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quinta-feira, novembro 26, 2009

NOTICIAS DO DIA 26.11.09

Dubai requisita extensão de prazo para pagar dívida de US$ 59 bilhões

Por: Rafael de Souza Ribeiro
26/11/09 - 08h00
InfoMoney

SÃO PAULO - O fundo de investimento Dubai World, gerido pelo governo de Dubai, requisitou a seus credores um prazo de seis meses para pagar dívidas na casa de US$ 59 bilhões adquiridas em função da forte expansão dos investimentos.

A companhia pretende pagar o montante devido até maio de 2010, revela o comunicado emitido nesta quinta-feira (26). O pedido também se estende à sua subsidiária Nakheel, especializada no setor imobiliário.

Os analistas acreditam que o vizinho Abu Dhabi envie recursos para cobrir o rombo nas contas de Dubai, que ampliou sua alavancagem durante os últimos anos para financiar o destacado crescimento.

Reação negativa nos mercados

A principal preocupação dos investidores diz respeito à grande quantidade de investimentos do fundo em empresas de capital aberto, trazendo instabilidade aos mercados nesta quinta-feira.

O índice da bolsa de Xangai recuou 3,62%, enquanto as principais bolsas europeias recuam mais de 1,50%, com destaque para Frankfurt, que opera em baixa de 2,00%.

Anhanguera quer captar R$ 640 mi de oferta de units

SÃO PAULO - A Anhanguera Educacional anunciou o lançamento de uma oferta de 29 milhões de units no Brasil, com esforços para colocação no exterior. A distribuição pública secundária inclui opção de lote suplementar de até 15% das units (4,35 milhões de papéis). Sem considerar o lote suplementar, a oferta pode alcançar R$ 640,9 milhões, levando-se em conta o preço do fechamento de ontem, de R$ 22,10. Cada unit é formada por uma ação ordinária e seis preferenciais.

O preço final será determinado no encerramento do procedimento de bookbuilding (recolhimento das intenções de compra), previsto para 8 de dezembro. O período de reserva da oferta ao varejo é de 30 de novembro a 7 de dezembro, para investimento mínimo de R$ 3 mil e máximo de R$ 300 mil. Serão oferecidos aos investidores não institucionais entre 10% e 15% das ações ofertadas pela empresa.

A data prevista de início de negociação das units na BM&F Bovespa é 10 de dezembro. A liquidação da oferta ocorrerá em 14 de dezembro. Os coordenadores da oferta são os bancos Itaú BBA (líder), Merrill Lynch, Santander e Credit Suisse.

EDP

A Energias do Brasil (EDP) arrecadou R$ 441,750 milhões em uma oferta pública secundária de ações. Foram oferecidos 14.091.000 papéis, com lote suplementar de 1.409.000 ações, com captação de R$ 431,5 milhões
.

Ibovespa rende mais que fundos de ações

SÃO PAULO - Investir em ações em 2009, mesmo que por meio de fundos, foi um bom negócio, devido à alta expressiva da Bolsa de Valores de São Paulo, bem superior à de qualquer outro investimento no Brasil no mesmo período.

A performance do conjunto de fundos populares oferecidos por grandes bancos aos pequenos investidores, com aplicação inicial de até R$ 5 mil, foi boa, mas não tanto quanto o desempenho do Ibovespa, o principal índice de referência do mercado brasileiro. De acordo com levantamento do site financeiro Fortuna com 128 fundos de ações populares, o grupo avançou 69,36% em 2009, comparado à alta de 76,64% do Ibovespa até o dia 19.

"Somente 24 fundos conseguiram superar o índice", destaca o diretor do Fortuna, Marcelo D'Agosto. Em linhas gerais, carteiras de small caps e de ações de construção civil foram as de melhor desempenho, por conta da forte queda que estas categorias de ações tiveram em 2008.

"As small caps e o setor imobiliário foram justamente os mais penalizados no ano passado", lembra o gerente nacional de fundos de renda variável da Caixa Econômica Federal (CEF), Marcelo de Jesus. No caso das small caps, por exemplo, enquanto o Ibovespa recuou 40,22% em 2008, o índice que reúne estes papéis caiu 54,10%.

Petrobras continua fora de índice sustentável

SÃO PAULO - Atrapalhada pelas metas estipuladas pelo Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve), desde ação do Ministério Público Federal que terminou em um acordo ainda no ano passado, a Petrobras passará mais um ano sem integrar o rol de empresas do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), cuja nova composição foi divulgada ontem pelo próprio Conselho do ISE.

No entanto, o analista Marcelo de Faro, autor da afirmação, diz entender que esse deve ser apenas um dos motivos levados em consideração. "Houve um comprometimento da Petrobras em aderir a um programa para reduzir o teor de enxofre no diesel, mas esse assunto nunca mais voltou à tona", afirmou.

Segundo o Ministério Público Federal informou em janeiro de 2008, foi firmado um acordo com a companhia no ano passado para distribuir óleo diesel do tipo S50 (com menos enxofre) a partir de janeiro deste ano em todo o País. Produtos ainda mais limpos devem ser produzidos e distribuídos até 2016. De acordo com o texto, a Petrobras diz que não conseguiria atender o prazo por conta de um atraso de 22 meses da Agência Nacional de Petróleo na regulamentação da norma que prevê a exigência, publicada em outubro de 2007.

Em nota, a empresa afirmou que já disponibiliza o combustível apenas para ônibus em São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba. Postos de Fortaleza, Belém e Recife já vendem o combustível também para outros veículos. Ainda segundo a nota, outras capitais e regiões metropolitanas devem ter o combustível nas bombas entre 2010 e 2011. Mesmo assim, a petrolífera se manteve pelo quarto ano consecutivo, segundo o blog da empresa, no índice de sustentabilidade do Dow Jones (DJSI, na sigla em inglês), composto por 318 empresas de 57 setores de todo o mundo - das quais 19 do setor Petróleo e Gás.

Diversidade

De olho na diversificação da carteira, com direito a aumento no número de companhias e ações, o Conselho do Índice de Sustentabilidade Empresarial (CISE) divulgou ontem a nova composição da carteira, com a entrada de oito companhias e a saída de duas outras. Agora são 43 ativos de 34 empresas - ante 36 ações de 28 empresas -, mas a carteira entra em vigor somente no dia 1º de dezembro.

Os novos representantes são Copel, Even, Itaúsa, Indústrias Romi, Redecard, SulAmérica, Usiminas e Vivo, consagrando a entrada de três novos setores: Seguradoras, Construção Civil e Máquinas e Equipamentos. Odontoprev e Celesc ficaram fora. Apesar do aumento quantitativo, o valor de mercado das companhias que compõem o índice caiu de R$ 1,21 trilhão - correspondente a 39,6% da capitalização total da BM&F Bovespa em dezembro de 2008 - para R$ 730 bilhões, ou 32,2% da capitalização atual. Para De Faro, o valor de mercado caiu porque mais ações de segunda linha passaram a integrar o índice. "Muitas das de maior valor não fazem parte do índice", afirma.

O novo índice tem teto de 15% de participação por setor e integra até 40 empresas. O questionário, com 150 questões de seis dimensões, é encaminhado às 150 empresas mais líquidas da Bolsa; na próxima edição, serão 200.

Para a presidente do CISE, Sônia Avaretto, a entrada de mais setores no índice estimula a preocupação das empresas com a questão ambiental, trazendo, portanto, mais setores à Bolsa.

"Acreditamos em um movimento indutor. Mais empresas vão olhar para a questão ambiental", afirmou.

Segundo ela, a evolução do índice deve trazer ainda mais estrangeiros para o mercado de capitais do País - hoje eles detêm 30% da capitalização total da Bolsa. "Eles buscam cada vez mais saber sobre a responsabilidade das empresas. Os diretores das empresas, por amor ou dor, também estão percebendo a tendência", ressaltou, no que diz respeito à necessidade das empresas de aderir a políticas ambientais.

Sobre as empresas que não integram o índice, dentre as quais está a Petrobras, Avaretto frisou que o Conselho evita "carimbar" empresas que deixam o grupo como se tivessem deixado de desenvolver trabalhos de sustentabilidade ambiental.

"Se a empresa não entra, ou não respondeu o questionário ou não atingiu os critérios. As respostas variam de acordo com o que a empresa desenvolveu naquele ano", disse.

"Não podemos falar individualmente o que aconteceu com cada empresa. Isso seria leviano. É melhor perguntar às próprias empresas", ressaltou. A resposta dos questionários será enviada nesta sexta-feira.

A BM&F Bovespa aumentou o número de empresas e setores que compõem o Índice de Sustentabilidade Empresarial, cuja nova carteira foi anunciada ontem. Mas a Petrobras continua fora do índice.

Meirelles nega crise clássica dos bancos brasileiros durante crise

BRASÍLIA - O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou ontem que o Brasil não enfrentou uma crise bancária clássica, em que ocorre a quebra de um banco e que leva outras instituições financeiras a quebrar. Segundo ele, o que ocorreu foi uma "severa restrição de liquidez", que afetou especialmente bancos de menor porte, mas que foi enfrentada rapidamente pelo governo. Meirelles falou em entrevista coletiva após a cerimônia de posse da nova diretoria da seção do Distrito Federal do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef). Segundo o presidente do BC, o governo agiu rapidamente com medidas para enfrentar a diminuição da liquidez externa e interna. Essas medidas foram a atuação no mercado de câmbio, com os recursos das reservas internacionais e no mercado futuro, e no mercado interno por meio da liberação de depósitos compulsórios. "As medidas ajudaram a voltar a liquidez e fizeram o sistema se organizar naturalmente", disse Meirelles, destacando que o impacto positivo das ações emergenciais adotadas pelo BC garantiram que o governo pudesse adotar medidas fiscais para estimular a economia.

"A sequência de atuação foi fundamental", ressaltou o presidente do BC, acrescentando que isso só foi possível porque o Brasil nos últimos anos teve uma gestão financeira do Estado adequada e prudencial. "A adoção das medidas corretas só foi possível pela existência de recursos para isso. Outros países não puderam fazer o mesmo", afirmou.

Entre os destaques da política econômica dos últimos anos, Meirelles mencionou a geração do superávit primário do setor público (que ajudou a reduzir a dívida), a acumulação de reservas, o controle da inflação e também a adoção por parte do Banco Central de medidas de caráter prudencial para o sistema financeiro. Ele mencionou que o Brasil já implementou cerca de 90% das recomendações do Comitê de Basileia - órgão que define normas para o sistema financeiro.

Meirelles afirmou também que não se pode "subestimar" o impacto da crise financeira internacional no Brasil. "A crise foi grave e gerou consequências graves", afirmou. Mas ele ressaltou que o Brasil soube identificar rapidamente os problemas e atuar com sucesso para aliviar o impacto dela. A atuação do governo, segundo ele, permitiu que, apesar da severidade da crise, a economia brasileira se recuperasse mais rapidamente e, hoje, a produção industrial cresce há nove meses consecutivos.

Fluxo cambial está positivo em US$ 1,48 bi

SÃO PAULO - O saldo da entrada e saída de dólares do País, o chamado fluxo cambial, está positivo em US$ 1,481 bilhão até o dia 20 deste mês, segundo informou ontem o Banco Central (BC). No mesmo período de novembro de 2008, com 14 dias úteis, o fluxo era negativo em US$ 2,533 bilhões.

No segmento financeiro (investimentos em títulos públicos e privados, bolsa de valores, remessas de lucros e dividendos ao exterior e investimentos estrangeiros diretos, entre outras operações), o saldo ficou positivo em US$ 171 milhões no mês, até a sexta-feira passada. O fluxo comercial (operações de exportação e importação e financiamento ao comércio exterior) ficou positivo em US$ 1,310 bilhão.

De janeiro até 20 de novembro, o fluxo cambial é positivo em US$ 24,337 bilhões, contra US$ 10,016 bilhões registrados no mesmo período do ano passado. Nesse período de 2009, o fluxo financeiro está positivo em US$ 13,426 bilhões, enquanto o comercial positivo em US$ 10,911 bilhões.

O BC também informou que as compras de dólares no mercado à vista em novembro até o dia 20, aumentaram as reservas internacionais em US$ 1,988 bilhão. Ontem, o dólar fechou a R$ 1,726, com queda de 0,52%.

Sai autorização para que o BNDES financie bens de capital

SÃO PAULO - A lei que autorizou a que seja concedida subvenção econômica ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em operações de financiamento destinada à aquisição e produção de bens de capital (equipamentos ou serviços necessários à produção de outros bens ou serviços) foi publicada ontem no Diário Oficial da União. A Lei 12.096 nasceu de uma medida provisória criada para evitar a insuficiência de liquidez na economia nacional e atender ao aumento da demanda por crédito de longo prazo, no auge da crise financeira internacional. A medida socorreria a indústria de bens de capital, que enfrentou dificuldades em função da desaceleração da economia global. Entre os motivos dados para justificar a edição da MP, estava a necessidade de implementar, no curto prazo, ações para apoiar a produção e a indústria, apesar do reflexo nos postos de trabalho.

Em dezembro de 2008, quase todos os setores apresentaram queda da produção industrial de bens de capital em relação a dezembro de 2007. Hoje o setor produtivo ainda se ressente dos efeitos da crise, principalmente os pequenos e médios empreendimentos, e o ritmo lento da retomada preocupa as empresas.

Na opinião do professor de Economia da Universidade de Brasília (UnB) Victor Gomes, o crédito é apenas uma peça da engrenagem. Entre janeiro e setembro, a variação total da oferta de crédito a empresas foi de 4,8%, segundo o Banco Central (BC), enquanto no segmento de pessoas físicas chegou a 15%.

O namoro com a heterodoxia

Autor(es): Giuliano Guandalini
Veja - 23/11/2009
Os riscos de desmontar o relógio
Ao mexer nas molas vitais da estabilidade, a equipe econômica flerta com o experimentalismo, o que evitou fazer nos sete anos do governo Lula

Em sete anos de Lula no Planalto, as molas mestras da política econômica funcionaram exatamente como foram deixadas pelo governo anterior. Foi uma prova de maturidade que trouxe grandes benefícios para a economia brasileira e deu estabilidade ao governo Lula. Preservou-se o regime de câmbio flutuante; o controle da inflação continuou como prioridade do Banco Central, o BC, e a responsabilidade fiscal foi conservada com a manutenção dos superávits primários. De negativo, registre-se que as despesas com o inchaço da máquina estatal, salário dos funcionários e pensão dos aposentados – os "gastos correntes" – seguiram sua trajetória de alta. Mas isso também ocorreu no governo passado. Essa maneira de conduzir a política econômica é às vezes chamada de "receita ortodoxa", o que incomoda sobremaneira os radicais petistas. Mas, goste-se ou não, deve-se à ortodoxia o fato de a economia brasileira passar por seu melhor momento em trinta anos. Agora, quando o governo Lula caminha para seu último ano, a comichão experimentalista começa a se tornar irresistível. Como colocou admiravelmente um economista: "Eles mexeram na casa toda, mas até agora não tinham tido coragem de desmontar o relógio do vovô, pois não saberiam remontá-lo".

A coragem parece ter aparecido. A gastança governamental voltou a crescer numa velocidade preocupante. O pensamento mágico começou a aparecer no discurso de autoridades antes fortemente ancoradas no realismo e na racionalidade. O exemplo mais extravagante veio de Guido Mantega, ministro da Fazenda. Na semana passada, ele disse que com o câmbio a 2,60 "venceríamos a todos". Mantega se referia ao fato, inegável, de que com a cotação do dólar naquele patamar as exportações brasileiras seriam mais competitivas no mercado internacional, pois, com o mesmo volume de produtos embarcados, as empresas nacionais embolsariam quase 50% a mais em reais do que agora que o dólar está cotado a 1,72 real. Mas como elevar a cotação do dólar até 2,60 reais e mantê-la no ponto ideal para os exportadores se o Brasil trabalha com o regime de câmbio flutuante? Como o ministro da Fazenda é a autoridade máxima da economia, o discurso de Mantega não pode ser apenas um comentário, a expressão de um desejo. Pelo que se depreende da animação do ministro, ele está falando em fixar o câmbio. Fazer uma mudança desse tipo em um dos tripés da estabilidade econômica é uma atitude bem mais radical do que, digamos, parar de comer carne vermelha.

"Existem fatores estruturais que empurram a cotação do dólar para baixo", diz o economista José Júlio Senna, sócio da MCM Consultores. Os principais são, primeiro, a gastança desenfreada do governo e a recuperação do setor privado após o impacto da crise. Nesse contexto, fixar artificialmente o câmbio em um patamar favorável a um setor da economia, no caso os exportadores, tem um custo para todos os demais brasileiros. Com John Maynard Keynes e Adam Smith, o brasileiro Celso Furtado forma a trinca dos economistas que são mais citados do que lidos. Em sua Formação Econômica do Brasil, que recentemente mereceu da Companhia das Letras cuidadosa reedição comemorativa dos cinquenta anos, Furtado explica com muita clareza quem perde com as mexidas artificiais no câmbio: "...o mecanismo pelo qual a economia corrigia o desequilíbrio externo – o reajustamento da taxa cambial – possibilitava a transferência do prejuízo para a grande massa consumidora".

O que significaria no Brasil de hoje um reajustamento do câmbio para corrigir um desequilíbrio externo? Significaria repassar o custo da operação para a grande massa consumidora brasileira na forma do mais cruel dos impostos, a inflação. "O Brasil voltou a crescer rapidamente, e isso embute pressões inflacionárias. Para conter essas pressões, o BC aperta a política monetária, o que significa valorizar ainda mais o real", explica Senna. Ou seja, se o BC não agir, o dólar poderá até subir, mas o corolário seria a volta da inflação. Darwin Dib, economista do Itaú Unibanco, lembra que no regime de câmbio flutuante as cotações se ajustam de maneira a acomodar as forças externas e internas exercidas sobre a economia. Elas são um reflexo da realidade. No caso atual brasileiro, a valorização do real reflete a aposta dos investidores internacionais na vitalidade da economia brasileira, que está pronta para crescer em ritmo superior ao dos países ricos e de outros emergentes.

Existe outra maneira de minorar o desequilíbrio externo sem fixar artificialmente o valor do dólar? Sim. Obrigar o governo, como toda boa dona de casa, a gastar menos sem diminuir a qualidade dos serviços prestados e, assim, reduzir os impostos, devolvendo a competitividade aos exportadores. Na China, os impostos representam 18% do PIB, metade do que é pago aqui. Parafraseando Mantega: "Com uma carga tributária de 18% do PIB, venceríamos a todos".


Os males da gastança

RESSACA ECONÔMICA
Espanhóis fazem fila em busca de emprego: recessão e aumento
de impostos

O montante de dinheiro despendido pelos tesouros nacionais salvou o mundo de uma recessão profunda. Mas os efeitos danosos das gigantescas injeções de liquidez começam a se manifestar. Governos não produzem um centavo. Todo o dinheiro que despejaram nos mercados teve de ser tomado por empréstimo dos contribuintes, o que aumentou brutalmente a dívida dos países. Os Estados Unidos apresentaram seu pior resultado fiscal da história. O déficit (ou seja, o total gasto além das receitas) ultrapassou pela primeira vez a barreira de 1 trilhão de dólares. Como resultado, a dívida pública interna também cresceu. Em 2009, ela deve chegar a 13 trilhões de dólares, o equivalente a 90% do PIB americano. Os efeitos disso são perspectiva de juros mais elevados para financiar a dívida e crescimento econômico mais lento nos próximos anos.

Ao redor do mundo, a situação não é diferente. Passado o pior da crise, as equipes econômicas buscam enfrentar os problemas que se viram obrigadas a criar, ainda sob a pressão de dar continuidade à política de incentivos fiscais. A Espanha, por exemplo, optou por elevar o imposto sobre mercadorias e serviços, mesmo sem ter conseguido ainda deixar a recessão para trás. A Irlanda, outro país duramente atingido pela debacle financeira, aumentou a alíquota de imposto de renda de 41% para 46%, com vistas a taxar os mais ricos. Nos Estados Unidos e na Inglaterra, o movimento tem sido semelhante. Dá-se como certo que esses países precisarão aumentar os impostos, sobretudo porque haverá uma necessidade crescente de recursos para custear a previdência e o sistema de saúde.

Outra boa medida seria estabelecer o compromisso com a diminuição futura dos gastos públicos não essenciais – na contramão do que tem feito o Brasil. Os brasileiros já sentiram na pele as consequências de um descalabro fiscal. Na década de 80, a dificuldade em diminuir as despesas diante da escalada inflacionária e da dívida externa motivou o então recém-eleito presidente Tancredo Neves a dizer: "É proibido gastar". Não deu certo, e veio a hiperinflação. Cedo ou tarde, os governos terão de reencontrar a austeridade.

Luís Guilherme Barrucho

A doença dos juros

Autor(es): Cynara Menezes
Carta Capital - 23/11/2009
O vice-presidente José Alencar anda mais mineiro do que nunca quando se trata do jogo político. É quase impossível arrancar dele um mísero palpite sobre a sucessão de 2010 ou uma opinião pessoal a respeito dos presidenciáveis. Talvez tenha a ver com o momento de sua vida. Em outubro, Alencar ouviu a boa notícia da redução dos tumores contra os quais luta desde 2006, e já pensa até em disputar a eleição. Ainda um pouco abatido, o vice recebeu CartaCapitalem seu gabinete e demonstrou estar em plena forma como frasista ao revelar, por exemplo, qual a maior desvantagem do cargo que ocupa: “Não mandar nada”. Ao contrário de Lula, que não se considera um esquerdista, o fundador de uma das maiores empresas do Brasil não titubeia: “Sempre fui de esquerda”.

Este homem assombra a bolsa

Isto é Dinheiro - 23/11/2009

O advogado Nabil Kardous obtém a primeira vitória judicial referente ao caso Nahas. E pode abrir um precedente para outros investidores

Kardous: ele pede uma indenização de US$ 2 milhões

Em 1989, o mercado de capitais brasileiro viveu a maior crise de sua história. Em junho daquele ano, quando eclodiu o chamado "caso Naji Nahas", as ações desabaram, a Bolsa de Valores do Rio de Janeiro quebrou e dezenas de corretores foram à falência - na esteira do crash, milhares de investidores perderam suas economias.

Um deles foi o advogado tributarista Nabil Kardous, que, em 1989, tinha 34 anos. Ao mesmo tempo que defendia seus clientes nos tribunais, ele investia suas economias em ações. "Eu chegava a operar um volume entre US$ 300 mil e US$ 1,5 milhão por dia", relembra. Kardous fazia operações de day-trade, que eram liquidadas no mesmo dia, e apostava no mercado de opções.

No dia 19 de junho, ele estava na ponta dos "comprados", apostando que as ações subiriam ainda mais, mas foi surpreendido com uma mudança nas regras do mercado, que acabou deflagrando a quebradeira - operações que eram liquidadas a prazo tiveram de ser quitadas no dia. "Perdi em 1989 o que hoje seria um apartamento de luxo nos Jardins, em São Paulo", diz o advogado, que ficou três meses em depressão até conseguir se reerguer.

Hoje, ele move uma ação civil contra a BM&Bovespa e a CVM, na qual pleiteia uma indenização de US$ 2 milhões. O principal alvo do advogado Kardous é o expresidente da Bovespa, Eduardo Rocha Azevedo, que recentemente anunciou a venda da sua corretora, a Convenção, para um grupo estrangeiro. "Ele não atuou de forma isenta e defendeu os interesses de um dos lados: o dos que estavam vendidos", diz Kardous.

O argumento do advogado é o de que Rocha Azevedo teria procurado vários bancos pedindo que cortassem o crédito de Naji Nahas, desequilibrando o jogo. O expresidente da Bovespa preferiu não comentar as acusações, mas em várias ocasiões defendeu a posição adotada em 1989, alegando ter protegido o mercado brasileiro do excesso de especulação.

Kardous, no entanto, afirma que os fundamentos estavam do lado dos "comprados" - tanto assim que, dois meses após a quebra, os preços já haviam voltado aos níveis anteriores, confirmando a tendência de alta. Há poucas semanas, o advogado teve uma vitória no Tribunal Regional Federal do Rio de Janeiro, quando os desembargadores avaliaram que o caso de 1989 ainda não está prescrito.

O prazo para que qualquer investidor reivindique indenizações irá até 2026 - 20 anos após o término das ações criminais, que acabaram em 2006. A Bovespa preferiu não se pronunciar.

Na era do real forte

Autor(es): Carolina Matos e Hugo Cilo
Isto é Dinheiro - 23/11/2009


A moeda brasileira nunca teve tanto poder de compra como agora. E isso provoca profundas mudanças na vida das empresas e dos consumidores

Na semana passada, quando o dólar retornou à casa de R$ 1,70, cotação idêntica à do período anterior à taxação de investimentos estrangeiros na Bovespa, o governo voltou a demonstrar preocupação com o tema cambial. Em Brasília, o ministro Guido Mantega, da Fazenda, sinalizou que novas medidas seriam adotadas para conter a erosão da competitividade do setor exportador. Longe dali, nos escritórios da Samsung, em São Paulo, os executivos da companhia usavam outra expressão: "erosão tecnológica". Comum no mercado de eletrônicos, isso significa que, a cada seis meses, um produto envelhece e fica defasado. Mas agora, com o real forte, o consumidor brasileiro passou a ter poder de compra para acompanhar esse movimento e adquirir um eletrônico melhor e ainda mais barato do que o anterior.

"A força da moeda brasileira é hoje o maior fator de estímulo ao consumo de eletrônicos cada vez mais sofisticados" Carlos Werner, diretor da samsung

"A força da moeda brasileira é hoje o principal fator de expansão do mercado de televisores", disse à DINHEIRO Carlos Werner, diretor de marketing corporativo da Samsung. "E o crescimento se dá nos modelos mais sofisticados." A Samsung, assim como indústrias de vários setores, enxergam a valorização do real diante do dólar como um fenômeno permanente - e não transitório. E por isso mesmo acelerou a produção em Manaus de modelos de tela plana, cada vez mais demandados. A montadora Renault, que produz seus modelos no Paraná, tomou uma decisão parecida. Terá a opção de colocar, se houver demanda, mais equipamentos importados, como air bags, câmbios automáticos e freios ABS, em seus modelos mais vendidos no Brasil. "Em vez de gritar contra a situação do dólar, temos a oportunidade de sofisticar nossos produtos", disse à DINHEIRO Alain Tissier, vice-presidente da montadora.

A primeira vista, os movimentos da Samsung e da Renault poderiam corroborar a tese de que a valorização do real contribui para a "desindustrialização" do País, como alegam vários críticos da política cambial. Mas os números apontam outra realidade. Nos nove primeiros meses deste ano, a produção da indústria apresentou crescimento de 14,6%. E muitas companhias têm buscado ampliar o conteúdo nacional dos seus produtos.

Cultura e Conhecimento: Paulo Amorim, do Tom Brasil, tem trazido cada vez mais atrações internacionais, enquanto Roberto Montezano, do Ibmec, destaca o aumento do intercâmbio entre as instituições de ensino do Brasil e do Exterior.

Dias atrás, o executivo Paulo Rocca, diretor de compras da multinacional alemã Bosch, reuniu vários de seus fornecedores em Campinas, no interior paulista, e traçou uma meta: ampliar de 70% para 80% a nacionalização dos componentes, o que representaria um acréscimo de R$ 140 milhões em compras locais por ano. "Se você tem negócios num país, o melhor é se abastecer no mercado interno, independentemente da questão cambial", disse Rocca à DINHEIRO. Ele avalia que decidir pela importação levando em conta apenas o preço do produto pode ser perigoso. Além disso, a empresa quer aprender a ser competitiva com a taxa de câmbio atual, já que o real não dá sinais de que vai se desvalorizar no médio prazo. "Nossa escolha é apostar na indústria local e contribuir para aquecer a economia doméstica", avalia.

Os benefícios indiretos de uma moeda forte vão além da melhoria tecnológica da indústria. Hoje, o Brasil está entre os países que mais oferecem vagas e pagam os melhores salários do mundo aos executivos. Segundo o headhunter Alfredo Assumpção, dono da Fesa - uma consultoria de recrutamento de profissionais de alta patente -, a procura de postos de chefia em empresas brasileiras por estrangeiros triplicou desde o início do ano. "O Brasil está pagando bem, e a qualidade das vagas é compatível à de qualquer lugar do mundo", garante Assumpção. "Os brasileiros que tinham, no passado, ido trabalhar fora do País começam a voltar."
Outro ganho qualitativo ocorre no mercado educacional. No Ibmec, reconhecido pelos cursos de economia, negócios, direito, marketing e relações internacionais, têm aumentado as parcerias com universidades do Exterior. Cresce tanto o número de alunos e professores estrangeiros nas salas de aula do instituto no País quanto o de brasileiros que vão passar uma temporada fora em intercâmbio. Atualmente, o Ibmec tem convênio com 30 universidades estrangeiras e a intenção é chegar a 40 nos próximos dois anos. "A conjuntura atual do real barateia os custos de intercâmbios de alunos e professores", diz Roberto Montezano, coordenador do mestrado em adminstração do Ibmec no Rio de Janeiro.


Custos menores também alimentam a indústria da comunicação. O publicitário Nizan Guanaes, sócio do grupo ABC, abriu uma empresa em São Francisco, nos Estados Unidos, a Pereira & O'Dell. Além disso, outro braço do grupo no Brasil, a Seminars, foi criada para trazer grandes nomes globais para conferências no País. Ainda este mês, o ex-secretário-geral da ONU KofiAnnan deve desembarcar no Brasil como primeiro convidado. A lista de possibilidades inclui ainda outros personagens da história da política internacional, como o ex-presidente russo Mikhail Gorbachev, que, no passado, custariam muito mais caro aos padrões brasileiros. "O dólar baixo, sem dúvida, facilita a compra de produtos lá fora e ajuda a crescer no Exterior", diz Nizan.
Com um real que "compra mais", novas cortinas se abrem para o show biz brasileiro. A agenda endossa esse novo cenário. Atrações internacionais ganham mais espaço nos palcos do País. Estarão em cartaz nos próximos meses Cold Play, The Beach Boys, AC/DC, Jess Stone, Jon Secada, entre outros. "Em muitos casos, está mais barato pagar os cachês de fora que os daqui", diz Paulo Amorim, sócio-diretor do Grupo Tom Brasil - que reúne as casas de espetáculo HSBC Brasil e Tom Jazz, em São Paulo, e Vivo Rio, no Rio de Janeiro. E, nesse roteiro de grandes transformações em toda a economia brasileira, a grande estrela é o real forte.

Ponto de equilíbrio no BC

Autor(es): Denize Bacoccina
Isto é Dinheiro - 23/11/2009

Aldo Mendes, o novo diretor de Política Monetária, será um moderador entre as visões antagônicas da Fazenda e do BC


O caminho do meio:
Aldo Mendes não será tão heterodoxo como Mantega nem tão conservador como Meirelles

Uma tradição que já durava 15 anos no Banco Central acaba de ser quebrada. O novo diretor de Política Monetária, cuja opinião é crucial para definir a taxa básica de juros e o ritmo de atividade econômica, não será mais uma pessoa ligada ao sistema financeiro privado. O novo titular, Aldo Luiz Mendes, trabalhou a vida inteira como servidor público. É funcionário de carreira do Banco do Brasil, chegou à vice-presidência da instituição e até a semana passada era presidente da Aliança Seguros, também ligada ao BB. Dentro de poucos dias, ele estará se transferindo de São Paulo a Brasília para apagar um pequeno incêndio no BC - declarações desastradas do ex-diretor Mario Torós, sobre a atuação do governo durante a crise, precipitaram a mudança.

A primeira leitura feita pelo mercado foi a de que a chegada de Mendes representava uma intervenção de Mantega no BC, o que Meirelles logo desmentiu. Mas o fato é que o novo diretor não é tão conservador quanto Meirelles nem tão heterodoxo quanto Mantega. "Meu caminho é o do equilíbrio", disse Mendes a um interlocutor próximo, ouvido pela DINHEIRO.


Mario Torós:
Ele falou demais e teve de pedir demissão

A moderação tende a ser cada vez mais importante, nessa reta final do governo Lula. Nos últimos 12 meses, durante a crise, o ministro da Fazenda e o presidente do BC uniram esforços e a divisão entre eles havia ficado apagada. Agora, com o País em pleno crescimento, as diferenças voltaram a aparecer. Na semana passada, o ministro Guido Mantega reclamou do câmbio sobrevalorizado, citou um estudo do Goldman Sachs que diz que a paridade de equilíbrio no Brasil é R$ 2,60 e prometeu novas medidas para evitar a valorização do real.

Uma delas veio na quarta-feira 18: um IOF de 1,5% para operações da ADRs, para evitar que empresas desviem seus investimentos da bolsa brasileira para Nova York (leia mais à página 118). No BC, Meirelles sinalizou que talvez desista dos planos políticos, continuando no cargo até o fim do governo. Isso fecharia as portas para a chegada de um economista alinhado com Mantega ao BC - até mesmo Luciano Coutinho, do BNDES, chegou a ser cogitado.


Com um perfil técnico e reputação de conciliador, Mendes tem bom trânsito no mercado financeiro, na Fazenda e no próprio BC. Ele foi indicado pelo ex-ministro Antônio Palocci a Meirelles, mas foi submetido a Mantega, com quem se encontrou na tarde da quarta-feira 11. Depois, Mendes se manteve em silêncio, preparando-se para a sabatina no Senado, prevista para a terça-feira 24. E, quando se pronunciou sobre o novo diretor, Meirelles disse que a escolha foi baseada em três critérios: experiência, perfil técnico e independência. "Ele subiu na carreira tendo como base o seu desempenho. E eu acredito na meritocracia", afirmou. Entre os investidores, a reação foi tranquila, com melhora na curva de juros futuros.

"O processo todo pareceu muito tranquilo. Meirelles passou uma noção de continuidade, inclusive com as declarações de que ele próprio pode ficar até o fim do governo", disse à DINHEIRO a economistachefe para o Brasil do ING, Zeina Latif.

Para Henrique Meirelles, a troca é mais uma garantia de que ele conseguirá terminar o governo sem desmontar a equipe. Ele próprio, que em setembro se filiou ao PMDB, já não sabe se sairá do BC em março. "Hoje, a maior probabilidade é de que eu atenda ao convite do presidente Lula e fique aqui até o fim de 2010. Existe outra possibilidade, que eu vou considerar com seriedade em março", afirmou Meirelles na terça-feira 17. Ele também conseguiu adiar a saída do diretor de Política Econômica, Mário Mesquita, e do diretor de Liquidações, Gustavo Mattos do Vale, que pretendiam deixar seus postos até o fim do ano.

"Esses diretores manifestaram seu desejo e a concordância de estarem comigo no banco", afirmou. Meirelles sabe que o desmonte da equipe pode colocar em risco a herança vitoriosa que ele deixa no BC. Com a superação da crise mundial, a economia brasileira terá de conciliar um crescimento previsto de 5% em 2010 com inflação baixa. E o novo diretor, Aldo Mendes, já deve participar da próxima reunião do Comitê de Política Monetária, nos dias 8 e 9 de dezembro.

Secretário do Tesouro afirma que País está próximo da meta do superávit


Por: Equipe InfoMoney
25/11/09 - 19h30
InfoMoney

SÃO PAULO - O governo está perto de atingir sua meta de esforço fiscal para o ano, afirmou o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, nesta quarta-feira (25). Contudo, isto só será possível devido a um mecanismo aprovado pelo Congresso Nacional que permite ao governo abater os gastos das obras do PAC (Programa de Aceleração de Crescimento).

Por meio do PPI (Projeto Piloto de Investimentos), o governo poderá abater até R$ 28,5 bilhões dos gastos públicos, podendo, assim, atingir a meta de superávit de R$ 42,7 bilhões pretendida para o ano"Considerando que superávit primário no acumulado do ano está em torno de R$ 27 bilhões, podemos dizer que praticamente já cumprimos a meta para 2009" disse Augustin.

Receitas

Vale lembrar que, por conta da crise econômica, o governo aumentou seus gastos e reduziu a meta para o ano, que saiu de 3,3% do PIB (Produto Interno Bruto) para 1,56% do PIB. Em 2010, o esforço fiscal voltará a 3,3%, o que exigiria, segundo especialistas, um aumento de pelo menos 5%, em termos reais nas receitas federais.

"Em 2008, quando tivemos forte crescimento, as receitas aumentaram 20% em termos nominais e 15% em termos reais. Não acredito que as receitas em 2010 voltem aos níveis de 2008, mas esse desempenho deve se repetir no próximo ano" afirmou, por fim, o secretário do Tesouro.

Petrobras paga primeira parcela de JCP aos acionistas na próxima segunda-feira


Por: Equipe InfoMoney
25/11/09 - 20h03
InfoMoney

SÃO PAULO - A Petrobras (PETR3, PETR4) anunciou nesta quarta-feira (25) o pagamento da primeira parcela de juros sobre capital próprio aos acionistas. A distribuição será realizada na próxima segunda-feira (30), no valor de R$ 0,30 por ação preferencial ou ordinária e refere-se ao exercício de 2009.

Segundo comunicado da empresa, o valor distribuído será feito com base na posição acionária do dia 3 de julho de 2009, conforme
Fato Relevante divulgado no dia 24 de junho desse ano.

A petrolífera ainda informa que, sobre o valor de R$ 0,30 dos juros sobre capital próprio, incidirá uma taxa de 15% do IR (Imposto de Renda), exceto para o pagamento de acionistas imunes e isentos.

Pagamento

O pagamento será realizado através Banco do Brasil. Os acionistas poderão passar a qualquer agência, munidos de CPF, carteira de identidade, comprovante de residência e certificados com os respectivos cupons. Ademais, deverão ser informados os dados bancários para crédito dos valores em conta-corrente.

Para os ADRs (American Depositary Receipts), negociados na bolsa de Nova York, o pagamento será efetuado através do JPMorgan Chase Bank, com data prevista para 7 de dezembro de 2009.

Fitch afirma ratings da GOL e destaca "confortável posição de liquidez e alavancagem"


Por: Equipe InfoMoney
25/11/09 - 19h52
InfoMoney

SÃO PAULO - A agência de classificação de risco Fitch afirmou nesta quarta-feira (25) os ratings "B+" de Probabilidade de Inadimplência do Emissor (ou IDRs - Issuer Default Rating) de longo prazo e em moeda estrangeira e local, e o rating "BBB(bra)" nacional de longo prazo da GOL (GOLL4). A perspectiva dos ratings foi alterada de negativa para positiva.

"Os ratings da GOL refletem a significativa participação de mercado da companhia no setor brasileiro de linhas aéreas, sua confortável posição de liquidez e alta alavancagem", frisou a Fitch, que também elevou os ratings das notas perpétuas (US$ 200 milhões) e das notas seniores (US$ 200 milhões) da companhia para 'B+/RR4'.

De acordo com a agência, a classificação considera a expectativa da Fitch de que a companhia manterá uma estrutura de custos competitiva em relação à indústria global e sua significativa participação de mercado no setor nacional de linhas aéreas.

Perspectiva

Por sua vez, a perspectiva positiva atribuída às notas reflete a melhora nas medidas de crédito da empresa, bem como o ambiente mais favorável de negócios. "A Fitch espera que a GOL, a segunda maior companhia aérea do Brasil, com 42% de participação no mercado doméstico, possa se beneficiar do fortalecimento da demanda por viagens aéreas nacionais nos segmentos de negócios e de lazer após a recuperação da economia no Brasil", completou a Fitch.

Entre outras coisas, a agência destacou a melhora observada na demanda doméstica, que apresentou crescentes volumes de tráfego durante os nove primeiros meses do ano, enquanto a demanda internacional diminuiu no mesmo período.

"A Fitch acredita que a companhia deverá ser beneficiada pela melhora no volume de tráfego no segmento doméstico, devido à sua forte posição de mercado nos mais importantes aeroportos nacionais do País", concluiu.

Após avaliação, Moody's afirma que bancos brasileiros estão bem capitalizados


Por: Equipe InfoMoney
25/11/09 - 20h15
InfoMoney

SÃO PAULO - Após realizar uma avaliação sobre o comportamento da qualidade dos bancos brasileiros diante das mudanças feitas nas condições de crédito, a agência de classificação de rating Moody's afirmou que as instituições financeiras do País encontram-se bem capitalizadas.

Segundo a vice-presidente da instituição, Ceres Lisboa, o foco da análise ficou nas carteiras de crédito, às quais deixaram evidente a "forte regulamentação bancária no Brasil". Ceres destaca que o setor brasileiro possui uma baixa exposição aos ativos considerados tóxicos, não havendo a "necessidade de estressar as carteiras de títulos".

Dessa forma, o grande foco da Moody's foi a ênfase ao capital e da habilidade de reabastecer o capital após "perdas esperadas e estimadas de crédito". Partindo desse pressuposto, a agência entendeu que os indicadores de capital das instituições financeiras brasileiras mantiveram-se consistentes.

Cenário adverso

Reforçando a situação de forte regulamentação do setor financeiro do Brasil, os bancos elevaram ainda mais suas reservas destinadas para perdas de crédito, servindo como resposta aos riscos de inadimplência tanto no crédito corporativo quanto de pessoa física.

Após os meses complicados para os bancos do País, o horizonte aparenta ser reconfortante. "Se a deterioração da qualidade do ativo de fato atingiu o pico no terceiro trimestre de 2009, como muitos analistas esperam que tenha ocorrido, as dinâmicas no médio prazo sugerem que o custo de crédito deverá cair, seguindo a estabilização dos indicadores de inadimplência", afirma a vice-presidente da Moody's.

Com a melhoria do crédito, principalmente daqueles com vencimento entre 15 e 60 dias, tanto a carteira de pessoa física quanto de pessoa jurídica devem apresentar graduais sinais de melhoria. "Essa tendência deve ser reforçada pela projeção de crescimento do crédito nos próximos trimestres ainda sobre condições de taxas de juros mais baixas", conclui Ceres.

Banco suíço recomenda exposição underweight para setor de telecom brasileiro


Por: Equipe InfoMoney
25/11/09 - 20h20
InfoMoney

SÃO PAULO - Analisando as empresas de telecomunicações brasileiras, a equipe do Credit Suisse afirmou que os segmento de TV paga e de banda larga são os mais atrativos do setor, devendo se beneficiar de melhores condições macroeconômicas.

Ainda assim, outros setores da economia devem ter performance melhor dentro desse cenário, de forma que a recomendação do banco para telecomunicações é de underweight (peso abaixo da média).

Dentro do setor, os analistas recomendam maior exposição para as ações da Net - com crescimento esperado de 16% na receita em 2010 - e da Vivo - com recomendação de outperform (performance acima da média do mercado) e projeção de crescimento de 6% na receita de serviços do próximo ano.

Setor de tecnologia

Dentre as empresas de tecnologia, os analistas preferem a Tivit, que fornece serviços integrados de TI (Tecnologia da Informação). Os pontos positivos citados pelo Credit Suisse são a recuperação macroeconômica brasileira e o fim dos efeitos negativos das fusões de bancos, que fizeram com que a demanda pelos serviços da Tivit diminuísse.

Tendo em mente a previsão de melhora nas receitas das companhias - e o consequente ajuste das ações - os analistas recomendam exposição ao setor, especialmente nos papéis da Tivit, da Contax e da Totvs.

Recomendações

Os analistas realizaram duas mudanças principais dentro de suas recomendações. Primeiro, rebaixaram a sugestão aos papéis da Telesp (
TLPP4) de neutra para underperform (performance abaixo da média), prevendo pressão sobre os resultados operacionais da empresa devido à maior competição no setor.

Os analistas citaram ainda a previsão de queda da margem Ebitda (geração operacional de caixa sobre receita líquida), de 41% para 38% em 2009, e esperam recuperação lenta desse indicador.

A segunda alteração foi em relação à Totvs (
TOTS3), que teve seu preço-alvo aumentado de R$ 110 para R$ 120, refletindo uma melhora nas projeções para o próximo ano. Os analistas esperam uma taxa de crescimento de 20% na receita da empresa em 2010, ante 17% estimado para 2009.

As outras recomendações permanecem inalteradas.


Empresa Preço-alvo Upside* Recomendação
Net (NETC4) US$ 17,00 23,4% Outperform
Vivo (VIVO4) US$ 37,00 27,4% Outperform
Tivit (TVIT3) R$ 20,00 52% Outperform
Totvs (TOTS3) R$ 120,00 11,9% Outperform
Contax Participações (CTAX4) R$ 120,0 38% Outperform
Telesp (TLPP3) US$ 31 19,1% Underperform
TIM Participações (ADR) US$ 34,00 32,4% Neutro

*Potencial de valorização com base na cotação de fechamento do dia 24 de novembro

Lula aprova lei que permite que o Tesouro Nacional auxilie o BNDES


Por: Equipe InfoMoney
25/11/09 - 21h14
InfoMoney

SÃO PAULO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira (25), um projeto de lei que prevê auxílio ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) nas operações de financiamento para aquisição e produção de bens de capital e inovação tecnológica, e produção e aquisição de aeronaves novas.

Com a nova lei, o Tesouro Nacional poderá bancar a diferença entre o custo da captação do dinheiro do BNDES e o encargo tomador do financiamento, o que deverá reduzir a pressão sobre as contas do banco nacional. A equalização das taxas de juros poderá ser feita até o limite de financiamento de R$ 44 bilhões.

A medida afeta os empréstimos contratados até 31 de dezembro de 2009, mas permite que o prazo seja prorrogado por até 180 dias, por meio de decreto presidencial.

Veto

Contudo, o presidente não aprovou o texto integral do projeto. O artigo quinto da lei, que previa a redução a zero das alíquotas de PIS/Paesep (Programa de Integração Social) e Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) sobre a importação e a receita bruta de venda no mercado interno para máquinas agrícolas.

A justificativa, segundo divulgado pelo planalto, é que o artigo não garante o barateamento dos produtos para os consumidores ao tirar a vantagem competitiva das empresas exportadoras no Recap (Regime Especial de Aquisição de Bens de Capital) e por gerar desequilíbrios tributários.

AIG acerta disputa judicial de 4 anos com seus antigos executivos


Por: Equipe InfoMoney
25/11/09 - 22h00
InfoMoney

SÃO PAULO - A AIG anunciou nesta quarta-feira (25), que chegou a um acordo com o seu antigo CEO (Chief Executive Officer), Maurice "Hank" Greenberg, e CFO (Chief Financial Officer), Howard Smith. Com o fim da disputa judicial, a seguradora poderá ter que pagar mais de US$ 150 milhões em despesas legais.

"A solução destas disputas antigas irá remover distrações e despesas significantes, e permitirá que a AIG aumente seus esforços em ressarcir os contribuintes e na recuperação do valor de nossa franquia, para o benefício de todos os nossos acionistas" disse o atual CEO da empresa, Robert Benmosche.

Greenberg, que concordou em retirar suas queixas em troca de material para a sua autobiografia e um tapete persa, disse estar ansioso por ajudar a empresa a "preservar e recuperar o quanto de valor for possível para os acionistas da AIG".

Fraude

O ex-CEO processava a seguradora após ter sido afastado do cargo em 2005 por conta de escândalo contábil. A AIG estaria, na época, maquiando seus balanços para parecer mais "saudável" do que realmente era.

Vale ressaltar que, dois anos após o episódio envolvendo Greenberg, a seguradora recebeu mais de US$ 182,3 bilhões em ajuda do governo norte-americano para se recuperar dos efeitos da crise de subprime.

Investidores devem ficar atentos a falsos alarmes dos Bancos Centrais, diz BofA


Por: Equipe InfoMoney
26/11/09 - 08h25
InfoMoney

SÃO PAULO - Após governos de alguns países terem sinalizado a continuidade dos estímulos às economias por mais tempo, em especial os Estados Unidos, o Bank of America Merrill Lynch traçou um panorama sobre o que esperar dos Bancos Centrais deste ponto em diante, revelando suas expectativas para algumas das principais economias do globo.

Em relatório recente, o BofA ressalta que os investidores devem se preocupar com três coisas: primeiro, focar suas atenções no que dizem os membros das autoridades monetárias; segundo, esperar por uma estratégia de saída da crise um tanto estranha, com erros táticos e falhas de comunicação; e, por fim, estar pronto para mais alarmes falsos acerca do estreitamento da política monetária antes que isso realmente ocorra.

Estados Unidos
A maior economia do planeta já sinalizou que manterá por mais tempo os estímulos econômicos, a fim de assegurar uma recuperação sustentável no sistema financeiro, segundo revelaram Ben Bernanke, presidente do Federal Reserve, e Timothy Geithner, secretário do Tesouro dos EUA, em suas últimas declarações públicas.

Somado aos últimos indicadores econômicos do país, este cenário voltou a preocupar os investidores. Na última terça-feira (24) foi revelada a segunda prévia para o PIB (Produto Interno Bruto) norte-americano no terceiro trimestre desse ano, período no qual a economia dos EUA cresceu 2,8%, ante os 3,5% revelados anteriormente. Apesar da retração frente à estimativa anterior, o número ficou acima das expectativas do BofA, que esperava por crescimento de 2,6%.

"Uma maneira de analisar a economia dos EUA (e global) é tratá-la como um paciente em reabilitação de um acidente horrível de carro. Após a quebra do Lehman Brothers, os formadores de políticas estancaram o sangramento com maiores injeções fiscais e monetárias. O estado do paciente se estabilizou e, com um forte apoio contínuo, está melhorando. Contudo, a real recuperação virá somente depois de uma estada longa no centro de reabilitações", avaliaram os analistas.

Brasil
Para esta semana, no Brasil, o BofA destaca que as atenções recairão sobre esta quinta-feira (26), dia em que será revelado a inflação oficial no País, através do IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor - Amplo), e a situação do mercado de trabalho interno durante o mês de outubro.

"Nós estimamos que a taxa de desemprego sofra uma ligeira contração, passando de 7,8% para 7,7%. Isto colocaria a taxa de desemprego em seu menor patamar no ano. Apesar disso, considerando ajustes sazonais, a taxa deve permanecer alta", destacou o banco.

Para a inflação oficial no Brasil, o BofA acredita que o IPCA-15 deve apresentar uma alta de 0,31% em novembro, ante o incremento nos preços de 0,18% observado no décimo mês deste ano. "A maior parte desse aumento deve vir da pressão sazonal nos preços dos alimentos e de vestuário", avaliou a equipe de analistas.

Outras economias
Em linhas gerais, o banco também apresentou novas estimativas para outros países. Entre os destaques, o BofA aponta que o ajuste no setor industrial da Ásia está próximo de seu fim. Já para a Europa, os analistas afirmam que o velho continente não demonstra interesse em agilizar uma estratégia de saída da crise, "mas está trabalhando duro para preparar os mercados para esta eventualidade".

Por fim, a instituição elevou suas projeções para o PIB da Rússia no próximo ano, para crescimento de 5% ante a última estimativa de alta de 3,9%, ponderando suas expectativas quanto aos preços do petróleo.

BHP nega que Rio Tinto tenha desistido da joint-venture de US$ 116 bilhões


Por: Equipe InfoMoney
26/11/09 - 08h52
InfoMoney

SÃO PAULO - A mineradora BHP desmentiu rumores de que outra gigante do setor, a Rio Tinto, havia desistido da joint-venture que ambas estavam planejando desde junho. As discussões giram em torno da combinação da produção australiana de minério de ferro, um negócio de aproximadamente US$ 116 bilhões.

"Esta não é a intenção de nenhuma das partes e certamente não é o caso para grande parte dos acionistas. Eles querem ver o acordo saindo", comentou o diretor-executivo da BHP, Marius Kopplers, referindo-se a um possível enfraquecimento dos planos.

Acordo

A BHP e a Rio Tinto esperam obter a aprovação dos órgãos reguladores para a operação até o final do ano e, segundo Kopplers, os principais termos do contrato devem ficar prontos em breve.

Para investidores, talvez o principal obstáculo que a joint-venture possa enfrentar será a Comissão Europeia, uma vez que membros do órgão já haviam sinalizado preocupação com a oferta hostil feita pela BHP para aquisição da Rio Tinto no ano passado.

Caso a joint-venture saia mesmo do papel, as mineradoras poupariam cerca de US$ 10 bilhões por ano com custos de capital e produção. Cabe lembrar que, sozinhas, as empresas já ocupam o segundo (Rio Tinto) e terceiro (BHP) lugares no mercado internacional de mineração, sendo as principais concorrentes da brasileira Vale.






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