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terça-feira, novembro 24, 2009

NOTICIAS DO DIA 24.11.09

Dow Jones renova máxima do ano com sessão de forte alta em Wall Street

Por: Equipe InfoMoney
23/11/09 - 19h40
InfoMoney

SÃO PAULO - As principais bolsas norte-americanas encerraram em forte alta nesta segunda-feira (23), com os investidores avaliando comentários do Fed e indicador acima do esperado do setor imobiliário, divulgado pela manhã. As principais commodities avançaram, com destaque para o ouro, que atingiu preço recorde no intraday.

Cenário econômico

Uma pesquisa da Nabe (National Association for Business Economics) divulgada nesta sessão trouxe projeções de redução nas perdas de emprego no primeiro trimestre de 2010 e cenário mais otimista de crescimento dos EUA. Contudo, a associação estima que a taxa de desemprego seja mantida na casa de 10% até julho de 2010.

O número de vendas de casas usadas nos EUA ficou acima das expectativas dos analistas durante os 12 meses encerrados em outubro, com registro de 6,10 milhões de casas, superior às estimativas de 5,70 milhões do mercado e ao número de setembro (5,54 milhões de casas).

O otimismo também encontrou apoio em declarações de membros do Fed, que apontaram que o programa de compra de ativos ligados a hipotecas deve ser mantido e a Fed Funds Rate provavelmente permanecerá próxima a zero até o final de 2010.

Commodities em alta

As commodities também tiveram boa sessão nesta segunda-feira, impulsionando as empresas com atividades ligadas ao setor. As ações da Chevron registraram um dos maiores ganhos no índice Dow Jones, com alta de 2,57%, enquanto as da ExxonMobil subiram 1,77%, também entre as maiores altas no índice. Os papéis de Goldcorp (+1,54%) e Yamana Gold (+2,87%) também avançaram na sessão.

Cenário corporativo

O Credit Suisse elevou a recomendação dos papéis da prestadora de serviços petrolíferos Schlumberger, de neutra para "outperform" (acima da média do mercado). Com isso, as ações da empresa avançam 2,04% no pregão.

A corrida pela Cadbury continua, com intenções da Nestlé de comprar a fabricante de chocolate britânica, além da Hershey e a italiana Ferrero discutindo uma possível oferta conjunta pela empresa. Com isso, a Kraft Foods deve elevar sua oferta pela Cadbury, cujos ADRs (American Depositary Receipts) avançaram 1,89% na sessão.

As ações de empresas de telecomunicações também subiram em Wall Street, com destaque para a alta de 2,92% da AT&T, o avanço de 2,96% dos papéis da Verizon e a subida de 3,72% dos ativos da Sprint Nextel.

Setor imobiliário em alta

Com a divulgação da venda de casas usadas acima do esperado, as principais empresas do setor encerraram em alta. Os papéis da Pulte Homes se valorizaram 0,98%, enquanto os da Home Depot subiram 1,21%.

Confira as cotações

O índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, fechou em alta de 1,40%, a 2.176 pontos, acumulando no ano forte alta de 37,98%.

O S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, encerrou o pregão em valorização de 1,36% atingindo 1.106 pontos e subindo 22,47% no ano, enquanto o Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, apresentou alta de 1,29% chegando a 10.451 pontos e acumulando no ano forte alta de 19,08%.

%Var Dia
Pontos
%Var 30D
%Var Ano
Nasdaq
+1,40
2.176
+1,00
+37,98
S&P 500
+1,36
1.106
+2,47
+22,47
Dow Jones
+1,29
10.451
+4,80
+19,08

BB foi usado como bombeiro da crise

Alex Ribeiro, de Brasília
24/11/2009
O Banco do Brasil assumiu o papel de emprestador de última instância para evitar uma crise bancária de grandes proporções entre setembro de 2008 e janeiro de 2009, enquanto o Banco Central relutava em desempenhar essa função, temendo riscos judiciais em operações de empréstimos aos bancos. O BB injetou R$ 5,8 bilhões nos bancos Votorantim, Safra e Alfa durante a crise, para ajudá-los a reforçar o caixa em meio a uma corrida bancária no mundo. O banco federal também socorreu a Sadia, que havia sofrido perdas em operações com derivativos, liberando um empréstimo de R$ 900 milhões.

Executivos do Banco do Brasil e outras fontes do governo revelaram ao Valor o papel do banco estatal nesse período, que no caso dos bancos foi cumprido por meio de compras de carteira de crédito e de depósitos interfinanceiros garantidos por empréstimos.

Ao mesmo tempo em que ajudou a estancar a crise, o BB colocou em prática uma bem-sucedida estratégia que permitiu recuperar a liderança em ativos no mercado bancário, temporariamente perdida com a compra do Unibanco pelo Itaú, anunciada em 3 de novembro de 2008. O acesso a informações sobre a carteira de crédito de bancos concorrentes pavimentou o caminho para a aquisição de metade do controle acionário do Banco Votorantim.

O Banco do Brasil também teve influência direta em algumas decisões tomadas pelo governo para combater a crise. A medida provisória (MP) nº 443, que deu poderes aos bancos públicos para comprar instituições financeiras, foi sugerida ao governo pelo BB especialmente para viabilizar a aquisição da Nossa Caixa. O primeiro esboço da MP foi escrito pelo departamento jurídico do Banco do Brasil.

O Valor apurou bastidores das negociações entre o Banco do Brasil e o governador de São Paulo, José Serra, para a compra da Nossa Caixa. Uma das exigências de Serra foi que o governo federal contivesse a oposição de sindicalistas e do PT paulista ao negócio. Os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e da Casa Civil, Dilma Roussef, ficaram contra a operação porque ela ampliaria o caixa de São Paulo, fortalecendo Serra na disputa das eleições presidenciais de 2010. O presidente Lula arbitrou a questão em favor da aquisição do banco paulista, mas determinou que o pagamento fosse feito em 18 parcelas.

A identidade de todas as fontes consultadas é mantida sob reserva, mas todas as informações publicadas foram confirmadas com pelo menos três pessoas diferentes que tiveram participação direta nos fatos descritos a seguir:

Resgate ao mercado

O presidente do Banco do Brasil, Antônio Francisco Lima Neto, deixou tarde da noite o Theatro Municipal do Rio de Janeiro naquele 12 de outubro de 2008, depois de assistir um show de Caetano Veloso e Bebel Gilberto que marcou os 200 anos do banco. Na recepção do hotel em que estava hospedado, encontrou outros executivos do BB, a quem relatou a conversa por telefone celular que tivera horas antes com um diretor do Banco Central.

O Votorantim, disse, sofrera uma corrida bancária na sexta-feira anterior, dia 10 de outubro de 2008, parte de um pânico global que levou a ondas de saques em diferentes países. Outras duas instituições financeiras também de médio porte tinham perdido depósitos: o Banco Safra e o Banco Alfa. O Banco Central fizera um pedido explícito para o Banco do Brasil analisar e comprar com urgência parte das carteiras de crédito desses bancos. A solução teria que ser ágil porque, se saques da mesma intensidade se repetissem na reabertura do mercado no dia seguinte, uma segunda-feira, era grande o risco de algum desses bancos não conseguir fechar o caixa e ficar insolvente.

Os executivos embarcaram do Rio para Brasília nos primeiros voos pela manhã e, no edifício Sede III do Banco do Brasil, formaram um grupo para encontrar soluções para o problema. O diagnóstico foi que, com a regulamentação em vigor, seria impossível socorrer tempestivamente os bancos.

O instrumento mais rápido para um banco emprestar para outro são os depósitos interfinanceiros. O inconveniente é que esse tipo de operação não tem garantia nenhuma. O BB não queria ficar exposto aos riscos de instituições financeiras que estavam sofrendo uma corrida de saques.

Outra solução, em tese, seria a compra de carteiras de crédito. Nas três semanas anteriores, o Banco do Brasil havia, a pedido do BC, adquirido empréstimos de instituições financeiras pequenas que perderam depósitos. Mas essa era uma operação que demandava tempo. O BB exigia que os bancos enviassem informações de suas carteiras e só liberava o dinheiro depois de submetê-las a um pente fino. Todo esse processo, no caso dos bancos médios, com carteiras bem maiores, poderia levar algo como quatro ou cinco dias - uma eternidade para quem estava sofrendo uma sangria no caixa.

A solução encontrada foi um misto entre os depósitos interfinanceiros e compra de carteira de crédito. O Banco do Brasil se dispunha a conceder empréstimos por meio de depósitos interfinanceiros, porém com a garantia de carteiras de créditos, as quais mais adiante seriam adquiridas pelo banco federal. O Banco do Brasil procurou, então, o Banco Central e propôs uma nova regra que liberasse os depósitos compulsórios de quem socorresse bancos menores utilizando esse mecanismo. Dois dias depois, na quarta, 15 de outubro, saiu uma circular sobre o assunto.

O arranjo permitiu que o BB liberasse R$ 3 bilhões ao Banco Votorantim e R$ 1,7 bilhão ao Banco Safra. A Nossa Caixa, em virtude das gestões do governo federal, liberou mais R$ 400 milhões para o Safra. No caso do Alfa, constatou-se que o caso não era tão urgente e havia tempo para avaliar as carteiras. Quatro dias depois, o BB injetou R$ 700 milhões no Alfa por meio da compra de operações de crédito consignado.

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