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sexta-feira, novembro 27, 2009

Cresce participação da pessoa física no mercado de opções

Cresce participação da pessoa física no mercado de opções

Busca por melhor rentabilidade desperta interesse dos investidores por operações mais complexas

Yolanda Fordelone - AE

Há tempos os investidores pessoa física mantêm participação relevante no mercado de opções da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Segundo especialistas, esse grupo representa, tradicionalmente, cerca de 60% do volume financeiro negociado na Bolsa. Nos últimos doze meses, porém, as pessoas físicas passaram a ocupar lugar de maior destaque. De acordo com os mais recentes dados da Bovespa, em outubro a pessoa física teve participação de 70,03% no volume negociado em opções.

“Diante da queda da taxa de juros, muitas pessoas físicas correram atrás de informações sobre mercados mais sofisticados e não se limitaram à compra e venda de ações puras”, avalia o consultor de investimentos Marc Olichon. O mercado de opções permite que o investidor alavanque suas aplicações, tendo maior possibilidade de ganho, correndo mais risco. Para os conservadores, esses títulos servem para montar operações estruturadas que protegem a carteira de ações dos investidores individuais.

As opções oferecem o direito de o investidor comprar (opção de compra) ou vender (opção de venda) determinado ativo por preço predeterminado, no vencimento do título, que ocorre toda terceira segunda-feira do mês. Atualmente, o mercado mais líquido é o de opções de compra. “O mercado de opções para pessoas físicas cresceu sim, e muito”, diz Olichon.

Grande parte do volume desse mercado, garantem os especialistas, provém de operações de curto prazo, muitas vezes feitas no mesmo dia (day trade). “Esse mercado é muito volátil. E muitos aproveitam essa oscilação para operar no day trade”, afirma o gerente da Ativa Corretora, Cássio Corrêa.

Quando o investidor compra uma opção, ele paga um prêmio para adquirir o direito. Nesta quinta-feira, enquanto as ações preferenciais da Petrobras caíam pouco mais de 1% no mercado à vista, o prêmio de algumas opções do papel chegava a recuar 15%, algo comum de ser observado no mercado de derivativos, segundo especialistas.

Prova de que a maioria das operações das pessoas físicas não é levada até o vencimento da opção é o fato de o grupo ter representado apenas 18,65% do volume movimentado no vencimento de outubro, quando o direito de compra ou de venda pode ser exercido. “Notamos, sem dúvida, um aumento da procura por opções entre aqueles que querem montar operações estruturadas, mas a maioria ainda quer ganhar na volatilidade diária do prêmio. O volume negociado durante o mês é grande, mas cai absurdamente no exercício”, diz Corrêa.

No último boletim da Bolsa, de outubro, a pessoa física negociou R$ 10,2 bilhões em opções durante o mês, volume que recuou 78,4%, para R$ 2,2 bilhões, no vencimento. “O investimento em opções é mais sofisticado, mas também representa um perigo maior, pois é um mercado muito rápido, dinâmico, que em muitos casos apresenta distorção de preço que leva as pessoas com pouco conhecimento do mecanismo a perdas e frustrações”, diz Olichon.

O preço do prêmio é formado, entre outras variáveis, pela cotação da ação no mercado à vista, pelo preço de exercício (aquele que será pago caso o investidor resolva exercer o direito de compra), pelo juro no período e até pelo tempo que falta até o vencimento do ativo. Uma opção de Petrobras a R$ 37,83, por exemplo, era negociada a R$ 2,20 nesta quinta-feira. “Supondo o papel a R$ 39, diríamos que o valor real, intrínseco, do prêmio é de R$ 1,17 (R$ 39 menos R$ 37,83). O R$ 1,03 restante (R$ 2,20 menos R$ 1,17) é decorrente de outras variáveis, como o tempo”, explica Corrêa. Segundo ele, quanto mais próximo do exercício, mais o prêmio se aproxima do valor intrínseco da opção.

“Entre os clubes, a maioria das operações costuma ser estruturada, já que o perfil de investimento é diferente, visa o longo prazo”, compara o gerente da Ativa. Os clubes movimentaram R$ 319 milhões em opções durante o mês, volume que recuou 35% no exercício, para R$ 207 milhões.

Características

A exemplo do mercado à vista, o mercado de opções traz entre os papéis mais líquidos os títulos que dão direito a comprar papéis da Petrobras, Vale e BM&FBovespa, que alcançou recentemente o posto de terceira opção mais negociada, antes ocupado pelos ativos da Telemar. Em geral, Petrobras e Vale têm cerca de 550 mil negócios por mês - em outubro, as opções da mineradora tiveram 985 mil negócios. No mesmo mês, BM&FBovespa teve 26 mil negócios.

O Imposto de Renda cobrado sobre o lucro da operação funciona como na aplicação em ações: 20% para operação de day trade e 15% para os demais negócios. A única diferença é que no mercado de ações o investidor que negocia até R$ 20 mil num mês é isento de IR, o que não ocorre com o investimento em opções. Entre os custos para operar opções, o investidor deve incluir uma taxa de registro do ativo, de 0,014% para day trade e de 0,07% para as demais operações. Ainda é cobrada uma corretagem, que pode ser um valor fixo ou uma porcentagem sobre a quantia negociada.

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