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quarta-feira, setembro 02, 2009

Copom: com consenso de Selic inalterada, mercado foca em placar e comunicado

Copom: com consenso de Selic inalterada, mercado foca em placar e comunicado

Por: Equipe InfoMoney
02/09/09 - 08h30
InfoMoney

SÃO PAULO - Em meio a novos sinais de melhora da economia brasileira, a expectativa acerca da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) é bastante diferente daquela vista em julho. Sem perspectivas de uma nova redução na taxa Selic - os analistasacreditam que o corte realizado na última reunião, que levou a taxa básica de juros no Brasil para 8,75% ao ano, sua mínima histórica - o foco passa a ser o placar da decisão do comitê e o comunicado que a acompanha.

Para o Bank of America Merrill Lynch, um improvável voto dissidente e a linguagem do comunicado também merecem atenção. "Acreditamos que o Banco Central do Brasil poderia sinalizar mais explicitamente suas intenções em manter a taxa básica de juros no nível atual por um período extenso de tempo", afirmam. Os consultores da LCA também acreditam que o foco do mercado será o placar da votação e a linguagem usada pelo Copom.

Pausa é consenso

"Tanto o comunicado quanto as minutas da reunião de julho indicavam claramente a intenção de interromper o ciclo de cortes", afirmam os analistas do BofA Merrill Lynch. Segundo eles, as minutas da última reunião já mostravam que alguns membros do comitê sugeriam uma manutenção da taxa - apesar de o Copom então ter decidido pelo novo corte de 50 pontos-base.

Para os analistas da Ativa, depois da estratégia emergencial, vem um momento de calmaria. "Primeiro porque ainda não se sabe os efeitos totais da dose acima do normal do remédio sobre o paciente; segundo, os indicadores conjunturais não indicam uma deterioração em relação à última reunião".

Com uma ampla base de indicadores sustentando as contínuas projeções positivas para a economia brasileira - a produção industrial avançou 14% no segundo trimestre, em comparação com os primeiros três meses do ano, e as vendas no varejo cresceram 4% no período - as chances de uma nova redução se tornam ainda menores.

Entre 24 indicadores considerados pela Rosenberg & Associados, apenas seis apontam possibilidade de queda na Selic - entre eles, IGP-M, produção industrial e contínua queda nas taxas de juros externas. Segundo a consultoria, além de a evolução recente da maioria dos indicadores ser neutra em relação à decisão do Copom, "deve pesar ainda a magnitude dos ajustes realizados até o momento, que têm impacto defasado sobre a economia, bem como os incentivos fiscais".

Além de bons indicadores econômicos, o Santander avalia que reduções adicionais de juros agora apenas aumentariam as chances de elevação mais cedo do que seria requerido no caso de uma postura mais cautelosa.

Mais quedas ou novo ciclo de altas?

O consenso de que não haverá alterações na Selic na reunião desta quarta-feira se estende para as projeções em médio prazo. O início de um ciclo de altas é raramente mencionado por analistas. "Não há dúvidas que ainda não estamos na hora de ter a discussão em relação à alta de juros", afirma a Ativa.

Enquanto ressaltam que não faltarão pressões para um novo corte de juros - já que a taxa básica ainda é uma das mais altas do mundo, os analistas da Ativa não veem mudanças nos atuais 8,75% ao ano. "A não ser que a inflação dê sinais fortes de desaceleração, a estabilidade será a decisão mais provável para os próximos seis meses", avaliam.

"O nível de juros atual era associado com um excesso de demanda doméstica - mas não acreditamos que esse seja o caso hoje", explicam os analistas do BofA. Isso porque durante a crise, quase todos os aspectos da economia brasileira tiveram desempenhos acima das expectativas - o que poderia significar um menor risco premium no
futuroe, consequentemente, equilíbrio da taxa de juros real. "Por isso, a Selic deve permanecer inalterada em 2010".

Da mesma forma, o Santander avalia que mesmo com sinais de que haveria espaço para um novo corte na taxa - como elevada ociosidade na economia (principalmente no setor industrial), e perspectivas de inflação de curto prazo benignas - a taxa de juros deve permanecer estável em 8,75% ao ano por um longo tempo. "A taxa de juros atual e seus impactos defasados são suficientes para colocar a economia em trajetória de crescimento, o que resultará em reversão da tendência de queda da inflação para o consumidor em algum momento nos próximos 12 meses, tornando inevitável sua recondução para o nível neutro, ou seja, aquele compatível com estabilidade do crescimento e da inflação", afirmam.

"Os sinais de retomada do crescimento vêm ganhando consistência", afirmam os analistas da LCA. Com isso, a consultoria acredita que a Selic será mantida no atual patamar no restante deste ano e no decorrer de 2010.

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