Últimas 100 Atualizações do Website via Twitter:

Pesquise todo o conteúdo do website Horus Strategy abaixo:
Loading

segunda-feira, novembro 16, 2009

THE ECONOMIST: BRASIL DECOLA E PODE SER 5ª ECONOMIA DO MUNDO, DIZ CAPA/ECONOMIST

BRASIL DECOLA E PODE SER 5ª ECONOMIA DO MUNDO, DIZ CAPA/ECONOMIST

Londres, 12 - O Brasil é o tema de capa da The Economist nesta semana. Com uma foto do Cristo Redentor subindo como um foguete, a revista britânica diz que o "Brasil decola". A publicação afirma que o País deve se tornar a quinta maior economia do mundo em uma década após 2014, ultrapassando o Reino Unido e a França. No entanto, avalia que o maior risco para a nação é a "arrogância".

A revista lembra que, quando o Goldman Sachs lançou o acrônimo Brics, a presença do Brasil, ao lado da Rússia, Índia e China, era questionada. No entanto, o País supera as demais nações do grupo em alguns pontos. "Ao contrário da China, é uma democracia. Ao contrário da Índia, não tem insurgentes, conflitos religiosos ou étnicos ou vizinhos hostis. Ao contrário da Rússia, exporta mais do que petróleo e armas e trata os investidores estrangeiros com respeito", diz a extensa reportagem.

A economia brasileira está crescendo a uma taxa anualizada de 5% e deve ganhar mais elocidade nos próximos anos com as grandes descobertas de petróleo, aponta a publicação. "Sob a presidência de Luiz Inácio Lula da Silva, um ex-líder sindicalista que nasceu na pobreza, o governo tem se movido para reduzir as marcas das desigualdades."

Para a Economist, parece que o Brasil entrou no cenário mundial repentinamente. Sua chegada foi marcada simbolicamente pela escolha do Rio de Janeiro para as Olimpíadas de 2016, dois anos depois de o País ser definido como sede da Copa do Mundo de 2014. No entanto, a revista avalia que o Brasil emergiu de forma estável, já que os primeiros passos foram dados na década de 1990, com a nova política econômica.

"Assim como seria um erro subestimar o novo Brasil, também seria encobrir suas fraquezas. Algumas são deprimentemente conhecidas", afirma a revista. Entre os problemas, a Economist cita o crescimento acelerado dos gastos públicos, os baixos números de investimentos, a violência, e problemas na educação e infraestrutura, que deixam o País ainda atrás da China e Coreia do Sul - como lembrou o blecaute desta semana.

Além disso, há novos problemas no horizonte por trás das descobertas de petróleo, na avaliação da Economist. O real já se valorizou 50% em relação ao dólar desde dezembro. Se isso aumenta o padrão de vida da população, ao baratear as importações, também torna a vida dos exportadores mais difícil. Para a publicação, a taxação imposta recentemente ao capital estrangeiro não irá interromper a apreciação da moeda, principalmente depois que o petróleo começar a ser explorado.

A resposta instintiva do presidente Lula para esta questão é a política industrial, já que o governo vai exigir que os equipamentos para o setor de petróleo sejam feitos localmente e vem "mandando" que a Vale construa uma nova siderúrgica. Apesar de a política pública ter ajudado a criar a base industrial brasileira, foram a privatização e a abertura que deram seu formato, avalia a revista.

Para a Economist, o governo "não está fazendo nada" para eliminar os obstáculos aos negócios, principalmente as "regras barrocas" de impostos sobre a contratação de pessoal. "Dilma Rousseff, a candidata de Lula para a eleição presidencial de outubro, insiste que não é necessário reformar a arcaica lei trabalhista."

Na avaliação da revista, este é o maior perigo que o Brasil enfrenta: a arrogância. "Lula está certo em dizer que o País merece respeito, assim como ele merece muito da adulação que hoje desfruta", diz a Economist. "Mas ele também tem sido um presidente de sorte, colhendo as recompensas do boom das commodities e operando a partir da sólida plataforma para o crescimento feita por seu predecessor, Fernando Henrique Cardoso."

Para manter o desempenho do Brasil, o sucessor de Lula terá de tratar de alguns problemas que o atual presidente ignorou, acredita a publicação. "O resultado da eleição pode determinar a velocidade com a qual o Brasil avançará na era pós-Lula."

A capa da The Economist vem uma semana depois do destaque obtido pelo País no Financial Times, após seminário realizado em Londres com o primeiro escalão do governo e o presidente Lula. (Daniela Milanese)

Marcadores:

Bookmark and Share

1 Comments:

Blogger cesar said...

Gostaria que fosse questionado pelo autor da reportagem acima Alguns temas:
Quem começou a revolução para a subida no cenário nacional como país em pleno Desenvolvimento?E em que ano? Discutível? Não? Mas quero saber sua opinião.
Para mim, a situação Industrial do país, e seu crescimento como um todo, independente de politicas governamentais,tem como credito os Empresários de coragem que temos neste país e os grandes Empreendedores individuais. Que há anos lutam pela nossa independencia perante os demais países desenvolvidos do mundo.
A abertura de nossas fronteiras a novos investimentos, quanto isto realmente custou ao país, no campo da empregabilidade?
A nossa divida interna independente de se propagar através da Mídia que ao FMI não se devemos nada, creio ser isto uma utopia.
Um país em franco Desenvolvimento, tem em seus portos, aeroportos, hospitais, rodovias, penitenciarias,órgãos publicos, e o ensino de qualidade, não funcionam, e o Brasil esta decolando como um foguete?
Voces frequentam as periferias das pequenas e grandes cidades deste país? Frequentam as Escolas publicas, as filas nos Hospitais? Ora convenhamos O Sr. Lula tem sim que ser respeitado pela coragem e sustentação do seu cargo durante todo o tempo de governo, comparando, chegou lá e conseguiu fazer seu marketing,deu continuidade em muitos projetos existentes, mas ninguem explica como estão as fortunas de cada um de seus aliados.
Ou seja, Politicamente correto ou não, isto é para especialista, mas para nós normais e comuns, o que vemos é muita sujeira e pobreza.
Um Senado e uma Camara de Deputados, que não trabalha desde JUNHO, não é um país que cresçe graças as politicas adotadas.
Quais as fortunas acumuladas tem os assistenes de LULA e principalmente seu filho neste momento? Declarados a Receita Federal? Antes e agora pois a bem pouco menos de 8 anos, não era o milionário que é hoje, explique?Como?
75% de suas cidades sem o minimo de estrutura para absorver detritos residenciais, lixos industriais e mais do que isto, aborver moradias, tratamentos de áuga e esgoto, desmatamento desordenado, e tantas outras loucuras que aconteçe neste país.
O Rio de Janeiro e alguns estados pareçem uma anarquia , e somos o melhor país do mundo? Segundo alguns, isto é incrivel.
Faça um retrospecto da história deste país, quanto a politica de liberdade de expressão e social e diga-me quanto isto melhorou nos ultimos 30 anos.

sexta-feira, outubro 22, 2010 4:55:00 PM  

Postar um comentário

Links to this post:

Criar um link

<< Home

Copyright © 2002 / 2014 HorusStrategy.com.br. Horus Strategy é marca registrada. Todos os direitos reservados.