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quinta-feira, novembro 26, 2009

Caixa Econômica acerta a compra do Panamericano

Caixa Econômica acerta a compra do Panamericano

Aline Lima (alima@brasileconomico.com.br)
24/11/09 20:29

Negócio pode ser anunciado a qualquer momento e será feito nos moldes da aquisição de parte do Votorantim pelo Banco do Brasil.

A compra do banco Panamericano pela CaixaPar, subsidiária da Caixa Econômica Federal (CEF), já está selada. Todos os detalhes foram acordados e a batida do martelo é questão de dias.

Segundo uma fonte próxima que preferiu não ser identificada, o negócio estava para sair desde julho. O empecilho, ao que parece, se tratava apenas de uma questão jurídica, mas que já está resolvida.

Procurados pela reportagem, CEF e Panamericano não se pronunciaram sobre o assunto.

A compra do Panamericano deve ser feita nos mesmos moldes da transação entre o Banco do Brasil e o Votorantim, envolvendo a aquisição de 49,99% do capital votante e 50% do capital social.

A fonte ouvida por esta reportagem não soube revelar a cifra que será desembolsada pela CEF. O patrimônio líquido do Panamericano soma, hoje, R$ 1,3 bilhão, e seu valor de mercado, R$ 2,2 bilhões.

Estima-se, no entanto, que o preço deva sair na casa dos milhões, pois o cálculo, provavelmente, vai levar em consideração a provisão para créditos de liquidação duvidosa - de R$ 588,6 milhões, no fim de setembro.

Um dos maiores interesses da Caixa Econômica na compra do banco do grupo Silvio Santos é sua carteira de veículos - justamente a operação que mais fez o Panamericano sofrer durante o auge da crise financeira internacional.

Os empréstimos para aquisição de veículos têm prazos alongados, que variam de 50 a 60 meses, enquanto o Panamericano costuma captar em 12 meses.

"No período mais intenso de turbulências, o banco sofreu uma pressão violenta por funding", lembra João Augusto Salles, analista de instituições financeiras da consultoria Lopes Filho.

"Quando não se consegue captar, o descasamento de prazos é agravado e a margem de lucro, invariavelmente, cai", emenda ele.

O pior da crise, é certo, ficou para trás. Tanto que o Panamericano conseguiu, em outubro, fazer uma emissão de eurobônus no montante de US$ 200 milhões. Mas a parceria com a CEF continua sendo bem-vinda.

"A compra, afinal, significa injeção de capital", observa Salles. "Além disso, o custo de captação do Panamericano será bastante reduzido, já que a Caixa tem a mesma classificação de risco do governo."

Reflexos entre os investidores

Os bancos de médio porte saíram fragilizados da crise financeira internacional, apesar de os balanços do terceiro trimestre já apontarem para uma recuperação dos resultados.

A vulnerabilidade apresentada durante o período de instabilidade dos mercados deixou muitos investidores institucionais receosos - e eles sempre trabahlam com a possibilidade de um novo revés.

Por isso, os fundos de pensão não querem correr o risco de permanecer durante muito tempo nos títulos emitidos por instituições de pequeno e médio porte.

Daí a importância de contar com o amparo de um grande banco como a Caixa - não só o custo de captação cai, mas os prazos se tornam mais elásticos.

Os investidores estão atentos aos rumores que cercam a venda de fatia do Panamericano para a Caixa Econômica, especulações estas que foram intensificadas nos últimos dias.

Dentre os bancos médios listados em Bolsa, as ações do Panamericano foram as que mais apresentaram valorização - de 40,46% em novembro.

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