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quinta-feira, setembro 03, 2009

Corretoras correm para entrar na casa do nanosegundo Valor Online 03/09/2009 09:57

SÃO PAULO - Quantas informações diferentes um operador experiente consegue monitorar simultaneamente e quantos segundos ele leva para digitar os valores e confirmar as ordens? Uns 10 segundos, cinco, ou talvez até menos? Digamos que ele não precise digitar, apenas confirmar. Esse tempo cai abaixo de um segundo?

Bom, por melhor que ele seja, e por mais simples que seja a estratégia, não dá para competir com uma ferramenta que começa a ganhar espaço nas corretoras brasileiras. Os programas para "algorithmic trade", ou algotrade, avaliam milhares de variáveis simultaneamente e a decisão de compra e venda está na casa no nanosegundo, ou seja, 1 segundo dividido por 1 bilhão, ou 0,000000001 segundo.

Há um ano no Brasil, a americana Progress já comercializou 14 de suas plataformas Apama, segundo o engenheiro de soluções da empresa, Marco Antonio Favareto. Entre os clientes, corretoras, fundos de investimento e bancos.

Na definição de Favareto, o algotrade é uma ferramenta que permite a análise de mercado em busca de oportunidades nos ativos que você definir. Entre os exemplos estão estratégias long/short e arbitragem de contratos futuros. A questão aqui é que, com esse tipo de ferramenta, o trader pode tirar proveito de distorções de preço de um ativo que duram apenas breves instantes.

Ainda de acordo com o engenheiro, a ferramenta não precisa ser utilizada, necessariamente, para a realização de ordens de curtíssimo prazo ou em massa. Também é possível a montagem de estratégias de longo prazo.

Favareto explica, ainda, que o Apama permite ao investidor montar seus próprios algoritmos, ou seja, fazer a estratégia que desejar utilizando a linguagem de programação especialmente desenvolvida para o software.

Na Link Investimentos, as plataformas para algotrade fazem parte dos negócios diários da companhia e, de acordo com Wagner Santos, da diretora de TI, Risco e BackOffice da corretora, as casas que dispõem dessa ferramenta estão com uma vantagem muito grande sobre quem não tem, principalmente no quesito tempo.

De acordo com Santos, os principais demandantes são os investidores estrangeiros, que estão mais familiarizados com o algotrader. E a queda de barreiras e aumento no número de ativos que podem ser operados por esses investidores tornam o conhecimento e a disponibilização de tais ferramentas essenciais para as corretoras. "O estrangeiro vem em busca de tecnologia e é importante falar a mesma língua dele."

Na avaliação de Santos, o crescimento do algotrader no mercado brasileiro é uma consequência do pregão eletrônico. Com o fim da negociação viva-voz na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o mercado brasileiro completou o que o especialista chama de primeira etapa desse caminho. Na fase atual, os agentes começam a trabalhar essas ferramentas eletrônicas. O próximo passo é uma "guerra das máquinas", onde não só as estratégias, mas o fator tempo é que definirá os vencedores. "Mesmo em estratégias comuns, o que vai mudar é a velocidade."

Na Link, os clientes têm acesso à ferramenta de duas formas diferentes. Pelos agentes da mesa, que executam as estratégias, e, no caso dos investidores mais sofisticados, a corretora disponibiliza a possibilidade de gerenciamento próprio dos algoritmos.

A proliferação desse tipo de produto também exige agilidade e grande tecnologia de processamento das bolsas de valores, já que um único algotrader pode enviar milhares de ordens de compra e venda em poucos minutos.

Na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) a negociação via esse tipo de ferramenta representa, apenas, 10% do total. Na BM & F a fatia é ainda menor, de 2,5%. Para efeito de comparação, no mercado americano, a participação é de 60% no mercado à vista.

No entanto, esses números devem subir no mercado brasileiro. Por ora, a BM & FBovespa está bem preparada. O GTS, sistema que processa as ordens da BM & F, tem capacidade para 400 mil negócios por dia, mas, até o momento, o recorde histórico não passou de 50 mil. No segmento Bovespa, o Mega Bolsa já teve sua capacidade de negócios ampliada de 770 mil ordens por dia para 1,5 milhão de negócios diários. No entanto, o recorde histórico é de 430 mil ordens em um único pregão.

Mesmo com folga no sistema, a bolsa brasileira vai investir para ampliar ainda mais sua capacidade de processamento. Em recente entrevista ao jornal Valor, o diretor-executivo de operações e TI da bolsa, Cícero Augusto Vieira Neto, disse que a ideia é dobrar a capacidade, de 1,5 milhão para 3 milhões de ordens por dia.

(Eduardo Campos Valor Online)

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