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quarta-feira, setembro 30, 2009

Opções: embora Petrobras e Vale se destaquem, outras ações ganham terreno

Opções: embora Petrobras e Vale se destaquem, outras ações ganham terreno

Por: Giulia Santos Camillo
30/09/09 - 11h00
InfoMoney

SÃO PAULO - O modo de operaçãodo mercado de opções pode ser uma incógnita para grande parte dos investidores leigos, porém basta um nível de conhecimento básico para saber que os grandes volumes de negociação estão concentrados principalmente em opções de compra de ações preferenciais da Petrobras e da Vale.

Os
números do último vencimento de opções sobre ações - ocorrido em 21 de setembro - mostram bem essa situação. De um total de R$ 3,03 bilhões de opções de compra negociadas, mais de dois terços foram movimentados por operações com papéis das duas maiores blue chips brasileiras.

As opções de compra das ações preferenciais da Vale e da Petrobras que obtiveram os maiores volumes do último vencimento tiveram preços de exercício de R$ 34,00 e 31,75, respectivamente. Sozinhas, as
negociações realizadas nessas séries movimentaram R$ 450,5 milhões e R$ 385,5 milhões.

Embora possa parecer improvável frente aos números citados, o cenário no mercado de opções já foi bem diferente. Assim como acontece com as grandes participações no
Ibovespa, os principais nomes do segmento também mudam. Antes de Vale e Petrobras, a Telemar já ocupou o destaque desse mercado, perdendo espaço gradualmente a partir de meados de 2005.


Vencimento
Opções de compra
(R$ milhões)
Opções de venda
(R$ milhões)
Total
(R$ milhões)
Maiores volumes em opções de compra
(R$ milhões)
21/09/2009
R$ 3.030
R$ 288,0
R$ 3.310
Vale PNA com exercício em R$ 34,00 - R$ 450,5 milhões
Petrobras PN com exercício em R$ 31,75 - R$ 385,5 milhões
15/09/2008*
R$ 330,0
R$ 837,3
R$ 1,167
-
-
17/09/2007
R$ 2.341
R$ 97,3/td>
R$ 2.438
Petrobras PN com exercício em R$ 51,58 - R$ 312,1 milhões
Vale PNA com exercício em R$ 39,00 - R$ 239,4 milhões
18/09/2006
R$ 346,4
R$ 99,4
R$ 446,1
Petrobras PN com exercício em R$ 40,00 - R$ 90,6 milhões
Vale PNA com exercício em R$ 38,00 - R$ 31,4 milhões
19/09/2005
R$ 917,9
R$ 100,3
R$ 1.018
Petrobras PN com exercício em R$ 32,00 - R$ 114,8 milhões
Telemar PN com exercício em R$ 60,00 - R$ 50,3 milhões
20/09/2004
R$ 669,9
R$ 2,5
R$ 672,3
Telemar PN com exercício em R$ 38,00 - R$ 172,0 milhões
15/09/2003
R$ 991,6
-
R$ 991,6
Telemar PN com exercício em R$ 38,00 - R$ 202,9 milhões

Fonte: BM&F Bovespa e InfoMoney

Opções com negócios

Apesar dos destaques atuais serem Petrobras e Vale, é necessário lembrar que o mercado de opções possui negócios em diversos papéis que fazer parte da carteira teórica do Ibovespa, embora não movimentem um volume tão grande quanto as operações relativas às duas blue chips.

"Tem negócios contínuos na bolsa com todos os tipos de papel. Acontece que as empresas que têm mais séries abertas e mais negociações acabam sendo as blue chips, como Vale, Petrobras e até a Telemar. Mas você tem Bradesco, Banco do Brasil e Itaú, por exemplo, com várias séries abertas. Aliás, o setor bancário costuma ter bastante negociação", ressalta o professor de derivativos e riscos do Insper, Alexandre Chaia.

Segundo ele, uma das maiores preocupações em termos de liquidez no mercado de opções não é o volume movimentado por si só, mas sim a formação do preço. "A pergunta é se você tem um mercado onde o preço é muito distorcido por ter pouca liquidez", argumenta, acrescentando que no Brasil não há, atualmente, esse problema. "O resto do mercado acaba apresentando um processo de formação de preço muito parecido com Vale e Petrobras".

Próximos destaque em Opções

Apesar da hegemonia das duas empresas, há novos nomes destacando-se no mercado de opções. A BM&F Bovespa, por exemplo, tem atraído diversos negócios. No último pregão, as várias séries de opções de compra das ações ordinárias da BM&F Bovespa com vencimento em 19 de outubro somaram 1,903 milhão. Embora não seja significativo se comparado às 65,060 milhões e 122,709 milhões opções de compra de ações preferenciais de Vale e Petrobras, ainda é bem superior às demais empresas.


O que leva uma empresa a se destacar?
De acordo com Paulo Coimbra, "fatores ligados à condução da gestão da empresa estão entre os mais importante, para determinar uma maior liquidez nos negócios no mercado de opções. Outros fatores como o tamanho do mercado e o tamanho das empresas em relação ao mercado, também são relevantes, daí o privilégio da Petrobras e da Vale em relação às demais".

Assim, é inquestionável o destaque dos papéis com maiores participações do Ibovespa, já que estão associados a maiores volumes, propiciando as condições necessárias para uma maior liquidez dos negócios.

Não à toa, o professor de Economia e Finanças da Fucape e FGV (Fundação Getulio Vargas), Paulo Coimbra, afirma que "sem dúvida alguma a BM&F Bovespa já está se destacando das demais". Ele ressalta, porém, que "também merecem atenção a Usiminas e o Itaú-Unibanco, que já estão começando a apresentar sinais de que poderão, em breve, estar entre aquelas que podem vir a ocupar um posto de destaque nas negociações no mercado de opções".

Ainda olhando para o vencimento de 19 de outubro, no último pregão foram negociadas 94,9 mil opções de compra sobre as ações preferenciais do Itaú Unibanco e 4,9 mil sobre as preferenciais da Usiminas, conforme informações da BM&F Bovespa.

Para o professor Alexandre Chaia, embora o mercado possa comportar um número maior de papéis com liquidez alta no mercado de opções, há uma limitação no número de empresas de expressão, como as duas maiores blue chips do Brasil. "Existe demanda para isso, mas não existe uma percepção de empresas que possam ser, digamos, as líderes do mercado como um todo", afirma, explicando que tanto a Petrobras quanto a Vale têm forte exposição ao mercado internacional.

Ocupando o espaço de Petro e Vale

De acordo com Paulo Coimbra, atualmente as opções representam, em média, cerca de 5% do volume total dos negócios realizados nas operações da Bolsa. Caso o volume dos negócios ou o percentual envolvendo opções cresça, será possível observar uma maior liquidez nos negócios com outras empresas sem que isto implique uma redução da liquidez em Petrobras e Vale.

"De outro modo, se uma empresa apresentar uma maior liquidez, então certamente será acompanhada de uma redução da liquidez de uma das empresas de maior destaque", como aconteceu em meados de 2005 com a Telemar, por exemplo.

E como o volume aumentaria? O especialista afirma que o mercado acionário está mais atrativo, como é possível ver pela forte entrada de capital, especialmente estrangeiro. Além disso, o ciclo de redução da taxa básica de juro deverá levar os investidores a aplicarem em ativos de maior risco, em busca de retornos significativos, o que também contribuiria para a elevação do volume de negócios.

Nesse cenário, as empresas com maior solidez poderiam emergir como boas alternativas no mercado de opções. "Quando isso acontecer, a BM&F Bovespa será a candidata natural a ocupar um posto de destaque", aposta Coimbra.

Essa situação, contudo, deve ser reservada para o futuro, já que no curto prazo não há expectativas do tipo. Embora a maturidade do mercado de opções esteja aumentando, atualmente não há espaço para a coexistência de mais de duas ações com liquidez substancial no mercado de opções. Isso significa que, por enquanto, os papéis com liquidez crescente provavelmente tomarão o espaço dos atuais destaques.

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