Últimas 100 Atualizações do Website via Twitter:

Pesquise todo o conteúdo do website Horus Strategy abaixo:
Loading

segunda-feira, agosto 31, 2009

Resumo WSJ (Wall Street Journal) - Valor

Steven Udvar-Hazy, presidente da ILFC, a filial de leasing de aviões da AIG, negocia a compra de uma parte das aeronaves da empresa para abrir sua própria firma de leasing, disseram pessoas a par da situação. O plano de Hazy envolve a compra de US$ 2 bilhões em ativos e financiamento de investidores do Oriente Médio e da China, disse uma das pessoas.

A GM anunciou a criação de uma joint venture com a montadora estatal chinesa FAW Group para investir conjuntamente US$ 293 milhões na fabricação de 200.000 caminhões leves por ano, de olho na forte demanda desse segmento no país.

O CIC, fundo soberano de US$ 297,5 bilhões da China, prevê que sua carteira mundial de investimentos terá retorno positivo este ano graças ao crescimento expressivo das aplicações e pode requisitar ao governo chinês mais recursos para investir, disse o presidente do conselho, Lou Jiwei.

A FDIC, agência de seguro-depósito dos EUA, se comprometeu a arcar com potenciais prejuízos de US$ 80 bilhões em empréstimos e outros ativos de mais de 50 bancos falidos do país, para facilitar a consolidação e suavizar a crise. Desde o início do ano 109 bancos já quebraram no país.

A Lufthansa obteve autorização da Comissão Europeia para comprar a Austrian Airlines por US$ 237 milhões e receber financiamento do governo austríaco de US$ 714,3 milhões para reestruturá-la. A empresa aérea alemã aceitou a exigência de diminuir o número de voos de Viena para Bruxelas e importantes cidades alemãs.

O índice de atividade industrial dos EUA voltou a crescer em agosto, segundo previsão de economistas, cuja estimativa é de que o índice chegou a 50,5 em agosto, ante 48,9 em julho - qualquer número acima de 50 indica expansão. O Instituto para Gestão da Oferta, que calcula o índice, divulga amanhã os números de agosto.

A inflação nos EUA pode ficar em 3% de 2014 a 2018 devido à magnitude das injeções governamentais de liquidez na economia, segundo relatório da Associação Nacional de Economistas Empresariais dos EUA, com base nas previsões de seus 266 membros.

A AstraZeneca, farmacêutica britânica, desenvolveu um anticoagulante que obteve resultados melhores e com menos efeitos colaterais que o Plavix, da francesa Sanofi-Aventis e da americana Bristol-Myers Squibb, dizem pesquisadores. O Plavix é o segundo remédio mais vendido do mundo, com receita mundial de US$ 8,6 bilhões ano passado.

A Aquila, mineradora australiana, anunciou que a siderúrgica chinesa Baosteel fez acordo para a compra de uma fatia de 15% de seu capital por US$ 240,4 milhões para acelerar o desenvolvimento de jazidas de ferro, carvão e manganês. O acordo depende da aprovação das autoridades chinesas e autralianas. A China Southern, maior companhia aérea da China em número de aviões, informou que o lucro do primeiro semestre caiu 95% frente ao mesmo período de 2008, para US$ 5,6 milhões, devido à alta do petróleo, à gripe A/H1N1 e ao acirramento da concorrência.


A Metrogas, distribuidora argentina de gás, e a operadora de pedágios Ausol, também argentina, reclamam que o governo não oficializou os reajustes tarifários que tinha prometido, e firmas de avaliação de risco alertam que as empresas podem não conseguir pagar dívidas sem a nova receita.

O governo da Argentina lançou uma oferta para trocar US$ 2,1 bilhões em títulos indexados à inflação por novos títulos vinculados a taxas de juros bancários.

No Equador, o investimento estrangeiro direto caiu 73% no primeiro trimestre de 2009, para US$ 116 milhões, ante US$ 426 milhões no mesmo período de 2006, segundo o banco central do país.

O México teve déficit fiscal de US$ 10,9 bilhões nos primeiros sete meses do ano por causa da queda na receita do petróleo e dos impostos, e devido às despesas governamentais para aplacar os efeitos da crise. A previsão é que o PIB do país vai encolher 7% este ano.

O BCBC do Peru informou que o FMI alocou US$ 740 milhões para o país fortalecer a liquidez e suavizar a recessão. A Nicarágua informou que já recebeu US$ 151 milhões do mesmo programa. A Odebrecht e a operadora de portos DP World, de Dubai, anunciaram que adquiriram o controle da Embraport, que está construindo um novo terminal portuário em Santos. Não foram revelados valores.


Divisão na economia dos EUA torna recuperação mais incerta

Cari Tuna, Liz Rappaport e Julie Jargon, The Wall Street Journal
31/08/2009

A recuperação dos Estados Unidos é um conto de duas economias.

Num extremo do mundo empresarial do país há um conjunto de empresas e bancos, em geral grandes, unidos por um invejável acesso ao crédito. No outro extremo estão as firmas, sobretudo pequenas, com vendas em queda e que não conseguem crédito, ou só com condições muito desfavoráveis.

Entre o público geral há quem tenha emprego sólido, mas há também legiões de pessoas com pesadas dívidas, lutando para manter a cabeça fora d'água.

Essa divisão ajuda a explicar como é desigual a recuperação que parece estar se firmando agora, depois da pior recessão em meio século.

A Panera Bread, uma rede com mais de 1.400 cafés que tem sede em Saint Louis, é uma rara vencedora em seu segmento. Com mais de US$ 100 milhões em caixa e sem dívidas, ela está exigindo, e conseguindo, grandes descontos no aluguel de suas lojas. Desde o ano passado seus custos com aluguel baixaram entre 10% e 20%. A Panera está contratando funcionários e se expandindo em espaços antes ocupados por lojas como as da videolocadora Blockbuster.

"Para nós esta é a melhor época de todas", diz o diretor-presidente Ron Shaich. "Quem tem dinheiro em caixa é rei."

Os negócios estão mais difíceis para as franquias da Panera. Elas ainda conseguem crédito, mas com juro elevado. Mike Hamra, que possui 47 restaurantes Panera nas áreas de Boston e Chicago, diz que está pagando um ponto percentual a mais pelos seus empréstimos do que há um ano.

A AquaSpy Inc., fabricante de equipamentos de alta tecnologia para irrigação de fazendas, também tem dores de cabeça semelhantes.

Seus clientes querem ver uma produção estável antes de fazer grandes pedidos, diz Cynthia Jamison, diretora financeira em exercício, ao passo que alguns fornecedores exigem pagamento à vista. Esses são "os percalços no caminho causados pela falta de caixa", diz ela. O quadro de funcionários da AquaSpy encolheu de 80 para 26 nos últimos anos.

A diferença entre as empresas que conseguem crédito e as que não conseguem mostra até que ponto qualquer recuperação econômica depende de reavivar os bancos do país e os mercados de crédito. Até que isso aconteça, o vigor da economia permanecerá em dúvida.

"Se você não está ganhando dinheiro, precisa tomar emprestado", diz John Graham, professor de finanças da Escola de Administração Fuqua, da Universidade Duke. Mas "é preciso ter boa classificação de crédito para conseguir empréstimos, e se você não está ganhando dinheiro, sua classificação de crédito não é muito forte".

Graham, que supervisiona uma pesquisa trimestral com executivos financeiros, diz que há mais empresas em melhor situação agora do que há alguns meses. Mesmo assim, pela sua avaliação, uma em cada quatro está "com graves problemas devido à falta de lucros combinada com a incapacidade de obter crédito".

As empresas grandes o bastante para dispensar os bancos e procurar diretamente os mercados de capital estão encontrando uma recepção mais calorosa. Isso porque os mercados estão mostrando mais disposição para fazer empréstimos arriscados: em janeiro, apenas 8 das 56 empresas que captaram com títulos de renda fixa tinham classificação inferior a grau de investimento, segundo a firma de análise Dealogic.

Em contraste, em agosto 24 das 60 negociações tinham classificação de grau especulativo.

Desde o início do ano, as empresas vêm procurando cada vez mais os mercados de títulos para captar recursos. Em agosto, até o dia 28, foram lançados US$ 395,4 bilhões em títulos de renda fixa, abrangendo 512 transações, segundo a Dealogic - um aumento saudável em relação ao segundo semestre do ano passado, quando os mercados passaram meses fazendo poucas ofertas e só um punhado de negociações com títulos de grau especulativo.

Um dos testes do fim de uma recessão é que as empresas se dispõem a assumir riscos comprando outras firmas. Aqui também "há uma bifurcação no mercado", diz Jeff Raich, diretor de fusões e aquisições do banco de investimentos Moelis & Co.. "Quando virmos empresas com classificação de crédito mais baixa conseguindo acesso ao crédito, será um sinal de que os mercados de capital deram uma virada."

Um sinal positivo é a recente aquisição da divisão farmacêutica da Procter & Gamble pela Warner Chilcott Ltd., por US$ 3,1 bilhões. A compradora conseguiu um empréstimo alavancado de US$ 4 bilhões - um crédito para uma empresa já altamente endividada - para efetuar o negócio e refinanciar a dívida.

"Se fosse uma empresa menor, o negócio teria sido mais difícil de financiar", diz Raich.

Mas muitas firmas que dependem de bancos estão encontrando mais dificuldade de obter crédito. Na mais recente pesquisa do Federal Reserve, o banco central americano, com gerentes de crédito bancário, realizada em julho e divulgada em meados de agosto, cerca de 35% dos bancos informaram que endureceram a partir de abril os critérios de financiamento para quase todos os clientes empresariais, grandes ou pequenos. O restante os deixou inalterados, o que significa condições muito mais rígidas do que há uns dois anos. A maioria dos bancos informa que está cobrando mais dos clientes empresariais em relação ao custo do financiamento bancário.

"Estamos administrando tudo e tomando decisões com base (...) nas nossas relações com o banco", diz Bob Klotz, diretor-presidente da Bayside Solutions Inc., agência de empregos temporários de Pleasanton, Califórnia, que tem uma linha de crédito de muitos milhões de dólares com "um grande banco". O banco elevou os juros há cerca de três meses e aumentou as informações financeiras que exige "dez vezes" em comparação com o ano passado.

Isso fez a Bayside recusar clientes com menor classificação de crédito - inclusive outras pequenas empresas - que têm mais probabilidade de entrar em recuperação judicial ou atrasar os pagamentos. "Não estamos em uma posição que nos permita assumir esse risco", diz Klotz.

Ele avalia que as empresas que integram a lista das 1.000 maiores da revista "Fortune" representem agora 80% de seus negócios, ante 60% anteriormente.

Quando as vendas diminuíram e o fluxo de caixa apertou, no primeiro semestre, a Bayside demitiu 15 empregados (a maioria recrutadores e pessoal de vendas) e abandonou linhas de negócios com pequenas margens, como o de colocações para a indústria leve e pessoal de escritório, onde há uma concorrência fortíssima de duas gigantes de empregos temporários, a Manpower Inc. e a Adecco SA, diz Klotz. Ele agora emprega cerca de 60 pessoas em tempo integral. "Passamos pelo espremedor", diz Klotz. A empresa faz agora uma avaliação rigorosa de cada potencial cliente.

Bookmark and Share

0 Comments:

Postar um comentário

Links to this post:

Criar um link

<< Home

Copyright © 2002 / 2014 HorusStrategy.com.br. Horus Strategy é marca registrada. Todos os direitos reservados.