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terça-feira, setembro 01, 2009

Valor Econômico 01.09.2009

A Comissão Europeia alertou o governo alemão para não violar as regras europeias na ajuda financeira à compradora da Opel, unidade da montadora americana GM no país. A Alemanha tenta manter os 25.000 empregos da Opel no país. A ajuda alemã não pode impor condições "não comerciais", tais como onde a companhia pode investir seus recursos, disse um porta-voz da CE.

A Baker Hughes, prestadora de serviços de petróleo americana, anunciou acordo para comprar a BJ Services, também dos EUA, numa operação em dinheiro e ações avaliada em US$ 5,5 bilhões. Trata-se do primeiro grande negócio no setor desde quando o petróleo desabou no ano passado.

A Vinci, empresa de construção e pedágio francesa, anunciou a compra da também francesa Cegelec, atualmente controlada pela unidade imobiliária do fundo soberano do Qatar, dando em troca uma fatia não revelada de seu próprio capital. A operação está avaliada em US$ 1,6 bilhão. O fundo do Qatar passará a ser o segundo maior acionista da Vinci, só superado pelo fundo dos funcionários, com 8,2% do capital.

A Bertelsmann, grupo alemão de mídia, divulgou prejuízo de US$ 526 milhões no primeiro semestre, que atribuiu principalmente a despesas de reestruturação e queda na receita com publicidade. A empresa quer cortar US$ 1,3 bilhão em custos este ano.

A Boeing informou que o presidente-executivo da unidade de aviões comerciais, Scott Carson, vai se aposentar no fim do ano e será substituído por Jim Albaugh, atualmente no comando da unidade de defesa. A unidade de Carson é a responsável pelo projeto do 787, cujo lançamento está atrasado em mais de dois anos.

A Tata Motors, dona das marcas Jaguar e Land Rover, divulgou prejuízo de US$ 67 milhões no primeiro trimestre fiscal, encerrado em 30 de junho, ante lucro de US$ 147 milhões um ano antes. A empresa indiana, que também fabrica o Nano, tido como carro mais barato do mundo, informou que suas duas marcas de luxo venderam só 35.900 unidades, 52% a menos que há um ano.

Jérôme Kerviel, ex-operador de futuros de índices de ações investigado desde janeiro de 2008 por suspeita de causar um prejuízo de US$ 7 bilhões no banco Société Générale, terá de ir a julgamento, informou seu advogado citando decisão tomada ontem pelas autoridades que investigam o caso e acrescentando que o julgamento só deve ocorrer em 2010. A Vattenfall Europa, unidade alemã da empresa de energia sueca Vattenfall, informou ter fechado acordo para vender sua participação de 80% na empresa de eletricidade Wemag, do norte da Alemanha, a um grupo de prefeituras, por US$ 243 milhões.


O Brasil pode aplicar sanções anuais aos EUA por não eliminar subsídios aos plantadores de algodão, segundo decisão da OMC anunciada ontem. A embaixada do Brasil na OMC informou que planeja retaliar em US$ 800 milhões este ano.

O Banco do Brasil planeja investir US$ 40 milhões nos próximos cinco anos para crescer nos EUA, disse o presidente de operações internacionais, Allan Toledo.

A América Latina registrou o maior número de buscas de internet por usuário em julho, segundo estudo da comScore. A região teve uma média de 130 buscas por pessoa, frente a 117 na Europa e 111 no Canadá e EUA. O Google concentrou 68% das buscas mundiais.

A Perenco, petrolífera anglo-francesa, informou ao governo do Equador que o responsabilizará pelos danos e perdas gerados pelo confisco de poços de petróleo na Amazônia, em carta a que a Dow Jones Newswires teve acesso. As jazidas foram confiscadas no dia 16 de julho devido a uma disputa sobre o pagamento de impostos.

A produção de cobre do Chile caiu 1,3% em julho frente ao mesmo mês de 2008, informou o Instituto Nacional de Estatísticas, INE. Nos sete primeiros meses do ano a produção encolheu 3,7%. O Peru crescerá 2,2% este ano, apesar de uma contração no segundo trimestre, e 5% em 2010, previu o ministro da Fazenda, Luis Carranza.


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Grande empresa cobra cedo e paga tarde


Serena Ng e Cari Tuna, The Wall Street Journal
01/09/2009

As grandes empresas americanas estão apertando as menores, agora que a escassez de crédito faz com que todas intensifiquem os esforços para conservar caixa.

Em um exemplo de darwinismo empresarial em ação, a recente rodada de resultados trimestrais mostrou que as empresas com faturamento anual de mais de US$ 5 bilhões aceleraram a cobrança dos clientes, e ao mesmo tempo demoraram mais para pagar seus fornecedores.

Por outro lado, as firmas com menos de US$ 500 milhões em vendas anuais em geral demoraram mais para receber pagamentos e pagaram suas dívidas mais depressa do que no mesmo período de um ano atrás, segundo uma análise realizada para o Wall Street Journal pela REL Consultancy, divisão de capital de giro da firma de consultoria Hackett Group.

Como os mercados de crédito continuam apertados e os bancos dificultam os empréstimos, as empresas estão sendo obrigadas a conseguir mais caixa das suas operações diárias, em um momento em que as receitas estão caindo e a economia americana continua fraca. As empresas estão descobrindo que podem depender menos dos financiamentos externos e linhas de crédito bancário se conseguirem cobrar os clientes mais rápido e conservar o dinheiro mais tempo. O dinheiro economizado pode ser usado para pagar dívidas ou investir em outras áreas do negócio.

As empresas maiores e em melhor situação muitas vezes fazem valer seus recursos financeiros, beneficiando-se às custas das menores e mais fracas.

"Está havendo uma luta pelo poder, agora que a crise do crédito atingiu o público geral", diz Sung Won Sohn, ex-economista-chefe do Wells Fargo e agora professor da Universidade Estadual da Califórnia em Channel Islands. "As grandes empresas conseguem forçar os fornecedores e clientes a aceitar as suas condições. E se você tem uma pequena empresa, ou uma pequena loja em um shopping, não tem poder de barganha e precisa aceitar aquilo que lhe oferecem, que hoje em dia não é muito."

Algumas das maiores empresas do mundo já endureceram suas condições de pagamento aos fornecedores. No primeiro semestre a Anheuser-Busch Cos., de propriedade da cervejaria belgo-brasileira InBev NV, informou aos fornecedores que levaria até 120 dias para pagar seus pedidos, sendo que antes levava 30. A General Electric Co. liberou US$ 3,8 bilhões em caixa no último trimestre por meio de medidas como redução do prazo de cobrança, cobrança de contas atrasadas e prolongamento do prazo dos seus próprios pagamentos, segundo uma porta-voz. A Procter & Gamble Co. informou recentemente que está "implacavelmente focada" em administrar o fluxo de caixa, o que implica, entre outras coisas, acelerar a cobrança.

As empresas com mais de US$ 5 bilhões em faturamento anual levaram em média 55,8 dias para pagar a seus fornecedores de produtos e serviços no segundo trimestre, um aumento de 5% ante 53,2 dias um ano antes, segundo a REL. Também cobraram seus clientes mais depressa, levando em média 41 dias, ante 41,9 dias um ano antes.

As firmas com menos de US$ 500 milhões em vendas pagaram os fornecedores em 40,1 dias em média, uma queda de 6,5% ante os 42,9 dias anteriores, segundo a REL. Elas demoraram cerca de 8% mais tempo para cobrar os clientes, em média 58,9 dias, ante 54,4 dias um ano antes.

Os dados mostram que mesmo antes da atual recessão as empresas menores já pagavam suas contas mais depressa e esperavam mais tempo para receber dos clientes, mas a recessão exacerbou essa divisão. "Isso demonstra até que ponto as pequenas empresas são vítimas da escala, pois têm um balanço mais fraco e menos capacidade de obter empréstimos", diz Mark Tennant, diretor-geral da REL para as Américas.

Na Hertz Corp., que aluga veículos e equipamentos, um esforço feito por toda a empresa durante dois anos resultou em mais rapidez nas cobranças e prazos mais dilatados para pagamento.

A Hertz vinculou a remuneração de alguns funcionários a objetivos de gestão de caixa, e renegociou contratos com alguns fornecedores, segundo a diretora financeira Elyse Douglas.

Agora, se os contratos permitem pagar em 60 dias, a Hertz aproveita essas condições e paga só no fim do período. "Descobrimos que estávamos pagando mais rápido do que os termos de nossos contratos", disse Douglas.

O resultado: a Hertz reduziu em 10% seu tempo médio de cobrança e prolongou em 3% seu prazo médio de pagamento.

A Point.360, pequena prestadora de serviços de pós-produção de vídeos, informou em maio que os clientes agora demoram, em média, 66 dias para pagar, frente a 54 dias um ano antes. O motivo: os grandes estúdios "de modo geral atrasaram os pagamentos, em resposta à desaceleração econômica geral", informou a Point.360 em um relatório financeiro. Um porta-voz da Point.360 não quis dar detalhes.

Entre os clientes da Point.360 estão a Walt Disney Co. e a Paramount Pictures. Uma porta-voz da Disney disse que a política da empresa "é pagar os fornecedores em tempo hábil". Uma porta-voz da Paramount não quis comentar.

Tesoureiros e diretores financeiros há muito procuram reduzir o caixa comprometido com as despesas do dia-a-dia, como folha de pagamento e aluguel. Mas a crise do crédito intensificou esse foco em muitas empresas, agora que as fontes externas de financiamento, como "commercial papers" e linhas de crédito bancário, estão menos disponíveis ou mais caras.

Se as empresas conseguirem administrar bem seus estoques, cobrar suas contas mais rápido e demorar mais para pagar aos fornecedores, podem depender menos dos empréstimos e liberar caixa para outros fins.

Mas na prática isso muitas vezes envolve negociações agressivas entre as empresas e seus clientes e fornecedores. Há também um delicado equilíbrio envolvido na questão. Se as empresas forçarem seus fornecedores a aceitar condições insustentáveis, arriscam-se a fazê-los quebrar, o que pode acabar prejudicando suas próprias atividades.

Algumas grandes empresas tentam tirar proveito concordando em pagar mais rápido se seus fornecedores acelerarem as entregas ou oferecerem descontos.

Na Hero Arts Inc., de Richmond, Califórnia, o diretor-presidente Aaron Leventhal se vê nos dois lados da mesa de negociações. A firma, que fornece tintas, carimbos e outros artigos tanto para lojas de materiais artísticos como para grandes varejistas, vem recusando pedidos dos clientes menores para estender de 30 para 60 dias o prazo de pagamento.

"Nós fixamos um limite, sabendo que, potencialmente, poderíamos estar arriscando nosso negócio", diz Leventhal.

Contudo, Leventhal diz que há pouca coisa a fazer quando um grande cliente decide atrasar o pagamento. As grandes empresas "têm poder sobre os pequenos fornecedores. Neste ponto nós já mais ou menos engolimos e aceitamos essa indignidade", diz, acrescentando: "Temos tido mais problemas para administrar nosso fluxo de caixa este ano do que em qualquer outro da história da empresa."

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Disney paga US$ 4 bi para pôr super-heróis em seu reino


Ethan Smith e Lauren A. E. Schuker, The Wall Street Journal
01/09/2009

Mickey Mouse está apostando US$ 4 bilhões que o Homem-Aranha pode ajudar a resgatá-lo do mal que ataca a indústria do entretenimento.

É esse o cálculo por trás do acordo da Walt Disney Co. para comprar a Marvel Entertainment Inc. O negócio acrescenta um bando de super-heróis em trajes justos a um elenco de personagens que inclui Hannah Montana e Buzz Lightyear, além do Pato Donald e do Pateta - personagens que podem ser explorados em filmes, histórias em quadrinhos, canais de televisão e parques de diversão.

Com o declínio nas vendas de DVDs, Hollywood está numa busca desabalada por novas fontes de receitas ancilares, de brinquedos e videogames a roupas e montanhas-russas. A Marvel, com seus 5.000 personagens, pode fornecer ao império de entretenimento e marketing da Disney material para vários anos.

Conglomerados de entretenimento são hábeis em converter personagens em franquias. Mas essas empresas - principalmente a Disney e a Time Warner Inc. - precisam de conteúdo para alimentar suas máquinas. Empresas menores como a Marvel têm conteúdo de sobra, mas não dispõem do músculo que os grandes estúdios têm para investidas de marketing.

Entre as outras empresas que podem ser alvo de aquisição estão a Dreamworks Animation SKG Inc. e a Metro-Goldwyn-Mayer Inc., que tem um grande catálogo de filmes clássicos, como a série James Bond.

Não está claro se algum dos seis maiores estúdios de Hollywood poderia ser engolido numa consolidação. Mas as declinantes vendas de DVDs forçaram os estúdios a entrar numa concorrência cada vez mais acirrada por uma quantidade menor de dinheiro dos consumidores.

"A chave para navegar a transição digital em vídeo doméstico é ter ótimo conteúdo", diz Barton Crockett, um analista de mídia da Lazard Capital Markets, "sem ele, será bastante difícil."

Pelo acordo, os acionistas da Marvel receberão US$ 30 por ação mais 0,745 ação da Disney para cada ação da Marvel. Com base no fechamento de sexta-feira, o acordo está avaliado em US$ 50 por ação da Marvel, um ágio de 29%.

Hollywood ainda obtém a maior parte de seus lucros das vendas de vídeo para consumo caseiro. Mas esse mercado, que cresceu mais de 15% por ano entre 2000 e 2004, começou a definhar recentemente. Segundo a Adams Media Research, o consumo residencial de vídeo caiu 9% no ano passado nos Estados Unidos. A firma projeta que elas cairão outros 8% a 10% em 2009, para cerca de 13 bilhões de unidades. As vendas de vídeo chegaram a um auge de 16,6 bilhões de unidades em 2004.

O diretor-presidente da Disney, Robert Iger, tem dito há bastante tempo que as vendas de DVD estão num declínio irreversível, mas disse que a forte marca da Marvel deve oferecer algum tipo de proteção.

"Eles não estão imunes às mudanças que estamos vendo", disse Iger, referindo-se à Marvel, numa teleconferência com analistas ontem de manhã. "Mas eles estabeleceram uma presença que achamos ser mais sólida do que a que se costuma ver nos filmes que não são puxados por personagens ou uma marca."

Ao trazer personagens heróicos como o Homem de Ferro, Thor e Capitão América, a compra da Marvel expande significativamente a audiência da Disney, acrescentando marcas com apelo a meninos dos anos pré-adolescentes à jovem idade adulta. Esse grupo demográfico não foi seduzido pelos recentes sucessos da Disney, como "High School Musical" e os Jonas Brothers.

Os super-heróis também podem ampliar as ofertas de videogames, atrações em parques de diversões, brinquedos e roupas da Disney.

Os personagens da Marvel também ajudarão a Disney a ganhar força nas bilheterias, em que filmes de grandes estrelas têm tido pouco impacto. A bilheteria da atual temporada "certamente reflete o fato de que a maioria dos sucessos não foi de filmes de grandes estrelas", diz Bob Gersh, um dos presidentes da Gersh Agency.

Citando as diferentes audiências das duas empresas, Iger chamou o casamento entre Disney e Marvel de "perfeito". Mas insistiu que o acordo não indica um reconhecimento de alguma deficiência no elenco da Disney.

"Vemos isso como uma oportunidade de atrair mais meninos e garotos mais velhos", disse Iger ao Wall Street Journal. "Mas isso não é uma questão de 'Oh, temos um buraco a preencher, melhor fazê-lo com a Marvel'."

A transação é a maior da Disney desde a compra em 2006 da Pixar Animation Studios Inc., a criadora de "Toy Story", por US$ 7,4 bilhões em ações.

Pessoas a par do negócio dizem que ele levou três meses para ser concluído. O diretor-presidente da Marvel, Ike Perlmutter, é conhecido por ser um negociador duro. O acordo que ele fechou deve dar-lhe US$ 600 milhões em ações da Disney, o que fará dele o segundo maior acionista individual da empresa, depois de Steve Jobs, o diretor-presidente da Apple Inc.

Iger disse durante a teleconferência que a Disney planeja manter a marca Marvel intacta e previu várias maneiras pelas quais sua empresa pode ganhar mais dinheiro com as marcas adquiridas. Por exemplo, o Disney XD, um canal de TV a cabo dirigido a meninos, já transmite cerca de 20 horas semanais de programação baseada em personagens Marvel. A aquisição deve permitir à Disney acrescentar mais programação sem ter de pagar para licenciá-la. E a rede mundial da Disney para distribuição de filmes e mercadorias deve colocar o material Marvel em mais mercados do que tem agora.

Ainda assim, o negócio é complicado por causa das muitas alianças que a Marvel tem, e vai levar anos até que a Disney possa aproveitar todo o valor potencial. A Marvel é dona do Homem-Aranha, mas tem um acordo de longo prazo com a Sony Corp. que permite à Sony Pictures Entertainment produzir filmes baseados no personagem, em troca de royalties. É improvável que o acordo seja afetado pela transação com a Disney.


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A nova aposta de uma fábrica de estrelas


Amy Chozick, The Wall Street Journal, de Hollywood
01/09/2009

Vem aí uma overdose de Selena Gomez. Há um filme com Selena Gomez, um CD de Selena Gomez e, nos Estados Unidos, o rosto de Selena Gomez impresso em 30 milhões de embalagens de pães de forma da Sara Lee.

Selena Gomez passou todos os seus 17 anos de vida à espera deste momento.

Ela faz o papel de uma adolescente travessa e com poderes mágicos na versão em longa-metragem de "Os Feiticeiros de Waverly Place", seu bem-sucedido seriado de TV. O filme estreou sexta-feira passada no Disney Channel dos EUA e deve chegar ao Brasil até o mês que vem.

A Disney está investindo com força total para cultivar uma estrela adolescente com um rostinho novo, enquanto Miley Cyrus, protagonista de "Hannah Montana", chega à idade adulta. Na capa da edição americana de agosto da revista "Elle", Miley Cyrus posa com corpete de couro preto e sutiã de renda preta aparecendo pelo decote, com o título: "Miley fala sobre o pai, os namorados e por que ela não é mais criança". Na entrega do prêmio Teen Choice Awards, no começo deste mês em Los Angeles, Miley, de 16 anos, fez uma dança do poste apoiando-se em uma barra plantada no alto de um carrinho de sorvete. A aparição pôs fogo na blogosfera. Várias mães consideraram o desempenho pouco apropriado, enquanto alguns fãs alegaram que a barra era apenas para ajudar a artista a se equilibrar no carrinho. Uma porta-voz de Miley não quis comentar.

O longa de "Os Feiticeiros de Waverly Place" e o novo CD dão a Selena, que foi descoberta pela Disney aos 11 anos em uma audição, a chance de provar que pode ser diferente de uma série de jovens talentos lançados pela Disney, como Demi Lovato (do seriado de TV "Sunny entre Estrelas" e do filme "Camp Rock", e que Selena diz ser sua melhor amiga) e os Jonas Brothers. Milhões de crianças - público ideal para TV, pois assistem regularmente aos programas e também às reprises - sintonizam o canal Disney todos os dias para vê-la. Nos EUA, "Os Feiticeiros de Waverly Place" foi o programa no 1 da TV aberta e por assinatura entre as crianças de 6 a 11 anos e pré-adolescentes de 9 a 14 nos últimos meses.

Executivos da Disney dizem que a beleza saudável de Selena, seu talento para a comédia e sua origem modesta (foi criada pela mãe divorciada) a tornam mais pé-no-chão do que outras jovens estrelas. Suas raízes hispânicas podem ajudar a Disney a ampliar sua atração para as minorias, diz Tricia Wilber, vice-presidente executiva de vendas e marketing da Disney Media.

A Disney aconselha Selena a não crescer depressa demais. Gary Marsh, diretor-geral para entretenimento da Disney Channels Worldwide, lembra-se de ter dito a Selena: "Preste atenção em quem são seus fãs no momento. Se você os tratar bem, eles vão crescer junto com você. Você tem toda sua vida para ser adulta."

Para ficar a par do que seus jovens admiradores pensam, Selena costuma ler os sites de fãs e as mensagens a seu respeito no Twitter. "Leio comentários que dizem: 'Gosto do seu cabelo curto', ou 'Gosto de seu cabelo longo', e levo em consideração", diz. Depois de cortar o cabelo recentemente, ela diz que recebeu "toneladas" de mensagens no site de relacionamento social Twitter de meninas que também tinham cortado o cabelo. "Dá uma sensação de que há muita" pressão quando isso acontece, explica.

O longa de "Feiticeiros", que será lançado em DVD até o fim do ano, acompanha a personagem de Selena, Alex, e a família Russo em férias no Caribe.

O filme permite à Disney promover a franquia "Feiticeiros", que inclui, entre outros, uma linha de roupas que coincide com a volta às aulas nos EUA.


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Conteúdo é problema para a Paramount


Lauren A. E. Schuker, The Wall Street Journal
01/09/2009

O plano da Walt Disney Co. de comprar a Marvel Entertainment Inc. representa um severo golpe à Paramount Pictures, da Viacom Inc.

Motivada pelo sucesso de "Homem de Ferro", da Marvel, a Paramount assinou menos de um ano atrás um acordo de distribuição mundial para os próximos cinco filmes da Marvel Studios, entre eles "Homem de Ferro 2", "Capitão América" e "Os Vingadores".

O acordo vai continuar em vigor, mas com a compra da Disney não será prolongado. E isso pode representar um problema para a Paramount, que durante anos fez a maior parte de sua receita na distribuição de filmes produzidos por outros.

Depois de lançar uma série de fracassos, a programação de filmes da Paramount estava quase vazia em 2006, de modo que a Viacom comprou o estúdio DreamWorks SKG de Steven Spielberg para ajudar a alimentar a produção. A Paramount também contou com filmes de outros estúdios, como a DreamWorks Animation SKG Inc., enquanto tentava revitalizar sua máquia de produção.

Embora a Paramount tenha lançado algumas franquias próprias nos últimos meses, como o bem-sucedido "Jornada nas Estrelas", outros acordos e alianças terminaram ou estão largados.

No ano passado, os principais sócios da DreamWorks SKG conseguiram apoio financeiro independente e saíram da Paramount. Depois fecharam um acordo de distribuição com a Disney.

Ao mesmo tempo, houve a especulação de uma possível venda da DreamWorks Animation, de Jeffrey Katzenberg, para um grande estúdio. A venda pode pôr um fim ao acordo de distribuição que a DreamWorks Animation tem com a Paramount. A DreamWorks Animation se negou a comentar. (Embora compartilhem nome e origem, a DreamWorks SKG e a DreamWorks Animation são empresas separadas.)

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