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sexta-feira, outubro 02, 2009

Especialistas recomendam compra de units do Santander

Especialistas recomendam compra de units do Santander

Com uma postura agressiva de investimentos, expectativa é de que o banco espanhol confira bons retornos aos investidores no longo prazo

Por Francine De Lorenzo 30.09.2009 17h51

Os especialistas estão otimistas com o Santander Brasil. Não só com o desempenho dos papéis que começam a circular na Bovespa no dia 7 de outubro, mas também com os projetos do banco espanhol no país. Embora a instituição não seja apontada como a melhor do setor, os analistas veem na oferta de units (união de ações ordinárias e preferenciais em um único papel) uma oportunidade para a compra dos papéis com desconto - obtendo lucros no longo prazo. "O setor bancário no Brasil é um ótimo investimento. Outras economias do porte do Brasil não garantem aos investidores do setor bancário um retorno tão atraente quanto a brasileira. O Santander pode não ser a melhor opção do setor, mas está entre as melhores", diz Antonio Bento Furtado de Mendonça Neto, vice-presidente da consultoria Solving Efeso.
A destinação de 70% dos recursos levantados com a oferta para a ampliação da rede de atendimento e concessão de crédito expõe a magnitude dos planos da instituição para o Brasil. A expectativa é de que a operação renda até 15 bilhões de reais ao Santander Brasil, podendo ser a maior oferta de ações já realizada na Bovespa. Caso a cifra se confirme, resultará em um investimento de mais de 10 bilhões de reais. "Com todo esse caixa, o banco vai ter condições de melhorar consideravelmente sua rentabilidade", avalia Daniella Marques, sócia da Oren Investimentos. Em sua visão, não será difícil alcançar tal montante. "Por ser uma instituição com um nome muito forte lá fora e bem estruturada, é provável que desperte fortemente o interesse dos estrangeiros", diz Daniella.
O grande potencial de ampliação do crédito no país, diante de um cenário de queda de juros e aumento de renda e emprego, também chama a atenção dos investidores de outros países. O Brasil ainda é um país com baixo volume de empréstimos, totalizando 45% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto em países da Europa e nos Estados Unidos esse percentual ultrapassa 100%. Para 2010, os estudos da Oren Investimentos apontam uma expansão de 20% no crédito no país.
"O Santander tem a vantagem de ser forte em dois dos segmentos de maior potencial de crescimento no Brasil: crédito imobiliário e para infra-estrutura", destaca Luis Miguel Santacreu, analista da consultoria Austin Ratings.Além disso, o desempenho da instituição deve melhorar à medida que forem sendo incorporados os ganhos de sinergia e eficiência resultantes da compra do Banco Real. O grande desafio, segundo os especialistas, fica por conta do aumento da rentabilidade, já que o retorno do banco está aquém do apresentado pelos concorrentes. "A estratégia do Santander é mais agressiva que a de seus pares. Num cenário de bonança, como é esperado para os próximos meses, isso deve gerar resultados superiores aos da concorrência", avalia João Augusto Frota Salles, analista da consultoria Lopes Filho.

Riscos, dividendos e liquidez

Ao ser mais agressivo que os rivais, o Santander também assume maiores riscos - o que pode ser perigoso em caso de mudança de cenário. Salles, entretanto, ressalta que o Santander foi um dos poucos bancos com atuação global a não ter problemas com o subprime (hipotecas de alto risco). O Índice de Basiléia, indicador de solvência utilizado por bancos de todo o mundo, mostra que o Santander Brasil encontra-se no mesmo patamar de solidez de Bradesco, Itaú Unibanco e Banco do Brasil.

Mas o fato de o banco ter um controlador estrangeiro confere aos investidores um risco adicional. "Os acionistas no Brasil também correrão os riscos da matriz, que atende a uma legislação diferente da brasileira. Mesmo a operação no país sendo gerida por profissionais de primeira linha, sempre haverá a influência da matriz sobre os negócios", afirma Mendonça Neto.

Em compensação, o prospecto preliminar da oferta de units destaca a intenção do banco de elevar sua distribuição obrigatória de dividendos de 25% para 50% do lucro líquido anual. O intuito de tal medida, na avaliação de Salles, é superar os valores oferecidos pelos concorrentes. O Bradesco tem a política de distribuir anualmente 30% de seu lucro líquido, enquanto os estatutos de Itaú Unibanco e Bradesco estabelecem 25%. Em 2008, entretanto, o Bradesco distribuiu 35%, o Itaú Unibanco pagou 32% e o
Banco do Brasil, 40%.

A oferta de units tem corpo para colocar os papéis do Santander entre os mais negociados da Bovespa. O banco espanhol já tem ações na bolsa, mas sua liquidez é baixa. Os especialistas acreditam que já no ano que vem os papéis deverão entrar no Ibovespa.

Os grandes do setor bancário
Banco
Valor de mercado (R$ bilhões)
Patrimônio Líquido (R$ bilhões)
Lucro Líquido (R$ bilhões)
Rentabilidade Anualizada (%)
Índice de Basiléia (%)
Bradesco
96,3
37,3
4,0
22,27
17,00
Banco do Brasil
78,5
32,4
4,0
24,96
15,30
Itaú Unibanco
142,5
47,3
4,6
18,99
16,50
Santander Brasil
78,2
49,4
1,0
9,88
16,99
* Dados do último balanço divulgado
Fontes: Economática e consultoria Lopes Filho

Investidor já pode reservar ações

Os investidores têm até o dia 5 de outubro para solicitar a sua corretora a compra de units do Santander. As reservas podem ser feitas com o valor mínimo de 3.000 reais e máximo de 300.000 reais. A expectativa dos coordenadores da operação é de que o preço dos papéis seja fixado entre 22 reais e 25 reais, mas o valor só será conhecido no dia 6 de outubro.

Serão ofertadas 525.000.000 units, cada uma formada por 55 ações ordinárias e 50 ações preferenciais. Havendo demanda, poderão ser colocados mais dois lotes, um suplementar e um adicional, somando mais 100.000.000 units. Os investidores de varejo ficarão com até 20% da oferta, sendo que funcionários e clientes do Santander Brasil terão prioridade na compra.

O aumento de capital decorrente da oferta de units deverá ser aprovado pelo Banco Central, mas não há um prazo para que isso aconteça. Após a homologação, as units serão convertidas em ações do banco.

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