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segunda-feira, agosto 24, 2009

Perspectiva para a bolsa é favorável, diz Santander

Perspectiva para a bolsa é favorável, diz Santander

Estrategista da corretora diz que o lucro das empresas abertas deve crescer 19% em 2010 - abrindo espaço para novas altas das ações

A corretora do Santander acredita que o lucro das empresas abertas brasileiras deve crescer 19% em 2010. Para o estrategista da corretora, Marcelo Audi, de forma geral os preços das ações negociadas na BM&FBovespa estão um pouco esticados, mas poderiam ter novas valorizações caso a previsão de crescimento dos lucros se confirme nos próximos meses. Por esse motivo, Audi está otimista em relação ao resultado da bolsa em 2010 e recomenda papéis ligados ao consumo interno, como construção, alimentos e bebidas, varejo, transportes, energia e telecomunicações. Veja abaixo os principais pontos da entrevista concedida durante a 10ª Convenção Anual do Santander, que reuniu os maiores clientes e investidores do banco no Guarujá (SP) e terminou nesta quinta-feira:

As recentes projeções do mercado apontam para um Produto Interno Bruto (PIB) melhor que o esperado para este ano. Na sua avaliação, as projeções estão corretas?
Marcelo Audi -
Eu acho que o crescimento global ficará abaixo da média por pelo menos dois anos. A boa notícia é que há uma recuperação. A má notícia é que ela tende a ser gradual. O importante é ser gradual e consistente. O que a gente mais gostaria de ver em relação a melhorias está nas questões regulatórias. Por meio delas, a gente consegue aumentar os níveis de investimento no Brasil e, consequentemente, acelerar o crescimento do PIB em setores de infraestrutura, como o setor elétrico, e de concessões diversas: rodoviária, logística, portos e aeroportos. Enfim, existe um vasto espaço de oportunidades para se aprimorar e eficiência regulatória que vai estimular um nível de investimento bem maior nesses setores de infraestrutura. Setores nos quais estão os maiores gargalos da economia brasileira.

O Brasil saiu mesmo mais fortalecido da crise?
Audi -
Se não houvesse o problema bancário no mundo, a gente viveria provavelmente uma situação de superaquecimento da economia local e global com implicação inflacionária e a necessidade de choque de juros no Brasil e no mundo. Agora há espaço para um novo ciclo de crescimento mais sustentado. Ou seja, com menor risco de inflação e com uma política monetária menos apertada. Talvez agora a gente tenha um crescimento até menos volátil do PIB. Além do consumo, o investimento é outro componente importante para o crescimento. Esse é um tema para ser debatido. Será que desta vez o ciclo de investimento vai desacelerar muito? Ou vai trazer uma agradável surpresa de se mostrar relativamente resiliente? Parece que pode existir o cenário de o investimento ser resiliente Se a gente considerar o investimento, a grosso modo ele tem três partes mais ou menos do mesmo tamanho: máquinas e equipamentos, construção de moradias e construção pesada para infraestrutura. Esse um terço de construção para moradia está sendo movido pelo "Minha Casa, Minha Vida". Esse plano governamental está fazendo todo o setor girar no Brasil. Além disso, a construção pesada também mostra sinais de que não irá deixar de investir. Um exemplo está na OHL, que há um ano e meio ganhou as concessões [de cinco rodovias federais, entre elas, a Régis Bittencourt e a Fernão Dias].

Nos primeiros sete meses do ano, a bolsa foi impulsionada pelos estrangeiros. Esse movimento deve continuar?
Audi -
O Brasil possui hoje uma das condições mais favoráveis do mundo para se investir em ações. Pouquíssimos países emergentes têm o nível de sofisticação do Brasil. Prova disso foi o comportamento dos fundos multimercados, que passaram pela crise de uma forma muito serena. Foi um teste muito interessante. O mercado de capitais hoje é muito interligado e essa correlação vai continuar. Os ativos financeiros têm de se alocar em algum lugar. A maioria dos países emergentes sofreu muito com a crise. Sobram apenas Brasil e China.

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