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quinta-feira, novembro 19, 2009

Para a CVM, mudança é positiva

Para a CVM, mudança é positiva

Autor(es): Adriana Chiarini
O Estado de S. Paulo - 19/11/2009

A cobrança de 1,5% de IOF na emissão de recibos de depósitos de ações brasileiras (DRs) no exterior foi considerada "positiva" pela presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Maria Helena Santana. Ela explicou que, com a cobrança do IOF sobre renda variável no Brasil, em outubro, "havia uma assimetria muito grande (entre as bolsas no Brasil e em outros países) e acho que a medida reduz isso".

O ex-diretor do Banco Central e sócio da JGP investimentos Rodrigo Azevedo considera que a medida normalmente não funciona para mudar a trajetória de câmbio. "Com o IOF colocado recentemente, rapidamente o câmbio voltou ao que era."

De acordo com ele, o Brasil entrou em uma trajetória de melhora, que cria uma tendência de valorização do real. "Esse movimento tende a ser permanente. Não se enfrenta uma mudança permanente com medidas tópicas", criticou.

Ele demonstrou ceticismo também quanto ao nível de câmbio de R$ 2,60, defendido pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. "Não vi o estudo (pelo qual o ministro teria chegado à taxa). Acho que com o câmbio a gente tem que ser humilde", disse Azevedo, que, como Maria Helena, participou da apresentação da nova diretoria da Ambima, da qual faz parte.

O economista Edmar Bacha, um dos pais do Plano Real, considera que, se o câmbio fosse a R$ 2,60, como Mantega gostaria, prejudicaria o salário real dos brasileiros, provocaria inflação e tornaria mais caro o investimento. De acordo com ele, "não há evidências de que esses IOFs tenham funcionando no passado".

Bacha considera que medidas desse tipo tendem a ser contornadas pelo mercado. "É uma chatice que a gente, em vez de se concentrar em coisas produtivas, tenha que se concentrar em dar a volta no governo."

O presidente da Ambima, Marcelo Giufrida, disse que é preciso fazer um balanço entre o objetivo das medidas que o governo está tomando e seus efeitos. "Medidas e mudanças nas regras não são boas para o investidor de longo prazo", comentou.

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