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quarta-feira, setembro 30, 2009

Santander: antes de entrar na oferta, avalie os riscos envolvidos

Santander: antes de entrar na oferta, avalie os riscos envolvidos
Por Giulia Santos Camilo, Infomoney 8h45

SÃO PAULO - A possibilidade de excesso de oferta no setor bancário não é o único risco que a distribuição primária de units do Banco Santander reserva. Além dos potenciais impactos setoriais e nas negociações dos papéis de outras instituições, a operação também apresenta riscos para os investidores interessados em participar da colocação.

O fato é, obrigatoriamente, ressaltado no próprio prospecto preliminar da oferta. "O investimento em nossas units envolve alto grau de risco", alerta o Santander, antes de listar os fatores que podem impactar negativamente suas units. E o primeiro deles é justamente o fato do próprio banco ser o coordenador líder da oferta, participando do procedimento de bookbuilding.

"Essa participação do coordenador líder, que também é o emissor das ações que lastreiam as units e, portanto, destinatário dos recursos da oferta, no procedimento de bookbuilding pode levar a distorções na formação do preço por unit", frisa o banco. O impacto na definição do preço também pode ser exercido pela participação de pessoas vinculadas na oferta.

Homologação de capital

Contudo, os grandes riscos não se restringem apenas à possibilidade de má formação de preço. O Banco Central ainda não homologou o aumento de capital do Santander e não há como precisar quando e até mesmo se isso realmente ocorrerá.

Enquanto a homologação não é anunciada, as units serão representativas de 48,125 recibos de subscrição representativos de uma ação ordinária cada um, 43,750 recibos de subscrição representativos de uma ação preferencial cada um, 6,875 ações ordinárias e 6,250 ações preferenciais.

O banco Santander lembra em seu prospecto que "nenhum dos direitos conferidos às ações são conferidos aos recibos de subscrição que compõem as units, inclusive o direito ao recebimento de dividendos e o exercício de direito a voto". Ademais, caso a homologação não seja concedida no prazo de seis meses da data de liquidação da oferta, o aumento de capital será cancelado e os valores pagos pelos recibos serão distribuídos aos investidores, proporcionalmente aos recibos detidos.

Diluição e listagem das ações

Ainda entre os principais riscos em relação à oferta está a possibilidade de diluição do valor econômico do investimento. "O preço estimado da oferta pública inicial de nossas units é superior ao valor contábil tangível líquido por ação de nossas ações imediatamente antes da oferta. Caso compre as units incluídas nessa oferta, o investidor sofrerá uma diluição imediata e substancial do valor contábil tangível líquido por ação devido ao preço de oferta pública".

O Santander lembra ainda que terá um período de carência de três anos a partir da data de listagem das units no nível 2 da BM&F Bovespa, prorrogável por mais dois anos, para adequar-se aos termos do segmento. Sem considerar a colocação dos lotes suplementar e adicional, o banco terá aproximadamente 15,6% das ações em circulação no mercado após a oferta, abaixo do mínimo obrigatório, de 25%. Caso não se ajuste a esses termos, a listagem no nível 2 pode ser cancelada, passando as ações a serem negociadas no segmento tradicional.

Processos judiciais e operações internacionais

Como o banco está realizando uma oferta internacional, além da brasileira, é necessário que os investidores interessados em participar da operação fiquem atentos aos riscos de distribuições no exterior, que são maiores do que os de uma oferta doméstica. Os principais problemas que podem surgir, especialmente nos Estados Unidos, são procedimentos judiciais contra o banco, o que pode "envolver valores substanciais".

Além disso, "os eventos e a percepção do risco em outros países, especialmente nos mercados emergentes, poderão afetar negativamente os preços de mercado das nossas units", informa o Santander.

Outros riscos
No campo mais geral, a influência dos reguladores brasileiros no setor, a instabilidade cambial e a inflação são os principais pontos a serem lembrados. Já no que se refere às operações do Santander no Brasil, a forte influência do controlador e as possibilidades de aumento da inadimplência e redução da lucratividade no setor de seguros são destacadas pelo banco, junto à potencial não obtenção dos benefícios previstos com a aquisição do Banco Real.

Por fim, os investidores devem lembrar os riscos inerentes a qualquer investimento em ações, como a volatilidade e a liquidez limitada do mercado brasileiro, além da possibilidade dos detentores não receberem dividendos ou juros sobre o capital próprio, de acordo com a legislação vigente no Brasil.

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