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segunda-feira, novembro 30, 2009

Consignado e cartão fazem definhar o crédito pessoal

Consignado e cartão fazem definhar o crédito pessoal

O Safra, que havia criado uma área de crédito de rua em 2008, fechou essa divisão

Basta dar uma volta pelo centro velho de São Paulo para ver que o ambiente é o mesmo de sempre: correria de pedestres, gritaria de ambulantes e pedintes. Mas começa a desaparecer um dos personagens dessa balbúrdia diária, o "pastinha", funcionário de financeiras que oferecia crédito aos passantes. Restam alguns desses profissionais, que vendem crédito consignado.

A crise pode ser a pá de cal para duas das modalidades mais tradicionais do financiamento ao consumo: o empréstimo pessoal, oferecido pelos "pastinhas", e o crédito direto ao consumidor (CDC). Essa morte já vinha ocorrendo de forma lenta, à medida que o cartão de crédito e o empréstimo consignado tomavam conta do mercado. A explosão de inadimplência logo após as turbulências internacionais acelerou a retirada dos grandes bancos desse nicho de crédito sem garantia e voltado para não clientes. A marca Finasa, financeira do Bradesco, deu lugar à Bradesco Financiamentos. "O crédito pessoal estava definhando desde a criação do consignado, com um público reduzido e problemático em termos de qualidade", diz Arnaldo Vieira, vice-presidente do Bradesco. Logo após a fusão, o Itaú fechou a Taií, mantendo apenas a Fininvest, oriunda do Unibanco, que também começou a encolher. O Safra, que havia criado uma área de crédito de rua em 2008, fechou essa divisão.

Cinco anos atrás, o empréstimo pessoal tradicional respondia por 61% desse tipo de financiamento, enquanto apenas 39% eram consignados. Hoje, as posições se inverteram e o consignado, mais seguro para o credor e mais barato para o tomador, representa 66%. O velho crediário de loja também perdeu espaço. Desde o início da crise, no ano passado, houve uma retração de 22% no estoque de CDC.

A expansão dos cartões de crédito contribuiu para que os empréstimos emergencias nas financeiras fossem substituídos. O cartão já é aceito até para pagamento parcial na compra de automóveis. E a crescente bancarização da população reduziu a necessidade de abordagem das pessoas na rua.

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Dubai exchange nosedives as trading resumes

Dubai exchange nosedives as trading resumes

Dubai share plummet more than 7 percent as trading resumes after debt bombshell
By Barbara Surk, Associated Press Writer
On 6:26 am EST, Monday November 30, 2009

DUBAI, United Arab Emirates (AP) -- Dubai's main stock exchange dropped more than 7 percent and Abu Dhabi markets slid more than 8 percent on the first day of trading since officials went public with the city-state's huge debt crisis.

Shares of DP World, a profitable port operating division of the debt-ridden Dubai World, were off nearly 15 percent in early trading Monday when the market opened.

The drop mirrored the turmoil on world markets after Dubai officials last Wednesday announced that Dubai World, the emirate's investment and development engine, would seek a six-month delay in paying creditors on nearly $60 billion in debt.

In an effort to calm the regional markets that have closed since last week due to an Islamic holiday, the United Arab Emirates central bank on Sunday pledged to stand behind foreign and domestic banks in the country and offered additional money.

Asian stock markets rebounded Monday from their steep fall last week after the United Arab Emirates moved to contain the fallout from Dubai's debt crisis.

Major markets jumped by 2 percent or more after tumbling on Friday amid fears Dubai's debt problems could lead to more financial instability and were a sign of hidden troubles elsewhere in the still weak world economy.

Once-booming Dubai has become the main victim of the global recession in the Gulf.

In a statement Sunday, the UAE's central bank said it had sent notice to Emirati banks and foreign banks with branches in the country making clear they would have access to "a special additional liquidity facility."

The UAE has been guaranteeing bank deposits since October 2008, but the pledge for new help at generous terms stems from concern that UAE banks have some of the biggest exposure to Dubai World's debt. Several have been downgraded by international ratings agencies or been placed on review for downgrades.

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Gestor aposta em Vale e Itaú Unibanco como bons investimentos

Gestor aposta em Vale e Itaú Unibanco como bons investimentos

RIO DE JANEIRO - As ações das maiores empresas do Brasil, como a Vale e o Itaú Unibanco , vão superar os avanços das de companhias menores em 2010, uma vez que as cotações favorecem os papéis mais negociados, disse a Schroders Investment Management Brazil DTVM SA.

"As ações com capitalização pequena e média já foram valorizadas com o crescimento do lucro", disse Fábio Oliveira, que supervisiona o equivalente a US$ 2,2 bilhões em fundos locais brasileiros para a Schroders, sediada em Londres, em uma entrevista concedida no Rio de Janeiro. "A liquidez se tornará mais importante, uma vez que o cenário para ganhos está menos sensacional para o ano que vem, e que ainda haverá volatilidade", projetou.

Oliveira, diretor de investimentos da Schroders no Brasil, está aumentando as posições na Vale, do Itaú, e da Petrobras, controlada pelo governo. O Índice BM&F Bovespa Small Cap disparou 121% este ano, em comparação com uma alta de 79% do Índice Bovespa de ações mais negociadas. O índice Small Cap, das ações das pequenas empresas, é comercializado a 32 vezes os lucros informados, contra 20,4 vezes do Ibovespa, segundo dados da Bloomberg.

Oliveira disse que ainda há problemas com o sistema financeiro mundial e que eles vão propagar ondas de choque pelos mercados no ano que vem, aumentando a atratividade das empresas maiores e com ações muito negociadas, que são mais fáceis de vender. Os bancos têm a maior ponderação no Ibovespa, depois das ações das empresas de commodities.

Também haverá uma mudança na liderança do setor financeiro brasileiro, previu Oliveira. O Banco do Brasil deixou para trás o Itaú como o maior banco da América Latina, ao expandir o crédito durante o auge da crise financeira mundial. O Itaú provavelmente vai recuperar a sua posição no ano que vem, ao se beneficiar das sinergias da compra do Unibanco e expandir o crédito mais agressivamente, disse Oliveira "O Itaú tem um gerenciamento superior ao de qualquer outro banco brasileiro", previu Oliveira. "Deverá ser o banco com melhor rendimento em 2010."

Alguns gestores de fundos estão se mantendo fiéis com as empresas de pequena capitalização para o próximo ano. Eric Conrads, gestor de fundos de hedge da ING Investment Management Inc., disse em uma entrevista na semana passada que é mais fácil achar pechinchas nas empresas menores porque elas se beneficiarão mais com a baixa recorde dos juros e a aceleração do crescimento econômico. Cerca da metade do Ibovespa é formado por ações de empresas de commodities, com Petrobras e Vale respondendo a mais de um terço da movimentação financeira diária da Bolsa.

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Banif Direto ao Ponto 30/11/2009

Mercado: Mercados abrem de lado no aguardo de novas noticias sobre a situação em Dubai. Os estados vizinhos garantiram a liquidez do estado, mas não do banco devedor. Investidores ainda enxergam o fato como isolado. A semana é recheada de dados econômicos em todas as partes do mundo. Porém, especificamente na segunda feira investidores estarão de olho nos dados sobre as vendas da última sexta-feira, “black Friday”, considerado o termômetro para as vendas de natal. Dados preliminares apontam para alta de 0,5%. Investidores também estarão de olho nos dados de atividade industrial tanto na China como no Japão, mas apenas após o fechamento dos mercados do ocidente.

Light (LIGT3, Neutra, PA R$31,00): Temos uma opinião positiva sobre a estratégia da Light de aumentar a participação da geração de energia no consolidado da empresa. Conforme AE-Broadcast, Ronnie Vaz Moreira informou que o segmento de geração e comercialização devem representar 45% do resultado da empresa, em cinco anos. No momento, o segmento de distribuição representa cerca de 85% do resultado da Light. Acreditamos que a estratégia de aumentar os investimentos no segmento de geração é correta, se consideramos que a curva de oferta/ demanda de energia deverá ficar apertada nos próximos anos no suporte do crescimento econômico e também pelo fato de que as regras do modelo do setor elétrico estão mais restritivas sobre o segmento de distribuição.

TMAR (TMAR5, Comprar, PA R$ 108,00) Temos uma visão neutra em relação à criação das novas ações TMAR7, conforme Fato Relevante divulgado pela empresa. A expectativa é que as ações da TMAR5 e TMAR6 sejam trocadas por TMAR7, sendo que o prazo para esta troca ainda será estabelecido. Segundo o comunicado, o Conselho de Administração da TNL aprovou a conversão da totalidade das ações preferenciais da Telemar detidas pela TNL para a nova classe de ações preferenciais TMAR7, o que representa 69,37% das ações preferenciais da TMAR. As novas ações terão direito a um dividendo mínimo de 3% do seu valor patrimonial e deverão estar listadas no programa de ADS, assim como as ações da TMAR3 também serão listadas. Os demais tipos de ações (TMAR5 e TMAR6) não serão objetos de programas de ADS e não serão listadas na NYSE.

Vale (Vale/Vale3, ER): Temos uma visão positiva sobre o fato de que a Vale esta estudando a viabilidade de investir US$ 750 m para empreendimento conjunto em laminação de aço no Pará, norte do Brasil, como distribuidor de aço, Aço Cearense. A usina deve produzir 710.000 toneladas de produtos laminados de aço por ano e fazem parte do complexo siderúrgico do Pará. Este projeto será positivo para a empresa, uma vez que faz parte da estratégia da Vale está construindo quatro siderúrgicas atualmente no Brasil. Juntas, as fábricas terão uma capacidade combinada de aço bruto de 15,5 milhões de toneladas por ano.

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30/11/2009 - Radar: comece o pregão sabendo as novidades do cenário corporativo

Radar: comece o pregão sabendo as novidades do cenário corporativo

Por: Nathália A. Terra Pereira
30/11/09 - 10h33
InfoMoney

SÃO PAULO - Mais uma vez penalizadas por tensões em torno da possível moratória do fundo Dubai World, as principais bolsas do mundo operam em uma manhã negativa nesta segunda-feira (30).

"A dívida do Dubai World não está garantida pelo governo". A frase, dita há pouco pelo diretor do Departamento de Finanças do Dubai, simboliza o porquê de tamanho nervosismo entre os
investidores em torno do fundo, cujo débito soma nada menos que US$ 59 bilhões.

"Seus financiadores acabarão sendo responsabilizados", afirmou Abdulrahman Al Saleh. As declarações ampliam ainda mais o movimento de queda nas bolsas europeias, já que as instituições financeiras do continente são as maiores credoras do país.

O clima de aversão ao risco contagia também
Wall Street, onde os mercados futuros apontam para uma abertura em queda das bolsas.

Acordos

Enquanto lá fora o Dubai ocupa o posto de destaque no noticiário, por aqui, companhias de grande porte anunciam acordos e ofertas. O Banco do Brasil (BBAS3) afirmou estudar "a viabilidade e conveniência de realização de uma oferta pública de ações, em condições a serem detalhadas em época própria".

Já o Itaú Unibanco (ITUB4) anunciou a extensão do prazo de exclusividade concedido pela rede varejista Magazine Luiza e a Luiza Cred, acordo pelo qual terá de desembolsar R$ 250 milhões. A Luiza Cred é uma financeira detida em iguais proporções pelas duas empresas.

Por sua vez, a Cemig (CMIG4) concluiu negociações salariais com entidades sindicais. A companhia concordou em reajustar os salários de seus funcionários em 4,88% e em conceder uma participação nos
lucros no resultado de 2009 no valor aproximado de R$ 210 milhões.

Ofertas

Enquanto isto, o calendário de novas ofertas na bolsa segue movimentado. O prazo para investidores de varejo reservarem os papéis da Anhanguera Educacional (AEDU11) começa nesta segunda-feira e vai até o dia 7 de dezembro.

Já o Fleury anunciou os termos de seu IPO (Initial Public Offering), visando a distribuição primária inicial de 34,3 milhões de papéis ordinários. De acordo com os coordenadores da oferta, o preço por
ação deverá ficar entre R$ 15,00 e R$ 17,00.

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30/11/2009 - Ibovespa Futuro abre em baixa de 0,70%, de olho na economia dos EUA e de Dubai

Ibovespa Futuro abre em baixa de 0,70%, de olho na economia dos EUA e de Dubai

Por: Rafael de Souza Ribeiro
30/11/09 - 10h14
InfoMoney

SÃO PAULO - O Ibovespa Futuro abre esta segunda-feira (30) em baixa de 0,70%, aos 67.000 pontos, com o mercado avaliando os resultado das vendas na Black Friday e as declarações do diretor do Departamento de Finanças de Dubai, Abdulrahman Al Saleh.

Em relatório publicado neste final de semana, a associação norte-americana de varejo revelou que as vendas no feriado de Ação de Graças e na Black Friday foram abaixo do esperado, apesar do maior fluxo de
pessoasnas lojas.

Mas o destaque da sessão fica por conta das declarações de Al Saleh, que afirmou que o governo de Dubai não garante o pagamento das dívidas do fundo de investimento Dubai World e os credores serão afetados no curto prazo com a reestruturação do conglomerado.

Posições em aberto na BM&F

Até o
pregão de sexta-feira (27), os investidores institucionais (fundos de pensão, fundos de investimentos e bancos de investimentos) tinham posições vendidas em aberto de 75,69 mil contratos de Ibovespa Futuro e compradas de 40,88 mil contratos, ou seja, um saldo negativo de 34,81 mil contratos.

Na outra ponta do mercado estão os investidores estrangeiros, que tinham posições compradas em aberto de 90 mil contratos de índice futuro e vendidas de 35,86 mil, o que garante um saldo positivo de 54,14 mil contratos.

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Bom dia ADVFN 30.11.09 - Pânico em Dubai: bolsas desabam até 8,3%

Notícias em destaque

Agenda do investidor para esta segunda-feira

Na agenda de hoje a FGV (Fundação Getulio Vargas) divulga a Sondagem Industrial, relatório que fornece indicações sobre o estado geral da economia nacional e suas tendências. O Banco Central entrega o Relatório Focus semanal, no qual instituições financeiras do Brasil opinam sobre índices econômicos do País. Nos Estados Unidos será divulgado o mensal Chicago PMI (Purchasing Managers Index) índice que mede as condições de negócios baseado em pesquisas entre os gerentes de compras das regiões de Illinois, Indiana e Michigan.

Pânico em Dubai: bolsas desabam até 8,3%

A semana começa agitada com o fechamento da bolsa de Dubai em baixa de 7,3% e Abu Dhabi em 8,3% negativos, após o primeiro dia de pregão desde o anúncio do calote, devido aos feriados religiosos da região. A queda nos índices se deve aos boatos surgidos durante o fim de semana. A última estimativa dos analistas é de que instituição financeira Dubai World possa ter dívidas totais de US$ 129 bilhões. Nem mesmo a informação de que o Banco Central dos Emirados Árabes Unidos promoverá liquidez necessária ao sistema financeiro de Dubai acalmou os investidores.

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Análise: As lições de Dubai para o quadro da economia global

Análise: As lições de Dubai para o quadro da economia global

Por Cláudio Gradilone

São Paulo (Reuters) - Até poucas horas atrás, a palavra Dubai parecia evocar um milagre econômico. A mais conhecida das seis monarquias que formaram os Emirados Árabes Unidos no início dos anos 1970, Dubai parecia congregar o melhor de vários mundos.

Um país pequeno (83 mil quilômetros quadrados), com pouca gente (4,7 milhões de pessoas) e com um subsolo riquíssimo em petróleo, Dubai parecia fadado a ser mais uma das ditaduras árabes em que uma minoria usufrui dos petrodólares e a massa da população vive na miséria das tendas. Esse script, porém, não valeu.

Os Emirados não apenas atingiram um elevado padrão de vida como também conseguiram algo raro para um país árabe. Sua economia reduziu a dependência do petróleo. As faraônicas construções não são palácios reais, mas hotéis e sedes de bancos.

Mais do que tijolos e concreto, Dubai conseguiu firmar-se como um centro financeiro regional, ao oferecer um ambiente favorável aos negócios e uma sociedade islâmica aberta. Por isso a forte repercussão da notícia que circulou nesta madrugada, de que a holding Dubai World estava tentando postergar o pagamento dos 59 bilhões de dólares em dívidas.

Com cerca de 80 bilhões de dólares em ativos, a Dubai World é o veículo de investimentos do governo do emirado que permite aos investidores internacionais participar, por exemplo, da construção de hotéis, resorts e marinas às margens do Golfo Pérsico. Julgava-se que as reservas em moeda forte de Dubai tornavam sua economia tão sólida quanto seus hotéis.

Financiar essas construções requer muito capital, dinheiro grosso até mesmo para um país rico em petróleo. Por isso o pesado endividamento do Dubai World, que financiou alguns dos mais suntuosos hotéis do mundo por meio da emissão de títulos no mercado internacional.

A empresa atravessou bem os piores momentos da crise graças às suas abundantes reservas em moeda forte e à recuperação recente dos preços do petróleo. No entanto, a retração econômica drenou recursos e desviou investimentos dos países emergentes, o que mostrou-se pesado para o Dubai World.

O impacto sobre o Brasil deverá ser pequeno. Além de as duas economias serem pouco conectadas, os investidores brasileiros ainda não descobriram o mercado islâmico. Ao contrário, as incursões dos bancos brasileiros no Oriente Médio são muito mais para buscar dinheiro do que para investir. Mesmo assim, é essencial falar de Dubai.

Riscos continuam

A súbita inadimplência de um participante do mercado financeiro tido como inabalável mostra que os riscos da crise ainda estão longe de acabar. Demorou, mas a desvalorização dos imóveis e a retração dos mercados vergaram o Dubai World. Novos casos podem ocorrer, e, principalmente, podem ser gerados pelas condições atuais.

Já se discutiu à exaustão como os pacotes de ajuda governamentais injetaram trilhões de dólares em uma economia global sem demanda. Um dos efeitos colaterais negativos dessas políticas é a possibilidade de captar dinheiro barato para financiar qualquer iniciativa.

Em um artigo recente, Bill Gross, diretor do fundo norte-americano Pimco, o maior do mundo, lembrou que alguns fundos estão oferecendo um rendimento líquido de 0,01 por cento ao ano. Nesse passo, um investidor demoraria 6.932 anos para dobrar seu capital, diz Gross.

Poucos têm tanta paciência ou tanto tempo --entre os patriarcas bíblicos, nem mesmo Matusalém chegou aos mil anos de idade-- o que estimula uma busca pelo risco. Com dinheiro abundante e barato, aumenta a possibilidade de geração de novas bolhas especulativas rapidamente.

Os juros baixos nas principais economias podem acentuar surtos incontroláveis de alavancagem, com consequências imprevisíveis. Ou seja, cumpre estar atento às lições que Dubai pode nos ensinar.

* O jornalista Cláudio Gradilone assina a coluna Portfólio para a Reuters; as opiniões expressas são de sua responsabilidade.

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BC dos Emirados Árabes Unidos anuncia liquidez extra

BC dos Emirados Árabes Unidos anuncia liquidez extra

DUBAI (Reuters) - O banco central dos Emirados Árabes Unidos anunciou neste domingo um instrumento emergencial para dar suporte à liquidez dos bancos, na primeira resposta aos problemas de dívida de Dubai.

Dubai sacudiu o mundo financeiro em 25 de novembro ao pedir aos credores do Dubai World, o conglomerado por trás de sua rápida expansão, e da Nakheel, construtora de suas ilhas, que aguardem o pagamento de bilhões de dólares em dívida, em um primeiro passo de uma reestruturação.

Em resultado disso, os bancos enfrentam o risco de correntistas temerosos correrem para sacar seu dinheiro do sistema.

"Pode dar algum suporte ao mercado, mas não acho que seja suficiente", disse Shawkut Raslan, diretor da corretora Prime Emirates. "Eu acho que alguns estrangeiros vão tirar dinheiro do país e outros vão ficar com medo de colocar dinheiro".

A decisão do BC foi anunciada enquanto o Comitê Fiscal Supremo de Dubai se reúne para preparar um comunicado antes da abertura dos mercados na segunda-feira para tentar acalmar os investidores.

"O BC emitiu uma nota aos bancos dos Emirados Árabes Unidos e às agências de bancos estrangeiros operando nos Emirados,disponibilizando a eles um instrumento especial de liquidez adicional relacionado a suas contas correntes no banco central, à taxa de 0,50 ponto percentual sobre a EIBOR (taxa interbancária do país) de 3 meses", afirmou a autoridade em comunicado.

O BC não deu mais detalhes, acrescentando apenas que dará suporte aos bancos e que o sistema bancário do país está mais sólido e líquido hoje do que há um ano.

No sábado, a autoridade monetária disse estar observando de perto os eventos para assegurar que eles não gerem impactos negativos sobre a economia.

MOVIMENTO PREVENTIVO

Analistas disseram que o movimento do BC é preventivo para evitar uma fuga de capital e uma corrida a saques quando os mercados reabrirem após um feriado de quatro dias.

"Isso é importante porque a principal preocupação é a de que possa haver pânico por parte dos correntistas em Dubai e dos banqueiros que queiram tirar depósitos do sistema bancário", disse John Sfakianakis, economista-chefe do Banque Saudi Fransi-Credit Agricole Group.

A Fitch Ratings reduziu a avaliação de Dubai Bank, Tamweel e TAIB Bank.

"(O instrumento do BC) vai cobrir as preocupações imediatas relacionadas a depósitos nos bancos dos Emirados Árabes Unidos", afirmou Ghanem Nuseibeh, analista da consultoria Political Capital.

"Não significa que o empréstimo necessariamente vai diminuir... Ainda não sabemos a exposição dos bancos dos Emirados Árabes Unidos aos problemas de Dubai."

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sexta-feira, novembro 27, 2009

Cresce participação da pessoa física no mercado de opções

Cresce participação da pessoa física no mercado de opções

Busca por melhor rentabilidade desperta interesse dos investidores por operações mais complexas

Yolanda Fordelone - AE

Há tempos os investidores pessoa física mantêm participação relevante no mercado de opções da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Segundo especialistas, esse grupo representa, tradicionalmente, cerca de 60% do volume financeiro negociado na Bolsa. Nos últimos doze meses, porém, as pessoas físicas passaram a ocupar lugar de maior destaque. De acordo com os mais recentes dados da Bovespa, em outubro a pessoa física teve participação de 70,03% no volume negociado em opções.

“Diante da queda da taxa de juros, muitas pessoas físicas correram atrás de informações sobre mercados mais sofisticados e não se limitaram à compra e venda de ações puras”, avalia o consultor de investimentos Marc Olichon. O mercado de opções permite que o investidor alavanque suas aplicações, tendo maior possibilidade de ganho, correndo mais risco. Para os conservadores, esses títulos servem para montar operações estruturadas que protegem a carteira de ações dos investidores individuais.

As opções oferecem o direito de o investidor comprar (opção de compra) ou vender (opção de venda) determinado ativo por preço predeterminado, no vencimento do título, que ocorre toda terceira segunda-feira do mês. Atualmente, o mercado mais líquido é o de opções de compra. “O mercado de opções para pessoas físicas cresceu sim, e muito”, diz Olichon.

Grande parte do volume desse mercado, garantem os especialistas, provém de operações de curto prazo, muitas vezes feitas no mesmo dia (day trade). “Esse mercado é muito volátil. E muitos aproveitam essa oscilação para operar no day trade”, afirma o gerente da Ativa Corretora, Cássio Corrêa.

Quando o investidor compra uma opção, ele paga um prêmio para adquirir o direito. Nesta quinta-feira, enquanto as ações preferenciais da Petrobras caíam pouco mais de 1% no mercado à vista, o prêmio de algumas opções do papel chegava a recuar 15%, algo comum de ser observado no mercado de derivativos, segundo especialistas.

Prova de que a maioria das operações das pessoas físicas não é levada até o vencimento da opção é o fato de o grupo ter representado apenas 18,65% do volume movimentado no vencimento de outubro, quando o direito de compra ou de venda pode ser exercido. “Notamos, sem dúvida, um aumento da procura por opções entre aqueles que querem montar operações estruturadas, mas a maioria ainda quer ganhar na volatilidade diária do prêmio. O volume negociado durante o mês é grande, mas cai absurdamente no exercício”, diz Corrêa.

No último boletim da Bolsa, de outubro, a pessoa física negociou R$ 10,2 bilhões em opções durante o mês, volume que recuou 78,4%, para R$ 2,2 bilhões, no vencimento. “O investimento em opções é mais sofisticado, mas também representa um perigo maior, pois é um mercado muito rápido, dinâmico, que em muitos casos apresenta distorção de preço que leva as pessoas com pouco conhecimento do mecanismo a perdas e frustrações”, diz Olichon.

O preço do prêmio é formado, entre outras variáveis, pela cotação da ação no mercado à vista, pelo preço de exercício (aquele que será pago caso o investidor resolva exercer o direito de compra), pelo juro no período e até pelo tempo que falta até o vencimento do ativo. Uma opção de Petrobras a R$ 37,83, por exemplo, era negociada a R$ 2,20 nesta quinta-feira. “Supondo o papel a R$ 39, diríamos que o valor real, intrínseco, do prêmio é de R$ 1,17 (R$ 39 menos R$ 37,83). O R$ 1,03 restante (R$ 2,20 menos R$ 1,17) é decorrente de outras variáveis, como o tempo”, explica Corrêa. Segundo ele, quanto mais próximo do exercício, mais o prêmio se aproxima do valor intrínseco da opção.

“Entre os clubes, a maioria das operações costuma ser estruturada, já que o perfil de investimento é diferente, visa o longo prazo”, compara o gerente da Ativa. Os clubes movimentaram R$ 319 milhões em opções durante o mês, volume que recuou 35% no exercício, para R$ 207 milhões.

Características

A exemplo do mercado à vista, o mercado de opções traz entre os papéis mais líquidos os títulos que dão direito a comprar papéis da Petrobras, Vale e BM&FBovespa, que alcançou recentemente o posto de terceira opção mais negociada, antes ocupado pelos ativos da Telemar. Em geral, Petrobras e Vale têm cerca de 550 mil negócios por mês - em outubro, as opções da mineradora tiveram 985 mil negócios. No mesmo mês, BM&FBovespa teve 26 mil negócios.

O Imposto de Renda cobrado sobre o lucro da operação funciona como na aplicação em ações: 20% para operação de day trade e 15% para os demais negócios. A única diferença é que no mercado de ações o investidor que negocia até R$ 20 mil num mês é isento de IR, o que não ocorre com o investimento em opções. Entre os custos para operar opções, o investidor deve incluir uma taxa de registro do ativo, de 0,014% para day trade e de 0,07% para as demais operações. Ainda é cobrada uma corretagem, que pode ser um valor fixo ou uma porcentagem sobre a quantia negociada.

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Negócios Do Dubai World No Brasil

Xeque de Dubai intervém para tentar acalmar investidores

DANIELLE CHAVES

O xeque Ahmed bin Saeed al Maktoum, membro sênior da família real de Dubai, interveio para tentar diminuir os temores dos investidores de que um dos principais conglomerados do emirado possa declarar default sobre sua dívida. "Nossa intervenção na Dubai World foi cuidadosamente planejada e reflete a posição financeira específica (da empresa)", afirmou o xeque, que também chefia um importante comitê financeiro de Dubai e é chairman da empresa aérea Emirates, em comunicado distribuído por e-mail.

"O governo está liderando a reestruturação das operações comerciais (da Dubai World) com a total ciência de como os mercados podem reagir", disse. "Nós entendemos as preocupações dos mercados e dos credores em particular. No entanto, tivemos de intervir por causa da necessidade de tomar uma ação decisiva para tratar do ônus da dívida (da Dubai World)", acrescentou.

"Como a maior parte das cidades globais, Dubai viveu sua parte nos desafios econômicos e sociais dessa crise global. Nenhum mercado está imune de questões econômicas", prosseguiu Al Maktoum. "Nós queremos garantir que os recursos sejam distribuídos com a ciência de que serão usados para melhorar os negócios da Dubai World Group, colaborar para a reestruturação que já está acontecendo e assegurar o sucesso comercial no longo prazo."

O xeque concluiu afirmando que "mais informações estarão disponíveis no início da próxima semana". O conglomerado Dubai World pediu ontem uma paralisação no pagamento de suas dívidas e uma dramática reestruturação da companhia, que tem US$ 60 bilhões em obrigações. As informações são da Dow Jones.

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NOTICIAS DO DIA 27.11.09

Shopping: Justiça suspende lei de gratuidade em estacionamentos


Por: Equipe InfoMoney
26/11/09 - 19h35
InfoMoney

SÃO PAULO - O TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) concedeu nesta quinta-feira (26) decisão liminar suspendendo a Lei de nº 13.819, que isenta consumidores de pagar estacionamento em shopping centers.

A ação foi proposta pela Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers) que alegou inconstitucionalidade da lei, já que, de acordo com o documento emitido pelo TJ, a competência para legislar sobre a matéria de Direito Civil e Privado é de exclusiva da União Federal.

Sobre a lei

A lei publicada na última quarta-feira (24) no Diário Oficial do Estado de São Paulo estabelecia gratuidade aos clientes que comprovassem despesa de pelo menos 10 vezes o valor da taxa cobrada pelo estacionamento dos
shopping centers, se permanecessem no local por um período de até seis horas.

A pessoa teria de comprovar seus gastos com a nota fiscal do mesmo dia em que pedir a isenção.

Se o tempo de permanência no estacionamento ultrapassasse as seis horas, o consumidor teria de pagar na forma especificada na tabela.

Prevendo melhores preços para celulose, Bradesco prefere Suzano à Fibria


Por: Equipe InfoMoney
26/11/09 - 19h42
InfoMoney

SÃO PAULO - Em seu relatório sobre o setor de papel e celulose, a Bradesco Corretora faz duas considerações: tendo em vista a perspectiva de melhores preços da celulose em 2010, a corretora acredita que as ações da Suzano (SUZB5) serão mais beneficiadas que as da Fibria (FIBR3). Contudo, o viés mais positivo fica com os ativos da Klabin (KLBN4), em virtude do noticiário recente.

Avaliando o primeiro fato, a equipe de análise da corretora trabalha com a hipótese de que os preços da celulose passem dos níveis atuais de US$ 660,00 por tonelada para US$ 750,00 por tonelada em 2010, o que possibilitaria melhores margens de venda para as companhias do setor.

Partindo do pressuposto de que as receitas da Fibria possuem muito mais exposição à commodity do que as da Suzano (78% de participação contra 39%), o correto seria a primeira companhia ser a mais favorecida com esse aumento. No entanto, os especialistas da Bradesco não pensam dessa maneira, e apontam três argumentos para defenderem sua posição.

O tripé de sustentação

O primeiro ponto abordado pela corretora é o preço das ações da Suzano, que encontra-se em desconto frente as da Fibria. Analisando o múltiplo da dívida líquida sobre o Ebitda (geração operacional de caixa) esperado para os próximos anos, a Suzano apresenta múltiplos menores para 2010 e 2011, o que mostra um desconto no preço dos seus papéis.

As outras duas bases de sustentação estão associadas ao fato da Fibria ter passado recentemente por um processo de incorporação - a companhia é resultado da compra da Aracruz pela VCP. Por conta disso, a empresa recém-formada deve enfrentar dificuldades, principalmente para efetuar sua reestruturação financeira, devido aos altos índices de alavancagem que a companhia adquirida apresentava.

Por conta disso, a Suzano sai favorecida por não ter que passar por reestruturação semelhante e por possuir um "excelente programa de expansão, enquanto a Fibria foi obrigada a amputar a parte mais avançada do seu projeto", concluem os analistas, que esperam um desempenho da SUZB5 em linha com o Ibovespa em 2010, projetando um preço-alvo de R$ 20,60 - upside de 17,2% frente o patamar de fechamento desta quinta-feira (26).

Klabin e o reajuste do papelão

Passando da celulose para o papelão, a Bradesco projeta um horizonte promissor para a Klabin, principalmente por conta do noticiário das últimas sessões. Segundo matéria da Agência Estado, o diretor do segmento de papelão da empresa espera que os preços da matéria-prima sejam ajustados entre 5% e 10% no mercado internacional e 9% no âmbito doméstico.

Tal revisão, se concretizada, será extremamente benéfica, afirmam os analistas, já que durante esse ano a companhia concedeu descontos de 3,6% em dólares por tonelada para as exportações e de 3,8% em reais por toneladas para as vendas internas. "Assim, a elevação de preços mais que compensou a redução que a Klabin deu aos clientes", conclui a corretora.

A equipe de análise ainda traz outros pontos positivos para a empresa, tais como o fechamento de contratos de três a cinco anos com empresas norte-americanas e europeias, além da possibilidade firmar acordos de venda de 100% da sua produção de papelão, o que pode levar a companhia a suspender suas vendas no mercado spot (à vista).

"Vemos a notícia como positiva e como tal, reiteramos nosso rating outperform (acima da média do mercado)", concluem os especialistas da Bradesco em seu relatório, que projetam para 2010 um preço-alvo de R$ 6,00 - upside de 27,4% frente à cotação de fechamento desta quinta-feira.

Governo de Dubai tenta acalmar investidores e intervém no fundo


Por: Julia Ramos Moreira Leite
26/11/09 - 20h30
InfoMoney

SÃO PAULO - Após a reação negativa dos mercados ao pedidode extensão de pagamento de dívidas do fundo Dubai World, o governo de Dubai tentou tranquilizar os investidores afirmando que seu pedido de moratória é necessário para "encarar o fardo da dívida".

"Entendemos as preocupações do mercado e dos credores", declarou o xeque Ahmed Bin Saeed Al- Maktoum, presidente do Comitê fiscal supremo e membro sênior da família real do emirado árabe. "Entretanto, tivemos que intervir devido à necessidade de empreender uma ação decisiva para encarar o fardo da dívida", afirmou em comunicado. Segundo o xeque, a intervenção no Dubai World foi "cuidadosamente planejada" e reflete a posição financeira específica da empresa.

Reações

O xeque disse ainda que o governo está liderando a reestruturação das operações comerciais do Dubai World com total conhecimento de como os mercados podem reagir. "Nenhum mercado está imune de questões econômicas", ressaltou.

"Queremos garantir que os recursos sejam distribuídos com a ciência de que serão usados para melhorar os negócios do Dubai World Group, colaborar para a reestruturação que já está acontecendo e assegurar o sucesso comercial no longo prazo", afirmou.

Nesta sessão, a agência de classificação de risco Moody's baixou a nota de seis importantes companhias do governo de Dubai. A Standard and Poor's, por sua vez, reduziu a classificação de cinco empresas, afirmando que o anúncio representa o fracasso do governo de Dubai em dar apoio financeiro oportuno a uma companhia do primeiro plano.

Oferta da Iguatemi: investidores estrangeiros participam com 52,32%


Por: Equipe InfoMoney
27/11/09 - 08h57
InfoMoney

SÃO PAULO - A Iguatemi (IGTA3) divulgou nesta sexta-feira (27) o anúncio de encerramento de sua oferta pública primária de ações ordinárias. A captação total da operação atingiu R$ 410,4 milhões, a um preço de R$ 28,50 por papel.

Na oferta, os investidores estrangeiros foram responsáveis pela maior parte da captação, contando com uma participação de 52,32% do total. Já os brasileiros participaram com os 47,68% restantes.

A quantidade total distribuída foi de 14,4 milhões de papéis, considerando 800 mil referentes ao lote suplementar. A operação foi feita no Brasil, voltada a investidores de varejo e institucionais, contanto com esforços de colocação no exterior.

O coordenador líder da operação é o Banco Itaú BBA, sendo que Merrill Lynch, Santander e Citigroup também atuam como coordenadores contratados.

Confira alguns números da oferta

Tipo de Investidor Valor
(R$ Milhões)
% Origem dos recursos Valor
(R$ Milhões)
%
Institucional 370,87 90,37 Exterior 214,70 52,32
Varejo 39,53 9,63 Brasil 195,70 47,68


De acordo com a empresa, o total das ações distribuídas inclui 200 mil ações adquiridas pelo Banco Itaú e 1,3 milhão de papéis comprados pela Merrill Lynch International, ambos como forma de proteção para operações com derivativos de ações realizadas no exterior.

Além disso, os coordenadores também realizaram aquisição de 1,24 milhões de papéis como meio de estabilização de preço.

Ações distribuídas Preço Volume da Operação
14.400.000 R$ 28,50 R$ 410.400.000,00

Festa de confraternização: um bom momento para investir nos profissionais


Por: Equipe InfoMoney
27/11/09 - 08h51
InfoMoney

SÃO PAULO - Sabe aquela festa de confraternização da empresa que sempre acontece ao final do ano? Saiba que é um ótimo momento para investir nos profissionais.

Às vezes, os funcionários ficam desmotivados e não rendem tanto em suas tarefas. Com a festa de confraternização, além de sair do cotidiano, a
equipe é integrada e o rendimento e o ambiente de trabalho melhoram.

Pode-se aproveitar o momento de diversão para provocar a reflexão dos funcionários sobre a importância de gerar benefícios consistentes e contínuos para o seu desempenho e o da empresa.

A festa

Segundo o diretor da consultoria de treinamento Trilha do Sucesso, Carlos Rosa, por meio de brincadeiras, é possível estimular um funcionário a rever sua postura e o seu papel na organização.

"Podemos propor um quiz. Fazemos perguntas aleatórias sobre história, geografia, curiosidades, etc. Quando percebemos que as pessoas já estão envolvidas e descontraídas, levantamos questões que têm a ver com o momento da empresa e com o papel dos colaboradores dentro daquele universo", disse Rosa.

A empresa, além de promover integração entre os funcionários, vai obter planos para melhorar o clima organizacional.

Seguradora ING capta mais de US$ 11 bilhões via oferta de direitos ao mercado


Por: Rafael de Souza Ribeiro
27/11/09 - 08h42
InfoMoney

SÃO PAULO - A seguradora holandesa ING pretende levantar € 7,5 bilhões (US$ 11,2 bilhões) perante a emissão de direitos realizada no mercado europeu, revela comunicado enviado pela empresa nesta sexta-feira (27).

Os ativos foram precificados em € 4,24, um desconto de 52,4% frente o fechamento das ações na última quinta-feira (26) e de 37,3% descontados os proventos. Foram emitidos cerca de 2 bilhões de direitos, conforme informações da seguradora.

A transação é considerada a oitava maior emissão de direitos já realizada no mundo e visa amortizar a dívida retida com o governo holandês, que durante a crise econômica mundial injetou € 10 bilhões na instituição.

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Bolsa de Tóquio fecha em baixa de mais de 3% após moratória de Dubai

Bolsa de Tóquio fecha em baixa de mais de 3% após moratória de Dubai

Emirado pede prazo para pagamento de dívida de US$ 59 bilhões.
Risco de calote espalha temor entre os mercados mundiais.

Do G1, com agências internacionais

O índice Nikkei da Bolsa de Tóquio fechou nesta sexta-feira (27) com queda de 3,2%, seguindo o temor dos mercados mundiais provocado pelo anúncio da moratória de Dubai.

Nesta quinta-feira, o Emirado de Dubai declarou que vai pedir adiamento do pagamento de parte da sua dívida, o que espalhou pelos mercados o medo de que a inadimplência afete bancos expostos à investimentos ligados ao emirado.

O governo de Dubai tentou tranquilizar os mercados nesta quinta-feira afirmando que seu pedido de moratória do pagamento da dívida de US$ 59 bilhões da estatal Dubai World é necessário para "encarar o fardo da dívida".

Diante do anúncio, vários mercados internacionais fecharam em baixa nesta quinta-feira - entre eles o brasileiro - com medo de que a inadimplência afete bancos que estavam expostos àquela região.

Temor mundial

Os riscos de falência do Emirado de Dubai reavivam as inquietações sobre a saúde financeira de alguns países, em especial da Europa do Leste, esmagados pelo endividamento público e enfraquecidos pela recessão mundial.

A falência de um Estado não é algo frequente. A última aconteceu em 2001, quando a Argentina se declarou inacapaz de honrar os pagamentos de sua dívida externa, fomentando graves tumultos sociais e abrindo uma crise que se alastrou por vários anos.

Porém, com a recessão, o risco desse cenário volta a ameaçar. Obrigados a socorrer os contribuintes e os bancos, os estados contraíram empréstimos com os mercados para financiar seus déficits. De acordo com a agência Moody's, a dívida pública mundial vai aumentar 45% entre 2007 e 2010.

Em consequência, os mercados podem deixar de comprar títulos de dívida pública e as obrigações emitidas por alguns Estados, ameaçando seu abastecimento de dinheiro.

"Os problemas surgem quando os mercados perdem confiança na capacidade de um país de pagar sua dívida", resumiu o economista Juan Carlos Rodado, da Natixis.

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Bom dia ADVFN 27.11.09 - Tensão: Índices futuros americanos amanhecem despencando

Notícias em destaque

Agenda do investidor para esta sexta-feira

Hoje com somente um indicador na agenda brasileira, o investidor deve se concentrar nos movimentos do mercado desde os primeiros minutos do dia. A FGV (Fundação Getulio Vargas) divulga o IGP-M (índice comumente utilizado para a correção de contratos de aluguel e indexador de algumas tarifas, como energia elétrica) de novembro com expectativa de inflação para o período, revertendo o movimento deflacionário de outubro. Nos Estados Unidos não serão divulgados nenhum indicador de relevância para os investidores.

Tensão: Índices futuros americanos amanhecem despencando

Depois do feriado de Ação de Graças de ontem nos Estados Unidos e do anúncio de calote do maior fundo de investimentos de Dubai, os índices futuros americanos amanheceram despencando. O índice futuro Dow Jones caía mais de 2% e o futuro do S&P500 quase 3%. O efeito do calote de US$ 59 bilhões em Dubai reverberou pelas bolsas do mundo inteiro. O temor dos investidores é definir qual a exposição das empresas, principalmente as financeiras, ao fundo. O FTSE de Londres, DAX da Alemanha e CAC da França caíram mais de 3% em uma sessão de grande volatilidade. No Brasil o cenário não foi diferente. A apreensão tomou conta dos mercados e o dólar comercial teve alta de 1,39%, fechado em R$ 1,751. Os juros futuros também fecharam em alta, com o contrato de janeiro de 2011 cotado à taxa de 10,28% ao ano. O Ibovespa caiu 2,25%, cotado a 66.391 pontos. Hoje é esperado um dia tenso nos mercados, com os Estados Unidos operando normalmente avaliando as conseqüências do calote.

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quinta-feira, novembro 26, 2009

Na crise, Brasil foi procurado para comprar o Citibank

Na crise, Brasil foi procurado para comprar o Citibank

Agência Estado
Por Nalu Fernandes

Nova York - O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, revelou hoje, em palestra em Nova York, que no auge da crise o Brasil quase comprou o Citibank. "Poderíamos ter comprado e ter grande lucro, além do prestigio", observou. Segundo o ministro, a decisão de não adquirir o banco foi do governo como um todo.

Lobão comentou que, antes do governo norte-americano ter comprado um terço do Citi, a instituição procurou as autoridades brasileiras. Ele disse que não sabe "exatamente o preço" que foi tratado com o Brasil, mas que, considerando o tamanho das reservas brasileiras, o País poderia tem adquirido uma fatia da instituição.

No fim de julho, o Citigroup completou a troca de títulos de US$ 60 bilhões que tornou o governo federal dos EUA dono de um terço do banco. Todos os US$ 20,3 bilhões em ações preferenciais e títulos híbridos de ações e dívida detidos publicamente pelo Citi foram trocados na oferta por ações ordinárias, enquanto o governo federal trocou cerca de US$ 39,5 bilhões de ações preferenciais por novos títulos.

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Caixa Econômica acerta a compra do Panamericano

Caixa Econômica acerta a compra do Panamericano

Aline Lima (alima@brasileconomico.com.br)
24/11/09 20:29

Negócio pode ser anunciado a qualquer momento e será feito nos moldes da aquisição de parte do Votorantim pelo Banco do Brasil.

A compra do banco Panamericano pela CaixaPar, subsidiária da Caixa Econômica Federal (CEF), já está selada. Todos os detalhes foram acordados e a batida do martelo é questão de dias.

Segundo uma fonte próxima que preferiu não ser identificada, o negócio estava para sair desde julho. O empecilho, ao que parece, se tratava apenas de uma questão jurídica, mas que já está resolvida.

Procurados pela reportagem, CEF e Panamericano não se pronunciaram sobre o assunto.

A compra do Panamericano deve ser feita nos mesmos moldes da transação entre o Banco do Brasil e o Votorantim, envolvendo a aquisição de 49,99% do capital votante e 50% do capital social.

A fonte ouvida por esta reportagem não soube revelar a cifra que será desembolsada pela CEF. O patrimônio líquido do Panamericano soma, hoje, R$ 1,3 bilhão, e seu valor de mercado, R$ 2,2 bilhões.

Estima-se, no entanto, que o preço deva sair na casa dos milhões, pois o cálculo, provavelmente, vai levar em consideração a provisão para créditos de liquidação duvidosa - de R$ 588,6 milhões, no fim de setembro.

Um dos maiores interesses da Caixa Econômica na compra do banco do grupo Silvio Santos é sua carteira de veículos - justamente a operação que mais fez o Panamericano sofrer durante o auge da crise financeira internacional.

Os empréstimos para aquisição de veículos têm prazos alongados, que variam de 50 a 60 meses, enquanto o Panamericano costuma captar em 12 meses.

"No período mais intenso de turbulências, o banco sofreu uma pressão violenta por funding", lembra João Augusto Salles, analista de instituições financeiras da consultoria Lopes Filho.

"Quando não se consegue captar, o descasamento de prazos é agravado e a margem de lucro, invariavelmente, cai", emenda ele.

O pior da crise, é certo, ficou para trás. Tanto que o Panamericano conseguiu, em outubro, fazer uma emissão de eurobônus no montante de US$ 200 milhões. Mas a parceria com a CEF continua sendo bem-vinda.

"A compra, afinal, significa injeção de capital", observa Salles. "Além disso, o custo de captação do Panamericano será bastante reduzido, já que a Caixa tem a mesma classificação de risco do governo."

Reflexos entre os investidores

Os bancos de médio porte saíram fragilizados da crise financeira internacional, apesar de os balanços do terceiro trimestre já apontarem para uma recuperação dos resultados.

A vulnerabilidade apresentada durante o período de instabilidade dos mercados deixou muitos investidores institucionais receosos - e eles sempre trabahlam com a possibilidade de um novo revés.

Por isso, os fundos de pensão não querem correr o risco de permanecer durante muito tempo nos títulos emitidos por instituições de pequeno e médio porte.

Daí a importância de contar com o amparo de um grande banco como a Caixa - não só o custo de captação cai, mas os prazos se tornam mais elásticos.

Os investidores estão atentos aos rumores que cercam a venda de fatia do Panamericano para a Caixa Econômica, especulações estas que foram intensificadas nos últimos dias.

Dentre os bancos médios listados em Bolsa, as ações do Panamericano foram as que mais apresentaram valorização - de 40,46% em novembro.

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Banco Mundial: bolhas podem jogar milhões na pobreza

Banco Mundial: bolhas podem jogar milhões na pobreza

Por Nathália Ferreira

Cingapura - A economia mundial pós-crise enfrenta novos riscos com as bolhas de investimento, que podem jogar milhões de pessoas de volta à pobreza, afirmou o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick. Segundo ele, embora as ações monetárias e fiscais sem precedentes em todo o mundo tenham resgatado a economia global de uma recessão profunda, elas inevitavelmente criaram riscos.

Sinais de preços de ativos inflados são especialmente evidentes na Ásia, inclusive na China, em Hong Kong e em Cingapura, onde os preços de propriedades e ações saltaram este ano, escreveu Zoellick em artigo publicado no Financial Times de hoje. "Bolhas de ativos podem ser a próxima fragilidade conforme o mundo se recupera, ameaçando novamente destruir o sustento e colocar milhões na pobreza", afirmou.

Zoellick instou bancos centrais e formuladores de políticas a lidar com a questão rapidamente ou, segundo ele, as políticas que conduziram a economia à recuperação podem ter um efeito contrário. "Esperar que bolhas estourem e, então, limpar as consequências é agora uma nova lição sobre o que não fazer", escreveu Zoellick. "Seria melhor que o G-20 (grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo) colocasse as bolhas de preços de ativos e novas estratégias de crescimento em sua agenda. Do contrário, as soluções para 2008-09 podem plantar as sementes de problemas em 2010 e além."

Adotar uma política monetária mais apertada quando a recuperação ainda está frágil, especialmente nos EUA, pode descarrilar a retomada e não ser a resposta para as bolhas, ponderou. Zoellick observou que formuladores de políticas na Ásia embarcaram em alternativas para lidar com as próprias bolhas em seus países.

No caso de Cingapura, onde os preços de propriedades aumentaram 16% no terceiro trimestre, autoridades decidiram liberar mais terrenos para projetos residenciais e impedir que os compradores adiem pagamentos até que a construção esteja concluída. As informações são da Dow Jones.

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NOTICIAS DO DIA 26.11.09

Dubai requisita extensão de prazo para pagar dívida de US$ 59 bilhões

Por: Rafael de Souza Ribeiro
26/11/09 - 08h00
InfoMoney

SÃO PAULO - O fundo de investimento Dubai World, gerido pelo governo de Dubai, requisitou a seus credores um prazo de seis meses para pagar dívidas na casa de US$ 59 bilhões adquiridas em função da forte expansão dos investimentos.

A companhia pretende pagar o montante devido até maio de 2010, revela o comunicado emitido nesta quinta-feira (26). O pedido também se estende à sua subsidiária Nakheel, especializada no setor imobiliário.

Os analistas acreditam que o vizinho Abu Dhabi envie recursos para cobrir o rombo nas contas de Dubai, que ampliou sua alavancagem durante os últimos anos para financiar o destacado crescimento.

Reação negativa nos mercados

A principal preocupação dos investidores diz respeito à grande quantidade de investimentos do fundo em empresas de capital aberto, trazendo instabilidade aos mercados nesta quinta-feira.

O índice da bolsa de Xangai recuou 3,62%, enquanto as principais bolsas europeias recuam mais de 1,50%, com destaque para Frankfurt, que opera em baixa de 2,00%.

Anhanguera quer captar R$ 640 mi de oferta de units

SÃO PAULO - A Anhanguera Educacional anunciou o lançamento de uma oferta de 29 milhões de units no Brasil, com esforços para colocação no exterior. A distribuição pública secundária inclui opção de lote suplementar de até 15% das units (4,35 milhões de papéis). Sem considerar o lote suplementar, a oferta pode alcançar R$ 640,9 milhões, levando-se em conta o preço do fechamento de ontem, de R$ 22,10. Cada unit é formada por uma ação ordinária e seis preferenciais.

O preço final será determinado no encerramento do procedimento de bookbuilding (recolhimento das intenções de compra), previsto para 8 de dezembro. O período de reserva da oferta ao varejo é de 30 de novembro a 7 de dezembro, para investimento mínimo de R$ 3 mil e máximo de R$ 300 mil. Serão oferecidos aos investidores não institucionais entre 10% e 15% das ações ofertadas pela empresa.

A data prevista de início de negociação das units na BM&F Bovespa é 10 de dezembro. A liquidação da oferta ocorrerá em 14 de dezembro. Os coordenadores da oferta são os bancos Itaú BBA (líder), Merrill Lynch, Santander e Credit Suisse.

EDP

A Energias do Brasil (EDP) arrecadou R$ 441,750 milhões em uma oferta pública secundária de ações. Foram oferecidos 14.091.000 papéis, com lote suplementar de 1.409.000 ações, com captação de R$ 431,5 milhões
.

Ibovespa rende mais que fundos de ações

SÃO PAULO - Investir em ações em 2009, mesmo que por meio de fundos, foi um bom negócio, devido à alta expressiva da Bolsa de Valores de São Paulo, bem superior à de qualquer outro investimento no Brasil no mesmo período.

A performance do conjunto de fundos populares oferecidos por grandes bancos aos pequenos investidores, com aplicação inicial de até R$ 5 mil, foi boa, mas não tanto quanto o desempenho do Ibovespa, o principal índice de referência do mercado brasileiro. De acordo com levantamento do site financeiro Fortuna com 128 fundos de ações populares, o grupo avançou 69,36% em 2009, comparado à alta de 76,64% do Ibovespa até o dia 19.

"Somente 24 fundos conseguiram superar o índice", destaca o diretor do Fortuna, Marcelo D'Agosto. Em linhas gerais, carteiras de small caps e de ações de construção civil foram as de melhor desempenho, por conta da forte queda que estas categorias de ações tiveram em 2008.

"As small caps e o setor imobiliário foram justamente os mais penalizados no ano passado", lembra o gerente nacional de fundos de renda variável da Caixa Econômica Federal (CEF), Marcelo de Jesus. No caso das small caps, por exemplo, enquanto o Ibovespa recuou 40,22% em 2008, o índice que reúne estes papéis caiu 54,10%.

Petrobras continua fora de índice sustentável

SÃO PAULO - Atrapalhada pelas metas estipuladas pelo Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve), desde ação do Ministério Público Federal que terminou em um acordo ainda no ano passado, a Petrobras passará mais um ano sem integrar o rol de empresas do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), cuja nova composição foi divulgada ontem pelo próprio Conselho do ISE.

No entanto, o analista Marcelo de Faro, autor da afirmação, diz entender que esse deve ser apenas um dos motivos levados em consideração. "Houve um comprometimento da Petrobras em aderir a um programa para reduzir o teor de enxofre no diesel, mas esse assunto nunca mais voltou à tona", afirmou.

Segundo o Ministério Público Federal informou em janeiro de 2008, foi firmado um acordo com a companhia no ano passado para distribuir óleo diesel do tipo S50 (com menos enxofre) a partir de janeiro deste ano em todo o País. Produtos ainda mais limpos devem ser produzidos e distribuídos até 2016. De acordo com o texto, a Petrobras diz que não conseguiria atender o prazo por conta de um atraso de 22 meses da Agência Nacional de Petróleo na regulamentação da norma que prevê a exigência, publicada em outubro de 2007.

Em nota, a empresa afirmou que já disponibiliza o combustível apenas para ônibus em São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba. Postos de Fortaleza, Belém e Recife já vendem o combustível também para outros veículos. Ainda segundo a nota, outras capitais e regiões metropolitanas devem ter o combustível nas bombas entre 2010 e 2011. Mesmo assim, a petrolífera se manteve pelo quarto ano consecutivo, segundo o blog da empresa, no índice de sustentabilidade do Dow Jones (DJSI, na sigla em inglês), composto por 318 empresas de 57 setores de todo o mundo - das quais 19 do setor Petróleo e Gás.

Diversidade

De olho na diversificação da carteira, com direito a aumento no número de companhias e ações, o Conselho do Índice de Sustentabilidade Empresarial (CISE) divulgou ontem a nova composição da carteira, com a entrada de oito companhias e a saída de duas outras. Agora são 43 ativos de 34 empresas - ante 36 ações de 28 empresas -, mas a carteira entra em vigor somente no dia 1º de dezembro.

Os novos representantes são Copel, Even, Itaúsa, Indústrias Romi, Redecard, SulAmérica, Usiminas e Vivo, consagrando a entrada de três novos setores: Seguradoras, Construção Civil e Máquinas e Equipamentos. Odontoprev e Celesc ficaram fora. Apesar do aumento quantitativo, o valor de mercado das companhias que compõem o índice caiu de R$ 1,21 trilhão - correspondente a 39,6% da capitalização total da BM&F Bovespa em dezembro de 2008 - para R$ 730 bilhões, ou 32,2% da capitalização atual. Para De Faro, o valor de mercado caiu porque mais ações de segunda linha passaram a integrar o índice. "Muitas das de maior valor não fazem parte do índice", afirma.

O novo índice tem teto de 15% de participação por setor e integra até 40 empresas. O questionário, com 150 questões de seis dimensões, é encaminhado às 150 empresas mais líquidas da Bolsa; na próxima edição, serão 200.

Para a presidente do CISE, Sônia Avaretto, a entrada de mais setores no índice estimula a preocupação das empresas com a questão ambiental, trazendo, portanto, mais setores à Bolsa.

"Acreditamos em um movimento indutor. Mais empresas vão olhar para a questão ambiental", afirmou.

Segundo ela, a evolução do índice deve trazer ainda mais estrangeiros para o mercado de capitais do País - hoje eles detêm 30% da capitalização total da Bolsa. "Eles buscam cada vez mais saber sobre a responsabilidade das empresas. Os diretores das empresas, por amor ou dor, também estão percebendo a tendência", ressaltou, no que diz respeito à necessidade das empresas de aderir a políticas ambientais.

Sobre as empresas que não integram o índice, dentre as quais está a Petrobras, Avaretto frisou que o Conselho evita "carimbar" empresas que deixam o grupo como se tivessem deixado de desenvolver trabalhos de sustentabilidade ambiental.

"Se a empresa não entra, ou não respondeu o questionário ou não atingiu os critérios. As respostas variam de acordo com o que a empresa desenvolveu naquele ano", disse.

"Não podemos falar individualmente o que aconteceu com cada empresa. Isso seria leviano. É melhor perguntar às próprias empresas", ressaltou. A resposta dos questionários será enviada nesta sexta-feira.

A BM&F Bovespa aumentou o número de empresas e setores que compõem o Índice de Sustentabilidade Empresarial, cuja nova carteira foi anunciada ontem. Mas a Petrobras continua fora do índice.

Meirelles nega crise clássica dos bancos brasileiros durante crise

BRASÍLIA - O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou ontem que o Brasil não enfrentou uma crise bancária clássica, em que ocorre a quebra de um banco e que leva outras instituições financeiras a quebrar. Segundo ele, o que ocorreu foi uma "severa restrição de liquidez", que afetou especialmente bancos de menor porte, mas que foi enfrentada rapidamente pelo governo. Meirelles falou em entrevista coletiva após a cerimônia de posse da nova diretoria da seção do Distrito Federal do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef). Segundo o presidente do BC, o governo agiu rapidamente com medidas para enfrentar a diminuição da liquidez externa e interna. Essas medidas foram a atuação no mercado de câmbio, com os recursos das reservas internacionais e no mercado futuro, e no mercado interno por meio da liberação de depósitos compulsórios. "As medidas ajudaram a voltar a liquidez e fizeram o sistema se organizar naturalmente", disse Meirelles, destacando que o impacto positivo das ações emergenciais adotadas pelo BC garantiram que o governo pudesse adotar medidas fiscais para estimular a economia.

"A sequência de atuação foi fundamental", ressaltou o presidente do BC, acrescentando que isso só foi possível porque o Brasil nos últimos anos teve uma gestão financeira do Estado adequada e prudencial. "A adoção das medidas corretas só foi possível pela existência de recursos para isso. Outros países não puderam fazer o mesmo", afirmou.

Entre os destaques da política econômica dos últimos anos, Meirelles mencionou a geração do superávit primário do setor público (que ajudou a reduzir a dívida), a acumulação de reservas, o controle da inflação e também a adoção por parte do Banco Central de medidas de caráter prudencial para o sistema financeiro. Ele mencionou que o Brasil já implementou cerca de 90% das recomendações do Comitê de Basileia - órgão que define normas para o sistema financeiro.

Meirelles afirmou também que não se pode "subestimar" o impacto da crise financeira internacional no Brasil. "A crise foi grave e gerou consequências graves", afirmou. Mas ele ressaltou que o Brasil soube identificar rapidamente os problemas e atuar com sucesso para aliviar o impacto dela. A atuação do governo, segundo ele, permitiu que, apesar da severidade da crise, a economia brasileira se recuperasse mais rapidamente e, hoje, a produção industrial cresce há nove meses consecutivos.

Fluxo cambial está positivo em US$ 1,48 bi

SÃO PAULO - O saldo da entrada e saída de dólares do País, o chamado fluxo cambial, está positivo em US$ 1,481 bilhão até o dia 20 deste mês, segundo informou ontem o Banco Central (BC). No mesmo período de novembro de 2008, com 14 dias úteis, o fluxo era negativo em US$ 2,533 bilhões.

No segmento financeiro (investimentos em títulos públicos e privados, bolsa de valores, remessas de lucros e dividendos ao exterior e investimentos estrangeiros diretos, entre outras operações), o saldo ficou positivo em US$ 171 milhões no mês, até a sexta-feira passada. O fluxo comercial (operações de exportação e importação e financiamento ao comércio exterior) ficou positivo em US$ 1,310 bilhão.

De janeiro até 20 de novembro, o fluxo cambial é positivo em US$ 24,337 bilhões, contra US$ 10,016 bilhões registrados no mesmo período do ano passado. Nesse período de 2009, o fluxo financeiro está positivo em US$ 13,426 bilhões, enquanto o comercial positivo em US$ 10,911 bilhões.

O BC também informou que as compras de dólares no mercado à vista em novembro até o dia 20, aumentaram as reservas internacionais em US$ 1,988 bilhão. Ontem, o dólar fechou a R$ 1,726, com queda de 0,52%.

Sai autorização para que o BNDES financie bens de capital

SÃO PAULO - A lei que autorizou a que seja concedida subvenção econômica ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em operações de financiamento destinada à aquisição e produção de bens de capital (equipamentos ou serviços necessários à produção de outros bens ou serviços) foi publicada ontem no Diário Oficial da União. A Lei 12.096 nasceu de uma medida provisória criada para evitar a insuficiência de liquidez na economia nacional e atender ao aumento da demanda por crédito de longo prazo, no auge da crise financeira internacional. A medida socorreria a indústria de bens de capital, que enfrentou dificuldades em função da desaceleração da economia global. Entre os motivos dados para justificar a edição da MP, estava a necessidade de implementar, no curto prazo, ações para apoiar a produção e a indústria, apesar do reflexo nos postos de trabalho.

Em dezembro de 2008, quase todos os setores apresentaram queda da produção industrial de bens de capital em relação a dezembro de 2007. Hoje o setor produtivo ainda se ressente dos efeitos da crise, principalmente os pequenos e médios empreendimentos, e o ritmo lento da retomada preocupa as empresas.

Na opinião do professor de Economia da Universidade de Brasília (UnB) Victor Gomes, o crédito é apenas uma peça da engrenagem. Entre janeiro e setembro, a variação total da oferta de crédito a empresas foi de 4,8%, segundo o Banco Central (BC), enquanto no segmento de pessoas físicas chegou a 15%.

O namoro com a heterodoxia

Autor(es): Giuliano Guandalini
Veja - 23/11/2009
Os riscos de desmontar o relógio
Ao mexer nas molas vitais da estabilidade, a equipe econômica flerta com o experimentalismo, o que evitou fazer nos sete anos do governo Lula

Em sete anos de Lula no Planalto, as molas mestras da política econômica funcionaram exatamente como foram deixadas pelo governo anterior. Foi uma prova de maturidade que trouxe grandes benefícios para a economia brasileira e deu estabilidade ao governo Lula. Preservou-se o regime de câmbio flutuante; o controle da inflação continuou como prioridade do Banco Central, o BC, e a responsabilidade fiscal foi conservada com a manutenção dos superávits primários. De negativo, registre-se que as despesas com o inchaço da máquina estatal, salário dos funcionários e pensão dos aposentados – os "gastos correntes" – seguiram sua trajetória de alta. Mas isso também ocorreu no governo passado. Essa maneira de conduzir a política econômica é às vezes chamada de "receita ortodoxa", o que incomoda sobremaneira os radicais petistas. Mas, goste-se ou não, deve-se à ortodoxia o fato de a economia brasileira passar por seu melhor momento em trinta anos. Agora, quando o governo Lula caminha para seu último ano, a comichão experimentalista começa a se tornar irresistível. Como colocou admiravelmente um economista: "Eles mexeram na casa toda, mas até agora não tinham tido coragem de desmontar o relógio do vovô, pois não saberiam remontá-lo".

A coragem parece ter aparecido. A gastança governamental voltou a crescer numa velocidade preocupante. O pensamento mágico começou a aparecer no discurso de autoridades antes fortemente ancoradas no realismo e na racionalidade. O exemplo mais extravagante veio de Guido Mantega, ministro da Fazenda. Na semana passada, ele disse que com o câmbio a 2,60 "venceríamos a todos". Mantega se referia ao fato, inegável, de que com a cotação do dólar naquele patamar as exportações brasileiras seriam mais competitivas no mercado internacional, pois, com o mesmo volume de produtos embarcados, as empresas nacionais embolsariam quase 50% a mais em reais do que agora que o dólar está cotado a 1,72 real. Mas como elevar a cotação do dólar até 2,60 reais e mantê-la no ponto ideal para os exportadores se o Brasil trabalha com o regime de câmbio flutuante? Como o ministro da Fazenda é a autoridade máxima da economia, o discurso de Mantega não pode ser apenas um comentário, a expressão de um desejo. Pelo que se depreende da animação do ministro, ele está falando em fixar o câmbio. Fazer uma mudança desse tipo em um dos tripés da estabilidade econômica é uma atitude bem mais radical do que, digamos, parar de comer carne vermelha.

"Existem fatores estruturais que empurram a cotação do dólar para baixo", diz o economista José Júlio Senna, sócio da MCM Consultores. Os principais são, primeiro, a gastança desenfreada do governo e a recuperação do setor privado após o impacto da crise. Nesse contexto, fixar artificialmente o câmbio em um patamar favorável a um setor da economia, no caso os exportadores, tem um custo para todos os demais brasileiros. Com John Maynard Keynes e Adam Smith, o brasileiro Celso Furtado forma a trinca dos economistas que são mais citados do que lidos. Em sua Formação Econômica do Brasil, que recentemente mereceu da Companhia das Letras cuidadosa reedição comemorativa dos cinquenta anos, Furtado explica com muita clareza quem perde com as mexidas artificiais no câmbio: "...o mecanismo pelo qual a economia corrigia o desequilíbrio externo – o reajustamento da taxa cambial – possibilitava a transferência do prejuízo para a grande massa consumidora".

O que significaria no Brasil de hoje um reajustamento do câmbio para corrigir um desequilíbrio externo? Significaria repassar o custo da operação para a grande massa consumidora brasileira na forma do mais cruel dos impostos, a inflação. "O Brasil voltou a crescer rapidamente, e isso embute pressões inflacionárias. Para conter essas pressões, o BC aperta a política monetária, o que significa valorizar ainda mais o real", explica Senna. Ou seja, se o BC não agir, o dólar poderá até subir, mas o corolário seria a volta da inflação. Darwin Dib, economista do Itaú Unibanco, lembra que no regime de câmbio flutuante as cotações se ajustam de maneira a acomodar as forças externas e internas exercidas sobre a economia. Elas são um reflexo da realidade. No caso atual brasileiro, a valorização do real reflete a aposta dos investidores internacionais na vitalidade da economia brasileira, que está pronta para crescer em ritmo superior ao dos países ricos e de outros emergentes.

Existe outra maneira de minorar o desequilíbrio externo sem fixar artificialmente o valor do dólar? Sim. Obrigar o governo, como toda boa dona de casa, a gastar menos sem diminuir a qualidade dos serviços prestados e, assim, reduzir os impostos, devolvendo a competitividade aos exportadores. Na China, os impostos representam 18% do PIB, metade do que é pago aqui. Parafraseando Mantega: "Com uma carga tributária de 18% do PIB, venceríamos a todos".


Os males da gastança

RESSACA ECONÔMICA
Espanhóis fazem fila em busca de emprego: recessão e aumento
de impostos

O montante de dinheiro despendido pelos tesouros nacionais salvou o mundo de uma recessão profunda. Mas os efeitos danosos das gigantescas injeções de liquidez começam a se manifestar. Governos não produzem um centavo. Todo o dinheiro que despejaram nos mercados teve de ser tomado por empréstimo dos contribuintes, o que aumentou brutalmente a dívida dos países. Os Estados Unidos apresentaram seu pior resultado fiscal da história. O déficit (ou seja, o total gasto além das receitas) ultrapassou pela primeira vez a barreira de 1 trilhão de dólares. Como resultado, a dívida pública interna também cresceu. Em 2009, ela deve chegar a 13 trilhões de dólares, o equivalente a 90% do PIB americano. Os efeitos disso são perspectiva de juros mais elevados para financiar a dívida e crescimento econômico mais lento nos próximos anos.

Ao redor do mundo, a situação não é diferente. Passado o pior da crise, as equipes econômicas buscam enfrentar os problemas que se viram obrigadas a criar, ainda sob a pressão de dar continuidade à política de incentivos fiscais. A Espanha, por exemplo, optou por elevar o imposto sobre mercadorias e serviços, mesmo sem ter conseguido ainda deixar a recessão para trás. A Irlanda, outro país duramente atingido pela debacle financeira, aumentou a alíquota de imposto de renda de 41% para 46%, com vistas a taxar os mais ricos. Nos Estados Unidos e na Inglaterra, o movimento tem sido semelhante. Dá-se como certo que esses países precisarão aumentar os impostos, sobretudo porque haverá uma necessidade crescente de recursos para custear a previdência e o sistema de saúde.

Outra boa medida seria estabelecer o compromisso com a diminuição futura dos gastos públicos não essenciais – na contramão do que tem feito o Brasil. Os brasileiros já sentiram na pele as consequências de um descalabro fiscal. Na década de 80, a dificuldade em diminuir as despesas diante da escalada inflacionária e da dívida externa motivou o então recém-eleito presidente Tancredo Neves a dizer: "É proibido gastar". Não deu certo, e veio a hiperinflação. Cedo ou tarde, os governos terão de reencontrar a austeridade.

Luís Guilherme Barrucho

A doença dos juros

Autor(es): Cynara Menezes
Carta Capital - 23/11/2009
O vice-presidente José Alencar anda mais mineiro do que nunca quando se trata do jogo político. É quase impossível arrancar dele um mísero palpite sobre a sucessão de 2010 ou uma opinião pessoal a respeito dos presidenciáveis. Talvez tenha a ver com o momento de sua vida. Em outubro, Alencar ouviu a boa notícia da redução dos tumores contra os quais luta desde 2006, e já pensa até em disputar a eleição. Ainda um pouco abatido, o vice recebeu CartaCapitalem seu gabinete e demonstrou estar em plena forma como frasista ao revelar, por exemplo, qual a maior desvantagem do cargo que ocupa: “Não mandar nada”. Ao contrário de Lula, que não se considera um esquerdista, o fundador de uma das maiores empresas do Brasil não titubeia: “Sempre fui de esquerda”.

Este homem assombra a bolsa

Isto é Dinheiro - 23/11/2009

O advogado Nabil Kardous obtém a primeira vitória judicial referente ao caso Nahas. E pode abrir um precedente para outros investidores

Kardous: ele pede uma indenização de US$ 2 milhões

Em 1989, o mercado de capitais brasileiro viveu a maior crise de sua história. Em junho daquele ano, quando eclodiu o chamado "caso Naji Nahas", as ações desabaram, a Bolsa de Valores do Rio de Janeiro quebrou e dezenas de corretores foram à falência - na esteira do crash, milhares de investidores perderam suas economias.

Um deles foi o advogado tributarista Nabil Kardous, que, em 1989, tinha 34 anos. Ao mesmo tempo que defendia seus clientes nos tribunais, ele investia suas economias em ações. "Eu chegava a operar um volume entre US$ 300 mil e US$ 1,5 milhão por dia", relembra. Kardous fazia operações de day-trade, que eram liquidadas no mesmo dia, e apostava no mercado de opções.

No dia 19 de junho, ele estava na ponta dos "comprados", apostando que as ações subiriam ainda mais, mas foi surpreendido com uma mudança nas regras do mercado, que acabou deflagrando a quebradeira - operações que eram liquidadas a prazo tiveram de ser quitadas no dia. "Perdi em 1989 o que hoje seria um apartamento de luxo nos Jardins, em São Paulo", diz o advogado, que ficou três meses em depressão até conseguir se reerguer.

Hoje, ele move uma ação civil contra a BM&Bovespa e a CVM, na qual pleiteia uma indenização de US$ 2 milhões. O principal alvo do advogado Kardous é o expresidente da Bovespa, Eduardo Rocha Azevedo, que recentemente anunciou a venda da sua corretora, a Convenção, para um grupo estrangeiro. "Ele não atuou de forma isenta e defendeu os interesses de um dos lados: o dos que estavam vendidos", diz Kardous.

O argumento do advogado é o de que Rocha Azevedo teria procurado vários bancos pedindo que cortassem o crédito de Naji Nahas, desequilibrando o jogo. O expresidente da Bovespa preferiu não comentar as acusações, mas em várias ocasiões defendeu a posição adotada em 1989, alegando ter protegido o mercado brasileiro do excesso de especulação.

Kardous, no entanto, afirma que os fundamentos estavam do lado dos "comprados" - tanto assim que, dois meses após a quebra, os preços já haviam voltado aos níveis anteriores, confirmando a tendência de alta. Há poucas semanas, o advogado teve uma vitória no Tribunal Regional Federal do Rio de Janeiro, quando os desembargadores avaliaram que o caso de 1989 ainda não está prescrito.

O prazo para que qualquer investidor reivindique indenizações irá até 2026 - 20 anos após o término das ações criminais, que acabaram em 2006. A Bovespa preferiu não se pronunciar.

Na era do real forte

Autor(es): Carolina Matos e Hugo Cilo
Isto é Dinheiro - 23/11/2009


A moeda brasileira nunca teve tanto poder de compra como agora. E isso provoca profundas mudanças na vida das empresas e dos consumidores

Na semana passada, quando o dólar retornou à casa de R$ 1,70, cotação idêntica à do período anterior à taxação de investimentos estrangeiros na Bovespa, o governo voltou a demonstrar preocupação com o tema cambial. Em Brasília, o ministro Guido Mantega, da Fazenda, sinalizou que novas medidas seriam adotadas para conter a erosão da competitividade do setor exportador. Longe dali, nos escritórios da Samsung, em São Paulo, os executivos da companhia usavam outra expressão: "erosão tecnológica". Comum no mercado de eletrônicos, isso significa que, a cada seis meses, um produto envelhece e fica defasado. Mas agora, com o real forte, o consumidor brasileiro passou a ter poder de compra para acompanhar esse movimento e adquirir um eletrônico melhor e ainda mais barato do que o anterior.

"A força da moeda brasileira é hoje o maior fator de estímulo ao consumo de eletrônicos cada vez mais sofisticados" Carlos Werner, diretor da samsung

"A força da moeda brasileira é hoje o principal fator de expansão do mercado de televisores", disse à DINHEIRO Carlos Werner, diretor de marketing corporativo da Samsung. "E o crescimento se dá nos modelos mais sofisticados." A Samsung, assim como indústrias de vários setores, enxergam a valorização do real diante do dólar como um fenômeno permanente - e não transitório. E por isso mesmo acelerou a produção em Manaus de modelos de tela plana, cada vez mais demandados. A montadora Renault, que produz seus modelos no Paraná, tomou uma decisão parecida. Terá a opção de colocar, se houver demanda, mais equipamentos importados, como air bags, câmbios automáticos e freios ABS, em seus modelos mais vendidos no Brasil. "Em vez de gritar contra a situação do dólar, temos a oportunidade de sofisticar nossos produtos", disse à DINHEIRO Alain Tissier, vice-presidente da montadora.

A primeira vista, os movimentos da Samsung e da Renault poderiam corroborar a tese de que a valorização do real contribui para a "desindustrialização" do País, como alegam vários críticos da política cambial. Mas os números apontam outra realidade. Nos nove primeiros meses deste ano, a produção da indústria apresentou crescimento de 14,6%. E muitas companhias têm buscado ampliar o conteúdo nacional dos seus produtos.

Cultura e Conhecimento: Paulo Amorim, do Tom Brasil, tem trazido cada vez mais atrações internacionais, enquanto Roberto Montezano, do Ibmec, destaca o aumento do intercâmbio entre as instituições de ensino do Brasil e do Exterior.

Dias atrás, o executivo Paulo Rocca, diretor de compras da multinacional alemã Bosch, reuniu vários de seus fornecedores em Campinas, no interior paulista, e traçou uma meta: ampliar de 70% para 80% a nacionalização dos componentes, o que representaria um acréscimo de R$ 140 milhões em compras locais por ano. "Se você tem negócios num país, o melhor é se abastecer no mercado interno, independentemente da questão cambial", disse Rocca à DINHEIRO. Ele avalia que decidir pela importação levando em conta apenas o preço do produto pode ser perigoso. Além disso, a empresa quer aprender a ser competitiva com a taxa de câmbio atual, já que o real não dá sinais de que vai se desvalorizar no médio prazo. "Nossa escolha é apostar na indústria local e contribuir para aquecer a economia doméstica", avalia.

Os benefícios indiretos de uma moeda forte vão além da melhoria tecnológica da indústria. Hoje, o Brasil está entre os países que mais oferecem vagas e pagam os melhores salários do mundo aos executivos. Segundo o headhunter Alfredo Assumpção, dono da Fesa - uma consultoria de recrutamento de profissionais de alta patente -, a procura de postos de chefia em empresas brasileiras por estrangeiros triplicou desde o início do ano. "O Brasil está pagando bem, e a qualidade das vagas é compatível à de qualquer lugar do mundo", garante Assumpção. "Os brasileiros que tinham, no passado, ido trabalhar fora do País começam a voltar."
Outro ganho qualitativo ocorre no mercado educacional. No Ibmec, reconhecido pelos cursos de economia, negócios, direito, marketing e relações internacionais, têm aumentado as parcerias com universidades do Exterior. Cresce tanto o número de alunos e professores estrangeiros nas salas de aula do instituto no País quanto o de brasileiros que vão passar uma temporada fora em intercâmbio. Atualmente, o Ibmec tem convênio com 30 universidades estrangeiras e a intenção é chegar a 40 nos próximos dois anos. "A conjuntura atual do real barateia os custos de intercâmbios de alunos e professores", diz Roberto Montezano, coordenador do mestrado em adminstração do Ibmec no Rio de Janeiro.


Custos menores também alimentam a indústria da comunicação. O publicitário Nizan Guanaes, sócio do grupo ABC, abriu uma empresa em São Francisco, nos Estados Unidos, a Pereira & O'Dell. Além disso, outro braço do grupo no Brasil, a Seminars, foi criada para trazer grandes nomes globais para conferências no País. Ainda este mês, o ex-secretário-geral da ONU KofiAnnan deve desembarcar no Brasil como primeiro convidado. A lista de possibilidades inclui ainda outros personagens da história da política internacional, como o ex-presidente russo Mikhail Gorbachev, que, no passado, custariam muito mais caro aos padrões brasileiros. "O dólar baixo, sem dúvida, facilita a compra de produtos lá fora e ajuda a crescer no Exterior", diz Nizan.
Com um real que "compra mais", novas cortinas se abrem para o show biz brasileiro. A agenda endossa esse novo cenário. Atrações internacionais ganham mais espaço nos palcos do País. Estarão em cartaz nos próximos meses Cold Play, The Beach Boys, AC/DC, Jess Stone, Jon Secada, entre outros. "Em muitos casos, está mais barato pagar os cachês de fora que os daqui", diz Paulo Amorim, sócio-diretor do Grupo Tom Brasil - que reúne as casas de espetáculo HSBC Brasil e Tom Jazz, em São Paulo, e Vivo Rio, no Rio de Janeiro. E, nesse roteiro de grandes transformações em toda a economia brasileira, a grande estrela é o real forte.

Ponto de equilíbrio no BC

Autor(es): Denize Bacoccina
Isto é Dinheiro - 23/11/2009

Aldo Mendes, o novo diretor de Política Monetária, será um moderador entre as visões antagônicas da Fazenda e do BC


O caminho do meio:
Aldo Mendes não será tão heterodoxo como Mantega nem tão conservador como Meirelles

Uma tradição que já durava 15 anos no Banco Central acaba de ser quebrada. O novo diretor de Política Monetária, cuja opinião é crucial para definir a taxa básica de juros e o ritmo de atividade econômica, não será mais uma pessoa ligada ao sistema financeiro privado. O novo titular, Aldo Luiz Mendes, trabalhou a vida inteira como servidor público. É funcionário de carreira do Banco do Brasil, chegou à vice-presidência da instituição e até a semana passada era presidente da Aliança Seguros, também ligada ao BB. Dentro de poucos dias, ele estará se transferindo de São Paulo a Brasília para apagar um pequeno incêndio no BC - declarações desastradas do ex-diretor Mario Torós, sobre a atuação do governo durante a crise, precipitaram a mudança.

A primeira leitura feita pelo mercado foi a de que a chegada de Mendes representava uma intervenção de Mantega no BC, o que Meirelles logo desmentiu. Mas o fato é que o novo diretor não é tão conservador quanto Meirelles nem tão heterodoxo quanto Mantega. "Meu caminho é o do equilíbrio", disse Mendes a um interlocutor próximo, ouvido pela DINHEIRO.


Mario Torós:
Ele falou demais e teve de pedir demissão

A moderação tende a ser cada vez mais importante, nessa reta final do governo Lula. Nos últimos 12 meses, durante a crise, o ministro da Fazenda e o presidente do BC uniram esforços e a divisão entre eles havia ficado apagada. Agora, com o País em pleno crescimento, as diferenças voltaram a aparecer. Na semana passada, o ministro Guido Mantega reclamou do câmbio sobrevalorizado, citou um estudo do Goldman Sachs que diz que a paridade de equilíbrio no Brasil é R$ 2,60 e prometeu novas medidas para evitar a valorização do real.

Uma delas veio na quarta-feira 18: um IOF de 1,5% para operações da ADRs, para evitar que empresas desviem seus investimentos da bolsa brasileira para Nova York (leia mais à página 118). No BC, Meirelles sinalizou que talvez desista dos planos políticos, continuando no cargo até o fim do governo. Isso fecharia as portas para a chegada de um economista alinhado com Mantega ao BC - até mesmo Luciano Coutinho, do BNDES, chegou a ser cogitado.


Com um perfil técnico e reputação de conciliador, Mendes tem bom trânsito no mercado financeiro, na Fazenda e no próprio BC. Ele foi indicado pelo ex-ministro Antônio Palocci a Meirelles, mas foi submetido a Mantega, com quem se encontrou na tarde da quarta-feira 11. Depois, Mendes se manteve em silêncio, preparando-se para a sabatina no Senado, prevista para a terça-feira 24. E, quando se pronunciou sobre o novo diretor, Meirelles disse que a escolha foi baseada em três critérios: experiência, perfil técnico e independência. "Ele subiu na carreira tendo como base o seu desempenho. E eu acredito na meritocracia", afirmou. Entre os investidores, a reação foi tranquila, com melhora na curva de juros futuros.

"O processo todo pareceu muito tranquilo. Meirelles passou uma noção de continuidade, inclusive com as declarações de que ele próprio pode ficar até o fim do governo", disse à DINHEIRO a economistachefe para o Brasil do ING, Zeina Latif.

Para Henrique Meirelles, a troca é mais uma garantia de que ele conseguirá terminar o governo sem desmontar a equipe. Ele próprio, que em setembro se filiou ao PMDB, já não sabe se sairá do BC em março. "Hoje, a maior probabilidade é de que eu atenda ao convite do presidente Lula e fique aqui até o fim de 2010. Existe outra possibilidade, que eu vou considerar com seriedade em março", afirmou Meirelles na terça-feira 17. Ele também conseguiu adiar a saída do diretor de Política Econômica, Mário Mesquita, e do diretor de Liquidações, Gustavo Mattos do Vale, que pretendiam deixar seus postos até o fim do ano.

"Esses diretores manifestaram seu desejo e a concordância de estarem comigo no banco", afirmou. Meirelles sabe que o desmonte da equipe pode colocar em risco a herança vitoriosa que ele deixa no BC. Com a superação da crise mundial, a economia brasileira terá de conciliar um crescimento previsto de 5% em 2010 com inflação baixa. E o novo diretor, Aldo Mendes, já deve participar da próxima reunião do Comitê de Política Monetária, nos dias 8 e 9 de dezembro.

Secretário do Tesouro afirma que País está próximo da meta do superávit


Por: Equipe InfoMoney
25/11/09 - 19h30
InfoMoney

SÃO PAULO - O governo está perto de atingir sua meta de esforço fiscal para o ano, afirmou o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, nesta quarta-feira (25). Contudo, isto só será possível devido a um mecanismo aprovado pelo Congresso Nacional que permite ao governo abater os gastos das obras do PAC (Programa de Aceleração de Crescimento).

Por meio do PPI (Projeto Piloto de Investimentos), o governo poderá abater até R$ 28,5 bilhões dos gastos públicos, podendo, assim, atingir a meta de superávit de R$ 42,7 bilhões pretendida para o ano"Considerando que superávit primário no acumulado do ano está em torno de R$ 27 bilhões, podemos dizer que praticamente já cumprimos a meta para 2009" disse Augustin.

Receitas

Vale lembrar que, por conta da crise econômica, o governo aumentou seus gastos e reduziu a meta para o ano, que saiu de 3,3% do PIB (Produto Interno Bruto) para 1,56% do PIB. Em 2010, o esforço fiscal voltará a 3,3%, o que exigiria, segundo especialistas, um aumento de pelo menos 5%, em termos reais nas receitas federais.

"Em 2008, quando tivemos forte crescimento, as receitas aumentaram 20% em termos nominais e 15% em termos reais. Não acredito que as receitas em 2010 voltem aos níveis de 2008, mas esse desempenho deve se repetir no próximo ano" afirmou, por fim, o secretário do Tesouro.

Petrobras paga primeira parcela de JCP aos acionistas na próxima segunda-feira


Por: Equipe InfoMoney
25/11/09 - 20h03
InfoMoney

SÃO PAULO - A Petrobras (PETR3, PETR4) anunciou nesta quarta-feira (25) o pagamento da primeira parcela de juros sobre capital próprio aos acionistas. A distribuição será realizada na próxima segunda-feira (30), no valor de R$ 0,30 por ação preferencial ou ordinária e refere-se ao exercício de 2009.

Segundo comunicado da empresa, o valor distribuído será feito com base na posição acionária do dia 3 de julho de 2009, conforme
Fato Relevante divulgado no dia 24 de junho desse ano.

A petrolífera ainda informa que, sobre o valor de R$ 0,30 dos juros sobre capital próprio, incidirá uma taxa de 15% do IR (Imposto de Renda), exceto para o pagamento de acionistas imunes e isentos.

Pagamento

O pagamento será realizado através Banco do Brasil. Os acionistas poderão passar a qualquer agência, munidos de CPF, carteira de identidade, comprovante de residência e certificados com os respectivos cupons. Ademais, deverão ser informados os dados bancários para crédito dos valores em conta-corrente.

Para os ADRs (American Depositary Receipts), negociados na bolsa de Nova York, o pagamento será efetuado através do JPMorgan Chase Bank, com data prevista para 7 de dezembro de 2009.

Fitch afirma ratings da GOL e destaca "confortável posição de liquidez e alavancagem"


Por: Equipe InfoMoney
25/11/09 - 19h52
InfoMoney

SÃO PAULO - A agência de classificação de risco Fitch afirmou nesta quarta-feira (25) os ratings "B+" de Probabilidade de Inadimplência do Emissor (ou IDRs - Issuer Default Rating) de longo prazo e em moeda estrangeira e local, e o rating "BBB(bra)" nacional de longo prazo da GOL (GOLL4). A perspectiva dos ratings foi alterada de negativa para positiva.

"Os ratings da GOL refletem a significativa participação de mercado da companhia no setor brasileiro de linhas aéreas, sua confortável posição de liquidez e alta alavancagem", frisou a Fitch, que também elevou os ratings das notas perpétuas (US$ 200 milhões) e das notas seniores (US$ 200 milhões) da companhia para 'B+/RR4'.

De acordo com a agência, a classificação considera a expectativa da Fitch de que a companhia manterá uma estrutura de custos competitiva em relação à indústria global e sua significativa participação de mercado no setor nacional de linhas aéreas.

Perspectiva

Por sua vez, a perspectiva positiva atribuída às notas reflete a melhora nas medidas de crédito da empresa, bem como o ambiente mais favorável de negócios. "A Fitch espera que a GOL, a segunda maior companhia aérea do Brasil, com 42% de participação no mercado doméstico, possa se beneficiar do fortalecimento da demanda por viagens aéreas nacionais nos segmentos de negócios e de lazer após a recuperação da economia no Brasil", completou a Fitch.

Entre outras coisas, a agência destacou a melhora observada na demanda doméstica, que apresentou crescentes volumes de tráfego durante os nove primeiros meses do ano, enquanto a demanda internacional diminuiu no mesmo período.

"A Fitch acredita que a companhia deverá ser beneficiada pela melhora no volume de tráfego no segmento doméstico, devido à sua forte posição de mercado nos mais importantes aeroportos nacionais do País", concluiu.

Após avaliação, Moody's afirma que bancos brasileiros estão bem capitalizados


Por: Equipe InfoMoney
25/11/09 - 20h15
InfoMoney

SÃO PAULO - Após realizar uma avaliação sobre o comportamento da qualidade dos bancos brasileiros diante das mudanças feitas nas condições de crédito, a agência de classificação de rating Moody's afirmou que as instituições financeiras do País encontram-se bem capitalizadas.

Segundo a vice-presidente da instituição, Ceres Lisboa, o foco da análise ficou nas carteiras de crédito, às quais deixaram evidente a "forte regulamentação bancária no Brasil". Ceres destaca que o setor brasileiro possui uma baixa exposição aos ativos considerados tóxicos, não havendo a "necessidade de estressar as carteiras de títulos".

Dessa forma, o grande foco da Moody's foi a ênfase ao capital e da habilidade de reabastecer o capital após "perdas esperadas e estimadas de crédito". Partindo desse pressuposto, a agência entendeu que os indicadores de capital das instituições financeiras brasileiras mantiveram-se consistentes.

Cenário adverso

Reforçando a situação de forte regulamentação do setor financeiro do Brasil, os bancos elevaram ainda mais suas reservas destinadas para perdas de crédito, servindo como resposta aos riscos de inadimplência tanto no crédito corporativo quanto de pessoa física.

Após os meses complicados para os bancos do País, o horizonte aparenta ser reconfortante. "Se a deterioração da qualidade do ativo de fato atingiu o pico no terceiro trimestre de 2009, como muitos analistas esperam que tenha ocorrido, as dinâmicas no médio prazo sugerem que o custo de crédito deverá cair, seguindo a estabilização dos indicadores de inadimplência", afirma a vice-presidente da Moody's.

Com a melhoria do crédito, principalmente daqueles com vencimento entre 15 e 60 dias, tanto a carteira de pessoa física quanto de pessoa jurídica devem apresentar graduais sinais de melhoria. "Essa tendência deve ser reforçada pela projeção de crescimento do crédito nos próximos trimestres ainda sobre condições de taxas de juros mais baixas", conclui Ceres.

Banco suíço recomenda exposição underweight para setor de telecom brasileiro


Por: Equipe InfoMoney
25/11/09 - 20h20
InfoMoney

SÃO PAULO - Analisando as empresas de telecomunicações brasileiras, a equipe do Credit Suisse afirmou que os segmento de TV paga e de banda larga são os mais atrativos do setor, devendo se beneficiar de melhores condições macroeconômicas.

Ainda assim, outros setores da economia devem ter performance melhor dentro desse cenário, de forma que a recomendação do banco para telecomunicações é de underweight (peso abaixo da média).

Dentro do setor, os analistas recomendam maior exposição para as ações da Net - com crescimento esperado de 16% na receita em 2010 - e da Vivo - com recomendação de outperform (performance acima da média do mercado) e projeção de crescimento de 6% na receita de serviços do próximo ano.

Setor de tecnologia

Dentre as empresas de tecnologia, os analistas preferem a Tivit, que fornece serviços integrados de TI (Tecnologia da Informação). Os pontos positivos citados pelo Credit Suisse são a recuperação macroeconômica brasileira e o fim dos efeitos negativos das fusões de bancos, que fizeram com que a demanda pelos serviços da Tivit diminuísse.

Tendo em mente a previsão de melhora nas receitas das companhias - e o consequente ajuste das ações - os analistas recomendam exposição ao setor, especialmente nos papéis da Tivit, da Contax e da Totvs.

Recomendações

Os analistas realizaram duas mudanças principais dentro de suas recomendações. Primeiro, rebaixaram a sugestão aos papéis da Telesp (
TLPP4) de neutra para underperform (performance abaixo da média), prevendo pressão sobre os resultados operacionais da empresa devido à maior competição no setor.

Os analistas citaram ainda a previsão de queda da margem Ebitda (geração operacional de caixa sobre receita líquida), de 41% para 38% em 2009, e esperam recuperação lenta desse indicador.

A segunda alteração foi em relação à Totvs (
TOTS3), que teve seu preço-alvo aumentado de R$ 110 para R$ 120, refletindo uma melhora nas projeções para o próximo ano. Os analistas esperam uma taxa de crescimento de 20% na receita da empresa em 2010, ante 17% estimado para 2009.

As outras recomendações permanecem inalteradas.


Empresa Preço-alvo Upside* Recomendação
Net (NETC4) US$ 17,00 23,4% Outperform
Vivo (VIVO4) US$ 37,00 27,4% Outperform
Tivit (TVIT3) R$ 20,00 52% Outperform
Totvs (TOTS3) R$ 120,00 11,9% Outperform
Contax Participações (CTAX4) R$ 120,0 38% Outperform
Telesp (TLPP3) US$ 31 19,1% Underperform
TIM Participações (ADR) US$ 34,00 32,4% Neutro

*Potencial de valorização com base na cotação de fechamento do dia 24 de novembro

Lula aprova lei que permite que o Tesouro Nacional auxilie o BNDES


Por: Equipe InfoMoney
25/11/09 - 21h14
InfoMoney

SÃO PAULO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira (25), um projeto de lei que prevê auxílio ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) nas operações de financiamento para aquisição e produção de bens de capital e inovação tecnológica, e produção e aquisição de aeronaves novas.

Com a nova lei, o Tesouro Nacional poderá bancar a diferença entre o custo da captação do dinheiro do BNDES e o encargo tomador do financiamento, o que deverá reduzir a pressão sobre as contas do banco nacional. A equalização das taxas de juros poderá ser feita até o limite de financiamento de R$ 44 bilhões.

A medida afeta os empréstimos contratados até 31 de dezembro de 2009, mas permite que o prazo seja prorrogado por até 180 dias, por meio de decreto presidencial.

Veto

Contudo, o presidente não aprovou o texto integral do projeto. O artigo quinto da lei, que previa a redução a zero das alíquotas de PIS/Paesep (Programa de Integração Social) e Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) sobre a importação e a receita bruta de venda no mercado interno para máquinas agrícolas.

A justificativa, segundo divulgado pelo planalto, é que o artigo não garante o barateamento dos produtos para os consumidores ao tirar a vantagem competitiva das empresas exportadoras no Recap (Regime Especial de Aquisição de Bens de Capital) e por gerar desequilíbrios tributários.

AIG acerta disputa judicial de 4 anos com seus antigos executivos


Por: Equipe InfoMoney
25/11/09 - 22h00
InfoMoney

SÃO PAULO - A AIG anunciou nesta quarta-feira (25), que chegou a um acordo com o seu antigo CEO (Chief Executive Officer), Maurice "Hank" Greenberg, e CFO (Chief Financial Officer), Howard Smith. Com o fim da disputa judicial, a seguradora poderá ter que pagar mais de US$ 150 milhões em despesas legais.

"A solução destas disputas antigas irá remover distrações e despesas significantes, e permitirá que a AIG aumente seus esforços em ressarcir os contribuintes e na recuperação do valor de nossa franquia, para o benefício de todos os nossos acionistas" disse o atual CEO da empresa, Robert Benmosche.

Greenberg, que concordou em retirar suas queixas em troca de material para a sua autobiografia e um tapete persa, disse estar ansioso por ajudar a empresa a "preservar e recuperar o quanto de valor for possível para os acionistas da AIG".

Fraude

O ex-CEO processava a seguradora após ter sido afastado do cargo em 2005 por conta de escândalo contábil. A AIG estaria, na época, maquiando seus balanços para parecer mais "saudável" do que realmente era.

Vale ressaltar que, dois anos após o episódio envolvendo Greenberg, a seguradora recebeu mais de US$ 182,3 bilhões em ajuda do governo norte-americano para se recuperar dos efeitos da crise de subprime.

Investidores devem ficar atentos a falsos alarmes dos Bancos Centrais, diz BofA


Por: Equipe InfoMoney
26/11/09 - 08h25
InfoMoney

SÃO PAULO - Após governos de alguns países terem sinalizado a continuidade dos estímulos às economias por mais tempo, em especial os Estados Unidos, o Bank of America Merrill Lynch traçou um panorama sobre o que esperar dos Bancos Centrais deste ponto em diante, revelando suas expectativas para algumas das principais economias do globo.

Em relatório recente, o BofA ressalta que os investidores devem se preocupar com três coisas: primeiro, focar suas atenções no que dizem os membros das autoridades monetárias; segundo, esperar por uma estratégia de saída da crise um tanto estranha, com erros táticos e falhas de comunicação; e, por fim, estar pronto para mais alarmes falsos acerca do estreitamento da política monetária antes que isso realmente ocorra.

Estados Unidos
A maior economia do planeta já sinalizou que manterá por mais tempo os estímulos econômicos, a fim de assegurar uma recuperação sustentável no sistema financeiro, segundo revelaram Ben Bernanke, presidente do Federal Reserve, e Timothy Geithner, secretário do Tesouro dos EUA, em suas últimas declarações públicas.

Somado aos últimos indicadores econômicos do país, este cenário voltou a preocupar os investidores. Na última terça-feira (24) foi revelada a segunda prévia para o PIB (Produto Interno Bruto) norte-americano no terceiro trimestre desse ano, período no qual a economia dos EUA cresceu 2,8%, ante os 3,5% revelados anteriormente. Apesar da retração frente à estimativa anterior, o número ficou acima das expectativas do BofA, que esperava por crescimento de 2,6%.

"Uma maneira de analisar a economia dos EUA (e global) é tratá-la como um paciente em reabilitação de um acidente horrível de carro. Após a quebra do Lehman Brothers, os formadores de políticas estancaram o sangramento com maiores injeções fiscais e monetárias. O estado do paciente se estabilizou e, com um forte apoio contínuo, está melhorando. Contudo, a real recuperação virá somente depois de uma estada longa no centro de reabilitações", avaliaram os analistas.

Brasil
Para esta semana, no Brasil, o BofA destaca que as atenções recairão sobre esta quinta-feira (26), dia em que será revelado a inflação oficial no País, através do IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor - Amplo), e a situação do mercado de trabalho interno durante o mês de outubro.

"Nós estimamos que a taxa de desemprego sofra uma ligeira contração, passando de 7,8% para 7,7%. Isto colocaria a taxa de desemprego em seu menor patamar no ano. Apesar disso, considerando ajustes sazonais, a taxa deve permanecer alta", destacou o banco.

Para a inflação oficial no Brasil, o BofA acredita que o IPCA-15 deve apresentar uma alta de 0,31% em novembro, ante o incremento nos preços de 0,18% observado no décimo mês deste ano. "A maior parte desse aumento deve vir da pressão sazonal nos preços dos alimentos e de vestuário", avaliou a equipe de analistas.

Outras economias
Em linhas gerais, o banco também apresentou novas estimativas para outros países. Entre os destaques, o BofA aponta que o ajuste no setor industrial da Ásia está próximo de seu fim. Já para a Europa, os analistas afirmam que o velho continente não demonstra interesse em agilizar uma estratégia de saída da crise, "mas está trabalhando duro para preparar os mercados para esta eventualidade".

Por fim, a instituição elevou suas projeções para o PIB da Rússia no próximo ano, para crescimento de 5% ante a última estimativa de alta de 3,9%, ponderando suas expectativas quanto aos preços do petróleo.

BHP nega que Rio Tinto tenha desistido da joint-venture de US$ 116 bilhões


Por: Equipe InfoMoney
26/11/09 - 08h52
InfoMoney

SÃO PAULO - A mineradora BHP desmentiu rumores de que outra gigante do setor, a Rio Tinto, havia desistido da joint-venture que ambas estavam planejando desde junho. As discussões giram em torno da combinação da produção australiana de minério de ferro, um negócio de aproximadamente US$ 116 bilhões.

"Esta não é a intenção de nenhuma das partes e certamente não é o caso para grande parte dos acionistas. Eles querem ver o acordo saindo", comentou o diretor-executivo da BHP, Marius Kopplers, referindo-se a um possível enfraquecimento dos planos.

Acordo

A BHP e a Rio Tinto esperam obter a aprovação dos órgãos reguladores para a operação até o final do ano e, segundo Kopplers, os principais termos do contrato devem ficar prontos em breve.

Para investidores, talvez o principal obstáculo que a joint-venture possa enfrentar será a Comissão Europeia, uma vez que membros do órgão já haviam sinalizado preocupação com a oferta hostil feita pela BHP para aquisição da Rio Tinto no ano passado.

Caso a joint-venture saia mesmo do papel, as mineradoras poupariam cerca de US$ 10 bilhões por ano com custos de capital e produção. Cabe lembrar que, sozinhas, as empresas já ocupam o segundo (Rio Tinto) e terceiro (BHP) lugares no mercado internacional de mineração, sendo as principais concorrentes da brasileira Vale.






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