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quarta-feira, setembro 30, 2009

Uma arma só para grandes investidores

Uma arma só para grandes investidores

Tendência consolidada nos EUA, as negociações de alta frequência ganham espaço na bolsa brasileira

Por João Sandrini e Marcio Orsolini 29.09.2009 08h23

Para a BM&FBovespa, os últimos dois anos não foram marcados apenas pela abertura de capital e pela fusão das duas bolsas mas também por parrudos investimentos em tecnologia. Aumento da capacidade de realização de negócios, acordos operacionais com bolsas estrangeiras e utilização de plataformas de negociação compatíveis com as das principais bolsas do mundo são temas que fizeram parte do dia a dia da área de tecnologia da BM&FBovespa. Agora a bolsa paulista começa a colher os frutos do refinamento tecnológico com as negociações realizadas por meio de ordens em alta frequência.

Essas operações - bastante comuns em bolsas dos EUA, onde representam nada menos do que a metade do volume de negócios - permitem aos investidores lucrar principalmente com operações de arbitragem de ativos. Nos mercados mais desenvolvidos, os gestores costumam fazer arbitragem com o uso de um software que dispara automaticamente ordens de compra e venda de ações ou outros ativos sempre que determinadas condições de mercado forem atingidas. Para isso, o software obedece a uma fórmula matemática desenvolvida pelos gestores.

Em um exemplo bastante didático de arbitragem, se a ação da Petrobrasestiver valendo 30 reais na bolsa brasileira e 31 na Bolsa de Nova York, esse software é programado para disparar uma ordem de compra do papel no pregão paulista e revendê-lo o mais rápido possível nos EUA, ganhando 1 real por ação numa operação de baixíssimo risco. Nesse caso, a única forma de o gestor perder dinheiro é com a demora na execução das ordens. Se comprar o papel a 30 reais e revendê-lo um minuto depois quando ele tiver caído para 29,50 reais em Nova York, por exemplo, haverá um prejuízo de 0,50 reais por ação. Esse exemplo mostra que o sucesso de uma operação de arbitragem depende não apenas do desenvolvimento de uma fórmula matemática correta para identificar distorções que possam gerar lucros mas também de um sistema de negociações que suficientemente rápido no envio de ordens.

No Brasil, a Alpes Corretora deu um passo à frente das rivais no mercado de negociações de alta freqüência ao desenvolver o primeiro serviço de "colocation". Na prática, trata-se da instalação de servidores de clientes dentro do data center da BM&FBovespa. Como a internet reuniu milhões de computadores em uma única rede, pode parecer irrelevante ter um servidor dentro na bolsa - mas não é. Quando a fórmula matemática indica a hora certa para comprar um papel, a ordem sai do servidor da Alpes e chega ao da BM&FBovespa localizado a três metros de distância. O servidor da bolsa, então, realiza a operação em um processo que leva 0,007 segundos. Quem opera fora do sistema de "colocation" demora, em geral, entre 0,1 e 0,15 segundo - uma eternidade para quem deseja lucrar com operações de arbitragem. "Como a ordem que entra primeiro no sistema é executada antes, o cliente da Alpes leva vantagem para conseguir realizar o negócio", explica Mateus Cosac, diretor de negociações eletrônicas da corretora.

Hoje o serviço funciona apenas para a negociação de derivativos na BM&F e aguarda a aprovação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para começar a operar também com ações na Bovespa. Procurada, a CVM informou por meio de sua assessoria de imprensa que não poderia comentar o assunto durante esse período de análise. Mas, de acordo com a bolsa, a aprovação deve ser concedida ainda neste ano.

Alto custo, retorno garantido

Tanta tecnologia custa caro. Para manter o servidor dentro da bolsa, a corretora Alpes tem de desembolsar 15.000 reais mensais. Já para o investidor, os gastos podem somar milhões. "Há a conexão de Internet e computadores de alta tecnologia, mas o mais caro é o ‘capital intelectual’ envolvido. É preciso melhorar cada vez mais a eficiência das fórmulas matemáticas que executam as ordens", explica Irene Aldrige, sócia da canadense Able Alpha Trading, especializada em transações eletrônicas, e autora do livro High-Frequency Trading: A Practical Guide to Algorithmic Strategies and Trading Systems (Transações em Alta Freqüência: um guia prático para estratégias de algoritmos e sistemas de transações, em tradução livre). Por esse motivo, as negociações de alta frequência acabam sendo realizadas apenas por grandes bancos e gestores de recursos.

Como esses investidores costumam ter um ganho muito pequeno a cada negócio realizado, a Alpes cobra uma taxa bem menor que a tabela de preços da bolsa. O investidor de alta frequência também tem um custo alto para o envio de milhões de ordens, para que os pequenos ganhos de cada uma somem uma quantia que justifique a aposta nesse tipo de operação. Apesar de o pequeno investidor ser, aparentemente, preterido se tiver de competir em velocidade com as negociações automatizadas feitas a partir de servidores instalados dentro da bolsa, isso também pode ser saudável para o mercado local. Segundo André Demarco, diretor de operações da BM&FBovespa, os investidores de alta freqüência contribuem para aumentar a liquidez dos papéis e, com isso, reduzir possíveis distorções de preços.

"Além disso, para o pequeno investidor a velocidade é bem menos importante que para o gestor que trabalha com alta freqüência", explica Demarco. "O pequeno investidor não liga tanto para variações de um centavo, por exemplo. Ele costuma investir num momento para revender o papel bem depois. Já os grandes investidores têm de se preocupar com isso porque, no final das contas, esses centavos podem resultar em milhões."

Polêmica

Nos Estados Unidos, as principais críticas às ordens de alta freqüência concentram-se na possibilidade de assimetria de informação. As corretoras responsáveis por essas operações podem colocar no sistema ordens conhecidas como "flash", que são capazes de verificar se alguém está disposto a vender uma ação por determinado preço antes mesmo que a ordem de compra seja enviada. "É como se o investidor espiasse a lista de ordens antes do mercado. Aí ele avalia o que é mais interessante para seu negócio", diz Irene, da Alpha Trading.

As ordens "flash" estiveram no centro de uma polêmica nos EUA em julho, quando um ex-funcionário do Goldman Sachs foi preso acusado de roubar informações do sistema da empresa. O banco não dá detalhes sobre o caso, mas a possível fraude já foi suficiente para que o senador democrata Charles Schumer exigisse que o órgão regulador do mercado de capitais nos EUA banisse as ordens "flash". "Isso só é possível nos Estados Unidos porque as negociações são feitas por meio de diversas bolsas e até mesmo diretamente entre corretoras", diz o Roberto Lee, diretor de marketing da Win, o home broker da Alpes Corretora. Logo, ao menos enquanto a BM&FBovespa tiver o monopólio das transações em bolsa no Brasil, as negociações de alta freqüência devem aumentar, mas as ordens "flash" continuarão banidas.

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Acordo põe fim à exclusividade

Acordo põe fim à exclusividade
O governo deve anunciar amanhã o pacote de medidas para estimular a competição no mercado de cartões de crédito. O mercado de credenciamento de lojas é dominado pelo duopólio Visanet-Redecard. Das oito iniciativas previstas, cinco começarão a ser implementadas imediatamente. A principal delas permite que os lojistas aceitem as duas maiores bandeiras de cartão de crédito - Mastercard e Visa - sem ter que assinar contratos de exclusividade, respectivamente, com Redecard e Visanet. As três restantes serão debatidas no Congresso Nacional, por meio de projetos de lei sobre o assunto que já tramitam.

As cinco medidas, que deverão ser formalizadas por meio de resoluções do Conselho Monetário Nacional (CMN), foram negociadas nos últimos meses pelo Banco Central (BC) com as principais operadoras de cartões de crédito e com a Abecs, a entidade que representa as empresas do setor. O caminho escolhido estimula a autorregulação e evita que as operadoras do duopólio entrem na Justiça para contestar o governo. As operadoras terão prazo entre um ano e um ano e meio para promover as mudanças prometidas.

A primeira medida do acordo fechado pelas autoridades com as empresas de cartão de crédito prevê, segundo apurou o Valor, a abertura do credenciamento. Com isso, os lojistas poderão trabalhar livremente com todas as bandeiras de cartões, sem a imposição de contratos de exclusividade por parte da Redecard e da Visanet para processar as transações.

A Redecard, que hoje opera com as bandeiras Mastercard e Maestro, já está abrindo o credenciamento, mas ainda vai precisar de algum tempo para fazer ajustes tecnológicos. Já a Visanet decidiu que promoverá a abertura em julho de 2010.

A segunda medida do acordo negociado entre governo e empresas diz respeito ao compartilhamento das redes, ou seja, à possibilidade de que os agentes de credenciamento tenham acesso aos serviços de rede oferecidos por outras empresas. Na prática, isso permitirá que os lojistas operem com apenas uma "maquininha", oferecendo os serviços de mais de uma bandeira de cartão de crédito. Esta medida, segundo uma fonte envolvida na elaboração das medidas, está relacionada com a primeira e assegura que, a partir de agora, haja competição no setor. "Quem entrar no mercado de agora em diante também terá o mesmo direito", informou uma fonte.

A terceira iniciativa prevê o fortalecimento dos sistemas nacionais de cartões de débito. Hoje, as operações de débito são feitas, em sua maioria, por meio das bandeiras Maestro e Visa Electron. A ideia, segundo informação obtida pelo Valor, é ampliar os serviços oferecidos pelas redes nacionais. O objetivo é reduzir custos transacionais nesse tipo de operação.

Segundo fonte ligada às empresas, outra medida do pacote diz respeito à atividades de compensação e liquidação das operações com cartão de crédito. A ideia é ter uma câmara para compensar as operações entre as diversas bandeiras, de forma que haja neutralidade entre as redes. A tendência das empresas é usar a Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP), que pertence aos bancos, para prestar esse serviço, que hoje está dentro da Visanet e da Redecard.

A quinta iniciativa é dar transparência na definição das tarifas de intercâmbio cobradas entre as credenciadoras de cartões e suas respectivas bandeiras - por exemplo, entre a Mastercard e a Redecard e entre a Visanet e a Visa. O propósito, segundo uma fonte, é evitar venda casada, descontos e outros tipos de negociação que, na prática, prejudicam a entrada de novos operadores.

As três medidas a serem discutidas no Congresso são: a regulação do setor, hoje em aberto; o sobrepreço nas compras com cartão; e o fim da verticalização, medida que visa acabar com a presença da Visanet e da Redecard em todas as fases da cadeia produtiva - além do credenciamento exclusivo dos lojistas, elas controlam a prestação de serviços de rede (captura e processamento de transações e aluguel de terminais, as "maquininhas" utilizadas no comércio) e a compensação e liquidação das transações.

No primeiro caso, uma ideia corrente no governo é que deve caber ao Banco Central a regulação. No segundo e no terceiro casos, os técnicos do governo optaram por deixar o tema para o Legislativo, para evitar contestações judiciais.

Na questão do sobrepreço, o Ministério da Fazenda ainda estuda revogar portaria de 1994, que impedia a diferenciação entre o pagamento em dinheiro e em cartão de crédito. Os técnicos acreditam que, se houvesse a diferenciação de preços, os comerciantes poderiam pressionar as administradoras a baixar as taxas de desconto. O governo chegou a incluir esse tema numa medida provisória, mas o dispositivo não foi aprovado na Câmara dos Deputados em votação realizada este ano.

A ofensiva por maior concorrência entre as administradoras de cartões contou, neste ano, com a abertura de processos administrativos contra a Redecard e a Visanet. No primeiro caso, a Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça iniciou uma investigação sobre os contratos da Redecard (credenciadora das bandeiras Mastercard e Diners) com empresas independentes. A administradora quis alterar os contratos pelos quais essas empresas negociavam as formas de uso dos cartões, conseguindo preços menores e condições melhores aos consumidores. A mudança nos contratos foi proibida pela SDE.

No segundo caso, a SDE abriu processo para investigar a exclusividade da VisaNet no credenciamento da bandeira dos cartões de crédito Visa. A secretaria chegou a determinar o fim dessa exclusividade, mas o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) derrubou essa imposição no dia 16. (Colaborou Juliano Basile).

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Santander: antes de entrar na oferta, avalie os riscos envolvidos

Santander: antes de entrar na oferta, avalie os riscos envolvidos
Por Giulia Santos Camilo, Infomoney 8h45

SÃO PAULO - A possibilidade de excesso de oferta no setor bancário não é o único risco que a distribuição primária de units do Banco Santander reserva. Além dos potenciais impactos setoriais e nas negociações dos papéis de outras instituições, a operação também apresenta riscos para os investidores interessados em participar da colocação.

O fato é, obrigatoriamente, ressaltado no próprio prospecto preliminar da oferta. "O investimento em nossas units envolve alto grau de risco", alerta o Santander, antes de listar os fatores que podem impactar negativamente suas units. E o primeiro deles é justamente o fato do próprio banco ser o coordenador líder da oferta, participando do procedimento de bookbuilding.

"Essa participação do coordenador líder, que também é o emissor das ações que lastreiam as units e, portanto, destinatário dos recursos da oferta, no procedimento de bookbuilding pode levar a distorções na formação do preço por unit", frisa o banco. O impacto na definição do preço também pode ser exercido pela participação de pessoas vinculadas na oferta.

Homologação de capital

Contudo, os grandes riscos não se restringem apenas à possibilidade de má formação de preço. O Banco Central ainda não homologou o aumento de capital do Santander e não há como precisar quando e até mesmo se isso realmente ocorrerá.

Enquanto a homologação não é anunciada, as units serão representativas de 48,125 recibos de subscrição representativos de uma ação ordinária cada um, 43,750 recibos de subscrição representativos de uma ação preferencial cada um, 6,875 ações ordinárias e 6,250 ações preferenciais.

O banco Santander lembra em seu prospecto que "nenhum dos direitos conferidos às ações são conferidos aos recibos de subscrição que compõem as units, inclusive o direito ao recebimento de dividendos e o exercício de direito a voto". Ademais, caso a homologação não seja concedida no prazo de seis meses da data de liquidação da oferta, o aumento de capital será cancelado e os valores pagos pelos recibos serão distribuídos aos investidores, proporcionalmente aos recibos detidos.

Diluição e listagem das ações

Ainda entre os principais riscos em relação à oferta está a possibilidade de diluição do valor econômico do investimento. "O preço estimado da oferta pública inicial de nossas units é superior ao valor contábil tangível líquido por ação de nossas ações imediatamente antes da oferta. Caso compre as units incluídas nessa oferta, o investidor sofrerá uma diluição imediata e substancial do valor contábil tangível líquido por ação devido ao preço de oferta pública".

O Santander lembra ainda que terá um período de carência de três anos a partir da data de listagem das units no nível 2 da BM&F Bovespa, prorrogável por mais dois anos, para adequar-se aos termos do segmento. Sem considerar a colocação dos lotes suplementar e adicional, o banco terá aproximadamente 15,6% das ações em circulação no mercado após a oferta, abaixo do mínimo obrigatório, de 25%. Caso não se ajuste a esses termos, a listagem no nível 2 pode ser cancelada, passando as ações a serem negociadas no segmento tradicional.

Processos judiciais e operações internacionais

Como o banco está realizando uma oferta internacional, além da brasileira, é necessário que os investidores interessados em participar da operação fiquem atentos aos riscos de distribuições no exterior, que são maiores do que os de uma oferta doméstica. Os principais problemas que podem surgir, especialmente nos Estados Unidos, são procedimentos judiciais contra o banco, o que pode "envolver valores substanciais".

Além disso, "os eventos e a percepção do risco em outros países, especialmente nos mercados emergentes, poderão afetar negativamente os preços de mercado das nossas units", informa o Santander.

Outros riscos
No campo mais geral, a influência dos reguladores brasileiros no setor, a instabilidade cambial e a inflação são os principais pontos a serem lembrados. Já no que se refere às operações do Santander no Brasil, a forte influência do controlador e as possibilidades de aumento da inadimplência e redução da lucratividade no setor de seguros são destacadas pelo banco, junto à potencial não obtenção dos benefícios previstos com a aquisição do Banco Real.

Por fim, os investidores devem lembrar os riscos inerentes a qualquer investimento em ações, como a volatilidade e a liquidez limitada do mercado brasileiro, além da possibilidade dos detentores não receberem dividendos ou juros sobre o capital próprio, de acordo com a legislação vigente no Brasil.

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Você pode ter conta corrente sem pagar taxa

Você pode ter conta corrente sem pagar taxa

Para a coordenadora da pesquisa há uma explicação para esse tipo de conta que fica meio escondida do consumidor

Há mais de um ano, o Banco Central determinou que as instituições financeiras são obrigadas a oferecer alguns serviços sem cobrar taxas do correntista.

A conta de serviços essenciais, que sai de graça para o consumidor, dá direito a:

- Cartão de débito;

- Dois extratos mensais no caixa eletrônico;

- Quatro saques por mês;

- Dez folhas de cheque

- Duas transferências de dinheiro no mesmo banco por mês;

- Compensação de cheque;

- E consultas pela internet;

O Instituto de Defesa do Consumidor (IDC), fez um teste: abriu nos dez maiores bancos do país, contas normais pagando um pacote de serviços.

Depois de alguns meses tentou transformar as contas para ter apenas os serviços essenciais que são gratuitos. Descobriu que os bancos dificultam essa mudança a que todo consumidor tem direito.

Para a coordenadora da pesquisa há uma explicação para esse tipo de conta que fica meio escondida do consumidor.

“A abertura de conta com serviços essenciais, como não tem a receita de tarifa, então o banco não se interessa em divulgar essa alternativa opcional para o consumidor”, comenta.

A economista sugere que mesmo diante de uma negativa do banco, o consumidor deve insistir. “O consumidor tem que exercer o seu direito a informação e procurar os seus direitos todos esses serviços estão disponíveis ao consumidor no mercado, ele pode exercer o seu direito de ter a sua conta corrente convertida em serviços essenciais”, declara.

A Febraban, associação que representa os bancos, disponibiliza um serviço especial e gratuito para que o consumidor possa comparar as tarifas de 30 instituições financeiras por meio da internet.


FONTE: Jornal Hoje

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Índice que analisa grau de nervosismo do mercado financeiro aponta para alto risco de queda do Ibovespa.

Índice que analisa grau de nervosismo do mercado financeiro aponta para alto risco de queda do Ibovespa.

Terremoto à vista?

Por Alessandra Bellotto, de São Paulo / "Valor"

Probabilidade alta de queda abrupta. É o que revela o primeiro índice de "crash" da bolsa brasileira, que analisa o grau de nervosismo do mercado financeiro com base no modelo de estudo para prever terremotos. "Não dá para saber o momento exato da virada nem o percentual de queda, a única certeza é que a correção será brusca", diz o pesquisador e professor do Insper (ex-Ibmec SP) Marco Antonio Leonel Caetano, que criou o índice em parceria com Takashi Yoneyama, do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA). Caetano afirma, no entanto, que com um bom nível de confiança dá para estimar uma queda entre 20% e 30%.

O Ibovespa já subiu 63,29% no ano, 1,59% só ontem, chegando a 61.316 pontos. A alta é tão expressiva que, intuitivamente, os investidores já apostam em um movimento de realização. "Os preços dos ativos na bolsa estão muito fora da realidade econômica; em algum momento até fim de outubro ou início de novembro, um grande investidor vai dar início a uma onda de venda", diz o professor. A desculpa, segundo ele, pode vir tanto do cenário econômico quanto político, interno ou global.

O estudo que deu origem à criação do índice foi desenvolvido em 2007 e reconhecido pela revista científica internacional "Physica A", especializada em métodos estatísticos aplicados ao mercado financeiro. Os pesquisadores se basearam na técnica conhecida como "transformada wavelet", que permite captar com alguns dias de antecedência a ocorrência de "crash" nas bolsas de valores, devido a um padrão de comportamento do mercado. Como? Analisando a correlação entre as frequências com que os preços se movem no tempo, explica Caetano.

Em 2007, os resultados eram apresentados em um gráfico que evidenciava um determinado padrão. No estudo atual, publicado na mesma revista no início do mês, os pesquisadores conseguiram estabelecer um valor numérico, criando o índice. O indicador próximo a zero significa risco mínimo de mudança brusca da tendência de alta. Já o índice próximo de 1, como está agora, indica possibilidade de forte queda, da ordem de 30% . Isso ocorre, segundo o professor, quando a correlação entre as altas e baixas frequências é forte, ou seja, quando o padrão de comportamento dos preços é o mesmo para diferentes intervalos de tempo.

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Wakeup call - 30.09.09

Still buy on dips in equities

Despite yesterday's disappointing numbers from the US consumer equities did not close significant lower. Momentum in equity markets are currently very strong and our stance is still buy on dips.

· As we have been writing about before, the FDIC is running out of money after 140 bank failures. The agency is now proposing to let banks pay 3 years of premiums in order to recapitalize the Deposit Insurance Fund. This amounts to around $10B for the four biggest US banks alone.

· The Conference Board Consumer Confidence unexpectedly dropped to 53.1 (expected at 57.0). Stocks dipped at the release, but seemed to stabilize.

· The FX market is a bit mixed. USD lower, but JPY higher. Commodities are being picked up and HY close to new highs. The trend in stocks is still higher, so we maintain a “buy-on-dips” stance for the short-term.

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Ranking mostra maiores gestores de fundos de investimentos do País

Ranking mostra maiores gestores de fundos de investimentos do País

Por: Julia Ramos Moreira Leite
29/09/09 - 19h05
InfoMoney

SÃO PAULO - O BB Nossa Caixa lidera o ranking de gestores de fundos de investimento no Brasil, com ativos de R$ 283,191 bilhões. Os dados são do mês de agosto, divulgação mais recente da Anbid (Associação Nacional dos Bancos de Investimento).

Juntos, os três maiores gestores - BB Nossa Caixa, Itaú Unibanco e Bradesco - gerenciam ativos no total de R$ 678,169 bilhões. Os 312 gestores listados, por sua vez, administravam R$ 1,27 trilhão ao final do mês - o valor exclui os R$ 42,169 bilhões geridos por fundações, seguradoras e outras instituições.

No ranking de gestores da associação, renda fixa é a maior subcategorias, com ativos de R$ 346,785 bilhões, seguida por multimercados, com R$ 290,892 bilhões.

BB Nossa Caixa lidera

Entre as quatro maiores subcategorias de fundos -
Ações, Renda Fixa, Multimercados e Referenciado DI - o BB Nossa Caixa só não é líder na gestão dos ativos da última subcategoria. Entre os fundos de renda fixa, por exemplo, o BB Nossa Caixa gerencia ativos no valor de R$ 90,600 bilhões - muito a frente do segundo colocado, a Caixa Econômica Federal, que é responsável pela gestão de R$ 55,584 bilhões em ativos que compõem seus fundos de renda fixa.

O BB Nossa Caixa é gestor ainda de R$ 45,433 bilhões em ativos de fundos multimercados, e R$ 43,845 bilhões em fundos de ações. Entre as quatro maiores subcategorias de fundos, a única em que o gestor não tem o maior número de ativos é referenciado DI, liderada pelo Itaú Unibanco, com ativos que totalizam R$ 46,813 bilhões nas carteiras.

Ranking dos maiores gestores de fundos:

Gestor
Ativos Totais
(em R$ bilhões)
BB Nossa Caixa
283,191
Itaú Unibanco
229,095
Bradesco
166,169
Caixa Econômica Federal
94,267
Banco Santander Brasil
87,659
HSBC
54,733
UBS Pactual (hoje BTG Pactual)
44,849
Banco Safra de Investimento
26,948
BNY Mellon ARX Investimentos
21,067
Credit Suisse Hedging Griffo
20,446

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Dólar deve continuar baixo

Dólar deve continuar baixo

Expectativa é de que moeda norte-americana, que já recuou mais de 23% neste ano, não volte a subir

Mariana Segala - AE

Acumulando uma queda de mais de 23% neste ano e cotado nos mesmos patamares de meados de 2008, o dólar segue uma trajetória de queda que promete não ser interrompida tão cedo – a menos que se verifique uma reviravolta nas atuais condições da economia mundial. Na semana passada, o dólar chegou a fechar cotado a R$ 1,787, menor nível desde setembro do ano passado. Após uma leve alta na última quinta-feira, a moeda voltou a cair, chegando ao fim do pregão de ontem cotada a R$ 1,793. De acordo com as projeções dos especialistas, o dólar deve permanecer baixo, mas não cair muito mais. Não se vislumbra o retorno da moeda para a casa do R$ 1,50, como ocorreu no ano passado.

A perspectiva dos analistas, compilada nos resultados da pesquisa semanal Focus, do Banco Central, é de que o dólar encerre o ano no patamar atual: cotado a R$ 1,80. A expectativa é a mesma para a cotação da moeda ao final de 2010. Os números coincidem com os resultados da pesquisa feita pelos serviços AE Mercado e AE Taxas, da Agência Estado, relativos à última semana. Os cálculos realizados pelos principais negociadores de câmbio (dealers) listados pelo Banco Central apontam que o câmbio ficará em R$ 1,80 em 2009 e 2010, mas o piso das projeções para o encerramento deste ano caiu, pela primeira vez, para R$ 1,70.

“O fluxo de capitais para o Brasil seguirá firme”, afirma o especialista em mercados emergentes da corretora Icap, Felipe Brandão. “As maiores ofertas de ações do mundo têm saído aqui. Há ingresso de recursos externos via Bolsa, captações internacionais, investimento direto. Parece que teremos um fluxo sólido de capital e uma situação privilegiada”, completa. A cotação atual do dólar, explica Brandão, reflete essa expectativa de continuidade do fluxo de capitais estrangeiros para o País.

O que derrubou o dólar

O economista da corretora Gradual André Perfeito destaca duas razões principais que têm influenciado o comportamento do dólar não apenas no Brasil, mas também frente a outras moedas pelo mundo. “Vemos uma política monetária expansionista nos Estados Unidos, com o governo mantendo os juros muito baixos [perto de zero]. Então não temos somente o real ficando mais forte, mas também o dólar ficando mais fraco”, explica. Por outro lado, Perfeito destaca que há indicativos reforçando, para os investidores estrangeiros, que o Brasil é um bom porto para onde destinar recursos. “E se há interesse, o Brasil como ativo financeiro, representado pela nossa moeda, tende a se valorizar.”

Na visão de Perfeito, não há nenhum impeditivo para que a moeda norte-americana siga caindo ainda mais – tanto é que a projeção da corretora para a cotação do dólar no final deste ano é de R$ 1,80. “Nada indica a reversão do movimento. Não temos uma situação de estresse na economia mundial ou um nível de insegurança que estimulasse um ‘flight to quality’ (com a migração dos recursos para os títulos do Tesouro dos EUA, considerados os investimentos mais seguros do mundo)”, afirma.

Vaivém das cotações

Na opinião do economista e diretor da corretora de câmbio NGO, Sidnei Nehme, o dólar provavelmente não cairá abaixo de R$ 1,80. “Abaixo disso, a moeda perde liquidez no mercado futuro, ao qual o mercado à vista (representado pela cotação do dólar comercial) é muito colado”, afirma. Ele identifica um movimento de vaivém nas cotações: o dólar cai abaixo de R$ 1,80, alcançando R$ 1,79, o número de negociações diminui e consequentemente o preço sobe, bate em R$ 1,82 e volta a cair. “A queda do dólar está acontecendo porque bancos estão substantivamente vendidos (apostando na baixa da moeda), esperando entrar moeda barata no Brasil para então cobrir suas posições.

Para Nehme, o mercado de dólar no Brasil é sustentável com as cotações variando entre R$ 1,80 e R$ 1,90. Já na opinião de Brandão, da Icap, por enquanto a moeda pode variar dentro do intervalo entre R$ 1,80 e R$ 2. Mais adiante a situação pode mudar, diz Brandão. No mercado, já se prevê que os efeitos do estímulo à economia brasileira apareçam em meados do ano que vem, com a volta da inflação. “Se isso acontecer, as importações podem crescer”, explica, tirando dólares do País e fazendo seu preço aumentar. Mas este movimento poderia ser neutralizado em pouco tempo com uma elevação da taxa de juros pelo Banco Central, o que voltaria a atrair dinheiro estrangeiro para o País, reduzindo as cotações da moeda norte-americana.

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Um ano depois da histórica derrocada do Lehman Brothers, um ex-operador do lendário banco americano conta em livro os bastidores da crise sob o olhar privilegiado de quem estava lá

"Droga, quebramos!"

Um ano depois da histórica derrocada do Lehman Brothers, um ex-operador do lendário banco americano conta em livro os bastidores da crise sob o olhar privilegiado de quem estava lá

Sede do banco, em Nova York: na hora do pânico, apelo até a um primo distante de Bush

Por Eduardo Pegurier 17.09.2009 00h01

Quer dizer que é isso? É essa a porcaria? Se é tudo que temos... Droga, quebramos!" Sob os olhares estarrecidos de 80 colegas, um dos executivos do lendário Lehman Brothers que assistiam à apresentação da última e desesperada proposta da cúpula para salvar o banco interrompeu a reunião no dia 6 de setembro de 2008. O plano era criar uma empresa livre dos ativos tóxicos da instituição. Não houve sequer tempo para tirá-lo do papel. No dia 15 de setembro de 2008, o então quarto maior banco de investimento americano afundou. Junto com ele, uma história de 158 anos. Naquele momento, o Lehman Brothers especulava com mais de 600 bilhões de dólares em ativos financeiros amparados em apenas 15 bilhões de capital próprio. A despeito de pedidos de ajuda, as autoridades americanas o deixaram sucumbir -- e o mercado financeiro mundial veio abaixo. O tradicional banco era apenas um exemplo da irresponsabilidade com que as maiores casas financeiras do mundo operavam. Trilhões de dólares em derivativos estavam lastreados em hipotecas de segunda linha. O resto da história todo mundo sabe e levará anos, senão décadas, para ela ser digerida por economistas, historiadores e agências reguladoras do mercado financeiro.

Um ano após a derrocada, a história do Lehman Brothers deu origem a um relato saboroso, contado por quem estava dentro da barriga do monstro em A Colossal Failure of Common Sense ("Uma falha colossal do bom senso", sem versão para o português), escrito por Lawrence McDonald, um ex-operador de títulos do Lehman e hoje diretor da Pangea Capital Management, fundo de investimento baseado em Nova York. Seu coautor é Patrick Robinson, ex-jornalista e autor de romances de ação militar. Não espere encontrar nessa obra uma análise dos pormenores das sofisticadas operações com derivativos que congelaram a economia mundial. O autor preferiu se concentrar nas entranhas de Wall Street e revelar os bastidores do que considera uma sequência retumbante de falta de bom senso. McDonald toma o cuidado, porém, de se eximir de qualquer culpa. Segundo ele, sua posição no Lehman equivalia à de um sargento: comandava ataques, mas não traçava estratégias. "Duvidar da tática do banco era equivalente a alta traição", afirma.

Antes de mostrar como funcionava a ambição desenfreada de seus colegas, ele atribui o apetite por risco a uma mistura de dinheiro barato e regras frouxas. De acordo com McDonald, o pano de fundo da história começa no governo Bill Clinton, em 1993. Em busca de popularidade junto com o eleitorado hispânico e negro, ele abrandou as regras para empréstimos imobiliários a pessoas de baixa renda. Em 1999, também revogou o Glass-Steagall Act, lei promulgada em 1933, durante a Grande Depressão, que proibia os bancos comerciais de fazer operações mais arriscadas, típicas dos bancos de investimento. Com seu fim, a possibilidade de que todo o setor financeiro se contaminasse por uma onda especulativa aumentou. Dois anos depois, em 2001, foi a vez de Alan Greenspan jogar combustível nessa fogueira. O então presidente do FED, o banco central americano, baixou a taxa de juro de 6% para 1% entre 2001 e 2003. O nível de endividamento em relação à renda do consumidor americano costumava oscilar entre 85% e 95%. Com os juros baixos, o indicador atingiu 135% em 2006.

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BB inicia captação de multimercado atrelado a petróleo

BB inicia captação de multimercado atrelado a petróleo

Equipe AE

O Banco do Brasil inicia hoje a captação do fundo BB Multimercado Capital Protegido Petróleo Private FI LP. O fundo é destinado a investidores do segmento private que desejam investir num produto que acompanha o desempenho e a variação do petróleo no mercado internacional. O fundo terá taxa de administração de 2%, aplicação inicial de R$ 25 mil e prazo de duração de 2 anos.

De acordo com o banco, através de uma estrutura de derivativos negociados na Bolsa de Futuros de Nova York, o fundo buscará retornos proporcionais a variação mensal de um índice que acompanha o WTI Crude Oil, o contrato mais líquido de petróleo negociado.

O período de aplicação vai até o dia 09 de outubro.

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Análise Técnica: novo investment grade brasileiro reacende temor de correção

Análise Técnica: novo investment grade brasileiro reacende temor de correção

Por: Rafael de Souza Ribeiro
28/09/09 - 14h00
InfoMoney

SÃO PAULO - Na última semana, o Brasil recebeu seu terceiro investment grade, desta vez pela agência de classificação de risco Moody's, seguido do proferido no dia 29 de maio do ano passado pelos analistas da Fitch.

Além do fato comum em si, outro acontecimento atenta os analistas técnicos em geral. Recorrendo à história, foi neste dia que o Ibovespa sacramentou seu topo histórico em 73.920 pontos e deixou no gráfico semanal um
candlestick de reversão de tendência, no caso para baixa, lembrando um Doji.

Coincidência ou não, na última semana o índice formou semelhante figura ao testar a resistência na região dos 62 mil pontos e a banda superior das
Bandas de Bollinger com um volume acima da média. Sem contar a inflexão negativa do IFR (Índice de Força Relativa) e do OBV (On Balance Volume) semanal em meio à tendência de alta principal.

Como a análise técnica é baseada em ocorrências históricas, a junção dos fatos, ainda por cima em um gráfico de periodicidade semanal, deve ser considerada nas operações. Contudo, o trader deve respeitar primeiramente a tendência principal dos gráficos (atualmente de alta) para não incorrer em
ações precipitadas.

Curto prazo

Se no gráfico semanal o candlestick formado desanima os comprados, o gráfico diário consagra a tendência de alta do mercado pelo canal favorável formado e a inclinação da
média móvel exponencial de 21 dias, principal suporte do mercado neste ano.

Para a equipe da Focques Analistas Técnicos, a manutenção da tendência de alta de curtíssimo prazo só é garantida se o Ibovespa continuar acima das médias móveis de 5 e 10 dias, respectivamente 60.400 pontos e 60.500 pontos.

Além desta região, os analistas da Gradual Investimentos preveem o teste imediato dos 62.017 pontos, máxima de 2009 e principal resistência do mercado. Fechando acima dos 62 mil pontos, o Ibovespa poderá seguir rumo ao objetivo primário em 63.420 pontos, destaca a corretora.

Perdendo a área dos 60 mil pontos, o índice deverá recuar para os 58.630 pontos e 58.000 pontos, aproximando-se mais uma vez da média móvel exponencial de 21 períodos, forte suporte do mercado brasileiro.

Abaixo do perímetro traçado, o mercado segue para a LTA (Linha de Tendência de Alta) vinda desde julho, ou seja, de volta à região em torno dos 57.700/600 pontos, afirmam os analistas da Focques.

Dow Jones

Próximo da média móvel de 21 dias, o Dow Jones, que compila o desempenho das 30 blue chips do mercado norte-americano, tem como principal suporte os 9.630 pontos, vital para a manutenção da tendência de alta.

Acima de 9.735 pontos, o índice enfrentará as
resistências em 9.805 pontos, 9.855 pontos e 9.918 pontos, afirma a equipe da Gradual. A perda em fechamento dos 9.600 pontos levaria aos 9.450 pontos e 9.252 pontos.

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PETROBRÁS pode descartar captação no mercado caso petróleo fique em US$ 70

PETROBRÁS pode descartar captação mercado caso óleo fique em US$ 70

29/09/09 - 17h14


SÃO PAULO - O presidente da Petrobras (PETR3, PETR4), José Sergio Gabrielli, afirmou nesta terça-feira (29) que, caso o preço do barril de petróleo permaneça em torno dos US$ 70 no mercado internacional, a companhia não precisará realizar captações para cumprir seu plano de investimentos para os próximos cinco anos.

Gabrielli resgatou ainda sua declaração dada no início do ano, quando disse que caso o petróleo atingisse o patamar de US$ 65 o barril seria necessário captar apenas US$ 30 bilhões no mercado para executar sua meta de expansão, que prevê um investimento de US$ 174,4 bilhões no período entre 2009 e 2013.

Importante lembrar que no último dia 18 o executivo afirmou que deverá ampliar o montante do plano de investimento para os próximos cinco anos, em virtude do aumento nos custos de equipamentos e de serviços. Sem dar uma estimativa exata de quanto deverá ser esse aumento, Gabrielli apenas confirmou na época que os US$ 174 bilhões a serem investidos entre 2009 e 2013 deverão sofrer um ajuste no começo do ano que vem, conforme já havia adiantado o diretor financeiro da petrolífera, Almir Barbassa.

Até agora

Durante os primeiros seis meses do ano, a Petrobras já conseguiu levantar cerca de US$ 31 bilhões no mercado, por meio de empréstimos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), de outros bancos estrangeiros e da China. Com a atual cotação da commodity, tal montante é suficiente para suprir os planos de crescimento da companhia.

Financiamento não deve atrapalhar pré-sal

Contudo, o CEO da petrolífera deixou claro que esse financiamento não deverá trazer problemas para os campos do pré-sal, afirmando que o ritmo de produção na área estará diretamente relacionado à capacidade de fornecimento de materiais e equipamentos por parte da indústria "É isso que vai determinar a velocidade, e não o dinheiro", concluiu Gabrielli.

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Opções: embora Petrobras e Vale se destaquem, outras ações ganham terreno

Opções: embora Petrobras e Vale se destaquem, outras ações ganham terreno

Por: Giulia Santos Camillo
30/09/09 - 11h00
InfoMoney

SÃO PAULO - O modo de operaçãodo mercado de opções pode ser uma incógnita para grande parte dos investidores leigos, porém basta um nível de conhecimento básico para saber que os grandes volumes de negociação estão concentrados principalmente em opções de compra de ações preferenciais da Petrobras e da Vale.

Os
números do último vencimento de opções sobre ações - ocorrido em 21 de setembro - mostram bem essa situação. De um total de R$ 3,03 bilhões de opções de compra negociadas, mais de dois terços foram movimentados por operações com papéis das duas maiores blue chips brasileiras.

As opções de compra das ações preferenciais da Vale e da Petrobras que obtiveram os maiores volumes do último vencimento tiveram preços de exercício de R$ 34,00 e 31,75, respectivamente. Sozinhas, as
negociações realizadas nessas séries movimentaram R$ 450,5 milhões e R$ 385,5 milhões.

Embora possa parecer improvável frente aos números citados, o cenário no mercado de opções já foi bem diferente. Assim como acontece com as grandes participações no
Ibovespa, os principais nomes do segmento também mudam. Antes de Vale e Petrobras, a Telemar já ocupou o destaque desse mercado, perdendo espaço gradualmente a partir de meados de 2005.


Vencimento
Opções de compra
(R$ milhões)
Opções de venda
(R$ milhões)
Total
(R$ milhões)
Maiores volumes em opções de compra
(R$ milhões)
21/09/2009
R$ 3.030
R$ 288,0
R$ 3.310
Vale PNA com exercício em R$ 34,00 - R$ 450,5 milhões
Petrobras PN com exercício em R$ 31,75 - R$ 385,5 milhões
15/09/2008*
R$ 330,0
R$ 837,3
R$ 1,167
-
-
17/09/2007
R$ 2.341
R$ 97,3/td>
R$ 2.438
Petrobras PN com exercício em R$ 51,58 - R$ 312,1 milhões
Vale PNA com exercício em R$ 39,00 - R$ 239,4 milhões
18/09/2006
R$ 346,4
R$ 99,4
R$ 446,1
Petrobras PN com exercício em R$ 40,00 - R$ 90,6 milhões
Vale PNA com exercício em R$ 38,00 - R$ 31,4 milhões
19/09/2005
R$ 917,9
R$ 100,3
R$ 1.018
Petrobras PN com exercício em R$ 32,00 - R$ 114,8 milhões
Telemar PN com exercício em R$ 60,00 - R$ 50,3 milhões
20/09/2004
R$ 669,9
R$ 2,5
R$ 672,3
Telemar PN com exercício em R$ 38,00 - R$ 172,0 milhões
15/09/2003
R$ 991,6
-
R$ 991,6
Telemar PN com exercício em R$ 38,00 - R$ 202,9 milhões

Fonte: BM&F Bovespa e InfoMoney

Opções com negócios

Apesar dos destaques atuais serem Petrobras e Vale, é necessário lembrar que o mercado de opções possui negócios em diversos papéis que fazer parte da carteira teórica do Ibovespa, embora não movimentem um volume tão grande quanto as operações relativas às duas blue chips.

"Tem negócios contínuos na bolsa com todos os tipos de papel. Acontece que as empresas que têm mais séries abertas e mais negociações acabam sendo as blue chips, como Vale, Petrobras e até a Telemar. Mas você tem Bradesco, Banco do Brasil e Itaú, por exemplo, com várias séries abertas. Aliás, o setor bancário costuma ter bastante negociação", ressalta o professor de derivativos e riscos do Insper, Alexandre Chaia.

Segundo ele, uma das maiores preocupações em termos de liquidez no mercado de opções não é o volume movimentado por si só, mas sim a formação do preço. "A pergunta é se você tem um mercado onde o preço é muito distorcido por ter pouca liquidez", argumenta, acrescentando que no Brasil não há, atualmente, esse problema. "O resto do mercado acaba apresentando um processo de formação de preço muito parecido com Vale e Petrobras".

Próximos destaque em Opções

Apesar da hegemonia das duas empresas, há novos nomes destacando-se no mercado de opções. A BM&F Bovespa, por exemplo, tem atraído diversos negócios. No último pregão, as várias séries de opções de compra das ações ordinárias da BM&F Bovespa com vencimento em 19 de outubro somaram 1,903 milhão. Embora não seja significativo se comparado às 65,060 milhões e 122,709 milhões opções de compra de ações preferenciais de Vale e Petrobras, ainda é bem superior às demais empresas.


O que leva uma empresa a se destacar?
De acordo com Paulo Coimbra, "fatores ligados à condução da gestão da empresa estão entre os mais importante, para determinar uma maior liquidez nos negócios no mercado de opções. Outros fatores como o tamanho do mercado e o tamanho das empresas em relação ao mercado, também são relevantes, daí o privilégio da Petrobras e da Vale em relação às demais".

Assim, é inquestionável o destaque dos papéis com maiores participações do Ibovespa, já que estão associados a maiores volumes, propiciando as condições necessárias para uma maior liquidez dos negócios.

Não à toa, o professor de Economia e Finanças da Fucape e FGV (Fundação Getulio Vargas), Paulo Coimbra, afirma que "sem dúvida alguma a BM&F Bovespa já está se destacando das demais". Ele ressalta, porém, que "também merecem atenção a Usiminas e o Itaú-Unibanco, que já estão começando a apresentar sinais de que poderão, em breve, estar entre aquelas que podem vir a ocupar um posto de destaque nas negociações no mercado de opções".

Ainda olhando para o vencimento de 19 de outubro, no último pregão foram negociadas 94,9 mil opções de compra sobre as ações preferenciais do Itaú Unibanco e 4,9 mil sobre as preferenciais da Usiminas, conforme informações da BM&F Bovespa.

Para o professor Alexandre Chaia, embora o mercado possa comportar um número maior de papéis com liquidez alta no mercado de opções, há uma limitação no número de empresas de expressão, como as duas maiores blue chips do Brasil. "Existe demanda para isso, mas não existe uma percepção de empresas que possam ser, digamos, as líderes do mercado como um todo", afirma, explicando que tanto a Petrobras quanto a Vale têm forte exposição ao mercado internacional.

Ocupando o espaço de Petro e Vale

De acordo com Paulo Coimbra, atualmente as opções representam, em média, cerca de 5% do volume total dos negócios realizados nas operações da Bolsa. Caso o volume dos negócios ou o percentual envolvendo opções cresça, será possível observar uma maior liquidez nos negócios com outras empresas sem que isto implique uma redução da liquidez em Petrobras e Vale.

"De outro modo, se uma empresa apresentar uma maior liquidez, então certamente será acompanhada de uma redução da liquidez de uma das empresas de maior destaque", como aconteceu em meados de 2005 com a Telemar, por exemplo.

E como o volume aumentaria? O especialista afirma que o mercado acionário está mais atrativo, como é possível ver pela forte entrada de capital, especialmente estrangeiro. Além disso, o ciclo de redução da taxa básica de juro deverá levar os investidores a aplicarem em ativos de maior risco, em busca de retornos significativos, o que também contribuiria para a elevação do volume de negócios.

Nesse cenário, as empresas com maior solidez poderiam emergir como boas alternativas no mercado de opções. "Quando isso acontecer, a BM&F Bovespa será a candidata natural a ocupar um posto de destaque", aposta Coimbra.

Essa situação, contudo, deve ser reservada para o futuro, já que no curto prazo não há expectativas do tipo. Embora a maturidade do mercado de opções esteja aumentando, atualmente não há espaço para a coexistência de mais de duas ações com liquidez substancial no mercado de opções. Isso significa que, por enquanto, os papéis com liquidez crescente provavelmente tomarão o espaço dos atuais destaques.

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Fusão Andima/Anbid

Fusão Andima/Anbid

As entidades criaram um site que explica o processo de intergração

Da Agência CiasBrasil de Notícias
23/09/2009


RIO - A Associação Nacional das Instituições do Mercado Financeiro (ANDIMA) realizará no dia 21 de outubro uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para deliberar sobre o processo de integração com a Associação Nacional dos Bancos de Investimentos (ANBID). A principal proposta é a criação de uma única entidade representativa, que consolidará os objetivos e atividades das duas associações, que será denominada como Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA).

Com o intuito de ampliar as informações para seus associados, as entidades também lançaram um
site específico sobre a integração, com conteúdos que inclui a motivação e os princípios básicos da proposta de união, os procedimentos no período de transição, notícias e toda a documentação referente às AGEs de cada entidade.

Os contatos que visavam à possibilidade da aliança e integração das atividades das duas entidades já acontecem desde meados de 2008. Com o incentivo de associados e colaboradores de ambas, além de consultores e auditores externos e o alto grau de complementaridade as negociações prosseguem até a decisão final da convocação das AGEs. Caso aprovada, a nova associação nascerá com mais de 300 integrantes, entre bancos comerciais e múltiplos, bancos de investimento, assets, corretoras e distribuidoras de valores mobiliários.

A Assembleia Geral Extraordinária da ANDIMA será realizada às 11h, em primeira convocação, e às 12h, em segunda e última convocação, em sua sede, no Rio de Janeiro (Av. República do Chile, 230/13° andar - Centro), e no escritório de representação em São Paulo (Av. das Nações Unidas, 8501/11º andar – Conj. A - Pinheiros).

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Oferta do Santander terá liquidação diferenciada

Oferta do Santander terá liquidação diferenciada

Por Ana Paula Ragazzi e Eduardo Campos, de São Paulo
30/09/2009
O gigantesco tamanho da oferta global de ações do Santander Brasil , que pode somar R$ 16,5 bilhões e se tornar a maior do mundo realizada neste ano até o momento, deu nó até nos estruturadores da operação.

Nesta semana, com a oferta já na rua - as reservas começaram na segunda-feira - foram anunciadas alterações nos dias da estreia dos papéis e da liquidação financeira da distribuição, com a necessidade, inclusive, de alteração de normas pelo Banco Central.

O cronograma inicialmente divulgado previa que os American Depositary Receipts (ADRs) do banco estreariam na bolsa de Nova York um dia antes da chegada das ações à BM&FBovespa.

Isso estimularia operações de arbitragem, com investidores procurando fazer lucros, por exemplo, com as diferenças de preço entre o fechamento do papel em Nova York e a abertura no pregão paulista.

O temor maior, segundo apurou o Valor, seria do responsável pela estabilização inicial da cotação dos papéis, a corretora do Credit Suisse.

Em todas as ofertas é praxe que uma instituição atue, por 30 dias, na estabilização dos preços dos papéis, por meio de operações de compra e venda e auxiliando a liquidez inicial da estreante. O Credit atuará tanto para as ações quanto para os ADRs. Mas, se por acaso os ADRs tivessem queda forte em Nova York, os trabalhos de estabilização em São Paulo, logo de início, ficariam ainda maiores.

O Credit, além de Bank of America, Merrill Lynch e BTG Pactual, formam o grupo de coordenadores da oferta, que é liderada pelo Santander global.

Os bancos perceberam, portanto, a necessidade de alinhar as datas de estreia. Anteontem, o Santander informou que a chegada das novas ações à bolsa paulista seria antecipada em um dia, de 8 para 7 de outubro.

Só que a medida criou outro problema. Com a antecipação, a liquidação financeira da operação de compra de ações na oferta inicial no Brasil ocorreria na tarde do dia 13, enquanto a liquidação das transações realizadas na bolsa paulista no primeiro dia de negociação se daria na manhã do mesmo dia 13. Ou seja, antes mesmo de pagar pelos papéis quem tivesse se desfeito deles no primeiro dia de negócios já teria recebido pela venda.

Essa janela estimularia a atuação dos chamados "flippers" - investidor que reserva ação e vende logo após a estreia atrás de ganho rápido - , que poderiam atuar sem a necessidade de colocar dinheiro na operação.

Esse tipo descasamento já havia ocorrido em outras ofertas, mas, no caso da operação muito volumosa do Santander, abriria um risco de liquidação, já que as instituições financeiras envolvidas na distribuição pública ficariam, ainda que por horas, com o risco de seus clientes não terem o dinheiro para arcar com os gastos na oferta e já terem negociados os mesmos papéis no primeiro dia.

Em razão disso, atendendo a pedido da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o BC, em reunião extraordinária, autorizou ontem mudanças na liquidação da operação, que costumeiramente é feita em três dias (D+3).

Agora, para a compra na oferta inicial, a liquidação segue mantida em três dias, no dia 13. Mas, para as operações de compra e venda realizadas na bolsa na estreia, a liquidação se dará em um dia a mais e ocorrerá dia 14.

Assim, antes de receber por uma eventual venda das ações no mercado secundário (bolsa), o investidor já terá pago pelos papéis adquiridos no mercado primário (oferta). O próprio BC, em seu comunicado, manifestou preocupações com a possibilidade de arbitragem entre os papéis no Brasil e no exterior, o que prejudicaria a oferta doméstica. No dia 14, informou a bolsa, ocorrerá a liquidação das operações realizadas na bolsa com os papéis do Santander no primeiro e no segundo dia de negociações.

Tanta preocupação se justifica pelo tamanho da operação e a imensa quantidade de negócios que ela tende a gerar no primeiro dia. Em média, na estreia, os papéis objeto de oferta inicial giram entre 30% e 40% do valor distribuído. No caso do Santander, esse volume poderia chegar a R$ 6,6 bilhões - para efeito de comparação, em agosto e setembro os pregões da bolsa paulista têm negociado, em média, R$ 5,4 bilhões por dia.

E houve casos em que essa proporção foi ainda maior - a oferta da Bovespa Holding somou R$ 6,6 bilhões, e o papel negociou no primeiro dia R$ 5,7 bilhões ou 85% do total colocado. Como as expectativas são que a oferta de ações do Santander seja bastante demandada, em particular por pessoa física, como foi o caso das bolsas, os volumes negociados podem ser ainda mais elevados.

Na operação da BM&F, a procura de pessoas físicas foi recorde e a quantidade de negócios foi tanta no primeiro dia que o próprio sistema operacional da então Bovespa, o megabolsa, enfrentou problemas para processá-los e sofreu com lentidão, o que afetou os negócios com a BM&F, que ainda assim giraram 40% do total ofertado, e com os outros papéis listados. De lá para cá a bolsa fez investimentos para elevar a capacidade do sistema.

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Bom dia ADVFN - Petrobras emitirá novas ações

Notícias em destaque

Agenda do investidor para esta quarta-feira

Seguindo o ritmo de ontem, a agenda do investidor desta quarta-feira trará indicadores de importância tanto no cenário interno quanto externo. No Brasil, o destaque fica por conta da Sondagem Industrial, pesquisa realizada pela Fundação Getulio Vargas, responsável por medir a atividade industrial do país. Nos Estados Unidos, o destaque máximo fica com a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) final.

Crise custará US$ 3,4 trilhões

Segundo o FMI (Fundo Monetário Internacional), a última crise econômica em que o mundo está passando causará prejuízos de US$ 3,4 trilhões no setor financeiro. O valor, apesar de ser enorme, é uma revisão para baixo dos US$ 4 trilhões inicialmente previstos há seis meses. O principal ponto que colaborou com esta revisão foi o aumento significativo no valor das ações negociadas nas Bolsas.

Petrobras emitirá novas ações

Com o objetivo de levantar capital para pagar a União pelo direito de exploração do pré-sal, a Petrobras irá emitir novas ações aos mercados. Segundo a estatal, o levantamento das áreas na qual precisará cessão está sendo realizado em conjunto com a ANP e a perspectiva com elas é produzir cinco bilhões de barris. Os atuais acionistas terão prioridade na compra das ações.

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terça-feira, setembro 29, 2009

Bom dia ADVFN - Greve dos bancários continuará

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Ações da Tivit estréiam com queda no mercado

Ontem (28/09), foram negociadas pela primeira vez as ações da Tivit, empresa que fornece serviços integrados de infraestrutura de TI. Ao final do pregão, as ações TVIT3 (que foram precificadas em R$ 15,00 no processo de bookbuilding da IPO) fecharam com queda de 3,33%, a R$14,50 (mínima do dia).

Agenda do investidor para esta terça-feira

Os indicadores programados na agenda de hoje (29/09) poderão trazer certa volatilidade aos mercados. No Brasil, o destaque fica por conta do Indicador de Nível de Atividade (INA), responsável por medir o desempenho da indústria. Nos Estados Unidos, o peso dos indicadores é ainda maior. Na parte da manhã, os investidores terão acesso ao índice S&P/Case-Shiller Home Price, que mede a trajetória do preço dos imóveis no país e ao Consumer Confidence, responsável por mensurar a confiança do consumidor norte-americano.

Greve dos bancários continuará

Em assembleia realizada na noite de ontem (28/09), os bancários de São Paulo, Osasco e região optaram por estender a greve para hoje. Com isto, mais de 39 mil pessoas estão paralisadas em 805 bancos.

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Câmara convoca CVM e BM&F Bovespa para discutir uso de FGTS no pré-sal

Câmara convoca CVM e BM&F Bovespa para discutir uso de FGTS no pré-sal

Por: Flávia Furlan Nunes
28/09/09 - 17h31
InfoMoney

SÃO PAULO - A Câmara dos Deputados convocou autoridades da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e da BM&F Bovespa para discutir pontos polêmicos do projeto de lei de capitalização da Petrobras para exploração do pré-sal, entre eles, a participação de acionistas minoritários no processo.

A União tem a maioria das ações com direito a voto na Petrobras, mas dispõe de apenas 32% do capital da empresa.

No processo de capitalização, o presidente da comissão especial instalada para discutir o assunto, Arnaldo Jardim (PPS-SP), afirmou que é preciso definir claramente uma equivalência entre a forma de participação do governo federal, feita por meio de títulos públicos, e a dos acionistas minoritários, que deverão
investir o dinheiro.

Discussão

A discussão na Câmara acontecerá na terça-feira (29) às 14 horas, sem local definido. Estarão presentes a presidente da CVM, Maria Helena dos Santos, e o diretor-presidente da BM&F Bovespa, Edemir Pinto.

A CVM e a BM&F Bovespa abrirão uma série de audiências públicas na comissão que, em outubro, deve ouvir representantes da Associação de Investidores do Mercado de Capitais, do Conselho Curador do FGTS, da Agência Nacional de Petróleo, da Petrobras e do Ministério da Fazenda.

O alvo do debate será o Projeto de Lei 5.941/09, que capitaliza a Petrobras e cede áreas do pré-sal para a empresa sem licitação. A proposta já recebeu 67 emendas, sendo muitas delas relacionadas ao uso do
FGTS para a capitalização da Petrobras. Arnaldo Jardim avalia que esse ponto precisa ficar muito bem definido.

"Uma experiência bem-sucedida foi a oportunidade de os
trabalhadores sacarem parte do FGTS para comprar ações da Petrobras. Agora, esses acionistas poderão novamente sacar parcelas do FGTS para continuar com uma participação relativa equivalente à que têm hoje?", questionou.

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segunda-feira, setembro 28, 2009

Bom dia ADVFN - IPOs que estão acontecendo hoje

Notícias em destaque

Agenda do investidor para esta segunda-feira

Hoje (28/09), o investidor não terá muitas preocupações com a divulgação de indicadores, uma vez que a agenda doméstica apenas traz dois itens padrões (Relatório Focus e Balança Comercial), além de não haver nenhum dado externo a ser divulgado.

Banco do Sul nascerá com 20 bilhões de dólares

Argentina, Brasil, Bolívia, Venezuela, Paraguai, Uruguai e Chile (como observador), após muitos impasses e um longo período de discussão de interesses, formarão o Banco do Sul para financiar o desenvolvimento da infraestrutura e integração entre os países da região. Este novo banco contará com um capital inicial de US$ 20 bilhões.

IPOs que estão acontecendo hoje

Apesar da agenda do investidor não ter nenhum indicador de peso nesta segunda-feira (28/09), o cronograma das ofertas de ações está bastante agitado. Inicia-se neste pregão a negociação da oferta primária da Multiplan e a oferta secundária da Tivit. Além disto, o período de reserva para as ofertas da Santander, PDG Realty e Rossi começam hoje.

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sexta-feira, setembro 25, 2009

Bom dia ADVFN - Ministério Público denuncia Petrobras

Notícias em destaque

Agenda do investidor para esta sexta-feira

Terminando a semana, olhos exclusivamente voltados à agenda norte-americana, uma vez que não há nenhum indicador relevante cadastrado na agenda doméstica. Então hoje (25/09) dos Estados Unidos teremos uma posição sobre os Pedidos de Bens Duráveis, a revisão do Sentimento do Consumidor de Michigan e por último as Vendas de Imóveis Novos.

Federal Reserve fez mercados tombarem

Acompanhando uma melhora clara na economia interna, o Banco Central dos Estados Unidos, Federal Reserve, começou a retirar estímulos econômicos que desagradaram, ou ao menos, assustaram os investidores nestas últimas sessões. Já na segunda-feira desta semana, o Federal Reserve anunciou a redução de 75 bilhões para 50 bilhões em suas duas licitações de refinanciamento mensal, além de reduzir também ajuda ao financiamento bancário pelo programa TSLF. Outro incentivo que está sendo reduzido pelo Banco Central norte-americano é o TARP, inicialmente projetado em US$ 700 bilhões e responsável pela compra dos títulos tóxicos. Programa que também está sendo freado pelo Federal Reserve é o Term Auction Facility (TAF), que conduz empréstimos de curto prazo aos bancos.

Itaú Unibanco lança fundo vinculado ao crédito de carbono

O Itaú Unibanco começará a capitalização de um fundo inédito no Brasil que possui vínculo com o Barclays Capital Global Carbon Index Excess Return Euro, índice que representa o valor dos créditos de carbono. O fundo trabalhará com aportes mínimos de R$ 300 mil.

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quinta-feira, setembro 24, 2009

Petrobras renova a participação no Índice Dow Jones

Petrobras renova a participação no Índice Dow Jones

A Petrobras conquistou, pelo quarto ano consecutivo, o direito de participar da composição do Índice Dow Jones de Sustentabilidade World (DJSI), o mais importante índice mundial de sustentabilidade e que é usado como parâmetro para análise dos investidores social e ambientalmente responsáveis. Com a renovação, a companhia se consolida como uma das empresas mais sustentáveis do mundo.

O aperfeiçoamento contínuo das práticas de governança corporativa e a adoção de padrões internacionais de transparência levaram a Petrobras a receber, mais uma vez, a nota máxima no critério “Transparência”, o que demonstra seu compromisso com a integridade corporativa. A companhia reforça, assim, sua credibilidade junto ao mercado e aprimora o relacionamento com seus públicos de interesse.

A Petrobras também obteve nota máxima no quesito “Desenvolvimento de Recursos Humanos”, e, além disso, se destacou como benchmark no critério “Sistema de Gestão e Política Ambiental”. O desempenho da companhia também foi notável nas questões relativas a “Energias Renováveis”, “Impacto Social nas Comunidades” e “Biodiversidade”, dentre outros.

A composição do índice é determinada pela avaliação dos desempenhos ambiental, social e econômico de mais de 317 empresas em 58 setores, em todo o mundo. Atualmente, 19 empresas de petróleo e gás integram o índice. Os resultados desta renovação influenciam as decisões de gestores de fundos que se baseiam exclusivamente nas empresas pertencentes ao índice. Atualmente, estes fundos estão investindo mais de US$ 8 bilhões em ações das companhias que integram o DJSI.

A permanência no índice reflete o reconhecimento do compromisso da companhia em pautar todas as suas atividades e operações em aspectos sociais e ambientais, minimizando seus impactos na sociedade e no meio ambiente. Buscando integrar a sustentabilidade ao seu negócio, a Petrobras se empenha em alcançar seus objetivos estratégicos de crescer com rentabilidade e responsabilidade social e ambiental.

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A criatura e o Criador

A criatura e o Criador
Myron Scholes ganhou um Nobel ao descobrir a fórmula que abriu caminho para o crescimento do mercado de derivativos - hoje mais conhecidos como "armas financeiras de destruição em massa"

Por Tiago Lethbridge, de Nova York 03.09.2009 00h01

A história está repleta de cientistas que, como Victor Frankenstein, se arrependem ao perceber que ajudaram a criar monstros -- sempre, claro, com a melhor das intenções. O brasileiro Santos Dumont não gostou nada de ver que seu avião estava sendo usado como arma de guerra no início do século 20. Anos depois de liderar as pesquisas que resultaram na primeira bomba atômica, o físico americano J. Robert Oppenheimer se autoproclamou o "destruidor de mundos". No caso de Alfred Nobel, inventor da dinamite, a ficha caiu quando um jornal francês publicou seu obituário antes da hora. "O doutor Alfred Nobel, que enriqueceu ao encontrar maneiras de matar pessoas mais rápido, morreu ontem", dizia o obituário. Para lustrar seu legado, o químico sueco decidiu criar um prêmio destinado a homenagear os que mais se destacassem em seu campo de conhecimento.

Em 1997, o economista Myron Scholes foi agraciado com o prêmio Nobel. Seu feito: ter criado, nos anos 70, a fórmula que permitiu o crescimento do mercado de derivativos, um colosso hoje estimado em 1 quadrilhão de dólares. Segundo o comunicado da Academia Sueca, a descoberta de Scholes fez com que bancos, principalmente bancos de investimento, se tornassem mais protegidos contra o risco. Hoje, como se sabe, os derivativos são considerados um dos fatores que levaram à maior crise financeira desde a Grande Depressão. Warren Buffett chegou a apelidá-los de "armas financeiras de destruição em massa". E os tais bancos que julgavam ter eliminado o risco acabaram quebrados. Scholes, que foi um dos criadores do fundo Long Term Capital Management, resgatado pelo banco central americano no fim dos anos 90, e hoje dirige a Platinum Grove Asset Management, deu a seguinte entrevista a EXAME.

O senhor foi apelidado de pai intelectual dos derivativos exóticos, aqueles que, nas palavras de Alan Greenspan, amplificaram a crise. Dá remorso?
Não. Até porque sempre achei que, se eu não tivesse descoberto o que descobri, alguém o teria feito. Me orgulho muito do que fiz. Até 1973, as pessoas usavam a intuição para negociar opções. Meu modelo apenas ajuda a intuição delas. Albert Einstein e os outros cientistas que trabalharam na energia atômica não ficaram pensando: "Nossa, o que eu fiz!" Bom, na verdade, alguns até que se arrependeram. Mas eu sou um cara que pensa positivo.

Warren Buffett recomendou aos investidores que tomassem cuidado com "nerds carregando fórmulas" -- ou seja, gente como o senhor. Qual é o problema com as fórmulas?
Mas ele próprio é um nerd com uma fórmula! Ele fala mal dos modelos de risco, mas um instante depois elogia sem parar o modelo de (Benjamin) Graham para precificar ações. Para ele, esse não é um modelo nerd. Só pode ser porque é simples o bastante para que ele consiga entender. Quando você não entende uma coisa, é mais fácil chamar essa coisa de nerd.

Mas os modelos de risco não foram um fracasso?
Os modelos eram muito bons, na verdade. O problema é que instituições como a AIG entregaram modelos muito sofisticados para gente que não sabia usá-los. Você produz um Lamborghini e dá a chave a um motorista inexperiente. Ele arrebenta o carro. A culpa é do carro?

Tudo bem, mas os investidores não subestimaram o risco?
Essa é uma pergunta difícil. É possível que as pessoas tivessem incluído um evento como o colapso do Lehman Brothers nos modelos? Sim, da mesma forma como você calcula o risco de atravessar a rua em seus próprios modelos. Mas a probabilidade de morrer desse jeito é baixa e o risco não te impede de atravessar a rua, impede? O problema, na verdade, foi o volume de dívida que todos acumularam. As pessoas achavam que o mundo estava mais calmo, começaram a acumular dívidas e, com isso, a assumir mais risco. Quando o choque veio, o efeito foi muito maior do que seria se não houvesse tanta dívida.

O acúmulo de risco não foi, justamente, consequência da sensação de segurança que esses modelos transmitiram?
Os derivativos protegem uma pessoa contra um risco específico, mas outra pessoa fica exposta. Você transfere o risco e o transfere pelo sistema. Transferimos risco para a Europa, por exemplo, e todos foram atingidos pela crise. A sensação de segurança pode não ter nada a ver com o perigo real. Posso fazer um seguro contra terremotos para minha casa na Califórnia. Se um terremoto acontecer e minha casa for a única ainda em pé, eu perco muito dinheiro. Por quê? Eu tinha seguro, mas era o seguro errado. Algumas instituições arriscaram mais do que deveriam porque achavam que tinham transferido o problema. E isso tornou o sistema mais arriscado.

No ano passado, ouvimos que Wall Street nunca mais seria a mesma após a crise. Mas o banco de investimento Goldman Sachs, por exemplo, está tendo lucros recordes em 2009 em razão de um crescente apetite pelo risco. Aprendemos alguma coisa com a crise?
No caso do Goldman, se você é considerado grande demais pra quebrar e tem o governo por trás, é claro que vai assumir mais riscos. Se você acerta, ganha muito dinheiro. Se erra e perde, o governo injeta mais dinheiro para te proteger. Outras instituições que não estão nessa categoria, como fundos de investimento, estão transferindo seu risco para bancos como o Goldman, que faz dinheiro cobrando uma comissão alta. Se uma parte do sistema financeiro é sustentada pelo governo, pode arriscar mais, à custa de quem tem de se proteger sozinho. Mas esse fenômeno do Goldman é de curto prazo.

Por quê?
Quando surgir a nova regulação do sistema financeiro, o governo vai exigir que os bancos tenham mais capital e menos dívida em seus balanços, e isso vai significar menos riscos. Eles estão se beneficiando de um período de transição antes da regulação.

Quem é contra uma forte regulação dos bancos alega que isso impediria a "inovação financeira". Mas os americanos, quando pensam em inovação financeira, lembram de derivativos exóticos, ativos tóxicos e suas consequências. Eles estão errados?
É difícil dar um tapinha nas costas dos bancos depois que eles causaram esse desastre. É claro que a inovação pode dar errado. Se você tivesse certeza que um produto daria certo, já teria inventado. Ninguém garante que algo inovador será bom. Mas o empacotamento de hipotecas em produtos financeiros foi uma ótima ideia e permitiu que o financiamento de casas crescesse. A inovação dos últimos anos permite, por exemplo, que eu pegue meu cartão de crédito, vá a um caixa eletrônico no Rio de Janeiro e saque dinheiro.

Mas cuidado com o ladrão.
Esse é exatamente meu ponto. A inovação é boa na maior parte do tempo, mas eu posso ser roubado. A culpa é da inovação? Agora, é claro que, hoje, é justo perguntar: se não tivesse havido tanta inovação e a crise não tivesse acontecido, o custo para a sociedade teria sido menor? Eu não sei.

O escritor Nassim Taleb, autor do livro Cisne Negro, disse que o senhor deveria estar em casa jogando sudoku, e não administrando um fundo e dando opiniões sobre a crise.
Bem, ele quer vender livros. Uma maneira de vender livros é atacando as pessoas. A outra é escrevendo bons livros. Taleb é um bom escritor, sem nenhuma ideia original. E passa mais tempo pensando em mim do que eu nele.

Para a revista britânica The Economist, o colapso do Long Term Capital Management, em 1998, foi a crise financeira de 2008 em miniatura. O que nós não aprendemos com o LTCM?
No caso do LTCM, tínhamos dívidas demais e arriscamos demais. Basicamente, é o mesmo fenômeno. A lição do LTCM é que é preciso se preparar para um choque. Ou seja, ter menos dívida e arriscar menos. Ainda assim, você nunca sabe o tamanho do choque que virá. E isso faz toda a diferença.

Estamos condenados a viver crises como a de 2008 de novo?
Veja, nós precisamos de risco. Nós queremos acidentes. Se todos dirigissem a 3 quilômetros por hora, não seria um tédio mortal? Se não houvesse risco, você não escreveria artigo nenhum. E, quando as coisas estão calmas, é natural que tomemos mais risco. Com o tempo, nós esquecemos como as crises nos machucaram. Os mais jovens, que não passaram por isso, acabam arriscando mais. Quando eu era criança e comecei a esquiar, eu era muito cuidadoso, depois arrisquei muito mais. Hoje, sou velho e tomo cuidado de novo. Mas faço curvas maiores.

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Marfrig contrata bancos para oferta de ações

Marfrig contrata bancos para oferta de ações

Valor Online

SÃO PAULO - O conselho de administração da Marfrig aprovou a realização de uma oferta pública primária de ações e a contratação de Bradesco BBI, Banco Santander, BB Investimentos, Credit Suisse e Itaú BBA para coordenar a operação.

Quando anunciou a compra da Seara por US$ 900 milhões na semana passada, a Marfrig havia informando que poderia financiar a aquisição por meio de uma oferta de ações.

O conselho de administração da companhia também aprovou o aumento do capital autorizado da empresa em até 232.056.046 ações, para um total de 500.000.000 ações. Isso não significa, no entanto, que este será o tamanho da operação a ser lançada agora. Se fosse este o caso, a oferta passaria de R$ 4 bilhões.

Hoje a Marfrig anunciou três novos negócios. Em um deles, a companhia firmou protocolo de intenção com os frigoríficos Margen e Mercosul para o arrendamento de 11 unidades frigoríficas, com capacidade de abate de bovinos de 8,8 mil cabeças por dia. De acordo com a companhia, essa operação elevará a capacidade de abate para 22.350 bovinos/dia no Brasil e para 30.150 bovinos/dia no total da Marfrig Alimentos. No total, isso representa um aumento de 41% na capacidade da empresa neste segmento.

O acordo preliminar também envolve uma indústria de charquearia com produção de 1,7 mil toneladas de produtos industrializados por mês.

Ainda no Brasil, a Marfrig anunciou ter firmado protocolo de intenções com o atacadista mineiro Grupo Martins, com o objetivo de formar uma parceria no segmento de distribuição de carnes.

No Uruguai, a Marfrig fechou acordo para comprar o controle do Grupo Zenda, empresa uruguaia que industrializa e comercializa couro para as indústrias de automóveis, aviação e tapeçaria. Pelo acerto, a Marfrig deverá pagar US$ 49,5 milhões por 51% da companhia, embora o preço ainda esteja sujeito a ajustes após o fim de auditoria no valor da empresa.

(Valor Online)

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Gol anuncia termos de oferta de ações

Gol anuncia termos de oferta de ações

Valor Online

SÃO PAULO - A Gol Linhas Aéreas anunciou hoje ao mercado as condições de sua oferta de ações, confirmando sua previsão, feita em agosto, de obter uma captação líquida de recursos perto de R$ 650 milhões. A empresa fará um aumento de capital correspondente a 17,275 milhões de novas ações ordinárias e igual quantia de novas preferenciais. Além disso, o Fundo Asas, que detém o controle da companhia, também venderá 17,275 milhões de papéis preferenciais, em uma oferta secundária. Com os recursos arrecadados nessa venda, o Asas vai comprar as ações ordinárias envolvidas no aumento de capital.

As ações preferenciais serão oferecidas no mercado brasileiro e no exterior - lá representadas por ADSs (American Depositary Shares) negociadas na Bolsa de Nova York. O preço final da emissão só será definido após a coleta de intenções de investimento, tarefa a cargo dos bancos coordenadores.

Considerando essa oferta e a cotação do papel PN ontem, de R$ 18,60, a venda das ações preferenciais renderia R$ 642,63 milhões. A operação total, incluindo as ordinárias, chegaria a R$ 963,945 milhões, uma vez que os dois tipos de ação terão o mesmo preço.

Essa oferta pode ser aumentada em até 20% (na forma de até 6,91 milhões de preferenciais e 3,455 milhões de ordinárias), em um lote adicional cuja colocação deverá ser acordada entre a companhia e os bancos coordenadores. Ainda poderá haver a oferta de um lote suplementar de até 5.182.500 preferenciais pertencentes ao Fundo Asas (15% da oferta global). Esses novos lotes poderiam elevar a operação total em R$ 289,2 milhões, observada a cotação de R$ 18,60. Também no caso do exercício do lote adicional, as ordinárias seriam subscritas pelo Fundo Asas.

Os atuais acionistas da companhia têm prioridade na compra das ações e devem fazer seu pedido de reserva entre os dias 30 e 1º de outubro. Cada ação ordinária ou preferencial dá o direito de subscrever 0,151273467 ação.

Para determinar o limite de subscrição proporcional de cada acionista, a companhia verificará as posições em duas datas, 22 de setembro e 5 de outubro.

Atendidos os atuais acionistas e desde que sobrem ações, o investidor de varejo faz seu pedido de reserva entre os dias 2 e 7 de outubro, com valor mínimo de investimento de R$ 3 mil.

O cronograma estimado da oferta, aponta que o preço das ações será fixado dia 8 de outubro e que os novos papéis começam a ser negociados dia 13, sob o código GOLL4.

A venda dos ativos está sob coordenação do Bank of America Merrill Lynch, Itaú BBA, Morgan Stanley, Bradesco BBI e BB Investimentos.

(Valor)

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