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terça-feira, novembro 10, 2009

Ouro pode subir ainda mais com demanda de emergentes

Ouro pode subir ainda mais com demanda de emergentes

SÃO PAULO - A procura por proteção em um ativo físico, principalmente por parte de alguns países para compensar a queda do dólar, pode fazer o outro chegar a US$ 2 mil por onça (31,104 gramas) no mercado internacional. Esta é a projeção feita por Lance Reinhardt, diretor para a América Latina do Superfund, gestora que administra atualmente US$ 1,65 bilhão. "Com a compra de 200 toneladas pela Índia, e a perspectiva de que outros países, principalmente os emergentes, vão comprar o metal, diria que em dois ou três anos a cotação do ouro pode chegar a US$ 2 mil por onça", afirma.

No último dia 2, o Banco Central da Índia comprou 200 toneladas de ouro do Fundo Monetário Internacional (FMI), quase metade das 403,3 toneladas que a entidade disse que venderia "em vários anos" para evitar uma queda artificial dos preços do ouro.

O preço do ouro bateu ontem mais um recorde, ao atingir US$ 1.111,20 a onça no mercado londrino, na esteira das seguidas desvalorizações do dólar ante outras moedas fortes.

No mercado de Hong Kong o metal também bateu recorde, encerrando o dia negociado a US$ 1.108. Segundo analistas, o ouro se beneficia da fragilidade do dólar e das perspectivas de manutenção das políticas de estímulo adotadas durante a crise pela maioria dos governos.

Na sexta-feira a onça-troy chegou aos US$ 1.101,42, em mais um de uma série de recordes que a cotação do ouro vem batendo nas últimas semanas. No mesmo dia, o banco central do Sri Lanka anunciou a compra de ouro para diversificar suas reservas, forçando ainda mais a alta no preço porque cria uma nova demanda.

Atualmente, apenas 2% das reservas internacionais são compostas de ouro, já que o principal lastro é o dólar. Mas, para Reinhardt, essa proporção deve mudar. "Vejo o ouro como uma boa saída para diversificar os riscos dos países com o câmbio. Acredito que países como Brasil e Rússia, por exemplo, ainda vão aumentar suas reservas de ouro no médio prazo."

Mercado ainda pequeno

No Brasil, o mercado do ouro ainda movimenta volumes pequenos. O número de contratos negociados no mercado disponível de ouro (250 gramas) em outubro foi de 1.137, número inferior ao do mês anterior, que ficou em 1.216, segundo dados da BM&F Bovespa. O volume financeiro, por conseqüência, também caiu de R$ 16,660 milhões para R$ 17,700 milhões.

Em comparação com outubro do ano passado, ainda segundo a Bolsa, foi registrada uma queda bem acentuada. Foram negociados 1.947 contratos no mês, com movimento de R$ 27,270 milhões - redução de mais de 30% em relação ao período deste ano.

O auge da crise, atingido no fim do ano passado, é responsável por essa diferença, de acordo com o vice-presidente do Instituto Brasileiro dos Executivos de Finanças (IBEF), Keyler Carvalho Rocha. "O que motiva o aumento da procura pelo ouro e a alta dele é o temor sobre algum tipo de problema, como, por exemplo, a quebra de alguma grande instituição. O medo provocado pela crise é responsável por essa alta."

Apesar da queda em relação ao volume registrado no fim do ano passado, o metal segue valorizado. Segundo Carvalho, a procura segue alta, inclusive no Brasil, também por conta da desvalorização do dólar, que provoca uma migração natural para o mercado do ouro. "Os bancos centrais e outras instituições precisam de reservas, e, num momento em que o dólar está fraco em todo o mercado internacional, o jeito é migrar para o ouro."

No entanto, Carvalho afirma que o nobre metal é um "péssimo investimento" e que o natural seria existir pouca demanda por ele. "É um péssimo investimento porque não rende juros, não rende nada. Eu acho que nunca é hora de comprar ouro."

E, mesmo que se criem contratos de 25 gramas e 50 gramas para atrair pequenos investidores, Carvalho acredita que esse mercado não vai atrair esse tipo de aplicador.

Atualmente, é possível negociar frações de contratos de 250 gramas, no mercado secundário da BM&F.

Segundo diretor da gestora norte-americana Superfund, o preço do metal no exterior pode chegar a US$ 2 mil por onça, com aumento da demanda dos países emergentes, que querem compor suas reservas.

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