Últimas 100 Atualizações do Website via Twitter:

Pesquise todo o conteúdo do website Horus Strategy abaixo:
Loading

terça-feira, dezembro 29, 2009

Bom dia ADVFN 29.12.09 - O que esperar nos últimos pregões deste ano

Notícias em destaque

Agenda do investidor para esta terça-feira

No Brasil a Fundação Getulio Vargas divulga o IGP-M de dezembro. O Índice Geral de Preços ? Mercado é comumente utilizado na correção de contratos de aluguel e indexador de tarifas como energia elétrica. O Banco Central publica a Nota de Política Monetária com os dados sobre a evolução dos agregados monetários (papel moeda, depósitos, câmbio entre outros) e operações de crédito do sistema financeiro. Nos Estados Unidos a Conference Board divulga o Índice de Confiança do Consumidor de dezembro. A Standard & Poor?s divulga os Preços de Imóveis Residenciais com referência de outubro.

Déficit nas contas públicas explode em 279%

Até outubro deste ano o déficit público nominal (todas as despesas, inclusive juros, menos todas as receitas) cresceu de R$ 36,4 bilhões para R$ 137,9 bilhões, aumento de 279%, saltando de 1,27% para 4,61% do PIB no período. Era intenção do governo em 2008, antes da crise estourar, zerar o déficit até o final de 2010.

O que esperar nos últimos pregões deste ano

Os analistas acreditam que nas próximas sessões até o final deste ano não deverá mais haver muita volatilidade e com volume de operações muito reduzido. O índice Ibovespa após iniciar a sessão com alta mais expressiva foi reduzindo os ganhos ao longo do dia, mas mesmo assim fechou em alta de 0,46%, totalizando 67.901 pontos. Nos EUA o dia foi mais volátil, mas os índices Dow Jones e S&P 500 conseguiram encerrar o dia positivamente. Hoje pela manhã as bolsas asiáticas encerraram a sessão com leve valorização e as principais bolsas européias iniciam o dia em campo positivo.

Marcadores:

Bookmark and Share

Notícias do dia 29.12.09

CVM divulga resultado de processos administrativos com multas até R$ 796 mil

Por: Livia Teixeira
28/12/09 - 20h08
InfoMoney

SÃO PAULO - A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) divulgou os resultados do Processo Administrativo Sancionador (PAS) dos dias 1, 8 e 15 de dezembro. As penas vão de advertências até multas no valor de R$ 796 mil àqueles que desempenharam atividades irregularmente.
Foram julgadas três pessoas jurídicas e 23 pessoas físicas. Os acusados ainda podem recorrer ao Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional. Veja abaixo a relação:
Nome Penalidade
Rachel Alves Rodrigues Advertência
Ailton de Abreu Multas de R$ 65 mil
Sérgio Alexandre Machline Multa de R$ 70 mil
Herculano José Pereira Ramos Multa de R$ 35 mil
Carlos Alberto Machline Multa de R$ 25 mil
Paulo Ricardo Machiline Multa de R$ 25 mil
José Maurício Machiline Absolvido
Gilberto Renaux Multa de R$ 300 mil
Íris Renaux Piragibe Multa de R$ 300 mil
Paulo Renaux Multa de R$ 300 mil
Vladimir Estanislau Walendoswsky Multa de R$ 300 mil
Hyposwiss Banco Privado S.A. Multa pecuniária de R$ 300 mil
Silvio Tini de Araújo Multa pecuniária de R$ 796,4 mil
Carla Cico Multa pecuniária de R$ 300 mil
Paulo Pedrão Rio Branco Multa pecuniária de R$ 100 mil
Amaro Santana Leite Multa de R$ 30 mil
Antenor Gomes de Barros Leal Filho Multa de R$ 30 mil
Moacir Jerônimo dos Santos Júnior Multa de R$ 30 mil
Sérgio Chesini Multa de R$ 30 mil
Carlos Wiethaeuper Multa de advertência
Erni Wiethaeuper Multa de advertência
Maria Teresa Cengiarotti Variola Multa de advertência
Confidelity Asset Management Ltda. Multa de R$ 50 mil
André Luiz Garcia Barboza Multas de R$ 50 mil e R$ 100 mil
Prosper S.A. CVC Multa de 150 mil
Marcelo Vieira da Silva de Oliveira Costa Multa de R$ 150 mil


Bradesco aposta nas pequenas para crescer

José Guerra

SÃO PAULO - Iniciando 2010 como o terceiro maior banco do País em ativos, o Bradesco, que em 2009 assegurou presença em 100% dos municípios brasileiros, passa a focar em agilizar o processo de concessão de crédito para dar prosseguimento à sua estratégia de crescer organicamente, ou seja, sem adquirir outras instituições.

A projeção do banco é expandir sua carteira de crédito dentro do previsto para o mercado em geral, entre 20% e 25%, com igual crescimento no volume de ativos. Para conseguir isso na pessoa jurídica, a instituição deve apostar em pólos locais de produção, por meio do chamado Apoio à Produção Local (APL). "Acreditamos muito na expansão da pequena e média empresa. Por meio das APL, vamos intensificar esse apoio. Franca e Birigui (SP), por exemplo, são grandes produtores de calçados, e iremos apoiar a atividade. O mesmo acontecerá em outras regiões", explica o diretor da área de Empréstimos e Financiamentos do Bradesco, Nilton Pellegrino. "Estamos trabalhando forte para financiar toda a cadeia produtiva", completa. Além disso, conta, a instituição está criando "supervisores" para atender às empresas de menor porte. "O objetivo é prestar informações técnicas, facilitar e agilizar o acesso a crédito", diz. Ao fim do terceiro trimestre de 2009, a instituição contabilizava R$ 428,911 bilhões em ativos, contra R$ 592,845 bilhões do Itaú Unibanco e R$ 669,904 bilhões do Banco do Brasil.

Segundo o executivo, a instituição está preparada para atender a "grandes demandas" no próximo ano. O Bradesco também se prepara para atuar em um mercado mais competitivo, em que as margens de lucro serão menores. "Temos caixa para suportar esse cenário em que os prazos serão maiores e as taxas, menores. Também temos uma grande capacidade de alavancagem, pelo índice de Basileia atual, de 17,7%, que nos permite conceder mais R$ 200 bilhões em empréstimos", justifica.

Analistas de mercado já projetam um 2010 como ano do crédito para a pessoa jurídica. Isso porque a capacidade de endividamento da pessoa física já estaria bastante baixa, uma vez que a economia nacional, em 2009, foi puxada pelo consumo interno e pelos empréstimos a esse segmento. No outro lado, no entanto, as empresas adiaram planos de expansão e investimentos. Com a recuperação da economia, aliada a uma projeção de crescimento do País na casa dos 5%, a pessoa jurídica, principalmente as pequenas e médias empresas, devem desengavetar projetos e voltar a crescer.

Pessoa física

Na pessoa física, a instituição também se esforça para aumentar o volume de crédito concedido. Uma das ações é disponibilizar crédito pessoal direto nos terminais de autoatendimento (ATM), com prazo de até 40 meses. "Estamos trabalhando os limites pré-aprovados, para que o cliente possa se atender. Conseguimos incremento de R$ 8 bilhões nos limites aprovados, totalizando R$ 20 bilhões na pessoa física", conta Pellegrino.

As perspectivas de crescimento do crédito imobiliário também fizeram o banco criar ações especiais para facilitar e agilizar o acesso a esses empréstimos. Para isso, o Bradesco irá criar centrais para atender especificamente o financiamento habitacional. "Para aumentar a competitividade, a instituição precisa ser ágil e facilitar o acesso." Por meio das centrais, o objetivo é diminuir a quantidade de documentos necessários para conseguir a aprovação do financiamento, diminuindo o período de aprovação.

Segundo dados do Banco Central, até outubro, o crédito habitacional no País tinha uma carteira total de R$ 85,263 bilhões, um crescimento de 35% em 2009. No entanto, esse tipo de empréstimo representa menos de 3% do Produto Interno Bruto Nacional (PIB). Essa baixa representatividade do setor, aliada ao déficit habitacional existente no País, dá a essa linha a perspectiva de ser uma das de maior potencial de crescimento nos próximos anos, podendo chegar a 10% do PIB em um prazo de cinco anos, segundo projeções do mercado.

Nessas ações programadas, o grande alvo do banco na pessoa física são as classes de menor renda. "Ainda existe um potencial de crescimento bastante grande", justifica Pellegrino, "e, nossa preocupação de estar presentes nos 5.554 municípios brasileiros com alguma representação do Bradesco facilita a inclusão bancária dessa parcela da população", completa.


Banco Central muda legislação

O Banco Central anunciou ontem mudança nas regras de cálculo e divulgação de informações sobre exposição a riscos pelos bancos.

Redecard perde 2,8 milhões de vendas e lojistas cobram a pane

Vanessa Adachi, de São Paulo
29/12/2009

Justamente quando começava a corrida pela concorrência no setor de credenciamento de lojas para uso de cartões de crédito e débito, a Redecard, controlada pelo Itaú, queimou a largada. A pane que tirou a rede da empresa do ar durante quase cinco horas no dia 24 de dezembro fez mal à sua imagem e enfureceu os lojistas, ou seja, os clientes pelos quais a empresa terá que brigar a partir de 2010, quando o segmento de credenciamento de lojas e processamento de transações estará sujeito à competição, com o fim da exclusividade de bandeiras. Com a pane, a Redecard estima ter deixado de processar 2,8 milhões de transações, sendo 1,2 milhão com cartões de débito e 1,6 milhão no crédito. Fechou o dia 24 com um saldo de 11,2 milhões de transações feitas. A Cielo, antiga VisaNet, controlada pelo Bradesco e pelo Banco do Brasil, comemora.
"Não à toa a rede concorrente bateu recorde atrás de recorde", admitiu Roberto Medeiros, presidente da Redecard, que ontem tentava antecipar seu regresso ao Brasil, interrompendo passeio com a família em Nova York. Às 16 horas (de Brasília), Medeiros estava embarcado em um voo para Miami, de onde tentaria outro para São Paulo. "Estou tentando voltar para estar junto da equipe, mas os voos estão lotados", disse, antes que a comissária de bordo pedisse que desligasse o celular.
Medeiros espera ter em mãos hoje ou amanhã o resultado da apuração da causa da pane, conduzida por auditoria independente. Segundo ele, o problema foi na rede de transmissão de dados, que ficou saturada e falhou em transmitir as informações. "Por volta das 12 horas do dia 24 começamos a identificar problemas na rede de dados. Até aquele momento, vínhamos batendo recorde atrás de recorde, minuto a minuto", disse. Segundo Medeiros, os sistemas de contingência, espécie de rotas alternativas, também não funcionaram como deveriam. Ele não acredita que a falha tenha sido interna. A rede de dados é terceirizada, operada por empresas de telefonia, como Embratel, Telefônica e Oi. "Estamos fazendo uma auditoria completa e vendo se foi ou não um problema com as operadoras."
As mais afetadas foram as maquininhas que ficam nas lojas, os chamados POS, que representam metade do volume de negócios da Redecard. Cerca de 80% dos POS tiveram falhas entre meio-dia e 16h40. Os chamados PDVs, terminais acoplados aos caixas de supermercados, farmácias e grandes redes de varejo, que respondem pela outra metade das vendas, tiveram o problema resolvido mais rapidamente, segundo Medeiros.


Crise provocou a recessão mais forte de 28 anos, garante a FGV

PanoramaBrasil

SÃO PAULO - A recessão na economia brasileira causada pela crise financeira internacional foi a mais intensa em períodos trimestrais dos últimos 28 anos. A análise é do Comitê de Datação de Ciclos Econômicos (Codace) da Fundação Getúlio Vargas (FGV). De acordo com levantamento a economia brasileira encolheu em média 1,9% por trimestre, durante o período de recessão - desde setembro do ano passado. Este recuo foi quase três vezes mais forte que o da redução média trimestral registrada na mais longa recessão brasileira, que durou 11 trimestres, entre 1989 e 1992 e cuja média trimestral foi de 0,7%. "Essa recessão foi, sem dúvida, mais curta, durou apenas dois trimestres. Mas com certeza foi mais forte do que a do período Collor", disse o economista e integrante do comitê, Regis Bonelli.

O comitê fez uma cronologia trimestral dos ciclos de negócios brasileiros desde o primeiro trimestre de 1981 até o primeiro trimestre de 2009. Neste período, foram identificados oito períodos recessivos e sete períodos de expansão econômica. Nas sete recessões anteriores à mais recente, finda este ano, a redução trimestral média do PIB brasileiro foi de 0,8%.

A FGV também identificou o período de crescimento econômico mais longo, de 21 trimestres, entre 2003 e 2008. O bom momento da economia brasileira foi interrompido pela chegada do período mais agudo da crise global. "Foi um período de muita incerteza, de muito medo. A gota d'água foi a falência do [banco norte-americano] Lehman Brothers [em setembro de 2008]", comentou Bonelli.

"Mas a recessão, na prática, foi eminentemente uma recessão industrial. A indústria foi o setor mais afetado", comentou Bonelli. Ele lembrou que o Produto Interno Bruto (PIB) industrial caiu 12,2% nos dois trimestres de recessão, o que equivale a uma queda média de 6,3% no PIB industrial por trimestre, no período. "Foi uma queda bem mais intensa do que a do setor de serviços, por exemplo, cujo PIB caiu 0,6% em média, nos dois trimestres de recessão", comentou.

Agora, a grande questão para Bonelli é quando a economia brasileira voltará a registrar "picos" de expansão. O último ponto de "auge" no crescimento econômico, segundo o comitê, foi registrado no terceiro trimestre do ano passado. "Essa é a pergunta de um milhão de dólares", disse, comentando que a economia brasileira apresentou, nos segundo e terceiro trimestres deste ano, crescimento médio de 1,2%.

Segundo estudo divulgado ontem pela Fundação Getulio Vargas, a retração da economia registrada entre o fim de 2008 e início de 2009 foi a mais intensa em quase três décadas.


29/12/09 - 00:00 > POLÍTICA ECONÔMICA

Importações devem crescer mais que exportações em 2010

PanoramaBrasil

SÃO PAULO - As exportações brasileiras deverão atingir em torno de US$ 170,7 bilhões no próximo ano, com crescimento de 12% em comparação ao resultado de US$ 152,4 bilhões projetado para 2009, de acordo com previsão divulgada pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB).

Em contrapartida, as importações deverão aumentar cerca de 24% por causa da taxa de câmbio e do crescimento interno, considerando uma elevação de 5% do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma dos bens e serviços produzidos no país. Isso levará a um superávit de US$ 12,2 bilhões na balança comercial. O resultado representará uma queda de 48,9% em relação ao saldo de US$ 23,9 bilhões estimado para 2009.

O vice-presidente da AEB, José Augusto de Castro, afirmou que com o aumento de 12% nas exportações e de 24% nas importações, o comércio exterior, em 2010, vai oferecer uma contribuição negativa para o crescimento do PIB. O impacto da balança será de um a 1,5 p. p. negativo.

Castro avaliou que, mais uma vez, o Brasil vai continuar dependendo das commodities , porque, com a atual taxa de câmbio os produtos manufaturados não têm competitividade. Eles vão lutar apenas para manter os parâmetros atingidos em 2009.

Segundo Castro, o Brasil depende 70% das cotações das commodities. Se elas se comportarem como ocorre atualmente, o cenário será de superávit comercial. Se, ao contrário, for registrada queda nas cotações, em especial nos complexos soja e de minérios, poderemos até ter uma surpresa de ter um déficit comercial. Vamos depender muito das cotações das commodities.

De acordo com ele, há duas dúvidas em relação ao comércio exterior brasileiro em 2010. Uma delas se refere soja, porque em 2010 devem coincidir três supersafras no Brasil, Argentina e Estados Unidos. Até agora, os preços estão mantendo a média de 2009, o que é bom para o Brasil. A confirmação das três supersafras, entretanto, pode ter um efeito negativo para o país.

A segunda dúvida diz respeito ao aço, já que há uma produção excedente de 500 milhões de toneladas em em todo o mundo sem impacto nos preços.

Bancos que mais acertam preveem inflação mais baixa

Karina Nappi

SÃO PAULO - As projeções das cinco principais instituições financeiras do País (Top 5) divergem da média geral dos economistas consultados pelo Boletim Focus do Banco Central (BC). De acordo com a divulgação do índice oficial de inflação (IPCA), o ano deverá fechar em alta de 4,31% e para 2010 a variação é de 4,43% na opinião do Top 5, enquanto para os analistas do mercado a expectativa é de alta de 4,28% em 2009 e no próximo ano deve atingir a meta de 4,5%. A variação, apesar de ser pequena nas duas análises anuais, aponta de que as instituições financeiras estão mais realistas e otimistas.

No levantamento anterior do Boletim Focus, as estimativas dos analistas financeiros de inflação oficial se situavam em 4,29%.

Em contrapartida, o comportamento dos IGPs desde o último Relatório de Mercado permaneceram estáveis do ponto de vista do Top 5, ante a manutenção de queda do mercado em geral. Nesta leitura semanal, a projeção para 2009 igualou-se, o IGP-M marcou 1,41% ao ano. Houve diferença, no entanto, na previsão para 2010. A expectativa do mercado é o centro da meta de inflação, em 4,5%, e o Top 5 aponta para 4% no mesmo período.

Segundo analistas consultados pelo DCI, o mercado continua a se surpreender com relação aos IGPs, que prometiam uma inversão no cenário deflacionário.

"A projeção das instituições econômicas - Top 5 - estão mais corretas que a do mercado no geral. A média geral está mais otimista; no fundo, quem mais acertou acredita numa deflação maior", explicou o analista da Tendências Consultoria, Bernardo Wjuniski.

"No Top 5, para nós, há mais coerência, uma vez que esperamos números mais negativos do que as duas projeções. O IGP-M ao ano terá queda de 1,6%", disse Thais Zara, economista-chefe da Rosenberg & Associados.

De acordo com a pesquisa, realizada com cerca de cem instituições financeiras, para 2009 a perspectiva é de deflação de 1,30% pelo IGP-DI e de alta de 3,78% pelo IPC da Fipe. O Boletim Focus trouxe ainda que, para o mês final de 2009, o IPCA deve aumentar 0,34%, levemente abaixo dos 0,35% previstos no levantamento anterior.

O IPC-Fipe deve subir 0,31%, enquanto o IGP-DI e o IGP-M devem ter ligeira alta de 0,01% e 0,05%. Em janeiro de 2010, tanto IGP-DI como IGP-M devem marcar 0,35% de elevação, mesmas previsões da semana retrasada. A estimativa para o IPCA passou de 0,49% para 0,53% e a do IPC-Fipe ficou estável em 0,55%.

PIB

O mercado financeiro elevou levemente a perspectiva de crescimento econômico em 2010. Agora, a previsão é de expansão de 5,08%, pouco acima dos 5% projetados na última leitura.

Para 2009, a previsão ficou praticamente estável, com aposta em retração depois que o IBGE revisou os dados acumulados deste ano. Os analistas esperam contração de 0,22% no Produto Interno Bruto (PIB), contra estimativa de recuo de 0,23% vista no boletim anterior.

"A economia do País tende a ser muito boa em 2010. Já em 2009 tende a manter uma trajetória observada, ou seja, não virá muito mais forte do que na última leitura, ficará na casa de 1,6%", afirmou Wjuniski.

A projeção para o ingresso de investimento estrangeiro direto (IED) ficou inalterada em US$ 25 bilhões para 2009 e em US$ 35 bilhões para 2010.

Para a conta corrente, a estimativa de déficit piorou para ambos os anos. Em 2009, passou de US$ 18,20 bilhões para US$ 19,05 bilhões. Para 2010, de US$ 40,35 bilhões para US$ 40,85 bilhões.

A produção industrial, segundo o Focus, deve encerrar 2009 com baixa de 7,62%, mas deve crescer 8% no ano que vem.

O indicador mostra ainda que a balança comercial deve recuar para US$ 24,57 bilhões este ano e para 2010 o valor é de US$ 11,65 bilhões. Na leitura anterior, os valores eram US$ 25 bilhões e US$ 11,3 bilhões, respectivamente.

Para o câmbio, a estimativa é de que o dólar encerre 2010 a R$ 1,75. Esse ano, deve terminar a R$ 1,74. Para janeiro de 2010, a projeção é de R$ 1,72.

Diretor considera acordo no caso AmBev inoportuno

De São Paulo
29/12/2009

O diretor da CVM Eli Loria, relator do processo do caso AmBev, foi contra a celebração do acordo. Ele citou uma lista de argumentos para classificar a proposta como "inconveniente e inoportuna". Loria ressalta que o documento foi entregue fora do prazo, que a acusação indica a existência de prejuízos a indenizar sem que a proposta aborde tal aspecto, que as infrações imputadas são graves e que não há economia processual para a autarquia.
Conforme a deliberação nº 390, que regula os termos de compromisso, os acusados devem entregar a proposta no máximo 30 dias após a apresentação de sua defesa. Há previsões de exceção em caso de "oferta de indenização substancial aos lesados pela conduta objeto do processo" e de "modificação da situação de fato existente quando do término do referido prazo". Para Loria, nenhum desses requisitos teria sido preenchido.
O mesmo argumento foi usado pelo diretor para se contrapor ao acordo com o Credit Suisse em investigação sobre uso de informação privilegiada sobre a Embraer. Na ocasião, a maioria do colegiado aprovou a proposta, que previu o pagamento de R$ 19,2 milhões.
Loria argumentou que o CS não justificou o atraso e mencionou o fato de não haver prejuízos individualizados a indenizar (o que só é possível via termo de compromisso), nem economia processual.
Nos processos tradicionais, os acusados podem ser condenados a pagar até três vezes o valor do ganho obtido ilegalmente, 50% do valor da emissão ou multa limitada a R$ 500 mil. Outras punições não financeiras são inabilitação, suspensão ou cassação de direitos dos envolvidos. (FT)

Campo atrai um terço do investimento estrangeiro

Mauro Zanatta, Fabiana Batista e Alda do Amaral Rocha, de Brasília e São Paulo
29/12/2009

O interesse externo pelo agronegócio aumentou e se materializou no ingresso de US$ 46,9 bilhões. Quase um terço dos investimentos estrangeiros diretos (IED) feitos no país entre 2002 e 2008 se destinaram a atividades ligadas ao campo. O interesse externo pelo agronegócio aumentou e se materializou no ingresso de US$ 46,9 bilhões - 29,5% do IED total -, revela estudo inédito do Banco Central. Em 2009, apesar da crise e do arrefecimento da febre das commodities, algo entre US$ 5 bilhões e US$ 7 bilhões vieram ao país com a mesma finalidade.
A maior parte dos investimentos foi para a ampliação das operações da agroindústria fornecedora de insumos. A compra de terras avançou. Nos 11 Estados responsáveis por 90% dos registros, há 1.396 municípios com comunicado oficial de terras compradas por estrangeiros. Em 124 desses municípios, metade das áreas de médias e grandes propriedades está em nome deles, que, no total, têm a posse de 3,6 milhões de hectares nas regiões Sul e Centro-Oeste, além de São Paulo, Minas, Bahia, Pará, Tocantins e Amazonas.
Os alvos são o grande potencial das terras para produzir commodities e matérias-primas para biocombustíveis, além da própria valorização das propriedades, como mostram as recentes incorporações das usinas da Santelisa Vale pela francesa Louis Dreyfus e do grupo Moema pela americana Bunge. Na moagem da cana, a fatia estrangeira dará em 2010 um salto de 8 pontos percentuais, para atingir 20% do total.
Fundos de investimentos e de hedge são os mais ativos na compra de terras brasileiras, avalia o professor Dung Nguyen, da Universidade de Pittsburgh (EUA), um especialista no assunto. "O interesse não é tanto de ir para o Brasil produzir alimentos, mas investir em terras com a expectativa de que elas se valorizem". O estudo do BC aponta que quanto maior o IED na agroindústria, menor o valor da produção agropecuária - quando a concentração agroindustrial aumenta e o poder das empresas cresce, os ganhos dos produtores diminuem.

Desafio para os EUA em 2010 é tirar a economia da UTI

Sudeep Reddy, The Wall Street Journal
29/12/2009

Em geral, os economistas que fazem previsões esperam que 2010 seja um ano de crescimento econômico modesto nos EUA, coisa de 3%, bem melhor que nos dois anos anteriores. Mas isso não basta para levar o desemprego, o maior problema que ainda ameaça a economia, ao nível de antes da recessão.

As previsões quase sempre erram em alguns aspectos; a questão é: quais? Muito depende de quantas contratações as empresas farão. Aqui há três grandes variáveis.

O investimento das empresas está para se recuperar. Mas vai?
A fuga de consumidores espantados pela crise econômica levou a uma retração ainda maior por parte de empresas. Os gastos de capital caíram nesta recessão mais que em qualquer outro período desde a Grande Depressão dos anos 30. Isso quer dizer que ainda há muito o que se recuperar, se as empresas ficarem mais confiantes. Os balanços das empresas parecem promissores, de modo geral. Os lucros estão em alta, o custo do capital está baixo e a produtividade está forte.
As empresas têm abundância de fundos para financiar investimentos. O hiato financeiro corporativo, que reflete quanto as empresas precisam levantar, bateu em US$ 189 bilhões negativos no terceiro trimestre, depois de chegar a US$ 153 bilhões no período de abril a junho, segundo o Federal Reserve. Um hiato financeiro negativo significa que as empresas têm caixa para financiar seu gasto de capital.
"Ao contrário do setor familiar, o corporativo está em excelentes condições fiscais", diz Robert Barbera, economista-chefe da corretora Investment Technology Group. As empresas estão "gerando muito mais dinheiro do que elas estão usando para investir".
Uma recuperação sustentada dos gastos de capital não ocorrerá sem uma melhora modesta no consumo. Mas a demanda reprimida por parte das empresas, depois de elas terem cortado gastos profundamente este ano, poderia se provar fundamental para dar à economia americana a velocidade de que precisa para se recuperar.
Economistas estão contando com alguma melhora nos gastos de capital. Nesse campo, podemos ter uma surpresa boa em 2010.
O setor imobiliário vai sarar?
Os problemas no setor imobiliário nos EUA estão claramente diminuindo. Mas consumidores e construtoras têm muito pela frente antes de recuperar a confiança.
A profunda queda no preço dos imóveis levou consumidores a gastar menos, e os bancos, que têm esses mesmos imóveis como garantia dos financiamentos, a emprestar menos. Embora o pior da queda de preços pareça ter passado, espera-se que os preços das residências no país tenham só um pequeno ganho, se tanto, em 2010.
A principal razão para isso é que o preocupante salto das execuções judiciais está longe de acabar. No fim do terceiro trimestre, 4,5% dos empréstimos imobiliários entraram em processos de execução judicial, sendo que um ano antes havia sido 3%. Além disso, 9,6% de todos os empréstimos tinham ao menos uma prestação atrasada. Até que o emprego se recupere, vai ser difícil isso melhorar.
Tudo isso implica que mais casas estão chegando ao mercado, derrubando mais os preços. "Ainda há um excesso enorme de residências", diz Jim O'Sullivan, economista-chefe da MF Global. Como as casas estão mais acessíveis, "esse excesso vai diminuir com o tempo, mais ele ainda é gigantesco".
Muito da recente melhora em vendas se deve aos juros baixos do financiamento, possibilitado pelo fato de o Fed ter comprado esses créditos, e a um benefício fiscal para quem compra a casa própria. Ambos estão para expirar em meados de 2010. Quando isso acontecer, as vendas sofrerão um golpe.
Uma área do setor imobiliário pode ter alguma esperança. O investimento residencial caiu tanto durante a recessão que há pouco espaço para cair ainda mais.
As vendas de novas moradias em novembro foram 74% menores que o pico, em julho de 2005, e é improvável que voltem àquele nível nos próximos anos. Mas o estoque caiu para o menor nível desde 1971, de modo que a construção deve aumentar e contribuir para o crescimento da economia.
Após dois anos de turbulência, a visão mais geral entre especialistas em previsões é de uma pequena melhora no setor imobiliário em 2010. Para os preços de imóveis, o risco claramente é de queda, dadas as execuções judiciais crescentes. Mas a construção residencial, que parte de níveis muito baixos, tem boa chance de ser surpresa positiva para a economia em 2010.
A economia americana vai aguentar o final dos programas de apoio do governo federal?
O governo pôs a economia no respirador artificial na maior parte de 2009. Se a máquina for desligada em 2010, como previsto, há o risco de problemas marcantes.
A mistura de US$ 787 bilhões em gastos e cortes de impostos merece crédito por ter ajudado a estimular a economia - e a melhorar a confiança - no segundo semestre. Economistas do Goldman Sachs esperam que o estímulo fiscal vá continuar a inflar o crescimento, em termos anualizados, em dois pontos percentuais no primeiro semestre de 2010. No segundo, esse respirador vai parar.
Fora do mercado de trabalho, o maior ponto de interrogação é como consumidores e empresas responderão quando o apoio do governo minguar. Muitos consumidores compraram casas e carros a preços baixos em 2009 graças à ajuda do governo. Empresas obtiveram contratos de construções e créditos mais baratos graças ao apoio do contribuinte.
O Congresso e a Casa Branca, num ano eleitoral marcado por alto desemprego, estão planejando programas para estimular as contratações por parte das empresas, apoiar governos locais e aumentar os gastos em infraestrutura.
Mas correm o risco de acabar criando outros problemas, devido à alta do déficit. "Estamos chegando agora ao ponto em que o temor quanto à sustentabilidade fiscal está realmente se intensificando", diz o economista Michael Feroli, do J.P. Morgan Chase. "Reduzir a recessão tem um preço."
A história de 2010 pode bem ser de como a economia se deu quando o governo fechou a torneira. A expectativa generalizada é que o setor privado pegue o bastão, mas os riscos econômicos com o fim do apoio público são substanciais.

Fed propõe facilidades nos depósitos a termo para o setor financeiro

Por: Equipe InfoMoney
28/12/09 - 19h21
InfoMoney

SÃO PAULO - O Federal Reserve abordou nesta segunda-feira (28) algumas propostas de alteração na Regulação D, referente às exigências de reservas das instituições financeiras, que poderiam fornecer maior facilidade nos depósitos a termo e amenizar o forte volume de capital que circulo no setor financeiro.
Segundo comunicado do Fed, essas mudanças auxiliariam a drenar o excesso de capital do sistema financeiro quando a autoridade monetária dos EUA decidir dar início à estratégia de saída dos pacotes de estímulos econômicos concedidos durante a crise, o que resultou numa forte injeção de dinheiro do governo para estimular a economia local.
Com essa nova norma, o Federal Reserve realizaria o pagamento de juros sobre depósitos a termos realizados por instituições financeiras através de leilão. No entanto, o banco central dos EUA desvincula qualquer relação dessas sugestões com um possível aumento nas taxa básica de juro. "Esta proposta é um componente de um processo de planejamento prudente por parte do Federal Reserve e não tem implicações com as decisões de política monetária no curto prazo", completa o comunicado.

Cosan e ALL são destaque de alta após confirmação de investimentos

Por: Equipe InfoMoney
28/12/09 - 19h30
InfoMoney

SÃO PAULO – A segunda-feira (28) foi de alta para o Ibovespa, que encerrou o dia com uma alta de 0,46%, mas o pregão foi positivo sobretudo para as ações da Cosan (CSAN3) e da ALL (ALLL11), ambas figurando entre os destaques positivos do pregão, após confirmação de contratos de investimentos entre as empresas.
Logo pela manhã, a Cosan enviou nota ao mercado confirmando a validade de contratos celebrados entre sua controlada indireta, a Rumo Logística, e a ALL, acerca de investimentos sobre projeto logístico anunciado em março deste ano.
Desta forma, a Rumo compromete-se em aplicar cerca de R$ 1,2 bilhão na malha da ALL, que escoará por ferrovia o açúcar e outros derivados da Região Centro-Sul do País até o Porto de Santos. Entre os investimentos, estão a implementação de vias permanentes, pátios, vagões, locomotivas e terminais.
“Os contratos constituem um dos maiores planos de investimento privado em infraestrutura no Brasil, em especial no estado de São Paulo”, afirmou a Cosan.
Ações em alta
Em resposta à notícia, as ações ordinárias da Cosan fecharam o pregão com uma valorização de 2,95%, ficando entre as maiores altas registradas no dia pelos papéis que compõem o Ibovespa. Já as units da ALL encerraram a sessão com avanço de 3,56%.
No acumulado do ano, os papéis da Cosan registram uma alta superior a 117%, ao passo que a valorização dos ativos da ALL fica em pouco mais de 61%. O Ibovespa caminha para encerrar 2009 com ganhos em torno de 80,9%.

Maior ameaça para o Brasil é crescer acima dos 6,5% no próximo ano, diz Safra

Por: Valter Outeiro da Silveira
29/12/09 - 08h01
InfoMoney

SÃO PAULO – Para Cristiano Oliveira, economista-chefe do banco Safra, a maior ameaça para a economia brasileira é um crescimento acima dos 6,5% no próximo ano.
“Enquanto as estimativas ficarem entre 5,5% e 6,5%, ainda é possível que o Banco Central gerencie o problema entre crescimento e inflação”, disse Oliveira, durante entrevista à agência Bloomberg.
“Acima disso, será difícil”, completa o economista do Safra, que estima uma Selic próxima a 10,75% ao ano no final de 2010, dois pontos percentuais acima da mínima histórica atual, na casa de 8,75% ao ano.
Dólar pressionado em 2010
Oliveira acredita que as importações crescentes e a remessa de lucros para o exterior pelas multinacionais deverão elevar o déficit em conta corrente para “pelo menos US$ 54 bilhões”.
Por outro lado, os investimentos estrangeiros - diretos e indiretos – deverão ultrapassar a barreira dos US$ 62 bilhões, o que poderá resultar em uma valorização do real frente ao dólar para R$ 1,65 no final de 2010, completou o economista.
Por fim, Oliveira prevê avanço de 5,6% no PIB (Produto Interno Bruto) do próximo ano, após uma contração estimada de 0,2% em 2009.

Japan Airlines poderá entrar em processo de falência no próximo mês, diz jornal

Por: Valter Outeiro da Silveira
29/12/09 - 07h32
InfoMoney

SÃO PAULO – A Japan Airlines poderá entrar em processo de falência, a ser organizado pelo fundo ETIC (Enterprise Turaround Initiative Corporation) com recursos estatais, de acordo com notícia veiculada no jornal Asahi.
Segundo o periódico, a opção por uma concordata é a preferida do fundo responsável pela reestruturação, que possui acesso a uma linha de crédito com o Estado no valor de ¥ 1,6 trilhão e pode adquirir dívidas de afiliadas da companhia aérea.
Horizonte incerto, ações despencam
A despeito da preferência revelada, o fundo decidirá o destino da Japan Airlines apenas no próximo mês.
Contudo, respondendo aos temores de falência, os papéis da companhia aérea despencaram 8,3% em Tóquio – maior desvalorização em cinco semanas.

Construção vai liderar crescimento

Mãos à obra
Autor(es): Vicente Nunes
Correio Braziliense - 29/12/2009

Eventos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas estimulam o investimento em infraestrutura. Efeito multiplicador anima quase todos os setores

O diretor-executivo da Apex Engenharia, Eduardo Aroeira, foi obrigado a botar o pé no acelerador de seus projetos, pois o risco de perder negócios para a concorrência é enorme. “Nunca o mercado da construção civil esteve tão aquecido, nem mesmo antes da crise mundial. E o mais interessante é que as vendas de imóveis estão sendo puxadas pelas classes C e D — uma massa de 137 milhões de brasileiros —, que, historicamente, sempre foram alijadas do processo”, diz. Com a demanda fervilhando, o empresário teve que antecipar para 2009 todos os lançamentos previstos para 2010. “E vendemos tudo”, afirma. Agora, a ordem é adiantar o planejamento em dois anos. Ou seja, todos os empreendimentos programados para 2011 e 2012 serão ofertados no ano que se inicia. “Prevemos movimentar pelo menos R$ 144 milhões, quase o dobro de 2009”, ressalta.

A prosperidade dos negócios obrigou Aroeira a construir uma nova sede quatro vezes maior do que a antiga e a duplicar o número de funcionários. “Melhoramos a nossa capacidade de atendimento e aprimoramos a logística da empresa para agilizar as operações”, destaca. O caso da Apex é exemplar, pois reflete fielmente a lógica do crescimento. Se os negócios vão bem, o setor produtivo amplia os investimentos, aumenta a oferta de empregos e os salários sobem. “Com o crescimento econômico que se projeta para as próximas duas décadas, tudo indica que veremos um ciclo contínuo de investimentos, tanto por parte do setor privado quanto do governo, o que trará muitos ganhos para o país, desde, é claro, que o meio ambiente seja preservado”, afirma Cristiano Souza, economista do Banco Santander.

A perspectiva é de que apenas os desembolsos anuais para obras de infraestrutura cheguem a 7% do Produto Interno Bruto (PIB) a partir de 2011, com o próximo presidente da República empossado. Hoje, esses investimentos têm girado em torno de 3,8% do PIB, mas já tiveram um piso de 1,8%, em 1994, e um pico de 5,6% nos anos 1970. Três fatores sustentam projeção tão otimista: a Copa do Mundo de 2014, a Olimpíada de 2016 e o pré-sal, que vão se somar ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e ao Minha Casa, Minha Vida. “Com esses eventos, que terão repercussão econômica por vários anos, a taxa de investimento em relação ao PIB chegará a 25% (contra os atuais 17,7%)”, assegura o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Se confirmada, essa taxa será um fator a mais para sustentar a condição do Brasil de quinta maior economia do mundo, a ser alcançada nos próximos cinco anos.

Mapa
A Copa do Mundo demandará investimento de até R$ 155 bilhões. “Nós já temos mapeados R$ 99 bilhões”, conta o diretor comercial do Banco do Brasil (BB), Sandro Marcondes. “Serão R$ 86 bilhões em infraestrutura e mobilidade urbana”, detalha. Desse total, pelo que está prometido, o governo bancará R$ 24,7 bilhões, dos quais R$ 8 bilhões serão para melhorar o sistema de transportes nas 12 cidades-sede dos jogos. Outros R$ 6 bilhões devem ir para a reforma e a ampliação de aeroportos, R$ 5,4 bilhões para o segmento de turismo, R$ 4,8 bilhões para reformas e construção de estádios e R$ 500 milhões para a melhoria dos portos. Esses cálculos, avisa o diretor do BB, não incluem o trem-bala, que demandará investimentos de pelo menos R$ 35 bilhões e só deverá ficar pronto em 2015.

“O suporte do governo investindo em infraestrutura é vital. Mas os desembolsos deverão ser comandados pelo setor privado”, destaca o economista Aurélio Bicalho, do Banco Itaú Unibanco. Mas, a seu ver, mais do que a Copa do Mundo, serão as Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro, com investimentos iniciais estimados entre R$ 80 bilhões e R$ 100 bilhões, que impactarão de forma positiva o crescimento econômico. Para comprovar essa tese, ele esmiuçou o PIB de todos os países que sediaram Copas do Mundo e Olimpíadas desde 1980. “O que se observou foi que, nos quatro anos seguintes às Olimpíadas, a economia dos países analisados cresceu, em média, 0,7 ponto percentual a mais do que nos quatro anos anteriores ao evento”, destaca.

Outro ganho relevante é observado por Andrew Rose, professor da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos: os países que sediam megaeventos internacionais aumentam em até 30% o comércio exterior, pois beneficiam exportadores e importadores. “As transmissões dos jogos para o mundo todo ampliam o conhecimento sobre os produtos dos países-sede. É o tipo de publicidade que, isoladamente, os empresários não podem fazer”, diz o presidente do BC, que foi um dos garotos-propaganda do Brasil na disputa pela Olimpíada de 2016. “Também empresas de outros países vão se interessar em vender seus produtos aqui ou mesmo instalarem fábricas no país”, acrescenta.

O diretor de Política Econômica do BC, Mário Mesquita, acredita que os investimentos voltados para a Copa e as Olimpíadas deverão ficar mais evidentes a partir de 2010, sobretudo os estrangeiros, direcionados à construção civil. Mas é importante, na opinião de Zeina Latif, economista-chefe do Banco ING, que o Brasil não se torne dependente demais do capital externo que virá para cá para tirar proveito do ciclo de crescimento. Quanto mais precisar de poupança estrangeira para se financiar, maiores serão as chances de o país criar desequilíbrios à frente, abrindo espaço para crises. No entender de Zeina, para o histórico do Brasil, de constantes crises cambiais, o ideal é que o deficit nas contas externas fique em, no máximo 3% do PIB. Acima desse patamar, a luz amarela se acenderá.

Petróleo
Para o vice-presidente de Negócios Internacionais e de Atacado do Banco do Brasil, Allan Toledo, o Brasil do futuro está longe de se meter em crises. “O que vemos é uma potência em construção”, afirma. E tal visão, segundo ele, pode ser explicada pela enorme quantidade de projetos que a instituição estatal está financiando, especialmente na área de energia. “Junto com cinco bancos, estamos destinando R$ 2 bilhões às hidrelétricas de Santo Antônio e de Jirau, ambas no Rio Madeira, em Rondônia. Estamos, ainda, analisando operações nos setores naval, rodoviário e de petróleo”, enfatiza.

O BB, acrescenta Toledo, entrará com tudo no financiamento da exploração do pré-sal, diante do potencial ganho. A previsão da Petrobras é dobrar a produção diária de petróleo nos próximos 10 anos, elevando a participação do setor no PIB de 10% para 20%. Até 2013, a empresa investirá US$ 174 bilhões. Para não ver seus planos frustrados, a estatal capacitará mais de 200 mil pessoas em 185 categorias profissionais. A cadeia de fornecedores deverá abrir, em cinco anos, 500 mil vagas, duas vezes e meia o total de postos existentes hoje.


ESPECIAL 2010 - O ANO ZERO DA ECONOMIA SUSTENTÁVEL

2010 - O ANO ZERO DA ECONOMIA LIMPA
Autor(es): Fernando Abrucio
Veja - 27/12/2009

Svante Arrhenius era um desconhecido físico sueco quando, em 1896, fez um alerta: se a humanidade continuasse a emitir dióxido de carbono na atmosfera no mesmo ritmo que fazia desde a alvorada da Revolução Industrial, em 1750, a temperatura média do planeta subiria de maneira dramática, em decorrência do efeito estufa.
Pouca gente escutou o apelo de Arrhenius em seu tempo, um período sem carros, sem megalópoles, com apenas 1,2 bilhão de pessoas no mundo. Quase ninguém seguiu seu raciocínio na maior parte do século seguinte. Foi assim até que novas evidências científicas surgiram, além das catástrofes naturais. E nos anos 1960 brotou uma ideia romântica, utópica e alternativa de preservação da natureza. Ela hoje entrou na corrente principal do pensamento ocidental, ajudou a transformar os processos de produção industrial e moldou o perfil dos líderes empresariais que conduzem o capitalismo no século XXI. Há muito ainda a ser feito. Evidentemente, é um frágil equilíbrio, mas trata-se, agora, de agir já para pagar menos depois.
Um relatório produzido em 2006 pelo economista inglês Nicholas Stern, então no Banco Mundial, indica que investir imediatamente, a cada ano, 1% do PIB global pode evitar perdas de até 20% desse mesmo PIB até 2050. É informação que os líderes reunidos na COP15, em Copenhague, neste mês, tinham com nitidez. Esses números não os fizeram avançar muito, em uma cúpula que entrará para a história pelos tímidos resultados que ofereceu. Não há problema. Existe uma mensagem clara: os estados não se entendem, escorregam na burocracia e em interesses egoístas, mas a iniciativa privada saiu na frente. As empresas e a sociedade já fazem mais e melhor que os governos no combate ao aquecimento global. Eles ainda patinam para entregar sua principal - se não única - contribuição, a de definir um quadro institucional estável e favorável à livre-iniciativa, à inovação e ao empreendedorismo.

Marcadores:

Bookmark and Share

segunda-feira, dezembro 28, 2009

Bom dia ADVFN 28.12.09 - Pregão na véspera do Natal leva bolsas às máximas do ano

Notícias em destaque

Agenda do investidor para esta segunda-feira

A agenda possui eventos relevantes no cenário nacional somente. O Banco Central divulga o Relatório Focus, compilação de dados e expectativas econômicas das principais instituições financeiras do país. O Ministério do Desenvolvimento divulga a Balança Comercial da semana.

China poderá ser o maior exportador mundial

A China poderá ultrapassar a Alemanha e ser o maior país exportador do mundo em 2009. As exportações chinesas já somam 521 bilhões de dólares no ano. Mesmo assim Zhong Shan, Vice-ministro chinês do Comércio, ponderou que o país enfrentou muitas dificuldades em 2009 e as continuará enfrentando em 2010.

Pregão na véspera do Natal leva bolsas às máximas do ano

As bolsas americanas tiveram um ótimo dia de véspera de Natal, 24 de dezembro. O índice Dow Jones e S&P 500 ambos fecharam nas máximas do ano, com valorização de 0,50% e 0,53% respectivamente. O mercado de trabalho deu um novo gás aos investidores quando os dados dos Pedidos de Seguro-Desemprego vieram com redução para o menor número desde setembro de 2008. O preço do barril de petróleo fechou em alta repercutindo os dados do mercado norte-americano de trabalho. Hoje as principais bolsas asiáticas fecharam em alta. O índice Nikkei teve valorização de 1,33% após o governo japonês anunciar que a produção industrial do país cresceu 2,6% em novembro. Em Xangai a bolsa fechou com valorização de 1,51% com o aumento nos lucros corporativos chineses.

Marcadores:

Bookmark and Share

sexta-feira, dezembro 04, 2009

Bom dia ADVFN 04.12.09 - Fusão Pão de Açúcar e Casas Bahia

Notícias em destaque

Agenda do investidor para esta sexta-feira

A agenda de hoje começa com a divulgação da Pesquisa industrial Mensal: Produção Física Regional, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), relatório produzido desde a década de 70, com indicadores de curto prazo relativos ao comportamento da indústria extrativa e de transformação. Nos Estados Unidos será divulgado o Relatório de Emprego, sendo a Taxa de Desemprego o indicador de maior acompanhamento pelos investidores. A expectativa é de manutenção em 10,2% na taxa, sendo que qualquer aumento pode desagradar aos investidores. O Departamento do Comércio publica as Ordens às Fábricas com o volume de pedidos feitos à indústria de bens duráveis e não duráveis.

Europa muda regras, bolsas caem

O Banco Central Europeu anunciou a alteração das regras e redução do apoio ao financiamento das instituições financeiras da zona do Euro após o término da reunião realizada ontem em Frankfurt, Alemanha. A taxa de juros básica foi mantida em 1% ao ano. Com isso o Banco Central Europeu é a primeira instituição governamental a dar início ao desmonte do esquema de auxílio emergencial ao sistema financeiro, ação que começa a reverberar em outros países que também tiveram de auxiliar seus sistemas financeiros. As principais bolsas da Europa sentiram os efeitos da medida e as ações de instituições financeiras estão entre as maiores perdas no dia. Na Ásia o índice Nikkei ainda reflete o ânimo dos investidores diante das medidas anunciadas pelo Banco do Japão para conter a valorização do iene. Os papéis de empresas exportadoras representaram a maior valorização do pregão.

Fusão Pão de Açúcar e Casas Bahia

Sem maiores detalhes, o grupo Pão de Açúcar divulgará através de um fato relevante ainda nesta manhã a possível compra das Casas Bahia, segundo O Estado de São Paulo. Aguarde por maiores informações.

Nobel em Economia diz "O Brasil está indo bem"

Para Paul Krugman, Nobel em Economia de 2008 afirma que o Brasil está em ótima fase, mas isso não significa que se tornará uma superpotência econômica. O economista ainda se preocupa com a recente valorização do real em relação a outras moedas estrangeiras, um problema, que segundo ele, deve ser enfrentado. Krugman acredita que a economia brasileira se saiu bem contra a crise e está num momento favorável, mas é preciso cautela, principalmente com a euforia em relação ao mercado de capitais brasileiro.

Marcadores:

Bookmark and Share

quinta-feira, dezembro 03, 2009

Maior parte das ações do Ibovespa subiu mais de 100%

Maior parte das ações do Ibovespa subiu mais de 100%

SÃO PAULO - Das 62 ações da carteira teórica do Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), 42 tiveram rentabilidade em dólares superior a 100% neste ano, até 1º de dezembro, segundo levantamento da consultoria Economatica.

O papel da Brasil Telecom ON foi o único ativo com rentabilidade negativa entre as ações da carteira teórica do Ibovespa este ano, com queda de 32,8 %.

O índice Ibovespa no mesmo período acumula alta de 146,2%, dos 62 ativos da carteira teórica 25 tem rentabilidade superior e 37 inferior a esse patamar.

A ação mais valorizada em dólares foi a da mineradora MMX, do empresário Eike Batista, com valorização de 512,3% - em 2008 o papel teve queda de 89,6%. A segunda mais valorizada foi da Rossi Residencial ON, com 457,6%, contra queda de 87,3% em 2008.

Para o levantamento de rentabilidade, a Economatica converteu todos os preços de real para dólar, efetuando a divisão pela moeda Ptax de venda de cada data. O dólar Ptax no ano de 2009 até o dia 1º de dezembro acumula queda de 26%.

Considerando os preços em reais, das 62 ações da carteira teórica da Bovespa, somente 15 tem valorização superior a 100% e 47 rentabilidade inferior a esse patamar. Os papéis da Brasil Telecom ON e Embraer ON são as duas únicas ações com rentabilidade negativa no período estudado, com queda de 50,3% e de 0,6%, respectivamente.

O índice Ibovespa no mesmo período acumula alta de 82,2%. Da relação de ativos da carteira teórica, 25 têm rentabilidade superior ao Ibovespa e 37, inferior.

Ontem, a Bovespa continuou a contrariar as previsões de que precisa passar por uma realização de lucros, mesmo que pequena, para ganhar fôlego e ir além. Ao menos não mostrou a exuberância da véspera, embora tenha renovado o recorde de 2009. Os ganhos foram limitados pelos dados divulgados nos EUA, que colocaram as Bolsas lá para baixo, e também pelo efeito da queda no preço do petróleo sobre as ações da Petrobras. O Ibovespa terminou a sessão em alta de 0,30%, aos 68.614,79 pontos, maior nível desde os 69.281,20 pontos de 9 de junho de 2008. O índice Dow Jones fechou em queda de 0,18%, aos 10452,68 pontos.

Bookmark and Share

Noticias do Dia 03.12.09

Previsões melhoram e PIB crescerá até 6,5% em 2010

Sergio Lamucci, João Villaverde e Cristiane Perini Lucchesi, de São Paulo
03/12/2009

A variável-chave para o maior ou menor crescimento do PIB, dizem os economistas, está no investimento
O Produto Interno Bruto (PIB) pode crescer acima de 6% em 2010. Um crescente número de consultorias aposta em recuperação muito forte da economia brasileira e pelo menos uma instituição, o Credit Suisse, já projeta que o crescimento pode chegar a 6,5% no próximo ano. A variável-chave para o maior ou menor crescimento, dizem os economistas, está no investimento.

Quem aposta em um PIB acima de 6% espera, também, um aumento expressivo - de 20% - na formação bruta de capital fixo, a variável que mede a demanda por máquinas e equipamentos e na construção civil. As consultorias e bancos que esperam uma alta do PIB um pouco menor em 2010 - mais próxima de 5% - projetam recuperação menos expressiva do investimento.

Credit Suisse e Bradesco - duas instituições com as maiores projeções para o PIB de 2010 - listam a recuperação do investimento privado, as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), os recursos do BNDES e os investimentos externos como os motores do investimento forte. "Os investimentos aumentarão de modo significativo nos próximos trimestres como resultado da expectativa de expansão da atividade por vários anos", afirma Nilson Teixeira, do Credit Suisse.

Há um certo consenso dos economistas quanto ao tamanho do consumo interno em 2010. Massa salarial, baixo desemprego, crédito e gasto público farão a demanda crescer entre 7% e 8%. O menor crescimento mundial e o câmbio, contudo, vão impulsionar as importações e o setor externo pode "tirar" até dois pontos percentuais do PIB. Se o gasto público ainda ajudará o PIB de 2010, a partir de 2011 ele inverterá o sinal e passará a ser um elemento de "estrangulamento" da economia, alertam os economistas.

O otimismo interno não é totalmente compartilhado pelo economista Paul Krugman, Nobel de Economia em 2008. Entre os riscos que ele aponta para o Brasil está uma moeda que caminha para níveis extremamente apreciados, que "não fazem sentido".


Pátria vende Casa do Pão de Queijo por R$ 70 milhões

A Casa do Pão de Queijo (CQP) está mudando de mãos. A gestora de fundos de private equity Pátria Investimentos vendeu por R$ 70 milhões a participação de 70% que detinha na cadeia de lojas para o Standard Bank Private Equity, com sede na África do Sul. A transação ocorreu ontem em um leilão na BM&FBovespa.
Esse é a primeira aquisição da área de private equity do Standard Bank, que foi lançada pelo banco no Brasil em junho deste ano. "Avaliamos que a Casa do Pão de Queijo reunia duas características que buscamos em uma empresa: potencial de crescimento e boa gestão", diz Marcelo Di Lorenzo, chefe de private equity do Standard.

Para fechar a operação, o Standard se uniu aos fundadores da Casa do Pão de Queijo, a família Carneiro, em uma holding chamada Arthenia, que comprou a empresa em bolsa.

A família entrou com os 30% em ações que possuía da companhia, enquanto o Standard desembolsou R$ 30 milhões. Além disso, a Arthenia tomou um empréstimo de R$ 40 milhões. Com isso, completou-se os R$ 70 milhões do lance feito em bolsa. O Standard e a família Carneiro ficaram com 50% da Casa do Pão de Queijo cada. No leilão, não apareceram outros interessados.

"A empresa é forte geradora de caixa e não está endividada, o que nos permitiu fazer uma operação que envolvesse a tomada de um empréstimo", explica Di Lorenzo. De acordo com o executivo, o objetivo é fazer a companhia crescer tanto por meio da expansão das lojas - hoje são 450 - quanto pela criação de novos produtos.

O Standard Bank Private Equity ainda está analisando em detalhes outros oito negócios para aquisição no mercado brasileiro, depois de observar mais de 130 empresas desde junho. O banco trouxe ao país US$ 250 milhões de capital próprio para começar a comprar participações em empresas.

No futuro, segundo Di Lorenzo, a instituição também poderá gerir recursos de terceiros. Os focos de investimento do Standard Bank são os setores de varejo, bens de consumo, logística e distribuição e serviços.

Procurado pela reportagem do Valor para explicar os motivos da venda, o Pátria não retornou o pedido de entrevista. A Casa do Pão de Queijo foi adquirida pela gestora em 1999, logo depois de ela começar a operar de forma independente do banco de investimentos Salomon Brothers. A Casa do Pão de Queijo havia sido colocada à venda pela Pátria Investimentos há pelo menos seis meses.

O Brasil, desde os primeiros meses deste ano, voltou a atrair a atenção fundos de participação (ou private equity) globais. No fim do primeiro trimestre, estimativas indicavam que havia em torno de US$ 11 bilhões de recursos já captados e disponíveis para aplicar em companhias locais.


Goldman Sachs vê expansão superior a 4% para economia global em 2010 e 2011

Por: Equipe InfoMoney
02/12/09 - 19h15
InfoMoney

SÃO PAULO - A economia global deverá crescer 4,4% em 2010 e 4,5% em 2011, segundo previu o Goldman Sachs nesta quarta-feira (2). "Nossas projeções são de que ambos os anos serão fortes", revelou o banco norte-americano em nota.

A instituição avaliou que a combinação entre o crescimento econômicomelhor que o previsto e a inflação abaixo das expectativas deverá ser positivapara os mercados financeiros.

A previsão do Goldman Sachs de dois anos consecutivos de crescimento global em mais de 4%, sem aumento da taxa de juro nos EUA no curto prazo, "parece ser bastante positiva para os ativos de risco, potencialmente plantando as sementes de supervalorização dos ativos ao longo do caminho", disse o banco.

Além disso, a projeção vem em meio à divulgação de indicadores positivose à melhora nas perspectivas nas principais economias do globo. Nos Estados Unidos, o Livro Bege do Federal Reserve, divulgado nesta quarta-feira, revelou que a economia norte-americana está se recuperando de forma modesta.

Recomendações
O banco ainda fez recomendações no mercado de câmbio, sugerindo a compra da libra frente ao dólar neozelandês, assim como a compra do zloty (moeda da Polônia) frente ao iene japonês.


Dados do estoque dos EUA e produção russa levam preços do petróleo para baixo


Por: Equipe InfoMoney
02/12/09 - 19h32
InfoMoney

SÃO PAULO - As cotações de petróleo fecharam em queda após dados sobre os estoques internacionais de óleo bruto, divulgados nesta quarta-feira (2), apontarem para um excesso de oferta.

A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercadode Londres, fechou a US$ 77,88 no pregão, queda de 1,85% em relação ao último fechamento. Por sua vez, o contrato com vencimento em janeiro, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, fechou cotado a US$ 76,60 por barril, configurando uma desvalorização de 0,98% frente ao fechamento anterior.

EUA
Entre as semanas terminadas em 20 e 27 de novembro, o nível dos estoques de óleo bruto nos EUA avançou em 2,1 milhões de barris, conforme relatório do Departamento de Energia do país, enquanto os analistas esperavam aumento de 1,5 milhão, conforme levantamento da agência Bloomberg.

Com este avanço, o acervo norte-americano da commodity atingiu o patamar de 339,9 milhões de barris.

Ainda de acordo com o relatório, os estoques de gasolina subiram em 4,0 milhões de barris na última semana. Já as refinarias norte-americanas operaram com 79,7% de sua capacidade operacional total, abaixo do registrado na semana anterior, de 80,3%.

Rússia
Investidores também receberam mal a divulgação da produção russa de petróleo em outubro, que se manteve em altos níveis. No mês em questão, a Rússia produziu 10,07 milhões de barris por dia, o que representa um avanço de 2,9% frente ao mesmo período do último ano. Vale lembrar que o país é o maior produtor mundial do produto.



Siemens amarga prejuízo de € 1,1 bilhão entre julho e setembro de 2009


Por: Valter Outeiro da Silveira
03/12/09 - 08h10
InfoMoney

SÃO PAULO - A Siemens divulgou o resultado operacional do seu quarto trimestre fiscal- compreendido entre julho e setembro de 2009 -, relatando prejuízo de € 1,1 bilhão.

O resultado negativo é inferior às perdas de € 2,4 bilhões vistas no mesmo período do ano passado e decorre principalmente da participação de 50% na divisão Nokia Siemens Networks, que resultou em baixa contábilde € 1,63 bilhão no trimestre. A outra metade é detida pela companhia finlandesa.

A receita líquida da companhia declinou mais de 9%, ao somar € 19,7 bilhões. No mesmo período do ano passado, a Siemens mostrava receitas de € 21,7 bilhões.

Desafios
À frente, maiores desafios são esperados. "O ambiente geral do mercadopermanecerá desafiador em 2010", disse Peter Loescher, CEO (Chief Executive Officer) da companhia. As açõesdo conglomerado recuam 2% em Frankfurt.



Salário mínimo deveria ser de R$ 2.139, aponta Dieese


Por: Equipe InfoMoney
03/12/09 - 08h00
InfoMoney

SÃO PAULO - No mês de novembro, o brasileiro precisava de um salário mínimo de R$ 2.139,06 para poder arcar com suas despesas básicas, de acordo com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e EstudosSocioeconômicos).

Diante do valor mínimo de R$ 465, que está vigente no Brasil desde fevereiro deste ano, aquele que é considerado o necessário é mais de quatro vezes maior.

O salário mínimo necessário é o que segue o preceito constitucional de atender às necessidades vitais básicas do cidadão e de sua família, como moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, sendo reajustado periodicamente para preservar o poder de compra.

Maior alta do ano do ano
Em julho do ano passado, o piso deveria ser de R$ 2.178,30, o maior valor já calculado pelo Dieese. Nesta época, o mínimo vigente era de R$ 415. Confira o movimento do salário mínimo vigente e o necessário neste ano:


Mês Salário vigente Salário necessário
Janeiro R$ 415 R$ 2.077,15
Fevereiro R$ 465 R$ 2.075,55
Março R$ 465 R$ 2.005,57
Abril R$ 465 R$ 1.972,64
Maio R$ 465 R$ 2.045,06
Junho R$ 465 R$ 2.046,99
Julho R$ 465 R$ 1.994,82
Agosto R$ 465 R$ 2.005,07
Setembro R$ 465 R$ 2.065,47
Outubro R$ 465 R$ 2.085,89
Novembro R$ 465 R$ 2.139,06


Fonte: Dieese



Bancos no Reino Unido detêm US$ 5 bilhões em ativos do fundo Dubai World, diz FT


Por: Valter Outeiro da Silveira
03/12/09 - 07h35
InfoMoney

SÃO PAULO - Os bancosno Reino Unido possuem US$ 5 bilhões em ativos ligados ao fundo Dubai World, tornando-os os maiores credores do conglomerado estatal, de acordo com reportagem do Financial Times.

Conforme o jornal, o Royal Bank of Scotland é o banco mais exposto, com montante entre US$ 1 bilhão e US$ 2 bilhões. Outras instituições financeiras, como HSBC, Lloyds e Standard Chatered, detêm US$ 1 bilhão cada.

Reestruturação
Como decorrência da reestruturação do Dubai World, o Royal Bank of Scotland verá uma menor a exposição ao fundo, que deverá ser reduzida para US$ 700 milhões.

Em linha, o Standard Chatered deve cortar sua participação para aproximadamente US$ 350 milhões.




Ibovespa fecha em alta e atinge maior pontuação do ano
Jornal de Brasília - 03/12/2009

O Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) avançou hoje 0,30% e encerrou o dia com uma nova pontuação máxima em 2009, aos 68.614 pontos, segundo dados disponíveis ao final do pregão.

Com isso, o indicador avança 206 pontos após a alta de 2,02% obtida na terça-feira.

As 374.185 operações do dia movimentaram 9,704 bilhões de títulos e geraram um volume financeiro de R$ 6,780 bilhões.

As ações preferenciais da Eletrobrás avançaram 8,16% e lideraram as altas do dia, enquanto as ordinárias da Brasil Foods registraram as maiores perdas, com queda de 2,68%.

No mercado cambial, o dólar fechou praticamente estável, com queda de apenas 0,05%, a R$ 1,720 para a compra e a R$ 1,722 para a venda.

BB inicia emissão de recibos de ações negociadas no mercado norte-americano
Jornal de Brasília - 03/12/2009

O Banco do Brasil iniciou hoje (2) o programa de emissão de recibos de ações (ADRs nível 1) negociadas no mercado de balcão norte-americano. No mercado de balcão, as negociações são realizadas pelas instituições financeiras, por meio eletrônico ou por telefone.
Segundo o BB, o programa permitirá a diversificação da base acionária, o aumento da liquidez das ações e a redução do efeito cambial para o investidor americano. Além disso, possibilitará que investidores institucionais impedidos de negociar ações em reais invistam em papéis do banco. Os pedidos de compra e venda serão acolhidos pelo Bank of New York Mellon, instituição selecionada para ser depositária do programa.

“A emissão de ADR nível 1 é uma das portas de acesso para o mercado de capitais norte-americano, aumenta o comprometimento com o mercado global e reduz a percepção de risco do investidor. Já o investidor americano vai poder negociar ações e receber dividendos do Banco do Brasil em dólares e realizar operações no mercado em que está mais habituado”, diz o BB, em nota.

O BB esclarece que os títulos não vão aumentar a quantidade de ações da instituição em circulação (free float), hoje em 21,7%, uma vez que as ADRs são recibos lastreados em ações já em circulação.

Pelo regulamento do Novo Mercado da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), o BB tem até junho de 2011 para elevar o free float a 25%. Na última sexta-feira (27), o banco comunicou ao mercado que estuda a realização de uma oferta pública primária ou secundária de ações, preservado o controle acionário da União.


O Brasil e o risco-EUA
Autor(es): Denize Bacoccina
Isto é Dinheiro - 30/11/2009


O País já é um dos maiores credores dos Estados Unidos. Acumula papéis com juro zero e valor cadente. Isso é um bom negócio?

Para quem se acostumou a viver num País cronicamente devedor, é difícil acreditar que o Brasil seja hoje um dos maiores credores dos Estados Unidos. O País tem US$ 145 bilhões em títulos emitidos pelo tesouro americano e fica atrás apenas de três países: China, Japão e Reino Unido. O número tende a crescer mais com a política de acumulação de reservas do Banco Central - na semana passada, as divisas haviam chegado a US$ 236,69 bilhões e a maior parte dos recursos tem sido aplicada em papéis do governo de Barack Obama.
A ironia é que o Brasil, que chegou a dar calote várias vezes e tremia com medo da fuga de investidores ao menor sinal de crise, agora tem em seus cofres 4% da dívida pública americana. "As reservas, que funcionam como um seguro, nos dão mais possibilidade de decisão", avalia o presidente do BC, Henrique Meirelles.


US$ 145 bilhões é quanto o governo brasileiro já possui em títulos americanos

O problema é que essa política começa a ser questionada, em razão do impacto fiscal. Desde 2004, as reservas aumentaram em US$ 158 bilhões e o chamado "custo de carregamento" foi de US$ 36 bilhões - isso ocorre porque, para comprar dólares, o Brasil emite títulos pela taxa Selic, uma das maiores do mundo, e aplica em papéis americanos, que têm rendimento nulo. Além disso, há também um risco crescente na economia americana, cuja dívida está saltando de 40% para 100% do PIB. Nada disso assusta o governo. Meirelles prevê que as reservas brasileiras chegarão a US$ 300 bilhões no fim de 2010.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, não descarta que elas alcancem US$ 500 bilhões, num prazo que não quis determinar. "Elas estão cumprindo a função de reduzir a volatilidade externa e a pressão sobre o dólar", disse à DINHEIRO um técnico da equipe de Mantega. "Existe um custo, mas vale a pena ter reservas elevadas porque elas protegem em momentos de vulnerabilidade", afirma.

Para países que também são credores da economia americana, o tema tem sido tratado como questão estratégica. A China, que acumulou mais de US$ 2 trilhões, defende abertamente a criação de uma nova reserva de valor, que substitua o dólar. A simbiose entre China e Estados Unidos é tão grande, que, recentemente, o economista Paul Krugman fez uma provocação: "Eles nos vendem produtos ruins e nós vendemos a eles títulos podres", afirmou. Sair dos papéis americanos, no entanto, não é tão simples.

O economista Carlos Langoni, diretor do Centro de Economia Mundial da Fundação Getulio Vargas e ex-presidente do Banco Central, diz que a diversificação é difícil, já que apenas três moedas são conversíveis: dólar, euro e o iene. "O BC tem que manter a maior parte das reservas na moeda mais líquida, que ainda é o dólar", disse ele à DINHEIRO. Outros economistas, no entanto, avaliam que há mecanismos mais eficientes para conter a valorização do real. "Bastaria reduzir a taxa de juros", diz Júlio Gomes de Almeida, do Iedi.

Outro exemplo da mudança de patamar financeiro do Brasil ocorreu na semana passada. Com o Fundo Monetário Internacional, o Brasil também passou a credor e decidiu aumentar de US$ 10 bilhões para US$ 14 bilhões seu aporte no Fundo, que vai emprestar dinheiro para países em dificuldades. De qualquer forma, há o risco de que o País acumule títulos que rendem pouco e valem cada vez menos.

Livro Bege: condições econômicas melhoraram nos EUA


02.12.2009 18h23

Por Suzi Katzumata

Washington - As condições econômicas continuaram a melhorar em boa parte dos Estados Unidos no final de outubro e início de novembro, mas um mercado de mão de obra fraco e a deterioração do setor de imóveis comerciais permanecem como pontos negativos na recuperação norte-americana, revela o Livro Bege do Federal Reserve (Fed, banco central americano).

O Livro Bege apontou que as condições de vários dos 12 distritos "melhoraram modestamente". Os gastos de consumo cresceram, as vendas de residências aceleraram e a pressão salarial ficou contida, segundo o relatório, que foi preparado pelo Fed de Nova York, e avalia as condições econômicas no país, do final de outubro até 20 de novembro. O relatório servirá de base para a decisão de política monetária no próximo encontro do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do banco central americano, marcado para os dias 15 e 16 de dezembro. As informações são da Dow Jones.



Bank of America vai pagar empréstimos do governo dos EUA

03 de Dezembro de 2009 07:55

NOVA YORK (Reuters) - O Bank of America anunciou no final da quarta-feira que vai pagar 45 bilhões de dólares em empréstimos com recursos dos contribuintes dos Estados Unidos, decisão que pode livrá-lo de restrições a suas operações enquanto busca um novo presidente-executivo. Mas o pagamento pode tornar a instituição mais vulnerável a novos choques econômicos.

O anúncio surpresa de quarta-feira marca uma vitória para o atual presidente-executivo, Kenneth Lewis, que vai se aposentar no final do ano. Lewis tem afirmado que o pagamento dos empréstimos do governo era algo que ele queria concluir antes de deixar o posto.

O anúncio também é uma injeção de ânimo ao Tesouro dos Estados Unidos, que tem sido criticado pelos empréstimos de centenas de bilhões de dólares em recursos dos contribuintes concedidos para proteger instituições do país durante a crise financeira.

O Bank of America espera pagar os recursos que recebeu do programa Tarp (Troubled Asset Relief Program) nos próximos dias.

Observadores do banco informaram que o pagamento dos empréstimos pode ser o primeiro em uma onda de outros pagamentos por parte dos principais bancos dos Estados Unidos, incluindo Citigroup e Wells Fargo.

"Uma vez que a represa for rompida, minha aposta é que vamos ver outras instituições anunciando pagamentos totais ou parciais dos empréstimos", disse Tony Plath, professor da Universidade da Carolina do Norte.

O governo dos Estados Unidos injetou 45 bilhões de dólares no Citigroup, enquanto o Wells Fargo recebeu outros 25 bilhões de dólares.

Bookmark and Share

Paul Krugman diz que "Brasil não será superpotência amanhã"

São Paulo, 2 dez (EFE).- O americano Paul Krugman, ganhador do prêmio Nobel de Economia em 2008, advertiu hoje, em São Paulo, sobre os riscos que podem ser causados pelo "otimismo excessivo" sentido na economia brasileira.

"O Brasil não será uma superpotência amanhã. O mercado, no entanto, já valoriza isso, e estão perdendo contato com a realidade. Eu não colocaria ainda todo o meu dinheiro no Brasil", disse Krugman a jornalistas, após participar da feira financeira ExpoManagement, realizada em São Paulo.

O professor da Universidade de Princeton (Estados Unidos) deu como exemplo a situação vivida por outros países da região.

"A história indica que, verdadeiramente, não vai querer sempre ser o mais destacado. Por experiência própria lembro que em 1993 falávamos como o México era maravilhoso para investir e um ano depois veio a crise. O mesmo aconteceu na Argentina", disse.

Reconheceu, no entanto, que o Brasil saiu da crise "melhor que o resto" e é "substancialmente mais rico que China e Índia, mas defasado em coisas como a educação básica, que é um fator de crescimento".

"O cenário econômico brasileiro não é de apocalipse. Não é a Argentina, mas também não é saudável. Dizer que o Brasil é uma boa história pós-crise não é o mesmo que dizer que se transformará em uma superpotência econômica no ano que vem", e é por isso que os mercados têm apostado, afirmou.

O também colunista do "The New York Times" afirmou que a aplicação de uma taxa de 2% sobre as operações financeiras de capital estrangeiro no mercado de ações não foi suficiente para evitar a apreciação do real sobre o dólar.

Para Krugman, a atual taxa de câmbio, de R$ 1,75 por dólar, é "injustificadamente alta" e disse que a única vez que o Brasil esteve próximo a um "nível justificado" de apreciação foi no início de 2008, com os altos preços das matérias-primas.

Sobre os Estados Unidos, o economista disse que está "relativamente decepcionado" com o presidente americano, Barack Obama, porque seus estímulos financeiros não evitarão que a taxa de desemprego chegue a 10%.

Bookmark and Share

Bom dia ADVFN 03.12.09 - Bolsa dispara com nova medida

Notícias em destaque

Agenda do investidor para esta quinta-feira

No Brasil será divulgado o ICV (Índice de Custo de Vida) elaborado pelo DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos) que mede a variação do custo de vida das famílias com renda de 1 a 30 salários mínimos no município de São Paulo. Nos Estados Unidos o Departamento do Trabalho mostra o número de pessoas a solicitar o Pedido de Seguro-Desemprego pela primeira vez. Serão divulgados os índices de Produtividade e Custos da Mão de Obra norte-americana do terceiro. O Institute for Supply Management Services divulga seu índice que mede o nível de atividade dos setores da agricultura, mineração, construção, transporte e comunicação. Índice acima de 50 indica expansão econômica. O Banco Central Europeu se reúne para decidir sobre a política econômica e de juros das economias da zona do Euro.

Bolsa dispara com nova medida

Em movimento para assimilar as novas medidas tomadas pelo governo japonês com a intenção de desvalorizar o iene contra as principais moedas do mundo, o índice Nikkei fechou em alta de 3,8%, chegando aos 9.978 pontos nesta quinta-feira. As ações de companhias exportadoras, beneficiadas pela desvalorização do iene, ficaram entre as mais negociadas no pregão. Na Europa o bom humor contagia o mercado. As principais bolsas operam positivamente aguardando a decisão do Banco Central Europeu sobre a política monetária da zona do Euro. A expectativa é de manutenção da taxa de juros e uma visão mais aprimorada sobre a política de estímulos financeiros. Nos Estados Unidos os principais índices futuros apontam reversão positiva da tendência do pregão de ontem, no qual o mercado aguardava a publicação do Livro Bege pelo Federal Reserve (FED), Banco Central norte-americano. O FED indicou que a economia norte-americana vem crescendo desde o final de outubro, com o aumento do consumo e aquecimento do mercado imobiliário residencial.

Marcadores:

Bookmark and Share

quarta-feira, dezembro 02, 2009

Produção industrial - IBGE


Produção industrial - IBGE

A produção industrial superou a mediana das expectativas do mercado, taxa de 1,95%, e subiu 2,2% entre setembro e outubro, destaque para o bom desempenho da produção de bens de consumo não duráveis como alimentos e vestuários, além dos bens duráveis como máquinas, aparelhos elétricos e veículos (+11,2%), porém as indústrias de máquinas para escritório e equipamentos de informática registraram queda na produção devido à concorrência dos importados. Se comparado com out/08, a indústria segue registrando queda, porém num ritmo bem inferior se comparado com os últimos meses, passando de uma taxa de -7,6% em setembro para queda de -3,2% nesta pesquisa, confirmando a recuperação do setor, destaque para os bens não duráveis e duráveis. No ano a indústria acumula queda de -10,7%.

O dado reforça o cenário positivo da indústria, que segue uma recuperação sem tropeços ao longo do ano, buscando retomar o nível de produção observado até o 3ºTrim.08. No acumulado 12 meses o número índice de mantém ainda bem aquém do observado em out/08, 89,39 contra 105,94, porém ao longo de 2010 este nível será retomado. Apesar da expansão de 2,2% da atividade, o crescimento é sustentado por uma demanda interna com poder de compra e por uma capacidade instalada da indústria compatível com um aumento da produção sem gerar pressões negativas sobre a economia, destaque para a expansão dos bens de capital, sinalizando um bom desempenho dos investimentos.

A pesquisa mostra que, apesar de algumas indústrias afetadas negativamente pelo câmbio ou crescimento das importações, elevando a concorrência, o setor reagiu aos incentivos fiscais adotados pelo governo, e mantém o viés de alta com a preparação de estoques para as compras de final de ano. Em 2009 a indústria deve registrar contração de -7,5% e alta de 6,5% no ano que vem.

Marcadores: ,

Bookmark and Share

NOTICIAS DO DIA 02.12.09

Após crise, título privado volta a atrair grandes investidores

SÃO PAULO - O fim da crise financeira no Brasil e do receio generalizado provocado por ela, aliado à expectativa de crescimento da economia, do emprego e da renda em 2010, estão tirando investidores dos mercados com menor risco e rentabilidade - como títulos públicos - para operações mais arriscadas, como as operações em dívidas estruturadas.

O estoque de Certificados de Recibos Imobiliários (CRI), por exemplo, saiu de R$ 5,925 bilhões em setembro do ano passado para R$ 7,949 bilhões em janeiro e já registrou R$ 9,885 bilhões no dia 1º de dezembro, segundo a Câmara de Custódia e Liquidação (Cetip). O estoque de Cédulas de Crédito Bancário (CCB) saltou dos R$ 17,869 bilhões em setembro de 2008 para R$ 20,374 bilhões em janeiro, caiu para a casa dos R$ 17 bilhões em março, mas recuperou-se e registrou R$ 19,030 bilhões no início do mês. A captação dos Fundos de Direitos Creditórios (FDICs), de acordo com a Associação de Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), estava em R$ 1,904 bilhão em setembro do ano passado, subiu para R$ 2,354 bilhões em janeiro e saltou para R$ 8,113 bilhões em outubro.

Para o analista Alex Agostini, da Austing Rating, esse mercado todo deve valorizar-se, mas é possível que a procura por FDICs seja ainda maior que a dos outros ativos porque o recurso é normalmente usado por empresas de todos os setores como instrumento de captação de recursos, entre médias e grandes, que devem aumentar investimentos em 2010.

"Essas operações têm crescido muito desde 2003 principalmente porque muitas das empresas que buscam o recurso não estão preparadas para entrar na Bolsa de Valores. Haverá também um aumento da participação de bancos médios e pequenos que trabalham com crédito consignado", estima.

Mesmo em cenário otimista, não é possível, segundo o analista, prever taxas médias de rentabilidade porque há variações na premiação de acordo com a empresa que busca recursos por meio do instrumento. "Se, por exemplo, uma empresa tem ativos que dão garantia ao investidor e seu grau de risco é menor, a rentabilidade do investimento também é menor", explica.

Para o professor de Finanças da Faculdade Instituto de Administração (FIA) Bolívar Godinho, o crescimento na busca por esse tipo de investimento se sustentará na estabilidade econômica e também no perfil desses investidores. "Os investidores desse perfil são mais qualificados. Somente pessoas físicas com mais de R$ 300 mil no mercado financeiro podem investir nesses fundos de baixa liquidez. Então quem compra pensa no longo prazo, o que pode provocar uma tendência mais duradoura no aumento desse mercado", afirma. O crescimento do setor imobiliário, puxado por novas construções, o aumento da procura por aluguel e pelo programa "Minha Casa, Minha Vida" do governo federal, são motivos da elevação do estoque de CRIs, segundo Agostini. "Mas o CRI é também um instrumento de captação mais barato e menos burocrático do que, por exemplo, conseguir empréstimos no BNDES. Com o CRI, as empresas reduzem custos e captam volumes maiores de recursos do que em financiamentos."

Segundo ele, estes investidores, normalmente com alto poder de barganha, se anteciparam às tendências de construção de moradias e hotéis, que devem se intensificar no ano eleitoral e também por conta da Copa do Mundo de 2014. "A expectativa de maior renda e emprego está aquecendo o setor imobiliário, também com o aumento dos prazos de financiamento de imóveis. E há também a previsão de mais investimentos no setor hoteleiro para suprir a demanda gerada pela Copa e pela Olimpíada. A estrutura de hoje não dá conta."

Para o professor da FIA, a queda da taxa básica de juros e também a isenção de Imposto de Renda sobre o rendimento do ativo pesam na decisão de investimento. "Para pessoa física o CRI é isento do IR, mas isso não significa maior retorno. O investidor calcula os riscos e taxa de rentabilidade antes da escolha, mas isso tem um peso considerável."

Caixa compra 35,5% do capital do PanAmericano por R$ 739 mi

SÃO PAULO - A Caixa Econômica Federal, por meio da Caixa Participações S.A. (CaixaPar), irá pagar R$ 739,272 milhões para ter participação de 35,54% no Banco PanAmericano. O acordo entre as duas instituições foi assinado no final da tarde de ontem, em São Paulo. A Caixa ficará com 49% das ações ordinárias do PanAmericano e 20,69% dos papéis preferenciais, totalizando 35% do capital social total. No último dia 26, o banco, pertencente ao Grupo Silvio Santos, confirmou que estava em negociação com a CaixaPar.

A CaixaPar terá direito ao mesmo número de integrantes no Conselho de Administração que os atuais controladores (Grupo Silvio Santos). A presidência do conselho será alternada anualmente entre a CaixaPar e a holding. Em comunicado, as duas empresas informam de que a aprovação do negócio ainda depende do aval do Banco Central.

No acordo, está prevista a comercialização conjunta de produtos e serviços das duas instituições. A Caixa tem interesse em ampliar a sua atuação na baixa renda, no financiamento de veículos e nas operações de leasing. Além disso, o banco federal espera elevar a distribuição de produtos como conta corrente, cheque especial e cartões de crédito.

Para o presidente do Grupo Silvio Santos, Luiz Sebastião Sandoval, a parceria atende ao objetivo dos dois grupos. "Isso cria uma sinergia muito grande, que irá facilitar a distribuição dos produtos de ambas as instituições", disse.

Essa é a primeira aquisição da CaixaPar, empresa criada em abril deste ano e que recebeu R$ 3 bilhões para a composição de seu patrimônio.

Ontem a ação preferencial (PN) do PanAmericano fechou estável na Bolsa de Valores de São Paulo, cotada a R$ 8,65. Em um mês, o papel acumulou alta de 32,06% e, no ano, de 256,43%.

A Caixa Econômica Federal anunciou ontem a assinatura do contrato de compra de 35% do capital do banco PanAmericano por R$ 739,2 milhões, por meio da Caixapar.

Capitalização da Petrobras vai diluir dividendos, diz Barbassa

SÃO PAULO - O diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, admitiu ontem a possibilidade de diluição dos dividendos da companhia depois da capitalização em estudo no Congresso. Ele explicou que o capital da empresa aumentará, mas os lucros permanecerão no mesmo patamar atual, uma vez que as reservas que serão concedidas à empresa só gerarão lucros no longo prazo. "Vamos ficar com um patrimônio maior, mas a quantidade de dividendos não muda", afirmou o Barbassa, em palestra para executivos da Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca).

O diretor da Petrobras ponderou, no entanto, que os dividendos representam, este ano, apenas 14% dos ganhos dos acionistas. O restante refere-se à valorização das ações em bolsa de valores. Este movimento, diz, deve se acentuar com o desenvolvimento das reservas do pré-sal.

Barbassa confirmou que a companhia vai criar um comitê de acionistas minoritários para acompanhar o processo de capitalização. O comitê será formado por três pessoas: os dois representantes dos minoritários no Conselho de Administração da companhia, Fábio Barbosa e Jorge Gerdau Johannpeter, mais um minoritário externo a ser escolhido pelo conselho.

A ideia é sugerir alguém que entenda de mercado acionário e o acompanhe, informou o executivo. Segundo ele, o objetivo do comitê será assessorar o Conselho de Administração durante o processo de capitalização.

Barbassa não quis adiantar onde serão perfurados os poços que definirão os 5 bilhões de barris que o governo cederá à estatal, mas disse que a capitalização pode ajudar a manter os ratings da Petrobras. Isso porque a empresa vai precisar, dos fornecedores, de muitos contratos de longo prazo que são vistos como dívida pelas agências classificadoras de risco. "A capitalização vai ajudar a manter a estrutura de capital da companhia", comentou. Ainda não se definiu o modelo exato de capitalização da Petrobras.

Grupo Fleury pretende captar R$ 699 milhões com oferta

São Paulo - O grupo Fleury, dono da rede de laboratórios de diagnóstico do mesmo nome, pretende captar até R$ 669 milhões naquela que deve ser a última oferta pública inicial de ações no Brasil este ano. A empresa planeja vender 34,2 milhões de ações ordinárias (com voto). Em caso de excesso de demanda, há a opção de colocação de um lote suplementar de 5,1 milhões de papéis. O intervalo proposto para a ação do Fleury vai de R$ 15 a R$ 17. Se a oferta sair no preço médio, a captação atinge os R$ 669 milhões com a oferta do lote suplementar
.

Vivendi tem 62,85% de participação na GVT

SÃO PAULO - A participação total da Vivendi na operadora brasileira GVT é de 62,85%, incluindo opções de compra ainda não exercidas, informou a empresa, em fato relevante distribuído nesta terça-feira. Em 13 de novembro, quando a Vivendi anunciou a aquisição do controle acionário da GVT, a fatia era de 57,5% do capital total.

Sem considerar as opções de compra ainda não exercidas, segundo o documento, a Vivendi possui 50,9% do novo capital social da GVT.

As observações foram apresentadas um dia depois de a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) vir ao mercado expor suas dúvidas quanto à operação de compra da GVT pela Vivendi.

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) investiga a negociação. Na noite de segunda-feira, a autoridade do mercado divulgou comunicado em que informa ter considerado insuficientes as informações divulgadas pelo grupo sobre as opções de compra de ações da GVT.

O questionamento feito pelo mercado é quem vendeu as opções de compra de 19,6% à Vivendi. A Vivendi informou ter comprado 8,52 milhões de ações ordinárias da GVT, em 17 de novembro, do fundo Tyrus Capital. Segundo o comunicado, o exercício das opções foi parcial, porque o grupo francês teria adquirido do Tyrus o direto de comprar 24,93 milhões de ações da Vivendi, correspondentes aos 19,6%. O preço foi de R$ 55, mais um prêmio de R$ 1 por ação. As informações foram prestadas em resposta a um ofício da CVM.

Em meio a projeções positivas, Morgan Stanley inicia cobertura do Santander


Por: Equipe InfoMoney
01/12/09 - 20h44
InfoMoney

SÃO PAULO - O Morgan Stanley iniciou a cobertura do Santander (SANB11), com a recomendação overweight - acima do desempenho do setor - para os papéis do banco, a um preço-alvo de US$ 17 cada.

Em relatório divulgado nesta terça-feira (1), o Morgan Stanley destacou que elevou sua recomendação para o setor financeiro de "atenção" para "em linha", visando melhor refletir a distribuição dos novos ratings do banco norte-americano no País.

"Nós acreditamos que o banco oferece um atrativo mix de expansão do ROE (retorno sobre o patrimônio), crescimento do lucro líquido por ação acima de seus pares e um valuation descontado", avaliaram os analistas.

Projeções

Segundo o Morgan Stanley, o Santander Brasil revelou seus planos de R$ 2,4 bilhões em
economia de custos e R$ 300 milhões em sinergias de receitas, além de projetar a abertura de cerca de 600 novas marcas em quatro anos, 30% a mais que o atual nível.

"Nós vemos o ROE em 17% em 2010 e em 19% em 2011, alta em relação aos 10% atuais", projetou a equipe de
analistas do Morgan Stanley. Contudo, o banco ressaltou que o aumento da competitividade no setor e a alta na pressão dos preços podem representar riscos ao Santander.

ANP autoriza Petrobras a perfurar poço do pré-sal ao norte da Bacia de Santos


Por: Equipe InfoMoney
01/12/09 - 21h29
InfoMoney

SÃO PAULO - A ANP (Agência Nacional do Petróleo e Gás Natural) anunciou nesta terça-feira (1) que autorizou a Petrobras (PETR4) a perfurar um poço estratigráfico na porção norte do pré-sal da Bacia de Santos. A autorização destina-se exclusivamente ao levantamento de dados geológicos, geoquímicos e geofísicos.

"O poço, com profundidade estimada de 6.425 metros, será perfurado pela Petrobras por sua conta e risco, sob sua
responsabilidade operacional e financeira", destacou a agência, visto que não há muitas informações técnicas sobre esta área específica do pré-sal.

Em nota, a ANP explica que a estatal deverá entregar à ANP os originais de todos os dados geológicos, geoquímicos e geofísicos provenientes da perfuração, assim como todas as amostras físicas de óleo e testemunhos coletados.

"A ANP, ao analisar os dados e as informações existentes sobre o pré-sal, considera necessárias novas perfurações estratigráficas para ampliar o conhecimento sobre a área, a fim de valorar seu potencial estratégico para o País", concluiu o órgão.

Fundos multimercados macro rendem 1,1% em 30 dias e lideram ganhos da categoria


Por: Equipe InfoMoney
02/12/09 - 07h20
InfoMoney

SÃO PAULO - Os fundos multimercados macro apresentaram a melhor rentabilidade da categoria, de acordo com a classificação da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), nos trinta dias até 26 de novembro de 2009.

A subcategoria apresentou retorno de 1,10% no período, enquanto a rentabilidade média dos fundos multimercados ficou em 0,84%.

Pior desempenho

Por outro lado, o pior
desempenho ficou com os fundos multimercados juros e moedas, que acumularam ganhos de 0,68% nos trinta dias anteriores a 26 de novembro.

Confira mais detalhes sobre as demais categorias de fundos multimercados na tabela abaixo:

Nome
Patrim*
Rent%
30D
Rent%
365D
Multimercados Macro
62,93B
+1,10
+7,84
Multimercados Trading
737,78M
+0,99
+5,90
Multimercados Multigestor
9,96B
+0,92
+6,47
Multimercados Estrategia Especifica
14,69B
+0,88
+6,14
Multimercados Multiestrategia
143,10B
+0,84
+3,86
Multimercados Juros e Moedas
85,55B
+0,68
+3,65


*
- Em reais (K - Mil M - Milhão B - Bilhão)

Oferta da Energias do Brasil termina com participação de estrangeiros de 58,07%


Por: Equipe InfoMoney
02/12/09 - 08h50
InfoMoney

SÃO PAULO - A EDP - Energias do Brasil (ENBR3) divulgou nesta quarta-feira (2) o anúncio de encerramento de sua oferta pública secundária de ações ordinárias. A captação total da operação atingiu R$ 441,75 milhões, a um preço de R$ 28,50 por papel.

Enquanto os investidores estrangeiros foram responsáveis pela maior parte da captação, contando com uma participação de 58,07% do total, os brasileiros participaram com os 41,93% restantes.

A quantidade total distribuída foi de 15,5 milhões de papéis, considerando 1,40 milhão referentes ao lote suplementar, o que corresponde a 10% do total de ações inicialmente ofertadas.

Confira alguns números da oferta

Tipo de Investidor
Valor
(R$ Milhões)
%
Origem dos recursos
Valor
(R$ Milhões)
%
Institucional
401,09
90,80
Exterior
256,51
58,07
Varejo
40,66
9,20
Brasil
185,24
41,93


De acordo com a empresa, o total das ações distribuídas inclui 150 mil papéis adquiridos pelo Citigroup Global Markets como forma de proteção para operações com derivativos de ações realizadas no exterior.

Ações distribuídas
Preço
Volume da Operação
15.500.000
R$ 28,50
R$ 441.750.000,00

Hypermarcas conclui aquisição de ações da Inal por mais de R$ 212 milhões


Por: Equipe InfoMoney
02/12/09 - 09h41
InfoMoney

SÃO PAULO - A Hypermarcas comunicou no início da manhã desta quarta-feira a celebração de contrato de compra e venda com a Inal (Indústria Nacional de Artefatos de Látex), através do qual adquire todas as ações representativas do capital da companhia pelo preço total de R$ 212,62 milhões.

De acordo com a Hypermarcas, R$ 83,544 milhões foram pagos à vista, na data de assinatura do contrato, enquanto os R$ 129,075 milhões restantes serão pagos em cinco parcelas anuais, que sofrerão ajustes pela variação cambial até a data de cada pagamento e sem correção.

Dessa forma, a Hypermarcas deverá concluir o pagamento desta aquisição em dezembro de 2014, data prevista para o vencimento da última parcela.

Expansão no setor

O investimento da Hypermarcas em ações da Inal, proprietária da Olla e da Lovetex, evidencia uma preocupação da
empresa em expandir sua participação no mercado de bens de consumo brasileiro.

Ainda neste ano, a Hypermarcas já havia anunciado a aquisição da Jontex, marcando sua entrada no mercado nacional de vendas de preservativo. Cabe lembrar que com a aquisição da Jontex e Olla, a Hypermarcas se torna detentora do capital das duas maiores marcas de preservativos no mercado nacional.

Nove corretoras indicam ações para dezembro

Analistas veem possibilidade de alta de 15% para a bolsa nos próximos meses e aconselham garimpar bem os papéis que ainda estão baratos

Por Eduardo Tavares 02.12.2009 7h37

O mercado parece ter se adaptado à taxação da entrada de capital estrangeiro no país, por meio do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Depois de um período de maior volatilidade, observado principalmente no final de outubro e no começo de novembro, a oscilação na bolsa brasileira diminuiu nas últimas semanas e o Ibovespa retomou uma trajetória mais definida de alta. O índice chegou a um novo patamar máximo no ano - 68.059 pontos no dia 18/11 - e fechou o mês aos 67.944 pontos, uma variação acumulada de 8,94%. Para os analistas, ainda há espaço, nos próximos meses, para um avanço do Ibovespa de cerca de 15% - uma alta bem mais modesta, portanto, que os 82% acumulados neste ano.
Também parece ter sido bem digerido pelos investidores brasileiros o imbróglio da moratória da dívida do Dubai World - conglomerado de empresas de Dubai responsável por investir no desenvolvimento de vários setores da região com recursos de estrangeiros. O anúncio de que o Banco Central dos Emirados Árabes dará liquidez aos bancos e a expectativa de que o Dubai World seja capaz de voltar a pagar as dívidas em breve de certa forma acalmaram os investidores na última semana.

No entanto, os riscos de que a moratória contamine outras economias, especialmente a de países emergentes, alguns deles bastante expostos à dívida da Dubai World, ainda existe. Segundo a analista de investimentos Kelly Trentin, da corretora SLW, há ainda a “dúvida quanto à possibilidade de outros países terem a mesma fragilidade de endividamento. Isso causaria mal estar no mercado e impactaria o Brasil no curto prazo. Avaliando melhor a situação, passado o calor do momento, o investidor voltaria a enxergar que o Brasil está muito bem, sem endividamento alto e com poucas dívidas para pagar em 2010”.

Gustavo Loyola, ex-presidente do Banco Central, falou ao Portal Exame sobre o assunto e afirmou não acreditar que o Brasil possa ser afetado fortemente pela crise no emirado. “Trata-se de uma questão muito específica dos investidores que apostaram em Dubai. E Dubai é um país distante do Brasil, tanto em termos geográficos quanto econômicos.” O economista acrescentou que a moratória não deve gerar forte correção da bolsa no país porque a valorização dos ativos brasileiros tem fundamento (ao contrário da ideia de que poderia haver uma bolha no mercado nacional).

Bons indicadores

De modo geral, essa boa fase do mercado brasileiro em novembro acompanhou uma tendência consistente de valorização dos principais mercados mundiais, que reagiram de forma positiva à favorável temporada de dados nos Estados Unidos, Europa e Ásia. Dentre os bons indicadores americanos reportados no mês passado, destacam-se a forte recuperação das vendas de automóveis, a expressiva elevação de 10,1% nas vendas do mercado imobiliário e as notícias mais otimistas com relação ao mercado de trabalho nos EUA.

Além das boas perspectivas para a recuperação econômica dos EUA e de outros países desenvolvidos, a aposta em um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2010 acima de 5% parece ser consenso no mercado. Segundo relatório dos analistas da corretora do HSBC, que opera de forma independente do banco, os últimos indicadores apontam para um maior crescimento da produção industrial e da utilização de capacidade instalada da indústria. É esperado também que o índice de confiança do consumidor chegue ao maior patamar dos últimos três anos.

Entretanto, outro consenso aparece na opinião de que esta melhora dos indicadores já tenha sido razoavelmente precificada no mercado brasileiro. “Temos certa dificuldade em recomendar algum setor específico para investimentos, pois acreditamos que todos já estão mais ou menos bem precificados”, diz Fernando Siqueira, economista chefe da Intra Corretora. Segundo ele, a melhor estratégia de investimento para o atual momento do mercado seria fazer uma análise mais detalhada das empresas para encontrar aquelas ainda baratas.

Segundo as corretoras Brascan e Intra, seria a hora de posicionar as carteiras em setores ligados a commodities. “Se há a possibilidade de indicar alguns setores, são os que dependem de um crescimento econômico mundial mais forte. Acreditamos que, embora com certa precificação, setores como os de commodities, siderurgia (que também deve ser beneficiado pela prorrogação do IPI reduzido para a linha branca e automóveis flex 1.0) e mineração ainda estejam atrás dos demais, havendo possibilidade de valorização”, diz o economista-chefe da Intra Corretora.

Veja abaixo as carteiras de nove corretoras:

Ágora
Empresa
Ação
Preço-alvo
(R$)
Preço atual (R$)*
Potencial de alta (%)
Petrobras
39,00
38,80
0,52
BM&FBovespa
Em revisão
11,80
Gerdau
27,76
27,10
2,44
Vale
44,16
49,02
-9,91
SulAmérica
41,40
48,00
-13,75
Tractebel
27,66
21,00
31,71
Telesp
53,71
38,10
40,97
Energias do Brasil
38,15
31,00
23,06
Itaú Unibanco
38,70
37,95
1,98
Geração Futuro
Empresa
Ação
Preço-alvo
(R$)
Preço atual (R$)*
Potencial de alta (%)
Usiminas
51,2
Banco do Brasil
30,9
Petrobras
38,8
Taurus
6,27
Gerdau
20,5
VCP
24,3
Vale
42,37
Randon
14,98
Guararapes
57,3
Alterações
Sai: WEG
HSBC
Empresa
Ação
Preço-alvo
(R$)
Preço atual (R$)*
Potencial de alta (%)
Itau Unibanco
37,95
CCR Rodovias
37,85
BM&Fbovespa
11,80
Cesp
18,50
Lojas Americanas
14,50
Ambev
167,50
Petrobras
38,80
Vale
49,02
Gerdau
27,10
Alterações
Entra: Itaú Unibanco
Sai: ALL
Intra
Empresa
Ação
Preço-alvo (R$)
Preço atual (R$)*
Potencial de alta (%)
Telemar
70,00
64,20
9,03
Hypermarcas
46,00
37,30
23,32
Itaú Unibanco
43,64
37,95
14,99
Cosan
29,00
20,60
40,78
Tractebel
28,12
21,60
30,19
Alterações
Entra:
Cosan, Telemar, Tractebel
Sai: BRMalls,
Souza Cruz, Embraer
Link
Empresa
Ação
Preço-alvo (R$)
Preço atual (R$)*
Potencial de alta (%)
Itaúsa
14,20
11,21
26,67
Visanet
22,70
16,45
37,99
ALL
19,30
6,50
196,92
Bradespar
52,00
38,70
34,37
Copasa
41,00
30,10
36,21
Suzano
24,00
18,75
28,00
Tractebel
29,10
21,00
38,57
Vivo
57,00
49,20
15,85
Tam
36,00
29,40
22,45
Transmissão Paulista
63,80
49,89
27,88
Alterações
Entra:
Visanet, Tam
Sai: Marfrig, Gol
SLW
Empresa
Ação
Preço-alvo (R$)
Preço atual (R$)*
Potencial de alta (%)
Vale
54,37
42,37
28,32
Itaú Unibanco
42,38
37,95
11,67
Pão de Açúcar
63,00
55,30
13,92
Klabin
6,30
4,89
28,83
BRFoods
57,64
41,01
40,55
Natura
37,18
33,55
10,82
Gerdau
31,41
27,10
15,90
Gol
27,10
25,01
8,36
CSN
63,70
58,50
8,89
Petrobras
43,50
38,80
12,11
Alterações
Entra: Itaú Unibanco,
Gerdau, Gol
Sai: Telemar,
Braskem, Lojas Renner
Souza Barros
Empresa
Ação
Preço-alvo (R$)
Preço atual (R$)*
Potencial de alta (%)
Confab
7,50
4,56
64,47
Usiminas
62,70
51,20
22,46
Braskem
13,50
10,94
23,40
MMX Mineração
12,36
Petrobras
41,00
38,80
5,67
Alterações
Entra: Confab,
Usiminas, Braskem
Sai: Abyara, Ferbasa, Light
Um Investimentros
Empresa
Ação
Preço-alvo (R$)
Preço atual (R$)*
Potencial de alta (%)
CSN
72,00
58,50
23,08
CESP
30,00
21,45
30,00
MMX
14,50
12,36
17,31
LLX
12,00
8,90
34,83
Brasil Foods
58,00
41,01
41,43
PDG
20,00
18,00
11,11
OGX
2025,00
1484,99
36,36
DASA
60,00
54,40
10,29
Duratex
18,00
15,47
16,35
Santander
31,00
23,35
32,76
Alterações
Entra: OGX, Santander
Sai:
B2W, MRV
Brascan
Empresa
Ação
Preço-alvo (R$)
Preço atual (R$)*
Potencial de alta (%)
Vale
46,28
42,37
9,23
MMX
17,10
12,36
30,00
Usiminas
62,30
51,20
21,68
Tele Norte Leste Participações
58,13
36,90
57,53
CPFL
40,28
32,10
25,48
Cemig
33,28
18,00
84,89
AmBev
175,00
167,50
4,48
Suzano
21,25
18,75
13,33
MRV
42,30
38,05
11,17
PDG Realty
Em revisão
18,00
* Cotação de fechamento de 30 de novembro de 2009
Fontes: corretoras

LLX, de Eike Batista, pode entrar no Ibovespa

Prévia totalizou 60 ações de 54 empresas; três ações deixaram o índice das mais líquidas da bolsa

01.12.2009 16h45

A BM&FBOVESPA divulgou, nesta terça-feira (1/12), a primeira prévia da carteira teórica do Índice Bovespa que vai vigorar de 4 de janeiro a 30 de abril de 2010, com base no fechamento do pregão de 30 de novembro de 2009. Segundo a prévia, as ações ordinárias da LLX Log, do empresário Eike Batista, devem passar a integrar o índice das ações de maior liquidez da bolsa.

A prévia totalizou 60 ações de 54 empresas no Ibovespa. Três ações deixaram de fazer parte do índice: as ordinárias da Brasil Telecom (BRTO3), as preferenciais da Celesc(CLSC6) e as preferenciais da Comgás (CGAS5).

De acordo com informações da Bovespa, os cinco ativos que apresentaram o maior peso na composição do índice foram: PetrobrasPN (13,422%), ValePNA (11,899%), Itau Unibanco PN (5,013%), BMFBovespa ON (4,541%) e GerdauPN (3,851%). A versão definitiva do Ibovespa para o primeiro quadrimestre só será divulgada em algumas semanas.

Às 16h25, as ações da LLX (LLXL3) operavam em alta de 0,45%, a 8,94 reais. O Ibovespa operava em alta de 2,50%, aos 68.722 pontos.

Eles agora compram empresas

Com um atraso de dois meses em relação ao Bradesco, o Itaú Unibanco estreia no setor de private equity -- um mercado promissor (e arriscado) para grandes bancos de varejo

Verri, Marrachine e Lauretti, da Kinea: estrutura separada do banco para ganhar rapidez

Por Lucas Amorim 26.11.2009 00h01

Nos últimos 12 meses, os executivos do Itaú acostumaram-se ao anúncio barulhento de negócios que mudaram o perfil do banco. Em novembro de 2008, a fusão com o concorrente Unibanco resultou na maior instituição financeira privada do país. Em agosto, a associação com a Porto Seguro trouxe a liderança em seguros de automóveis e residências. Agora, de forma bem mais silenciosa, o banco se prepara para entrar em um novo negócio -- os investimentos de private equity. Pelo menos por enquanto, trata-se de algo com proporções infinitamente menores, mas potencialmente transformador pelo ineditismo. Desta vez não existe um sócio envolvido. Também não haverá alarde. Nem mesmo um anúncio oficial. O ponto de partida aconteceu no fim de outubro, com a chegada dos dois executivos que vão liderar a investida dentro da Kinea, empresa de investimentos alternativos criada pelo banco em 2007 -- Cristiano Lauretti e Eduardo Marrachine. Nos últimos dez anos, os dois comandaram a área de investimentos da americana AIG no Brasil e levantaram 700 milhões de dólares com compra e venda de participações em empresas brasileiras, como a Gol. Agora eles têm a missão de tornar o Itaú relevante num mercado dominado por competidores experientes e capitalizados -- como GP e Advent. "Queremos fechar pelo menos dois negócios nos próximos 12 meses", diz Lauretti, em entrevista exclusiva a EXAME.

Para a estreia, o Itaú aportou 250 milhões de reais. Dessa forma, já começa como o décimo maior investidor de private equity do país -- embora ainda distante de grandes fundos, como o GP, dono de quase 3 bilhões de reais. O banco ainda pretende captar outros 500 milhões de reais de investidores nacionais e estrangeiros nos próximos anos. Esse parece ser uma espécie de movimento em cadeia no mercado financeiro. O Itaú chega ao mercado de private equity dois meses depois de seu maior concorrente, o Bradesco. Em 16 de setembro, a instituição assumiu a dianteira ao anunciar sua entrada no setor em parceria com o grupo português Espírito Santo. O resultado é a 2BCapital, com aporte inicial de 100 milhões de reais. No mesmo dia, o Pine, o 40o maior banco do país, firmou parceria com o grupo de investimentos americano Global Emerging Markets para captar e investir 250 milhões de dólares no país.

Uma das razões para que bancos tradicionais entrem num terreno até então inexplorado está na queda dos juros nos últimos anos. Grandes clientes corporativos já buscavam alternativas de investimento mais vantajosas que as tradicionais, como títulos públicos. É uma migração que, em outros países, já aconteceu há muito tempo. O Citi, por exemplo, iniciou seus investimentos em empresas nos anos 60. O HSBC, na década de 80. "Ingressar no setor de private equity, para os bancos brasileiros, significa aproveitar uma demanda reprimida", diz Cláudio Furtado, diretor do GVcepe, braço da FGV que analisa o mercado de private equity e venture capital.

No caso do Itaú, os planos para entrar na nova área começaram há cerca de dois anos -- quase simultaneamente à abertura da Kinea. Boa parte de sua estrutura, hoje com 25 funcionários, veio da antiga área de administração de recursos de clientes corporativos do BankBoston, comprado pelo Itaú em 2006. Durante esse período a Kinea investiu sobretudo em imóveis e em fundos de hedge, mas desde o início de suas operações esperava a hora certa para estrear em private equity. "Nossa dificuldade era encontrar profissionais que dominassem todas as etapas do processo", diz Marcio Verri, presidente da Kinea e ex-diretor do antigo BankBoston. A oportunidade surgiu com a crise financeira nos Estados Unidos. Com as dificuldades da matriz da AIG, Lauretti e Marrachine passaram a ter problemas em fechar negócios no Brasil. Logo depois, deixaram a companhia para aceitar o convite do Itaú Unibanco. Mas, no novo emprego, o único sinal de que eles fazem parte do Itaú está em letras miúdas no canto de seus cartões de apresentação, ofuscado pela marca Kinea. O escritório do fundo de private equity fica no bairro do Itaim, distante da sede do Itaú Unibanco, no Jabaquara, zona sul de São Paulo. Seus oito principais executivos são sócios do negócio -- e detêm juntos uma fatia de 20% da Kinea (os demais 80% estão nas mãos do Itaú Unibanco). Também têm direito à metade dos lucros de todas as negociações. "A estrutura reduzida, com autonomia para decisões, é fundamental num setor como esse", diz Marrachine.

Manter uma estrutura separada para o novo negócio é particularmente importante no caso do Itaú -- conhecido pela tradicional rigidez hierárquica, incompatível com a agilidade dos fundos. Alguns sinais da formalidade, como salas fechadas para diretores e uso incondicional de terno e gravata para os executivos do banco, persistem -- embora comecem a ser abolidos (em parte por influência dos executivos do Unibanco). Não é o tipo de ambiente que combine com a maioria dos fundos. Por isso, o modelo que serve de inspiração para a Kinea é semelhante ao que vale para o banco de investimento BBA. Desde que foi comprado pelo Itaú, em 2002, o BBA mantém uma estrutura separada, com um escritório na avenida Faria Lima, o novo coração financeiro de São Paulo. Há uma cultura peculiar. Qualquer um dos 400 funcionários à frente das negociações do BBA, por exemplo, tem autonomia para conversar diretamente com o presidente Cândido Bracher, filho do fundador e que permanece no comando da divisão até hoje. "Até agora o Itaú soube manter a cultura tanto do BankBoston quanto do BBA nas áreas de clientes corporativos", diz Betania Tanure, especialista em comportamento organizacional. "À medida que o negócio crescer, isso será cada vez mais desafiador e importante."

Além de manter à parte a identidade cultural, há outra razão para construir uma muralha chinesa entre negócios tradicionais e a atividade de private equity. "Existe um conflito de interesses em potencial entre as duas atividades", diz Jorge Maluf, especialista em finanças da consultoria Korn/Ferry. Os investidores precisam, por exemplo, ter certeza de que as empresas compradas não vão ficar reféns dos serviços financeiros de seus acionistas. Na Kinea, isso já está definido. As empresas adquiridas poderão ser clientes de qualquer banco, mesmo dos concorrentes. A Kinea tampouco pretende comprar o controle das empresas -- a participação máxima ficará limitada a 49%. Trata-se, aliás, da mesma estratégia seguida pelo concorrente Bradesco.

Apesar do ingresso quase simultâneo, Itaú e Bradesco não devem repetir em private equity a disputa acirrada por espaço que travam em outros setores, como o varejo. Segundo especialistas, ainda há um vasto campo aberto para novos fundos no mercado brasileiro. De acordo com a GVcepe, os 140 fundos em atuação no país investiram 31 bilhões de dólares em 2008 -- o equivalente a 1,5% do PIB brasileiro. A média global é 3,5%. "O Brasil deve chegar a esse patamar nos próximos cinco anos, com investimentos de até 80 bilhões de reais", diz Furtado, do GVcepe. A competição entre os dois bancos vai ficar na comparação do porte e da eficiência de seus negócios de compra e venda. E essa é uma corrida que começa para valer agora.

Bookmark and Share
Copyright © 2002 / 2014 HorusStrategy.com.br. Horus Strategy é marca registrada. Todos os direitos reservados.