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quarta-feira, setembro 02, 2009

WSJ - Valor 02.09.2009

A produção industrial dos EUA teve a primeira alta desde janeiro de 2008. O índice ISM, do instituto de gestão da cadeia de suprimento, passou de 48,9 pontos em julho para 52,9 em agosto. Na China, a produção industrial de agosto foi de 54,0 pontos, a maior expansão em mais de um ano. Na Europa, o índice passou de 46,3 em julho para 48,2 em agosto. O aumento nas três regiões é visto com um sinal de que a economia pode crescer mais do que o esperado este ano.

A GM recebeu do fundo de investimento belga RHJ uma oferta US$ 38 milhões maior por sua divisão europeia Opel: US$ 431 milhões por 50,1% da empresa. A RHJ também reduziu o pedido de ajuda do governo alemão. Um porta-voz da Opel disse que o plano da RHJ de demitir 9.900 empregados não mudou.

As vendas de carros nos EUA em agosto ressaltaram a atual diferença de desempenho da Ford, cujas vendas subiram 17% ante um ano atrás graças ao programa do governo de incentivo à troca de carros usados por modelos novos mais econômicos, e suas rivais. A Chrysler divulgou 15% de queda nas vendas. Na GM, elas caíram 20%.

As montadoras francesas Peugeot Citroën e Renault divulgaram alta nas vendas em agosto ante um ano atrás: 17% e 11%, respectivamente. O programa do governo francês de subsídios à troca de carros velhos por novos, criado em dezembro, está por trás do bom resultado.

A Zico Beverages, empresa americana que vende água de coco engarrafada, importada do Brasil (mas que não tem nenhuma relação com o jogador de futebol), informou ter recebido US$ 15 milhões em investimentos, inclusive da Coca-Cola, em troca de uma fatia de "menos de 20%" de seu capital. O porta-voz da Coca-Cola, Scott Williamson, não quis dar detalhes da operação.

A Telefónica, da Espanha, e a Portugal Telecom, donas da Vivo, anunciaram que venderão a participação de 32% que cada uma detém na Medi Telecom, do Marrocos, por um total de US$ 1,2 bilhão. As duas empresas querem concentrar suas operações na Europa, América Latina e África Subsaariana.

A Iberdrola, energética espanhola dona da Celpe, da Coelba e da Cosern, recebeu US$ 294 milhões dos US$ 502 milhões distribuídos ontem pelos departamentos do Tesouro e de Energia dos EUA para financiar até 30% de projetos de geração de energia renovável. A First Wind Energy, unidade da Energias de Portugal, recebeu US$ 48 milhões. A Vivendi, conglomerado de comunicações francês, divulgou lucro de US$ 1 bilhão no segundo trimestre, alta de 6,6% ante um ano atrás, afirmando que as pessoas estão ficando mais tempo em casa e que isso aumentou a demanda por seus programas de TV pagos e videogames. Mas o lucro de sua gravadora Universal caiu 32%.


A Argentina conseguiu recolher US$ 8,3 bilhões com o plano de moratória fiscal e repatriação de capitais, disse a presidente Cristina Kirchner. Segundo ela, foram repatriados cerca de US$ 4,4 bilhões , enquanto as empresas pagaram US$ 3,9 bilhões no programa de anistia de impostos.

As remessas de dinheiro dos mexicanos que vivem no exterior caíram 16% em julho frente ao mesmo mês de 2008, para US$ 1,8 bilhão, informou o Banco do México.

O BancoEstado, terceiro maior banco chileno em volume de crédito, emitiu US$ 76 milhões em títulos de vinte anos no mercado local em leilão holandês, informou a Bolsa de Comércio de Santiago.

As mineradoras do Chile receberão investimentos de US$ 25 bilhões nos próximos anos, estima o ministro das Minas, Santiago González. O país é o maior produtor de cobre do mundo.

A Brasil Foods informou que transferirá US$ 1,8 bilhão à filial Sadia para que seja utilizado como capital de giro e na reestruturação de sua dívida. A Brasil Foods foi criada pela fusão da Perdigão com a Sadia. O governo do Peru informou que vai autorizar avaliações externas do impacto ambiental de projetos de mineração para acelerar a aprovação desses planos, segundo o ministro das Minas, Fernando Gala. Uma resolução nesse sentido deve ser divulgada nos próximos dias.


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Lula ou Obama? Apoio presidencial pode definir sede olímpica

Roger Thurow, The Wall Street Journal, de Chicago
02/09/2009

Depois de gastar US$ 50 milhões para promover Chicago e percorrer o mundo para confraternizar com os potentados esportivos do planeta, os organizadores da campanha da cidade americana para sediar a Olimpíada de 2016 estão ansiosos em relação a um último detalhe: será que o primeiro cidadão de Chicago, o presidente Barack Obama, vai viajar à Europa no mês que vem para a tentativa final de convencer o Comitê Olímpico Internacional?

Embora os méritos técnicos de uma candidatura olímpica - o tráfego ao redor do estádio que abriga a cerimônia de abertura, a textura da areia para o vôlei de praia, as correntes de ar-condicionado no ginásio do tênis de mesa - possam ser mais importantes para uma organização bem-sucedida dos jogos, a campanha pessoal dos chefes de Estado se tornou crucial para se conseguir de fato o evento.

Depois que um escândalo de corrupção balançou o COI anos atrás, a prática antiga das cidades candidatas de cobrir a centena de membros do comitê com presentes foi proibida. Agora é a adulação que vale mais.

Na escolha da Olimpíada de 2012, o primeiro-ministro Tony Blair foi mais persuasivo que o presidente francês Jacques Chirac, e Londres bateu Paris. O lobby pessoal de Vladimir Putin ajudou a garantir os Jogos de Inverno de 2014 à obscura cidade russa de Sochi, em detrimento de Salzburgo, na Áustria, o conhecido berço de Mozart e da "Noviça Rebelde".

"É importante para o COI (...) que você lhes dê o respeito", diz John Bitove, um empresário canadense que comandou a fracassada campanha de Toronto para 2008, vencida por Pequim.

As rivais de Chicago já anunciaram que seus líderes estarão em Copenhague para a escolha, em 2 de outubro: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em favor do Rio, o rei Juan Carlos para Madri e o príncipe e a princesa do Japão para Tóquio. O prefeito Richard Daley tem sido o principal promotor da candidatura de Chicago, mas a cidade espera que Obama compareça. A Casa Branca informa que nenhuma decisão foi tomada.

A votação quatro anos atrás para a Olimpíada de 2012 estabeleceu o precedente para o confronto de estadistas. Nas semanas que antecederam a decisão, Paris era considerada a favorita, à frente de Londres e Nova York. Mas Blair chegou à sessão final do COI três dias antes e se encontrou com uma multidão de membros do comitê. Chirac chegou tarde. O presidente americano George W. Bush, preocupado com a guerra no Iraque, nem apareceu.

Londres ganhou de Paris por quatro votos. Nova York foi eliminada numa rodada anterior. O voto é secreto, mas uma série de membros do COI disse depois que o lobby de Blair foi provavelmente decisivo.

Chirac também pode ter perdido votos quando, na companhia de outros líderes, ironizou a culinária britânica: "Depois da Finlândia", disse, "é o país com a pior comida." A Finlândia tinha dois membros no COI durante aquela eleição - talvez os votos que tenham feito Londres ganhar.

A língua solta também pode ter derrubado Toronto. A cidade era considerada forte candidata para 2008, até que seu prefeito disse, antes de uma viagem à África, que temia acabar num caldeirão de água fervente, cercado por índios. Em vez disso, ele foi provavelmente queimado pelos membros africanos do COI, que muitas vezes dão votos decisivos na escolha das sedes já que o continente raramente apresenta uma candidatura.

O comitê de avaliação das candidaturas a 2016 deve divulgar seu relatório técnico sobre os méritos de cada uma das quatro finalistas hoje. Especialistas acreditam que a geografia reduziu a disputa a Chicago e Rio. O COI gosta de fazer uma rotação de continentes, de modo que os últimos jogos em Pequim são vistos como desvantagem para Tóquio. O fato de a Europa sediar em 2012, com Londres, é considerado um ponto contra Madri.

Os EUA não sediam os jogos desde 1996, em Atlanta. A América do Sul nunca foi sede.

Em discursos em vídeo para recentes reuniões de membros do COI, tanto Obama quanto Lula os exortaram a fazer história com seus votos.

A delegação do Rio estudou os poderes persuasivos de Obama durante sua campanha eleitoral e afirma que vai moldar sua candidatura olímpica com ecos do slogan favorito do presidente americano. Carlos Roberto Osório, o secretário-geral do comitê da candidatura Rio 2016, diz: "Representamos a esperança, a mudança, o 'Sim, nós podemos'."

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Venda de 65% da Skype encerra casamento infeliz para a eBay

Geoffrey A. Fowler e Cassell Bryan-Low, The Wall Street Journal, de San Francisco e Londres
02/09/2009

A eBay Inc. informou que vai vender uma participação de 65% na divisão de telefonia pela internet Skype a um grupo de investidores, numa transação que põe fim a um infeliz casamento tecnológico.

O grupo, liderado pela firma de private equity Silver Lake Partners e do qual também fazem parte as firmas de capital de risco Index Ventures, Andreessen Horowitz e o Escritório de Investimentos do Regime de Pensões do Canadá, vai pagar US$ 1,9 bilhão em dinheiro à eBay, mais uma nota de US$ 125 milhões, pela participação na Skype.

A eBay manterá uma fatia de 35% e um assento no conselho da Skype, mas não administrará mais a operação.

A transação atribui à Skype um valor de US$ 2,75 bilhões. A eBay pagou US$ 2,6 bilhões pela empresa em 2005. Na época, Meg Whitman era a diretora-presidente do site de leilões e o negócio foi considerado caro demais por muitos investidores. Mas a empresa admite que a Skype - que usa uma tecnologia conhecida como protocolo de voz pela internet, que direciona chamadas de voz e vídeo pela internet em vez de uma rede telefônica tradicional - não foi um bom casamento para sua operação de comércio online.

Em 2007, a eBay registrou uma baixa contábil de US$ 1,4 bilhão para a Skype, o que derrubou seus resultados gerais. Naquele ano, a eBay também rompeu publicamente com os fundadores da Skype, que deixaram a empresa com um pacote de US$ 530 milhões e estão atualmente processando a eBay por causa de um acordo de licenciamento de tecnologia.

O diretor-presidente da eBay, John Donahoe, diz que o negócio permite à empresa realizar um bom valor para a unidade agora, além de fazer com que ela retenha uma fatia do potencial de ganho futuro. A operação deve ser concluída no quarto trimestre deste ano e o dinheiro será pago com dólares domiciliados no exterior.

Brian Flanagan, um administrador de carteira de ações da firma de gestão de recursos Thrivent Financial, de Minneapolis, que possui cerca de 1 milhão de ações da eBay, disse que o valor atribuído à Skype foi mais alto do que ele esperava e um "bom negócio" para a eBay. "Mostra que a diretoria está concentrada de novo no negócio principal (de comércio eletrônico) e que eles estão tomando as medidas certas", afirmou.

Michelangelo Volpi, um sócio geral da Index Ventures, de Londres - que financiou a Skype antes de a eBay comprá-la -, disse que seu grupo de investimento baseou sua avaliação da Skype no acelerado crescimento de usuários e receita. "Sentimos que há ainda enorme potencial para essa empresa no futuro", disse.

No segundo trimestre, a receita da Skype cresceu 25% sobre a do mesmo período um ano antes, para US$ 170 milhões, e seu número de usuários registrados ultrapassou 480 milhões no mundo, ante 338 milhões um ano antes.

Volpi disse que a receita mensal por usuário da Skype é baixa em comparação com a de empresas de telecomunicação tradicionais, já que muitos usuários do Skype fazem ligações gratuitas. Mesmo assim, ele disse que a Skype está crescendo mais rápido que telefônicas tradicionais, e a receita média dos usuários que pagam é alta. Ele acrescentou que os compradores viram oportunidades para o Skype em celular de usuários de negócios, bem como em fabricantes de equipamentos que desenvolvem aparelhos para tornar o serviço mais fácil de usar. Os novos donos planejam manter o diretor-presidente da Skype, Josh Silverman, e sua sede em Londres.

Num sinal positivo para os mercados de crédito, a aquisição por US$ 1,9 bilhão dos 65% está sendo financiada pelo J.P. Morgan, o Barclays e o RBC Capital Markets, os três bancos que também assessoraram o negócio, segundo pessoas a par da transação.

A aquisição é liderada pela Silver Lake, uma firma de private equity fundada em 1999, no auge do frenesi das pontocom. Na época, as firmas de private equity ficavam basicamente à margem do setor de tecnologia, mas a Silver Lake acreditava que o setor estava amadurecendo e estaria maduro para aquisições.

(Colaboraram Scott Morrison e Peter Lattman)

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Contar poluição é trabalho que está em alta

Ana Campoy, The Wall Street Journal
02/09/2009

Até alguns anos atrás, a obscura profissão do português Nuno da Silva - calculador de poluição - tinha pouca utilidade para o mundo empresarial.

Mas nesta época de preocupações com o aquecimento global e concorrência de marketing entre as firmas para ver quem é "mais verde", de repente há uma grande demanda pelos seus serviços. O faturamento da divisão que Silva administra explodiu 150% em 2008 e continua a aumentar este ano, apesar da recessão. Desde o início de 2008, ele contratou 13 pessoas, aumentando seu quadro de funcionários para 16.

"Antes nós éramos os 'nerds' do meio ambiente", diz Silva, que supervisiona a subsidiária americana da PE International, firma alemã de consultoria sobre assuntos ambientais. "Agora somos normais."

As preocupações com os gases de efeito estufa e outros perigos ambientais incentivaram governos e empresas a tentar reduzir o impacto ambiental de todos os produtos, desde combustíveis para veículos até garrafas de água. E o primeiro passo é avaliar o grau de poluição que os produtos impõem sobre o planeta

O mais recente esforço ambiental do Wal-Mart Stores Inc. - a tentativa de incluir na etiqueta de cada produto informações sobre seu impacto ambiental - vai obrigar centenas de fornecedores a analisar detalhadamente a poluição que causam, o que vai colocar em alta a profissão de "contador de poluição", segundo muitos.

Entra em cena uma classe cada vez maior de "contadores de poluição", como Silva. Usando modelos computacionais, eles processam as informações sobre a energia e os recursos consumidos ao se fabricar, utilizar e descartar cada produto. Em cada estágio, os efeitos do produto sobre o solo, a água e o ar são monitorados, gerando um resultado conhecido como avaliação do ciclo de vida.

Na indústria química DuPont Co., o grupo interno que faz avaliação de ciclo de vida aumentou de três integrantes para dez nos últimos seis anos.

Na New Balance, fabricante americana de artigos esportivos, uma "equipe verde" começou a calcular o custo ambiental das solas de plástico usadas nos calçados da empresa, assim como o impacto do transporte desde as fábricas na Ásia. As conclusões da equipe até agora sugerem que são os materiais dos calçados, e não o transporte, que têm mais impacto negativo sobre o ambiente.

Embora a avaliação de ciclo de vida já exista desde os anos 70 e seja bastante comum na Europa, a prática só ganhou força recentemente nos Estados Unidos, segundo especialistas do setor.

O primeiro passo para se fazer uma avaliação de ciclo de vida é coletar dados sobre o impacto ambiental dos diferentes processos envolvidos, desde a extração das matérias-primas até a transformação nas fábricas. Às vezes isso implica medir as emissões de uma chaminé ou cano de escapamento, mas as estatísticas muitas vezes provêm de bancos de dados compilados por empresas como a PE International.

Os "contadores de poluição" mais sérios costumam seguir as normas da Organização Internacional de Padronização, sediada em Genebra. Cabe ao avaliador determinar exatamente o que computar na fabricação de um produto e o que ignorar.

Mas não há regras claras para as avaliações, cujas conclusões podem variar muito. Também não há nada que impeça as empresas de procurar no mercado uma avaliação que favoreça seus produtos ou pontos de vista.

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