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quarta-feira, setembro 09, 2009

Boletim Diário TBC 09.09.09

Bolsas de Valores
Brasil

Na esteira do ambiente externo favorável com valorização tanto nas bolsas de Wall Street como nos contratos de commodities - o mercado de ações no Brasil cravou ontem o terceiro dia seguido de ganhos e atingiu a marca máxima do Ibovespa em mais de 13 meses. Em terreno positivo durante todo o pregão, o principal índice de ações da Bolsa paulista encerrou o dia em alta de 2,12%, a 57.854 pontos, maior patamar desde o dia 31 de julho do ano passado (59.505 pontos). Os negócios com ações somaram R$ 4,547 bilhões.

O dia foi marcado pela forte recuperação das matérias-primas, o que puxou para cima os papéis mais negociados da Bolsa. Entre eles, a preferencial da Petrobras (PETR4) subiu 1,13%, a R$ 32,88, e a ação ON da estatal (PETR3) avançou 2,15%, a R$ 39,28, seguindo o avanço do petróleo, que fechou acima de US$ 71,00/barril em Nova York.

Também no foco de compras, a Vale teve ganhos de 2,26%, a R$ 33,79, no papel PNA
(VALE5) e valorização de 3,23%, a R$ 38,30, na ação ON (VALE3).

Ainda no terreno corporativo, a notícia da Folha de S. Paulo de que o empresário Eike Batista estaria interessado em comprar a Bradespar, subsidiária do Bradesco, para chegar ao bloco de controle da Vale também agitou o mercado. Na esteira da notícia, a ação PN da Bradespar (BRAP4) subiu 6,03%, a R$ 30,90, na terceira maior alta dentro do Ibovespa. A empresa de mineração de Eike, a MMX, fechou com a maior valorização entre as 64 ações do índice, com alta de 7,82%, a R$ 9,78, no papel ON (MMXM3). Entre as ações da MMX e da Bradespar, a preferencial da Klabin (KLBN4) teve a segunda maior alta, mostrando ganhos de 6,21%, a R$ 3,93.

Na outra ponta, a ação ON da Cosan (CSAN3) recuou 1,59%, a R$ 19,70, com o pior
desempenho entre as ações do Ibovespa, seguida pela ação PNA da Comgás (CGAS5), que
cedeu 0,67%, a R$ 33,75, e pela preferencial da Telesp (TLPP4), que caiu 0,36%, a R$ 43,09. Apenas cinco ações que compõem o Ibovespa fecharam em terreno negativo.

EUA
Os principais índices acionários norte-americanos encerraram o pregão de ontem em alta. O Dow Jones subiu 0,59%, a 9.497,34 pontos, o S&P 500 ganhou 0,88%, a 1.025,39 pontos, e o Nasdaq Composto avançou 0,94%, a 2.037,77 pontos.

Os investidores analisaram o movimento de fusões e aquisições e viram uma alta expressiva dos preços das commodities influenciar os negócios de hoje. A alta também acompanhou um bom humor externo, com o avanço das principais bolsas mundiais.

A companhia de telecomunicações Deutsche Telekom anunciou hoje que está em negociações com a France Telecom para unir suas unidades móveis no Reino Unido, T-Mobile (da Deutsche Telekom) e Orange (da France Telecom). A operação irá criar uma joint venture com 50% de participação para cada empresa, que será líder em telecomunicações do Reino Unido.

A empresa britânica de doces Cadbury confirmou ontem que rejeitou a proposta de compra feita pela norte-americana Kraft Foods, que ofereceu US$ 17 bilhões pela empresa. A Cadbury considerou a proposta abaixo do valor real da empresa. A Kraft Foods fez uma proposta de compra de cada ação da Cadbury por 300 pence e 0,2589 ação da Kraft por emissão (ou seja, 745 pence no total), o que avalia o capital total da britânico em 10,2 bilhões de libras (16,7 bilhões de dólares).

Empresas e Setores

GVT – GVTT3
O Grupo Swarth e Global Village Telecom (Holland) BV, acionistas fundadores e controladores da GVT (Holding) S/A, assinou ontem um acordo com o grupo francês de mídia e comunicações Vivendi.

Segundo comunicado da GVT, enviado à imprensa na noite de ontem, o acordo permite à
Vivendi lançar oferta pública "amigável" para a aquisição de 100% do capital da GVT ao preço de R$ 42 por ação, um total de R$ 5,4 bilhões ou 2 bilhões de euros. A oferta da Vivendi é condicionada à aquisição de, no mínimo, 51% do capital social da GVT, considerando a completa dispersão acionária do capital da empresa.

"Os acionistas controladores da GVT concordaram em vender à Vivendi um mínimo de 20% de participação na GVT, de um total de aproximadamente 30% que eles atualmente possuem. Os acionistas controladores ainda acordaram em votar favoravelmente à dispensa da aplicação dos mecanismos de proteção de dispersão da base acionária previstos no estatuto da GVT, em favor da oferta da Vivendi", diz o comunicado.

O atual presidente da GVT, o israelense Amos Genish continuará à frente das operações caso o negócio seja concretizado, com previsão de até o dia 16 de outubro. Também será mantido o cargo do atual presidente do conselho de administração da GVT, Shaul Shani. A venda só não será fechada se houver problemas durante a "due dilligence" (auditoria) que será realizada pelos franceses na empresa e também pela aprovação do conselho de administração da GVT. Com o acordo fechado com a Vivendi, a oferta pública secundária de 24 milhões de ações de emissão da GVT, anunciada em 19 de agosto, está cancelada.

TIVIT - IPO
A Tivit Terceirização de Processos, Serviços e Tecnologia informou ao mercado que a oferta pública secundária da companhia será de 38.304.446 ações, representativas de 43,04% de seu capital social. A Tivit informa ainda que poderá ser acrescido um lote suplementar de até 5.745.666 ações, o que equivale a até 15% da oferta inicial.

A oferta de varejo será realizada a investidores do Brasil que realizem pedidos de investimento de no mínimo R$ 3 mil e no máximo R$ 300 mil e que solicitem o pedido de reserva, de acordo com os procedimentos previstos.

Sobre o cronograma, a Tivit informou que se inicia hoje o procedimento de bookbuilding, cujo término será em 24 de setembro. Já o período de reserva terá início no próximo dia 16 e se encerrará no dia 23 deste mês. O início da negociação das ações está previsto para 28 de setembro, com data da liquidação da oferta em 26 de outubro. O Banco Credit Suisse, o Morgan Stanley e o BBI são os coordenadores-líder da emissão. Também participam da oferta o Santander e o Banco Votorantim.

Petrobrás – PETR4
A Petrobras informou ontem à noite que o teste de formação do poço 1-SPS-55 (1-BRSA-594) na Bacia de Santos (SP), conhecido como Guará, constatou "altíssima produtividade dos reservatórios com óleo do pré-sal".

Segundo a Petrobrás, com os resultados dos testes, a "área de Guará deverá ser priorizada para o recebimento do sistema de produção ora em processo de licitação para o pré-sal da Bacia de Santos".

Com os dados obtidos, afirma comunicado da empresa, é possível estimar em Guará "um
volume de óleo recuperável na faixa entre 1,1 e 2 bilhões de barris de óleo leve e gás natural, com densidade em torno de 30o API". Foram constatadas, durante o teste, vazões de 7 mil barris por dia (limitadas pela capacidade dos equipamentos). A estimativa de produção inicial do poço é de cerca de 50 mil barris por dia.

O poço testado localiza-se em área de avaliação no bloco BM-S-9, em lâmina dágua de 2.141 metros, a cerca de 310 km da costa do Estado de São Paulo e 55 km a sudoeste do poço 1-RJS-628A (1-BRSA-369A), conhecido como Tupi. A perfuração de novo poço na mesma área deve ser iniciada até o fim deste ano pelo consórcio formado por Petrobras (45%), que atua como operadora, BG Group (30%) e Repsol (25%).

Setor Financeiro - Bancos
Apesar de uma tímida retomada na concessão de crédito para as pessoas físicas, os bancos brasileiros estão "inundados" de dinheiro como nunca. E o Banco Central é obrigado a atuar, enxugando liquidez empoçada no curto prazo, por meio de empréstimos que toma do mercado nas chamadas operações compromissadas. É a forma de evitar que essa sobra de dinheiro derrube a taxa básica Selic abaixo dos níveis desejados pela autoridade monetária. A informação é de reportagem de Cristiane Perini Lucchesi, na edição de hoje do jornal "Valor Econômico".

Segundo os números do próprio BC até julho, último mês disponível, o saldo das operações compromissadas atingiu o recorde de R$ 444 bilhões em 15 de julho para empréstimos de até sete meses tomados pelo BC. Os números da Andima (Associação Nacional das Instituições do Mercado Financeiro) consideram as transação de mais curto prazo, até 33 dias, e apontam no mesmo sentido: o BC enxugou R$ 357,62 bilhões no dia 23 de julho, valor que caiu para o total de R$ 344 bilhões no dia 3 de setembro. As taxas pagas têm ficado entre 8,60% e 8,70% ao ano, ligeiramente inferiores aos 8,75% da taxa básica Selic.

O excesso de liquidez se deve principalmente à política de compra de reservas internacionais do BC no mercado interno de câmbio. Na verdade, quando a fase mais aguda da crise começou, em setembro do ano passado, com a quebra da Lehman Brothers, a sobra de liquidez já se aproximava dos R$ 200 bilhões. Parte importante dela vinha das compras de dólares que o BC vinha realizando. Para se ter uma idéia, somente em 2007 foram adquiridos um total de nada menos do que US$ 80 bilhões para evitar uma apreciação forte demais no real com volatilidade no mercado de câmbio.

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