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terça-feira, novembro 24, 2009

Por que seu presente de final de ano pode estar com os gestores de hedge funds

Por que seu presente de final de ano pode estar com os gestores de hedge funds

Por: Nathália A. Terra Pereira
23/11/09 - 13h50
InfoMoney


SÃO PAULO - Todo final de ano traz entre os investidores a esperança de que seu maior presente de Natal virá da bolsa. Além de simples otimismo - que pode ser explicado pelas finanças comportamentais - a crença de que o mês de dezembro sempre traz pregões mais favoráveis não está tão longe de ser verdade.

É o chamado rali de fim de ano: um fenômeno há muito conhecido por aqueles mais experientes e familiarizados com a dinâmica dos mercados. Superstições à parte, a tendência de
valorização de papéis e índices nas últimas semanas do ano tem explicação bastante lógica: a atuação dos gestores.

Números comprovam rali

Pressionados em encerrar o ano com uma
performance melhor de suas carteiras, não é raro gestores de fundos atuarem de forma mais incisiva no mercado a fim de extrair ganhos mais expressivos. O fenômeno pode ser observado nos principais índices de ações ao redor do globo, e o Ibovespa não é exceção.

A última desvalorização registrada pelo principal índice da bolsa brasileira no mês de dezembro foi em 1998. Nem nos últimos anos, marcados pela turbulência em função da crise financeira, o Ibovespa fechou o último mês com queda. Lá fora, o fenômeno é ainda mais marcante e conhecido, com os gestores em Wall Street assumindo posições ainda mais arriscadas.

Neste ano, nada indica que será diferente. Pelo contrário, analistas já arriscam dizer que o mês de dezembro de 2009 será ainda mais caracterizado pelo rali de fim de ano. O motivo para tal argumentação reside no fraco desempenho que a indústria global de hedge funds vem apresentando neste ano.

Na retaguarda das performances

O Hedge Fund Research's Global Hedge Funds Index, índice que representa a
rentabilidade dos principais hedge funds no mundo, acumula em 2009 uma valorização ao redor de 12%. A performance é decepcionante se comparada a outros mercados.

Nos países emergentes, alguns índices de ações, como o Ibovespa, registram altas superiores a 70%. Até o S&P500, geralmente caracterizado por uma maior estabilidade e, portanto, ganhos menos expressivos, subiu 22,8% desde o começo de 2009. Isso para não falar em ativos de outra natureza, como ouro, petróleo e moedas.

O porquê de tamanha disparidade é uma questão mais complexa; talvez uma cautela excessiva em face dos prejuízos históricos registrados no ano passado com a crise financeira. Mas fato é que poucos acreditam que os gestores de hedge funds irão se conformar com uma rentabilidade tão fraca.

A volta da geração de Prince?

O ambiente competitivo de Wall Street já foi tema de diversos filmes em Hollywood. Um de seus maiores ícones foi Chuck Prince, ex-presidente do Citigroup, cuja frase "enquanto a música estiver tocando, nós temos que nos levantar e dançar" tornou-se símbolo de uma geração de investidores sedentos por grandes lucros - mesmo que para isso tivessem que tolerar grandes riscos.

O cenário relativamente tranqüilo que vem se configurando no
mundo nos últimos meses também suporta a perspectiva de um rali de fim de ano ainda mais expressivo neste mês de dezembro que está por vir. As principais autoridades monetárias do mundo já avisaram que uma política contracionista não deve tão cedo voltar a ser implementada.

No lado corporativo, a temporada de divulgação de resultados se aproxima do fim e o saldo geral que deixa é relativamente positivo, com diversas empresas recuperando os prejuízos amargados em 2008. Tal confluência de fatores deve inspirar uma postura ainda mais agressiva entre os gestores de hedge funds.

Onde essa estrada dará?

Claro que uma valorização ainda mais acentuada nos últimos pregões do ano convém ao interesse de todos. No entanto, alguns analistas se mostram cautelosos quanto a possíveis impactos que uma busca irracional por ativos de maior risco poderia causar. Ainda que não repercutam hoje, amanhã ou no mês que vem, tais conseqüências poderiam vir a surgir em um horizonte de tempo maior.

Afinal, o fim dessa estrada todos nós já conhecemos: estratégias como a securitização de ativos contribuíram em grande escala para as proporções que a atual crise financeira tomou, notadamente nos países mais desenvolvidos. E Chuck Prince - aquele mesmo que uma época já foi ídolo de muitos estreantes na bolsa - hoje é apontado entre os responsáveis por quase ter levado o Citigroup à falência.

Em contrapartida, há também os analistas que acreditam que tal visão é exagerada. O contexto de hoje não é o mesmo de três anos atrás, argumentam, e uma retomada do apetite por risco pelos gestores seria bem vinda na medida em que elevaria a liquidez nos mercados. Difícil dizer qual grupo está certo - até porque verdades absolutas raramente existem nos mercados.

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