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quinta-feira, novembro 19, 2009

Depósito com garantia pode ter regra alterada

Depósito com garantia pode ter regra alterada

SÃO PAULO - Instrumento criado para suprir a dificuldade de captação dos bancos médios no pico da crise, o Depósito a Prazo com Garantia Especial (DPGE) vem se tornando um instrumento marginal no funding das instituições. Essas instituições veem a aplicação como cara e alguns bancos, como o ParanáBanco e o Mercantil do Brasil, já descartam, pelo menos neste momento, utilizá-la para captações, mesmo neste período de retomada econômica. Para reverter essa situação, analistas de mercado comentam que o Banco Central poderá operar mudanças nas regras da aplicação, que conta com um estoque atual de R$ 13,5 bilhões, segundo dados do balcão organizado de ativos e derivativos (Cetip).

Segundo dados do Cetip, o estoque de DPGE teve um crescimento de 60% entre maio e junho.No mês seguinte, o crescimento desacelerou e chegou a 30%, diminuindo a velocidade gradativamente até chegar a uma expansão de 7% em novembro, em relação ao mês anterior. Até o dia 18 deste mês, a alta havia sido de 4%.

Para o economista-chefe da Gradual Investimentos, Pedro Paulo Silveira, a aplicação foi importante no momento em que foi lançada, mas quem não a utilizou até o momento não deverá fazê-lo. "Apesar de ter reequilibrado o caixa dos bancos e recolocado as coisas em ordem, aqueles que estavam equilibrados não necessitaram do DPGE." Segundo ele, o custo do DPGE é elevado para a instituição que está tomando, que por vezes chegava a anular toda a receita. "O custo chegava a comer boa parte, ou integralmente, do spread que o banco tinha nas operações ativas. Como a taxa nominal estava cara, o custo para o banco acabava igual à receita de intermediação", argumenta Silveira.

Ele explica ainda que aqueles que tinham a possibilidade de fazer outros tipos de passivo, o fizeram. "Como a situação está se normalizando e a liquidez está fluindo de forma positiva no sistema bancário, esses bancos não devem vir a utilizá-lo neste momento", completa.

Ainda segundo ele, apesar da queda recente o instrumento não deve ser extinto. "A autoridade monetária está se propondo a ampliar a utilização do DPGE, e há uma discussão para reestruturar o fundo de garantia. Por isso, é provável que o mantenham e que mudem seu âmbito. É um instrumento positivo, que não deve sair tão cedo", finaliza.

O DPGE é um instrumento de captação criado pelo governo federal em abril, com garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), ao investidor de até R$ 20 milhões do valor aplicado no título, em caso de liquidação do banco. Esses ativos não podem ser negociados. A medida vale para as emissões feitas pelos bancos com prazo máximo de cinco anos. Podem ser tomadores os bancos comerciais, múltiplos, de desenvolvimento, de investimento, sociedades de crédito, financiamento e investimentos e a Caixa Econômica Federal.

Para terem o depósito coberto pelo seguro especial, os bancos recolhem o equivalente a 1% da captação ao FGC.

A medida apareceu quando as instituições de menor porte viviam momentos difíceis trazidos pela crise financeira mundial em que o temor de piora do cenário restringiu a liquidez às grandes instituições e os mercados externos estavam fechados para captação. No início, o DPGE supriu o aperto de liquidez vivido pelos bancos, com captações de curto prazo e taxas altas (até 130% do CDI + 1% do seguro). Quando o mercado passou a confiar no instrumento, os prazos se alongaram, de 3 a 5 anos, e as taxas praticadas diminuíram.

Alegando que a garantia oferecida pelo governo encarece a operação, alguns bancos médios afirmam que não pretendem usar o Depósito a Prazo com Garantia Especial.

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