais para "vender" o Brasil e prospectar oportunidades de investimentos para o Itaú. Ou seja, Nishikawa conhece o gosto e os hábitos dos japoneses.

Por isso, já tinha uma previsão mais ousada para a captação do fundo do que seus colegas do banco. "Eles acreditavam em US$ 500 milhões e eu, em US$ 1 bilhão. Considerando hoje [sexta-feira], já estamos falando de US$ 1,160 bilhão." A hora escolhida para o lançamento do Rio Wind não foi aleatória. "Queríamos aproveitar o apelo com a conquista dos Jogos Olímpicos pelo Rio", diz. "Aqui no Brasil, as pessoas ainda não se deram conta do efeito que a Olimpíada pode ter."

Mas, no Japão, eles já tiveram essa experiência quando Tóquio foi sede do evento (em 1964). O Rio Wind tem como meta seguir o desempenho do Índice da Bolsa de Valores de São Paulo [Ibovespa]. Portanto, sua carteira é composta pelas 62 ações que hoje formam o indicador.

"Podem ser ações compradas na Bovespa ou ADRs (recibos de papéis brasileiros negociados na Bolsa de Nova York)", explicou Nishikawa. A taxa de administração do fundo, de 1,68% ao ano, é dividida entre a Itaú Unibanco Asset Management, a Daiwa (parceiras do banco brasileiro no Japão) e o banco que faz custódia dos papéis.

Small caps devem render menos

Ações de menor liquidez no mercado já renderam mais de 120% este ano, e especialistas projetam valorização menor em 2010.


Inflação deve se acelerar em 2010, mas sem passar da meta

SÃO PAULO - Nesta última semana de novembro, enquanto as projeções para inflação em 2009 tiveram queda, as previsões para o próximo ano são de aceleração dos índices de preço. De acordo com o relatório Focus, divulgado ontem pelo Banco Central (BC), as projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2009 passaram de 4,26% para 4,25%, enquanto que a inflação para o próximo ano cresceu de 4,43% para 4,45% no mesmo período, alcançando o mesmo índice de duas semanas atrás.

"Para 2010, o aumento da inflação será uma tendência. Não há um consenso entre os especialistas. Mas com uma economia mais aquecida e com eleições acirradas do próximo ano, o índice poderá crescer, ficando dentro do centro da meta prevista [4,5%], sem ultrapassá-la", analisa professor de derivativos e riscos do Insper, Alexandre Chaia.

Diferentemente da opinião da maioria dos economistas, o vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel de Oliveira, não acredita que a inflação deva crescer no próximo ano. "Por conta da questão cambial, com o preço do dólar menor para o atacado, não forçará um aumento do IPCA", justifica Oliveira. "A inflação deve ficar entre as taxas de 4% a 4,5%, de acordo com a meta."

As expectativas quanto ao Produto Interno Bruto (PIB) também apresentaram novidades nesta segunda-feira. Para este ano, o mercado espera uma queda do PIB, passando de 0,21% para 0,20%. Com relação a 2010, o valor se mantém o mesmo há duas semanas (5%). "No ano que vem, ninguém sabe ao certo o que vai acontecer. A curto prazo que veremos mudanças mais significativas do PIB", entende Chaia. "A demanda está aquecida, mas não como a China, que cresce 10% ao ano. O PIB brasileiro deve crescer entre 4,5% a 5% nano que vem", prevê Oliveira.

Outro dado discutido entre os economistas é a taxa de câmbio. Este ano, segundo o relatório Focus, a previsão mantém estável há seis semanas, ao valor de R$ 1,70. Para 2010, as projeções também permanecem as mesmas no mesmo período (R$ 1,75). O vice-presidente da Anefac comenta que o que pode mudar o cenário de 2010, são as alterações na legislação cambial do BC, que, para ele, servirá, apenas "para que a taxa não caia ainda mais". Já o professor tem outra reflexão. "Essa transformação está mais na ordem estrutural."

O que para Chaia chama mais atenção é a relação dívida pública/PIB que continua alta. As expectativas dos economistas para a dívida do setor público cresceram em uma semana, passando de 44% para 44,05% com relação ao PIB. Em 2010, também houve um aumento de 42,35%, ante 42,10% do último relatório.

Diferenças

As demais inflações avaliadas pelo mercado tiveram algumas diferenças. O IPC-Fipe, de 2009, cresceu em uma semana, passando de 3,91% para 3,93%. No ano que vem, o índice continua inalterado há uma semana em 4,40%. Com relação à inflação medida pelo IGP-M, o índice teve queda, com deflação de 1,17% deste relatório, ante recuo de 1,10% do último documento.

No próximo ano, as previsões indicam que o valor deve manter-se estável em 4,50%, o mesmo de 23 semanas. Já o IGPD-I permanece igual da última pesquisa (deflação de 0,84%). Em 2010, as expectativas, estão estáveis há 79 semanas (4,50%).

A meta da taxa Selic, tanto para este ano quanto para o próximo continuam estáveis. No primeiro caso, ao índice de 8,75% (há 23 semanas) e no segundo, de 10,50% (há seis semanas).

As projeções do mercado para a produção industrial continuam em queda, com declínio de 7,64% para recuo de 7,72%. No próximo ano, a projeção dos economistas é de crescimento, de 6,85% para 6,88%, seguindo a tendência de três relatórios atrás.

Segundo as previsões do mercado, a conta corrente apresentou queda de 1,57%, passando de deflação de US$ 17,25 bilhões, para baixa de US$ 17,52 bilhões. Para 2010, os decréscimos permanecem caindo há 7 semanas, de declínio US$ 35, 50 bilhões para recuo de US$ 36 bilhões.

Os economistas acreditam que o resultado da balança comercial caia tanto para 2009 quanto para 2010. Neste ano, a média das projeções é de que o superávit passe de US$ 25,20 bilhões para US$ 25 bilhões, de acordo com a última informação do BC. No ano que vem, espera-se queda de US$ 13,40 para US$ 13 bilhões.

Com relação o valor do Investimento Estrangeiro Direto (IED) continua estável para este ano e o próximo, mantendo seqüência de US$ 25 bilhões em duas semanas e de US$ 35 bilhões, há três semanas, respectivamente.

Lucro do BNDES deverá ultrapassar R$ 4 bi, diz Coutinho

SÃO PAULO - O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, disse ontem que o lucro do banco em 2009 pode ultrapassar os R$ 4 bilhões. Embora o lucro em 2008 tenha sido de R$ 5,3 bilhões, Coutinho afirmou que o resultado do banco este ano será "um pouquinho menor" do que o do ano passado. "Ainda não posso falar, falta um mês para o banco terminar o ano, mas estamos certos de R$ 4 bilhões. Pode ser que a gente ultrapasse isso", disse Coutinho, ressaltando que o números fornecidos eram imprecisos.

O presidente do BNDES afirmou também que a emissão de debêntures da BNDESPar, de R$ 1 bilhão, vai ajudar a estimular o mercado de capitais no País. Para ele, as empresas poderão encontrar na emissão uma referência para utilizar as debêntures como uma forma de financiamento. Isso, na prática ajudaria a diminuir a demanda de recursos a serem disponibilizados pelo banco. "A oferta de debêntures é importante porque as do BNDES são de referência, têm prazo longo e ajudam a formar os juros das debêntures do setor privado", disse Luciano Coutinho.

O presidente ressaltou ainda que a emissão da BNDESPar não tem como objetivo gerar caixa para o banco. Segundo ele, a intenção é mesmo incentivar o mercado de capitais. Ele frisou que a oferta é pequena, e isso demonstra claramente este objetivo.

Coutinho fez as afirmações durante evento, na tarde de ontem, e no qual assinou um convênio com a Fundação Oswaldo Cruz, Fiocruz, que aumentará a participação do banco nos projetos da instituição. O BNDES já aplicou este ano R$ 30 milhões do Funtec, a fundo perdido, nos projetos da Fiocruz. Os recursos da Funtec vêm de uma fração de 0,5% do lucro do banco.

O convênio servirá para o desenvolvimento de pesquisas na área da saúde. Nos próximos cinco anos, a Fiocruz quer arrecadar cerca de R$ 1 bilhão para a produção de vacinas contra dengue e malária, além de concluir a instalação de polos tecnológicos em Minas Gerais e no Ceará. Atualmente, por conta do modelo jurídico, a fundação enfrenta restrições para captar dinheiro da iniciativa privada e do BNDES.

Dança das cadeiras: o Brasil pode ter novas blue chips futuramente?


Por: Karin Sato
30/11/09 - 19h21
InfoMoney

SÃO PAULO - Até os anos 90, a mineradora Paranapanema era uma blue chip da bolsa de valores, sendo um dos principais alvos do noticiário econômico. "Na década de 80, Paranapanema se destacava de forma absurda no mercado de ações. Parecia que era ela e o resto", lembra o professor de Economia e Finanças da Fucape e FGV, Paulo César Coimbra. Já a Telebrás chegou a concentrar 70% das movimentações financeiras da Bolsa.

O professor do INPG (Instituto Nacional de Pós-Graduação), Walter Cestari, ex-assessor da diretoria da Bolsa de Valores de São Paulo e supervisor educacional da Bovespa, está neste mercado há 30 anos e sabe bem que uma blue chip pode não ser blue chip para sempre.

Ele vai além do conceito de liquidez para definir uma blue chips. Estamos falando de empresas líderes em seus setores, com sólida administração e desempenho histórico de lucros obtidos com boa remuneração do capital investido "Esses três aspectos, na minha visão, são fundamentais. A consequência é a liquidez".

O que o passado ensina

"Na primeira metade dos anos 70, lembro que as
açõesdo Banco do Brasil eram as mais glamourosas. Já na segunda metade, outras menos conhecidas começaram a se destacar, principalmente em momentos de baixa liquidez, como Paranapanema e Acesita. Ao final dos anos 80 e início dos 90, foi a vez de a Telebrás brilhar, mas isso foi antes da privatização. Havia ainda uma sólida segunda linha nobre que se assemelhava muito com as ações da primeira linha. Era o caso de Moinho Santista, Sharp e Alpargatas. Ao longo da história, algumas empresas deixaram de ser blue chips por conta de transformações estatutárias e outras devido a mudanças mercadológicas".

Um exemplo de mudança mercadológica que pode alterar o rumo de uma ou outra empresa é a onda de preocupação com a saúde que atingiu a sociedade nos últimos anos, inclusive com campanhas de larga escala promovidas pelos governos a fim de alertar a população acerca dos malefícios do cigarro e das bebidas alcoólicas, ao mesmo tempo em que as pessoas passaram a cultivar hábitos de vida mais saudáveis.

No exterior, como bem lembrou Cestari, há casos recentes de empresas que despencaram no ranking das blue chips: o Citibank e a General Motors. "Essas duas empresas foram ícones no
mercadodurante quase um século. Com a violenta crise financeira a partir de 2006, elas desabaram e acabaram excluídas recentemente como blue chips na Bolsa de Nova Iorque".

Nada é para sempre

Olhando para o passado, percebemos que o mercado está em constante e às vezes imprevisível movimento. Uma série de fatores pode levar uma organização à queda na Bolsa. Privatização, entrada de novos players no segmento de atuação, reviravolta no cenário econômico, falta de inovação - que afeta, principalmente, empresas de tecnologia - são alguns exemplos.

O movimento de sobe-e-desce é mais evidente em bolsas de
economiasem desenvolvimento, principalmente quando as próprias bolsas ainda não estão consolidadas. Não é o caso do Brasil hoje, onde o mercado de capitais é sólido. Desta forma, ninguém pode garantir com absoluta certeza que as atuais blue chips brasileiras permanecerão no topo, na lista das ações mais negociadas ou das que possuem maior valor de mercado.

"Uma empresa de segunda ou terceira linha pode, futuramente, vir a ser de primeira linha", explica Coimbra, embora admita a dificuldade de fazer previsões de longo prazo. Questionado sobre a possibilidade de queda das duas principais empresas da Bolsa brasileira hoje, Petrobras e Vale, ele diz que aposta nas empresas do Eike Batista, "por conta de seu potencial e de suas características de gestão, sobretudo a MMX".

"O Eike é um empresário bastante agressivo quando o assunto é a expansão de seus negócios. Ele diz com todas as letras que um dia será o homem mais rico do mundo", justifica. "Suas empresas crescem de maneira extraordinária, se compararmos com outras companhias".

Fusões mudam as regras do jogo

Entretanto, ele ressaltou mais de uma vez ao longo da entrevista que é difícil prever o futuro da bolsa de valores, e uma das razões mais latentes é o movimento de fusões e aquisições que se intensificou há alguns anos e não deve cessar tão cedo. Ninguém duvida que uma fusão possa
mudaro final da história. Afinal, se hoje temos duas grandes empresas concorrendo em um setor, amanhã, caso elas venham a se unir, teremos uma única gigante.

O professor de Economia e Finanças também acredita que a liderança da Petrobras e da Vale pode ser ameaçada pela BM&FBovespa e por outras vedetes do momento, como ItaúUnibanco e Santander. "Olho com atenção as empresas que ganham liquidez no mercado de opções e creio que pode ser um termômetro".

Segundo ele, a Petrobras pode sofrer abalo, futuramente, pelo fato de ser uma estatal. Isso pode ter contribuído para ser crescimento, até o momento atual, por conta dos
investimentosdo governo, porém a divulgação de informações obscuras e o debate em torno da empresa com fins políticos, principalmente no que se refere ao marco regulatório, podem enfraquecer a empresa.

Por outro lado, a Vale pode vir a ultrapassar a Petrobras, que hoje ocupa o posto de líder com larga distância da segunda colocada. Tudo dependerá da necessidade de importações da economia chinesa. "Crises econômicas de grande escala têm o potencial de promover eventuais danças das cadeiras em rankings de empresas em valor de mercado", sublinha Coimbra.

Empresas de varejo

Quanto aos papéis de empresas de varejo que se sobressaíram em meio à
crisenos países emergentes, enquanto as exportações foram fragilizadas, o professor da Fucape e FGV não acredita em seu potencial para se tornarem blue chips. As empresas de commodities e as do setor financeiro devem continuar se destacando mais.

O estrategista da TCX, Edgard Tamaki, discorda. Para ele, o desenvolvimento da economia brasileira, que gerou aumento da renda e do emprego, está beneficiando empresas ligadas ao consumo. Se sua teoria estiver correta, poderão ganhar mais destaque, nos próximos anos, empresas como BR Malls, Localiza e as do setor imobiliário, PDG Realty e Gafisa. "Essas empresas têm chance de se tornarem blue chips não daqui a dez anos, mas daqui a um ano", opina.

Shiro recomenda ficar de olho no Morgan Stanley Capital Index Emerging Markets. Estar listado nesse ranking é indício de futuro promissor, em sua opinião. Isso porque, para realizar o levantamento, o Morgan Stanley leva em conta fatores como a forma como a empresa é gerida, seu desempenho financeiro e a perspectiva para o setor. Ele ainda acredita que mudanças, no que se refere à queda de atuais blue chips e à ascensão de mid caps e small caps, podem ser geradas pela percepção dos gestores de fundos de pensão do exterior. "Eles movimentam muito dinheiro", afirmou.

Outras que deverão se destacar mais para frente são as empresas de infraestrutura, que devem crescer na esteira do desenvolvimento do Brasil e com a ajuda da Copa do Mundo e das Olimpíadas. Uma delas é a Iochpe-Maxion, que produz rodas e chassis para veículos, vagões de carga e fundidos ferroviários. O estrategista diz que o investidor que não acredita em mudanças deve se lembrar que já foram destaques da Bolsa empresas como Varig, Transbrasil, Fios e Cabos Pirelli e Usina Costa Pinto.

Uma segunda opinião

Na opinião do professor de Finanças da FIA/USP (Fundação Instituto de Administração), Caio Torralvo, "é difícil uma empresa perder o status de blue chip, a menos que ela passe por um problema muito sério ou outras empresas com muito potenciais abram capital na Bolsa".

De qualquer forma, em sua opinião, as empresas que podem, futuramente, ameaçar a liderança da Petrobras são a Redecard, a Cielo e a BM&FBovespa. Nos dois primeiros casos, o Torralvo diz que são empresas com larga vantagem competitiva e significativa penetração de mercado. Mas ele não acredita na ascensão de nenhuma empresa de construção civil, apesar de elas terem sido muito pautadas desde o Minha casa, Minha vida. "São empresas com sérios problemas de caixa,com uma situação financeira complicada, porque são alavancadas, e cujo negócio implica riscos. Há muito dinheiro envolvido e elas precisam antecipar o capital para receber", opina.

Sustentabilidade ditará liderança

Para Cestari, a sustentabilidade mudará tudo e as blue chips do futuro serão as
empresasmais comprometidas com seu público interno, externo e com o meio ambiente. "Em minhas andanças pelo mundo, nos congressos que participei, percebi que a sustentabilidade é cada vez mais um diferencial. Eu apostaria em empresas responsáveis. Temos alguns casos no Brasil de empresas com políticas que demonstram o respeito ao público interno, à comunidade local, ao consumidor e ao meio ambiente. Os países desenvolvidos já penalizam duramente empresas que demonstram falta de comprometimento, pagando prêmios àquelas com reconhecido engajamento".

Dubai World tem plano de restruturação de US$ 26 bilhões de suas dívidas


Por: Equipe InfoMoney
30/11/09 - 19h23
InfoMoney

SÃO PAULO - Foco das atenções nos mercadosmundiais, o Dubai World anunciou nesta segunda-feira (30) que tentará uma reestruturação de US$ 26 bilhões do montante total de suas dívidas.

O conglomerado dos Emirados Árabes provocou tensão nos
investidoresna última semana após ter anunciado que precisaria de mais seis meses para sanar seus débitos, atualmente em cerca de US$ 60 bilhões.

Os planos de reestruturação do fundo envolvem algumas de suas subsidiárias, como a Nakheel World e a Limitless World. Conforme destacou o conglomerado em nota, a quantia de US$ 6 bilhões desse total de US$ 26 bilhões virá a partir da venda de ativos da Nakheel.

Outras companhias do grupo não serão envolvidas no processo de reestruturação, como a Infinity World Holding, a Istithmar World e a Ports&Free Zone World, uma vez que elas possuem um balanço financeiro estável, de acordo com o Dubai World.

"É evidente que o processo de reestruturação se dará de forma equalitária para beneficiar todos os acionistas", concluiu o conglomerado em nota.

Resultado consolidado da BR Foods afeta ação, que lidera perdas do Ibovespa no mês


Por: Equipe InfoMoney
30/11/09 - 19h23
InfoMoney

SÃO PAULO - Em um mês positivo para o Ibovespa, as açõesda Brasil Foods (PRGA3) encabeçaram a lista das maiores perdas do índice em novembro, acumulando desvalorização de 3,96% e fechando a segunda-feira (30) cotadas a R$ 41,01 cada. O Ibovespa, por sua vez, somou alta de 8,94% no período.

Os ativos foram afetados pela divulgação do primeiro resultado consolidado entre Sadia e Perdigão, que não agradou os
analistas. Entre julho e setembro, a Brasil Foods reportou um lucrolíquido de R$ 211 milhões ante ao prejuízo de R$ 52 milhões apurados entre julho e setembro do último ano.

Além disso, a pressão do câmbio na margem bruta e as ainda elevadas despesas operacionais fizeram com que o Ebitda (geração operacional de caixa) chegasse a R$ 291 milhões no terceiro trimestre, valor cerca de 25% inferior ao esperado por boa parte dos especialistas.

"Não há motivos para comemorar o resultado do terceiro trimestre, a não ser o fato de que ele deverá ser o pior apresentado pela nova companhia", comentou o time da Itaú Corretora. "E, para piorar, nós não esperamos
boas notícias para o curto prazo, dado que a recuperação dos preços e de volumes será bastante lenta e o dólar não deverá ajudar a empresa, pelo menos por enquanto".

Apenas na sessão seguinte à divulgação do balanço trimestral da companhia, as ações da BR Foods sofreram desvalorização de 4,18%, tendo esta sido a maior variação negativa dos papéis ao longo do penúltimo mês do ano, contribuindo para o saldo negativo acumulado ao final do período.

Outras quedas

Outros papéis que também tiveram desempenho negativo em novembro foram Sabesp ON (
SBSP3, R$ 31,60, -2,80%), Souza Cruz ON (CRUZ3, R$ 60,50, -2,73%), Embraer ON (EMBR3, R$ 8,74, -2,24%), JBS ON (JBSS3, R$ 9,60, -1,74%) e Braskem PNA (BRKM5, R$ 11,52, -1,54%).

Brasil Ecodiesel diz que há grandes chances de empresa incorporar organizações


Por: Equipe InfoMoney
30/11/09 - 20h28
InfoMoney

SÃO PAULO - A Coinvalores realizou reunião com a Brasil Ecodiesel (ECOD3) na última sexta-feira, com os analistasda corretorarecebendo o diretor de RI (Relação com Investidores) da empresa, Charles Mann de Toledo. O destaque do encontro foi o anúncio de que a companhia pode incorporar outras organizações nos próximos períodos.

A companhia afirmou que o segmento tem um grande número de empresas, e que a tendência é de consolidação, com grandes possibilidades da Brasil Ecodiesel atuar neste papel, incorporando outras organizações, segundo o diretor de RI.

100%

Outro ponto destacado pela Coinvalores foi a possibilidade de que a empresa cumpra 100% de seus contratos com a Petrobras no último trimestre do ano.

Após cumprir 98% de seus contratos com a estatal no 3º trimestre, os analistas afirmam que, devido a
reversãoda dívida, de R$ 281 milhões líquidos para um caixa de R$ 46 milhões no período, a empresa deve conseguir cumprir 100% do contrato no último trimestre do ano.

Perspectivas

Entre as perspectivas para os próximos trimestres, a Coin aponta que em 2010 passará a valer o B5, que exige 5% de biodiesel no diesel, o que vai aumentar em 25% o total da demanda pelo produto no País. Para os analistas da Coinvalores, embora o mercado seja muito incipiente, a empresa tem grande potencial de crescimento.

Um dos principais desafios da empresa é o maior controle sobre matéria-prima, que acaba gerando muitos custos, na opinião dos analistas. Sobre esse assunto, a Brasil Ecodiesel estuda novas alternativas, como a utilização de pinhão-manso, também buscando maior produtividade.

Vale mencionar ainda que os analistas da Coin afirmaram que iniciarão a cobertura das
açõesda Brasil Ecodiesel em breve.

BM&F Bovespa: estrategista prevê forte ajuste de preços em 2010


Por: Marcelo Rossi Poli
30/11/09 - 20h35
InfoMoney

SÃO PAULO - Recente levantamento publicado pela consultoria Economatica revela que, das 62 ações do Ibovespa, 14 já acumulam ganhos superiores a 100% em 2009.

O estudo considera o período entre janeiro e 26 de novembro, no qual o maior destaque do principal índice da bolsa ficou com a MMX (
MMXM3), que teve a expressiva valorização de 333%.

Em entrevista à InfoMoney TV, o estrategista da Futura Investimentos, Adriano Moreno, comenta o estudo e atenta para os perigos do atual "excesso de liquidez" no mercado de capitais brasileiro.

Moreno acredita em um forte ajuste de preços na bolsa em 2010 e adverte o investidor posicionado nestes papéis que excederam os 100% de valorização no ano.

BM&F Bovespa: estrategista prevê forte ajuste de preços em 2010


Por: Marcelo Rossi Poli
30/11/09 - 20h35
InfoMoney

SÃO PAULO - Recente levantamento publicado pela consultoria Economatica revela que, das 62 ações do Ibovespa, 14 já acumulam ganhos superiores a 100% em 2009.

O estudo considera o período entre janeiro e 26 de novembro, no qual o maior destaque do principal índice da bolsa ficou com a MMX (
MMXM3), que teve a expressiva valorização de 333%.

Em entrevista à InfoMoney TV, o estrategista da Futura Investimentos, Adriano Moreno, comenta o estudo e atenta para os perigos do atual "excesso de liquidez" no mercado de capitais brasileiro.

Moreno acredita em um forte ajuste de preços na bolsa em 2010 e adverte o investidor posicionado nestes papéis que excederam os 100% de valorização no ano.

Veja o vídeo em : http://web.infomoney.com.br//templates/news/view.asp?codigo=1728676&path=/investimentos/

J.P. Morgan triplica capital para Brasil e busca ampliar clientela

Cristiane Perini Lucchesi, de São Paulo
01/12/2009

O J. P. Morgan pretende triplicar o capital destinado a operações que envolvem o risco-Brasil em um ou dois anos, o que inclui o banco local e operações de crédito concedidas no exterior, diz o gaúcho Cláudio Berquó, que acaba de assumir a presidência do banco no país e está de mudança de Nova York. Após passar a crise financeira sem redução significativa de pessoal no país, o banco pretende voltar a ter atuação mais agressiva nas áreas de banco de investimento e atacado. Vai investir na área de gestão de fortunas e pretende voltar a ter gestora de recursos de terceiros local. O banco vendeu sua gestora com patrimônio de R$ 7 bilhões ao Bradesco no final de 2002.

Para fazer frente à expansão, o J.P. Morgan pretende abrir mais escritórios locais. Hoje, além da sede em São Paulo, está presente em Belo Horizonte, Porto Alegre e Rio de Janeiro. Recentemente, inaugurou um sistema local de gestão de caixa para empresas clientes, que pode se conectar com as plataformas do banco no mundo todo. O banco também não descarta passar a atuar com custódia local de ativos. Tem como meta elevar em 50% o volume de negócios de sua corretora.

A própria decisão de nomear um brasileiro como Berquó para coordenar as diversas áreas do banco no Brasil é uma mostra de comprometimento maior da instituição financeira. Cauteloso, sem saber como o Brasil iria sair da crise, o J.P. Morgan manteve Nicholas "Gucho" Aguzin, o presidente do banco na América Latina, como presidente do banco no país desde a saída de Ricardo Stern, em meados de 2008. Foi um período de transição, segundo definiu o próprio Aguzin.

O Brasil foi bem no teste: os resultados com o país foram positivos desde então. A instituição financeira prepara-se para ter lucro recorde neste ano no Brasil, segundo informou. No mercado interno, o J.P. Morgan está colocado como o 15º banco em ativos, segundo ranking do Banco Central de junho de 2009. Tem patrimônio líquido de referência de R$ 1,5 bilhão no país, mas contabiliza empréstimos externos em dólar em Nova York.

Os resultados positivos ajudaram a levar Aguzin ao conselho mundial do banco de investimento e deverão fortalecer ainda mais a posição do Brasil na instituição financeira. O grande número de visitas de integrantes do primeiro escalão do banco ao país mostram que o Brasil está mesmo na moda. Hoje está em São Paulo Heidi Miller, uma das mulheres mais poderosas de Wall Street, responsável global pela área de Treasury & Securities Services (TSS), que inclui custódia, gestão de caixa para clientes e linhas de comércio exterior, entre outros serviços.

É nesta área de TSS, sob o comando de Leonardo Lima na América Latina, que o banco americano está apostando grande parte de suas fichas. Acaba de se tornar, por exemplo, o custodiante do ADR (recibos de ações de empresas brasileiras negociados em Nova York) do Santander Brasil. "Queremos dar especial atenção às multinacionais brasileiras que estão comprando ativos no exterior e pretendem ter um caixa centralizado", afirma.

Também Jacques Nasser, que cuida do J.P. Morgan One Equity, fundo de participações em empresas (private equity) do banco, veio ao Brasil há poucas semanas em busca de oportunidades de investimento. O próprio presidente mundial James Dimon esteve no mês passado no Brasil.

Dimon é considerado um destaque em meio ao terremoto que abalou Wall Street, pois o J.P. Morgan Chase foi um dos bancos que menos perdeu, mesmo após a compra do Bear Stearns, no início de 2008, com a ajuda do Fed, banco central americano. Acabou abocanhando depósitos de seus concorrentes, além de ter ampliado sua participação no mercado de banco de investimento. É esse balanço positivo mundial que o banco quer capitalizar no país.

"Nossa base de clientes ainda é tímida e vamos ampliá-la certamente", conta o engenheiro civil Berquó, que já teve passagem pelo Citigroup e pelo ING e veio da área de gestão de fortunas do próprio JP Morgan em Nova York, cidade na qual reside há mais de dez anos. Sua ideia, segundo ele, é dar continuidade ao trabalho de "Gucho".

A área de banco de investimento no Brasil, sob o comando de Daniel Darahem e Patrícia Moraes, tem apresentado desempenho muito positivo. Os dois assumiram também em meados de junho do ano passado, com a saída de Ricardo Stern, e estão conseguindo receitas crescentes, após fazer operações de captação externa de dívida para empresas brasileiras como Petrobras e Gerdau e a emissão pública inicial de ações da Visanet, em meados de 2009.

É na área de corporate banking que o J.P. Morgan vai querer atingir um total de 200 empresas clientes, fornecendo crédito, derivativos e serviços de gestão de caixa. Em gestão de recursos de terceiros, o banco quer oferecer produtos locais para clientes institucionais nacionais e estrangeiros e produtos estrangeiros para clientes locais, segundo definiu Berquó, que ainda procura o executivo para cuidar da gestora. "Ele deverá vir do próprio banco", afirma. A intenção é dobrar o time local da instituição, hoje com cerca de 350 pessoas.

Presente no Brasil desde a década de 60, o J.P. Morgan abriu um escritório local de representação em 1966, enquanto o Chase Manhattan iniciou suas atividades no país em 1960, por meio do Banco Lar Brasileiro. No início dos anos 2000, logo após a compra do brasileiro Patrimônio, o Chase Manhattan e o J.P. Morgan se tornaram um só.

SLW traça cinco sugestões de ações para a primeira semana de dezembro


Por: Equipe InfoMoney
01/12/09 - 08h15
InfoMoney

SÃO PAULO - A corretora SLW apresentou sua carteira recomendada para a primeira semana de dezembro, destacando as expectativas para a divulgação do Non Farm Payroll - índiceque mostra o número de empregos gerados na economia norte-americana, excetuando-se na agricultura e pecuária - que deve mostrar uma desaceleração no número de eliminação de vagas.

Os analistas também comentaram a tensão vinda de Dubai. Na última semana, o Dubai World, conglomerado dos Emirados Árabes, pediu a extensão de seis meses para o pagamento de suas dívidas, que atualmente somam US$ 59 bilhões.

"Há possibilidade que esta questão seja resolvida. Isso só vai ser sabido mesmo em 14 de dezembro, quando vencem US$ 3,2 bilhões da dívida da holding de investimento do emirado. Além disso, espera-se que o emirado Abu-Dabi possa socorrer o fundo, já que possui um fundo soberano de US$ 600 bilhões", destacaram os analistas.

Na semana anterior, a carteira sugerida apresentou alta de 2,67%, desempenho melhor que o do Ibovespa, que registrou valorização de 1,14% no período. Frente ao portfólio anterior, a SLW substituiu os papéis de Cosan pelas
açõesda CSN.

Confira as recomendações:


Empresa
Código
Preço Justo
Upside*
TAM
TAMM4
R$ 34,00
13,56%
Pão de Açúcar
PCAR5
R$ 59,21
7,65%
CSN
CSNA3
R$ 63,70
8,83%
Fertilizantes Heringer
FHER3
R$ 16,07
54,51%
Marcopolo
POMO4
R$ 7,47
17,63%


*Potencial de valorização com base na cotação de fechamento do dia 27 de novembro

CSN

A SLW justificou a troca das ações da Cosan pela CSN devido ao bom resultado previsto para o último trimestre, tanto pela evolução nas vendas de aço como de minério de ferro. "Observamos que na semana passada, o preço de suas ações ordinárias não mostrou o mesmo comportamento altista que as demais ações do setor registraram na BM&F Bovespa e isto nos leva a acreditar que em breve esta ação poderá mostrar uma correção", disse a SLW.

TAM

Segundo os analistas, a relação entre a TAM e a
GOLtem favorecido a última, abrindo oportunidade para as ações da primeira se recuperarem no curto prazo. Além disso, o cenário para o setor vem melhorando, em especial para o mercado interno.

Pão de Açúcar

Tendo em vista o sólido resultado divulgado no terceiro trimestre deste ano e a expectativa de que o desempenho das vendas seja forte neste natal, os analistas recomendaram o posicionamento nas ações da companhia.

Fertlizantes Heringer

Com desempenho superior ao
Ibovespana semana passada, as ações da companhia deverão manter o bom desempenho nesta semana, apostam os analistas. "O cenário para fertilizantes mudou bastante e a partir do terceiro trimestre já foi possível verificar a recuperação do setor, que deve se estender também no último trimestre do ano" destacou a corretora.

Marcopolo

"Estamos sugerindo posicionamento em ações da Marcopolo em função da substancial melhora de cenário para as atividades da empresa" aponta a SLW, afirmando que, com a retomada dos pedidos, o pior já passou para a companhia.

CVM revela investigação sobre aquisição da GVT por parte da francesa Vivendi


Por: Vitor Silveira Lima Oliveira
01/12/09 - 07h33
InfoMoney

SÃO PAULO - A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) comunicou ao mercado na última segunda-feira (30) que realiza investigação sobre a aquisiçãoda GVT (GVTT3)pela Vivendi, anunciada em 13 de novembro.

De acordo com o órgão regulador do mercado brasileiro de ações, surgiram dúvidas sobre a capacidade das contrapartes da
empresafrancesa em honrar as opçõesde compra referidas nas informações prestadas pela adquirente ao mercado.

Inicialmente, a Vivendi comprou 37,9% do capital votante da GVT por meio da
negociaçãodireta com sócios fundadores da companhia, possuindo direitos sobre a aquisição de outros 19,6% do capital com direito a voto.

Que direitos?

Tais direitos teriam como contraparte a Tyrus Capital LLP, conforme aponta nota da Vivendi divulgada também no último dia. No entanto, os esclarecimentos prestados apenas confirmaram o nome da contraparte, as opções já exercidas e as ainda a serem exercidas, informações insuficientes na avaliação da CVM.

"A Vivendi não esclareceu, conforme determinado pela CVM, a
naturezados direitos do Tyrus Capital sobre as ações da GVT Holding, objeto das opções, nem forneceu esclarecimentos adicionais indispensáveis para a correta avaliação da situação pelo mercado", diz o comunicado postado no site do órgão.

Uma vez que até as 18 horas da última segunda-feira não haviam sido prestadas as informações, a CVM decidiu divulgar o comunicado ao mercado. As investigações prosseguem e novas informações serão divulgadas "em momento oportuno", diz a nota.

Utilizando seu conhecimento do passado, Buffett faz oito previsões para o futuro


Por: Equipe InfoMoney
30/11/09 - 21h00
InfoMoney

SÃO PAULO - Com a proximidade do ano novo e das tradicionais previsões sobre o futuro, nada melhor do que ouvir a voz de quem entende do assunto. O mega-investidor Warren Buffett - que enriqueceu fazendo previsões e colocando dinheiro nelas - traçou oito projeções, com a intenção de serem "atemporais", para a agência CNBC.

1. Recessões não podem ser evitadas

Em 2007, Buffett acertou ao prever que se o desemprego aumentasse muito, a economia norte-americana entraria em recessão. No entanto, afirmou que isso é normal, sendo parte da natureza do capitalismo ter recessões periódicas. Buffett disse ainda que é jovem o bastante para esperar mais seis ou sete delas - o investidor tem 81 anos.

2. Nós sobreviveremos às recessões atuais e futuras, como sobrevivemos aos problemas do passado

Lembrando que o país superou problemas da magnitude da Segunda Guerra Mundial, bomba atômica e Grande Depressão no século 20, Buffett afirmou que "vivemos em uma economia maravilhosa (...) e as pessoas vivem sete vezes melhor que a média há um século".

3. Recessões criam oportunidades

Buffett afirma que suas melhores compras foram feitas em 1974, em uma época de pessimismo devido ao choque de petróleo. "Mas as ações estavam baratas", lembrou o investidor.

4. Nem todas ações ficarão baratas

Comparando o mercado com um jogo de beisebol, o mega-investidor afirma que ao
investirvocê não precisa "fugir dos arremessos" , podendo apenas "observá-los cair ou subir". Buffett lembra que um investidor de sucesso espera a melhor ação, ao melhor preço, mas isso não acontece todos os dias.

5. A multidão cometerá erros

Citando um conselho de Benjamin Graham, investidor que morreu em 1976 e é considerado por Buffett seu mentor, afirma que estar certo ou errado não está ligado às pessoas concordarem ou não com você, mas aos fatos e razões estarem certos.

6.
Investidoresvão se equivocar pensando que uma queda dos preços das ações é ruim
Comparando o
mercado acionário com o mercado de bens, Buffett usou a metáfora do preço de um produto - como um hamburger do McDonald's - para dizer que um preço mais baixo deve levar o investidor a pensar eu está comprando algo mais barato hoje - e não lamentar que pagou mais caro no passado.

7. Bons tempos induzem a más decisões

Em carta aos acionistas de sua holding Berkshire Hathaway em 2000, Buffett usou a metáfora da Cinderela para explicar a lógica de quem compra muito quando os preços estão altos - na sua visão, investidores que continuam especulando em companhias que têm valuations muito acima do que seu caixa projeta para o futuro, e não conseguem "perder um minuto da festa".

8. Haverá outra "festa selvagem, seguida de outra ressaca dolorosa"

Analisando a bolha da internet, Buffet avalia que o mundo ficou louco e "o que aprendemos com a história é que as pessoas não aprendem com a história".

Vale contrata linha de crédito à exportação de US$ 300 milhões na Indonésia


Por: Equipe InfoMoney
30/11/09 - 20h53
InfoMoney

SÃO PAULO - A Vale (VALE3, VALE5) anunciou, nesta segunda-feira (30), a contratação de uma linha de crédito no valor de US$ 300 milhões junto a instituições financeiras japonesas para a construção de uma usina hidroelétrica na Indonésia.

A usina de Karebbe integrará, junto com dois outros projetos hidroelétricos, o programa energético para as operações da mineradora brasileira no país. Com investimento total estimado em US$ 410 milhões, a planta deverá iniciar sua atividade no primeiro semestre de 2011.

"Esse projeto faz parte dos nossos esforços de reduzir custos de forma permanente, já que substituirá energia termoelétrica de custo mais elevado em uma operação intensiva no consumo de energia" afirmou, por fim, a administração da companhia.

Brascan eleva preço-alvo de ações da AES Tietê e mantém recomendação outperform


Por: Equipe InfoMoney
27/11/09 - 12h48
InfoMoney

SÃO PAULO - A Brascan Corretora elevou o preço-alvo para as ações da AES Tietê (GETI4) após rever suas premissas sobre a empresa. A estimativa de preço para os papéis da empresa é de R$ 25,21 no final de 2010, o que representa um potencial de valorização de 30,5% frente ao último fechamento (R$ 19,32).

"Atualizamos nosso modelo para a AES Tietê com o objetivo de incorporar as novas premissas macroeconômicas, os últimos números divulgados pela empresa, relativos ao terceiro trimestre, a alteração do risco-país e a mudança do preço-alvo, de dezembro de 2009 para dezembro de 2010", comentam.

Com a melhora do preço-alvo das ações da AES Tietê, a corretora manteve sua recomendação "outperform" (desempenho acima da média) para os papéis da empresa.

Premissas

De acordo com a Brascan, as premissas em relação ao volume de energia da AES Tietê incluem uma capacidade atual instalada de 2.651 MW, o que corresponde a uma energia assegurada de 1.275 MW médios.

Contudo, a corretora afirma que não embutiu nos números "a obrigação da expansão de 15% da capacidade instalada da AES Tietê, ou a contratação de energia proveniente de novos projetos instalados no Estado de São Paulo, conforme prevê o edital de privatização da companhia".

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