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quinta-feira, setembro 03, 2009

Conforme esperado, Copom mantém a taxa Selic em 8,75% ao ano

Conforme esperado, Copom mantém a taxa Selic em 8,75% ao ano

Em reunião encerrada no início da noite desta quarta-feira, o Comitê de Política Monetária confirmou as expectativas consensuais dos analistas, e manteve a taxa Selic estável em 8,75% ao ano. Esta decisão, sinalizada pela última ata, finaliza o ciclo recente de afrouxamento monetário – desde janeiro, a taxa básica foi reduzida em 5 pontos percentuais. Houve unanimidade entre os membros do Comitê, com o comunicado divulgado ao término da reunião mencionando que “o Comitê avalia que esse patamar de taxa básica de juros é consistente com um cenário inflacionário benigno, contribuindo para assegurar a manutenção da inflação na trajetória de metas (...) e para a recuperação não inflacionária da atividade econômica”. Ou seja, o comunicado sugere que o Banco Central está satisfeito com o nível atual da Selic, que está permitindo a retomada da atividade sem criar riscos inflacionários.

As perspectivas para a inflação seguem tranquilas, com queda dos preços no atacado, desaceleração na inflação no varejo, expectativas futuras abaixo do centro da meta e existência de ociosidade dos fatores produtivos. Entretanto, o acúmulo de 500 pontos-base de redução dos juros nos meses anteriores e o fato das taxas nominais e reais se encontrarem em patamares inéditos induziram o BC a encerrar o processo, a fim de observar atentamente os efeitos destes movimentos anteriores sobre a economia. Além disso, começam a surgir sinais de retomada em alguns segmentos, como demonstrado pelo reaquecimento recente no consumo, puxado pela reação do crédito, renda e emprego, cujo ritmo será monitorado ao longo dos próximos meses.

Desta forma, apesar de em nossa avaliação não haver riscos para a inflação ao menos até meados de 2010, será preciso acompanhar como a economia do país irá reagir ao novo nível dos juros internos, ou em outras palavras, o ritmo que se dará o fechamento do hiato do produto. Diante das incertezas existentes – não apenas em relação ao Brasil, mas também em relação à economia global – se torna muito difícil realizar prognósticos sobre o timing e o sentido dos próximos movimentos da política monetária. Porém, nosso cenário não contempla alterações significativas no balanço de riscos entre atividade e inflação ao menos até meados de 2010, de modo que um possível aumento da Selic dificilmente ocorrerá antes da parte final do próximo ano.

Como de costume, fica a expectativa para a leitura da ata, que será divulgada na próxima quinta-feira (10/set). O texto não deverá trazer muitos sinais futuros, dadas as já mencionadas incertezas e a fase de “espera” que se inicia. De todo modo, contamos a partir de agora com um longo período de manutenção dos juros no patamar atual de 8,75%.

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