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terça-feira, novembro 10, 2009

Possibilidade de redução ou retirada do IOF paralisa processos de IPOs

Possibilidade de redução ou retirada do IOF paralisa processos de IPOs

Luciana Monteiro, Angelo Pavini e Vanessa Dezem, de São Paulo
10/11/2009
A possibilidade de o governo isentar as oferta públicas de ações da cobrança do Imposto de Operações Financeiras (IOF) de 2% nas compras por estrangeiros, levantada na semana passada, provocou uma paralisação nas operações que já estavam em andamento. A informação é de executivos que acompanham essas operações e que se reuniram ontem no lançamento da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). "Dois por cento na cabeça é um custo razoável para o investidor e quem estava no processo (para abrir capital) resolveu parar para ver se sai algo", diz um executivo de uma consultoria voltada para o mercado de capitais.

Na semana passada, o jornal "O Globo" informou que o governo deve isentar os IPOs (sigla para oferta pública, em inglês) da cobrança do tributo. A intenção das empresas, portanto, é esperar para ver se realmente o governo abrirá exceção para essas operações. O IOF foi um dos principais assuntos entre os executivos no almoço da Anbima, principalmente depois do impacto que a cobrança teve sobre a oferta pública da Cetip, da qual muitos bancos são sócios. "A Cetip já tinha tudo acertado, ia ser lançada na média da estimativa de preços, mas o IOF saiu no meio do caminho e fez muitos investidores desistirem, e aí o preço caiu para o mínimo", diz um diretor de banco.

Entidades como Ancor (associação das corretoras) e Anbima estudam se articular com a BM&FBovespa para tentar negociar alguma mudança com o governo. "Há o caso do IOF na renda fixa, que a bolsa não vai se preocupar em defender, mas que afeta todo o mercado", diz um executivo de uma entidade de mercado. Ao mesmo tempo, há o temor de uma reação mais negativa das autoridades. "O governo pode tirar o IOF de IPO e aumentar o dos outros ativos, por exemplo", diz um executivo.

"Nós discordamos que o IOF seja a solução para segurar o câmbio", diz Marcelo Giufrida, presidente da Anbima. Segundo ele, o governo está certo ao se preocupar com o movimento intenso em direção ao mercado de capitais brasileiro. "A discussão é se o IOF é a medida certa para essa questão, pois o que se teme é o efeito colateral que isso pode causar, que é o de afastar o investidor do mercado interno para o externo", avalia. Além disso, a taxação não soa bem aos ouvidos dos investidores de longo prazo, que estão acostumados com estabilidade de regras.

As ofertas públicas deste ano foram, em grande maioria, formada por captações de empresas que já estavam no mercado. Os IPO foram poucos e de grandes volumes. A taxação do IOF pode afetar as operações de empresas menores, que podem ter dificuldade de acessar o mercado por conta do investidor estrangeiro, diz Alberto Kiraly, vice-presidente da entidade. Vale lembrar que nas operações realizadas no ano passado, o investidor externo ficou com cerca de 70% das ofertas.

Segundo a coluna "De olho na bolsa" publicada pelo Valor ontem, desde o anúncio da cobrança do sobre os investimentos estrangeiros, o volume médio diário de negócios com os American Depositary Receipts (ADRs, recibos de ações) negociados em Nova York foi de US$ 3,713 bilhões. Isso representa uma alta de 46%, considerando o giro médio de US$ 2,543 bilhões dos últimos 90 pregões.

Os fundos offshore (carteiras sediadas no exterior) foram bastante afetados com a taxação de 2% e os gestores internacionais têm preferido investir em Brasil via ADR já que isso representa uma certa economia para eles, diz Robert John van Dijk, também vice-presidente da Anbima.

Como alternativa à solução do governo para a valorização do real, a Anbima acredita na continuidade da política de acumulação das reservas e os investimentos em grandes projetos, como os de infraestrutura. Giufrida cita ainda a possibilidade de se taxar os investimentos na saída. "Seria melhor", diz ele.

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