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segunda-feira, novembro 16, 2009

Usiminas anuncia criação de nova empresa, que irá agregar valor a aços planos

Usiminas anuncia criação de nova empresa, que irá agregar valor a aços planos

Por: Karin Sato
12/11/09 - 15h27
InfoMoney

SÃO PAULO - Com a integração de quatro empresas das quais a Usiminas detinha participação e duas unidades produtivas, foi anunciada, nesta quinta-feira (12), a criação da Soluções Usiminas, que concentrará unidades de serviços e de distribuição de aços planos e cuja previsão é de vender mais de 1,2 milhão de toneladas de produtos em aço e faturar R$ 3,6 bilhões no próximo ano.

As empresas envolvidas no negócio são a Rio Negro, da qual a Usiminas detinha 67% de participação; a Dufer (51%); a Fasal (50%) e a Zamprogna, da qual a Usiminas detinha 50% da participação. No ano passado, entretanto, a empresa comprou 100% da Zamprogna. Essas companhias, juntas, tiveram uma receita de R$ 1,3 bilhão nos nove primeiros meses deste ano. Talvez por conta dessa cifra, o diretor da Soluções Usiminas, Luiz Migliora, afirmou que a empresa já nasceu vitoriosa.

Meta

De acordo com ele, a ideia de integrar essas empresas nasceu da atual meta principal da Usiminas, de agregar valor ao aço, oferecendo ainda serviço de qualidade aos clientes. A empresa deseja, como ambição maior, continuar crescendo. A Usiminas parecia sofrer com seu próprio tamanho, já que, de acordo com Migliora, Dufer, Rio Negro, Fasal e Zamprogna estavam concorrendo entre si. A necessidade de sinergia entre elas era, então, óbvia.

Na prática, a Soluções Usiminas já existia enquanto operação. Essas empresas, embora sob o guarda-chuva de uma mesma diretoria, funcionavam de maneira independente, apesar de serem geridas pela Usiminas. "Este é um marco para a empresa. Em termos de infraestrutura, não há nada igual. Com relação a serviços, a Soluções Usiminas está no mesmo nível do Japão. Temos uma estrutura excepcional e já nascemos líderes do segmento, com a consolidação dessas quatro empresas", comemorou.

A Soluções Usiminas conta com três unidades de negócios - distribuição, serviços e tubos - e nasce com 14 unidades industriais no País, em cinco estados, contando com a seguinte composição acionária: 68,9% da Usiminas, 20% da Metal One Corporation e 11,1% da família Sleumer. Quanto à base de clientes, a operação se inicia com 10 mil, sendo o setor automotivo o grande alvo, com 30% da concentração dos negócios. Justamente neste segmento, a Usiminas é hoje a principal fornecedora. Outros setores atendidos são o de autopeças, construção civil, indústria moveleira, eletroeletrônicos e máquinas e equipamentos.

Integração

Integração parece ser a palavra de ordem da Usiminas neste momento. "No ano passado, fizemos uma grande reestruturação na Usiminas, com foco na integração dos negócios, o que resultou em um centro de serviços, que garante maior agilidade na entrega, bem como estamos trabalhando mais na customização dos produtos a serem entregues", explicou o vice-presidente de Negócios, Sergio Leite de Andrade.

Concorrência e internacionalização

"O grande objetivo é crescer, por meio da agregação de valor ao aço", disse. Segundo ele, como a Usiminas notou uma transferência de margem da siderurgia para o carvão e o minério, a empresa pretende ainda reverter esse movimento, trazendo a margem de volta à siderurgia. Seja como for, a empresa está investindo na produção de minério.

Questionado sobre a concorrência com o aço chinês, Andrade afirmou que é desleal. "Das 500 maiores empresas chinesas, 70% são de propriedade do Estado. O retorno sobre o patrimônio líquido dessas empresas é de 1,1%. Em uma economia de mercado, isso é inviável. Então os chineses ofertam produtos no mercado a preços que, dentro de uma economia de mercado, caracterizariam concorrência desleal", desabafou.

Mas a estratégia da Usiminas não é concorrer com os chineses via preço, e sim via qualidade de serviços e valor agregado ao produto. "Sabemos que muitos dos nossos clientes fecham negócio conosco por conta da qualidade do serviço prestado".

A Usiminas também está de olho no pré-sal. Andrade admitiu que, neste momento, a empresa não possui tecnologia suficiente para fornecer produtos a serem usados na exploração do pré-sal. "Mas conseguimos a tecnologia e em agosto de 2010 estaremos aptos a fornecer para exploração do pré-sal".

Os executivos da empresa ainda afirmaram que a atuação no mercado externo não se dará mais apenas via exportação. Trabalha-se com um projeto de internacionalização. "Estamos analisando regiões mais atrativas, onde podemos agregar valor, onde já há oportunidades". O crescimento da Usiminas se dará, então, tanto no mercado interno quanto no externo. "Em um primeiro momento, a ideia é reforçar a presença em regiões onde nossa presença não é tão forte, caso do Centro-Oeste e do Norte do país, e intensificar a presença na América Latina", resumiu Andrade.

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