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segunda-feira, novembro 30, 2009

Consignado e cartão fazem definhar o crédito pessoal

Consignado e cartão fazem definhar o crédito pessoal

O Safra, que havia criado uma área de crédito de rua em 2008, fechou essa divisão

Basta dar uma volta pelo centro velho de São Paulo para ver que o ambiente é o mesmo de sempre: correria de pedestres, gritaria de ambulantes e pedintes. Mas começa a desaparecer um dos personagens dessa balbúrdia diária, o "pastinha", funcionário de financeiras que oferecia crédito aos passantes. Restam alguns desses profissionais, que vendem crédito consignado.

A crise pode ser a pá de cal para duas das modalidades mais tradicionais do financiamento ao consumo: o empréstimo pessoal, oferecido pelos "pastinhas", e o crédito direto ao consumidor (CDC). Essa morte já vinha ocorrendo de forma lenta, à medida que o cartão de crédito e o empréstimo consignado tomavam conta do mercado. A explosão de inadimplência logo após as turbulências internacionais acelerou a retirada dos grandes bancos desse nicho de crédito sem garantia e voltado para não clientes. A marca Finasa, financeira do Bradesco, deu lugar à Bradesco Financiamentos. "O crédito pessoal estava definhando desde a criação do consignado, com um público reduzido e problemático em termos de qualidade", diz Arnaldo Vieira, vice-presidente do Bradesco. Logo após a fusão, o Itaú fechou a Taií, mantendo apenas a Fininvest, oriunda do Unibanco, que também começou a encolher. O Safra, que havia criado uma área de crédito de rua em 2008, fechou essa divisão.

Cinco anos atrás, o empréstimo pessoal tradicional respondia por 61% desse tipo de financiamento, enquanto apenas 39% eram consignados. Hoje, as posições se inverteram e o consignado, mais seguro para o credor e mais barato para o tomador, representa 66%. O velho crediário de loja também perdeu espaço. Desde o início da crise, no ano passado, houve uma retração de 22% no estoque de CDC.

A expansão dos cartões de crédito contribuiu para que os empréstimos emergencias nas financeiras fossem substituídos. O cartão já é aceito até para pagamento parcial na compra de automóveis. E a crescente bancarização da população reduziu a necessidade de abordagem das pessoas na rua.

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