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quarta-feira, setembro 09, 2009

Fique de Olho em Petrobras, Vale e no "Livro Bege" do Fed

As commodities metálicas e o petróleo devem ditar novamente o tom das bolsas hoje, especialmente a Bovespa, com o peso de Petrobras e Vale. Sem indicações claras de retomada da economia global, o desempenho do dólar será fundamental para o mercado das commodities manter a atratividade, como ocorreu nesta terça-feira, quando a moeda americana fechou em baixa, após relatório da Unctad que coloca em questão o seu futuro como moeda internacional de reserva.

O cenário global ainda deverá ser influenciado pela divulgação do "Livro Bege", um sumário das condições econômicas atuais que vai servir de base para a decisão de política monetária do próximo encontro, marcado para os dias 22 e 23 de setembro. O Fed (o banco central dos EUA) divulga o documento às 15 horas (de Brasília), que deve influenciar as bolsas americanas e consequentemente a bolsa brasileira.

Segundo destacou à agência Dow Jones o analista Andy Lebow, vice-presidente da MF Global, comprar commodities quando o dólar enfraquece é uma das principais estratégias de negociação deste ano. Nesta quinta-feira, o preço dos contratos futuros do petróleo fechou em alta, acima de US$ 71 por barril na New York Mercantile Exchange (Nymex).

As autoridades da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Nymex) reúnem-se hoje em Viena para revisar a política de produção do cartel, mas operadores afirmam que não esperam surpresas, justamente porque o atual patamar de preços está sendo considerado como razoável.

O mercado também deverá absorver a informação divulgada ontem pela Petrobras sobre a exploração do pré-sal no poço de Guará, na Bacia de Santos. A empresa informou que constatou uma "altíssima produtividade" dos reservatórios com óleo do pré-sal nesta área. A estatal informou que, com os dados obtidos até o momento, pode-se estimar em Guará um volume de óleo recuperável na faixa de 1,1 a 2 bilhões de barris de óleo leve e gás natural, com densidade em torno de 30o API.

Segundo a Petrobras, durante o teste foram constatadas vazões da ordem de 7 mil barris por dia limitada a capacidade dos equipamentos do teste. Pelas estimativas da companhia, a produção inicial do poço é de cerca de 50 mil barris de óleo por dia. Com o resultado do teste, a Petrobras informa que área de Guará deverá ser priorizada para o recebimento do sistema de produção para o pré-sal da Bacia de Santos, que se encontra em licitação. Ontem, as ações ON avançaram 2,16% e as PN, 1,14%.

Vale

Com relação à mineradora Vale, além dos desempenho dos metais, o mercado deverá repercutir a confirmação de emissão de US$ 1 bilhão em bônus com vencimento em dez anos, por meio da subsidiária Vale Overseas. As notas terão cupom de 5,625% ao ano, pagos semestralmente, ao preço de 99,232% do valor de face do título. Os bônus foram emitidos com spread de 225 pontos base sobre o retorno dos títulos do Tesouro dos EUA, resultando em rendimento (yield) para o investidor de 5,727% ao ano. Em comunicado, a Vale informou que usará os recursos da oferta para "propósitos corporativos em geral".

Segundo analistas ouvidos pela repórter Natália Gomez, da Agencia Estado, a emissão de bônus deve ser voltada para os investimentos operacionais e para o plano de crescimento orgânico da companhia, na avaliação de analistas de mercado. Segundo os analistas, o montante é muito pequeno para contemplar uma eventual aquisição por parte da mineradora brasileira. "Seria insuficiente para a Vale realizar uma aquisição. Acredito que este reforço deve ser voltado para a operação da companhia", disse o analista Eduardo Roche, da Modal Asset.

A Vale ON subiu ontem 3,23% e Vale PNA, 2,27%. Bradespar PN - que tem importante participação da Vale - terminou em 6,04%, na terceira maior alta do Ibovespa.

Na rodada livre de negócios (kerb) da tarde de ontem da London Metal Exchange (LME), os contratos de cobre para três meses subiram US$ 142,00 e fecharam a US$ 6.465,00 por tonelada; os contratos de chumbo para três meses avançaram US$ 105,00 e fecharam a US$ 2.455,00 por tonelada; os contratos de zinco para três meses subiram US$ 70,00 e fecharam a US$ 1.975,00 por tonelada.

GVT

A companhia de telefonia GVT também deve ter a atenção do mercado hoje. A francesa Vivendi divulgou ontem que assinou um acordo com o Swarth Group e a Global Village Telecom, acionistas fundadores e controladores da operadora da empresa. A oferta da Vivendi, líder mundial em comunicações e entretenimento, será lançada a R$ 42 por ação, que avalia 100% das ações da companhia em aproximadamente R$ 5,4 bilhões ou 2 bilhões de euros.

A oferta será condicionada à aquisição de uma participação mínima de 51% de todo o capital diluído da GVT pela Vivendi. No pregão de ontem da BM&FBovespa, os papéis da companhia fecharam negociados a R$ 36,26, em alta de 4,79%.

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